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Moradas visuais por Janaína Fernandes e Naiara Demarco

Os cercados e suas casas seguem suas rotinas em Almofala, terra do povo indígena Tremembé. A temporalidade sensivelmente marcada nas paisagens é aqui captada pelas texturas das construções, dos cajueiros e dos objetos que circulam no cotidiano; é também presente nas gerações que ali crescem e se nutrem do emaranhado de vidas e histórias que sinuosamente encaminham-se rente a cercas e estradas. As moradas, não sendo apenas produtos resultantes de uma subjetivação do espaço, são, antes, elaborações simbióticas de gente, parentesco e terra. As casas, com seu hermético interior, cerrado e quente, rivaliza com a brisa fresca - maresia - que balança as folhas dos pés de árvore, e que faz tremular as tucuns, pequenas redes de fios trançados onde descansam parentes, vizinhos e visitantes. Este ensaio, à guisa de falar sobre moradas, trata sobre o sensível, o tempo, a criação de parentesco e a terra.

A estudiosa
A Tucum e suas sombras
O cajueiro e suas sombras
Domesticada
O menino da casa
O cercado e o mundo
Troncos velhos (rizoma)
Taipa táctil

Ciclo de Ensaios Fotográficos

O ensaio exposto é um dos 13 trabalhos selecionados em 2020 para o Ciclo de Ensaios Fotográficos promovido pelo IRIS - Laboratório de Imagem e Registro de Interações Sociais.

Através de oficinas, ciclos de mostras, apoio a projetos de pesquisas, atividades de ensino e empréstimo de equipamentos a professores, pesquisadores e estudantes vinculados ao Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, o IRIS estimula a capacitação e a produção de conhecimento acerca da relação entre a prática antropológica e o uso da linguagem audiovisual e fotográfica em várias dimensões.

Se você faz parte da comunidade do DAN e deseja empregar os recursos técnicos e a linguagem fotográfica ou audiovisual em sua pesquisa, venha nos conhecer.

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Ficha Técnica

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