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O Sínodo que quer «mudar o rosto da Igreja» Uma visão muito pastoral que aponta caminhos, mas deixa de lado estratégias específicas, é o resultado de quase um mês de sínodo dos bispos. A presença da juventude foi elogiada, mas nem todos concordam com o novo rosto que o Sínodo pretende dar à Igreja.

Texto e fotos: Ricardo Perna

O Documento Final da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Jovens dedicado ao tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional» foi aprovado pelos 249 participantes que votaram o documento na aula sinodal. Com 12 capítulos, 167 parágrafos e 60 páginas, dividido em três partes, o documento vai beber a forma do Instrumentum laboris, o que traduz desde logo uma vontade dos padres sinodais em seguir de acordo com os caminhos apontados pelo documento de trabalho sinodal, que já tinha sido baseado nos contributos que os jovens deram no pré-sínodo e no questionário online que estiveram na base da elaboração do documento.

Em causa, realçam os padres sinodais, está a necessidade de preparar adequadamente «leigos, homens e mulheres, capazes de acompanhar as jovens gerações», que, perante fenómenos como a globalização e a secularização, se movem numa direção de «redescoberta de Deus e da espiritualidade».

É um documento essencialmente pastoral, que não aborda qualquer tipo de questões teológicas, mas que não estabelece normas e práticas claras, o que parece ir contra as pretensões dos jovens, que pretendiam que a Igreja delineasse estratégias. Apesar disso, o ponto 3 do documento aponta para uma «fase de aplicação», o que vai no sentido do Motu Proprio do Papa sobre o Sínodo, publicado pouco tempo antes de esta reunião ter tido início, e que indica a criação de um momento pós-sínodo, do qual ainda nada se sabe.

Houve quem falasse também na necessidade de realizar sínodos locais, nas dioceses, reunindo a juventude, os agentes pastorais e o clero, mas não saíram indicações precisas sobre o que poderá ser feito em cada local.

O Papa Francisco com alguns bispos e jovens na fotografia de família no final dos trabalhos do Sínodo

Pontos mais controversos foram a homossexualidade, a sinodalidade e a representatividade dos jovens

O documento foi aprovado na totalidade, ao contrário do que aconteceu no último sínodo sobre a família, em que alguns pontos foram rejeitados, mas publicados na mesma, por indicação do Papa Francisco. Neste caso, todos foram aprovados, embora, em alguns pontos, a maioria de 2/3 necessária para o aprovar ter sido quase colocada em causa. Entre os que provocaram mais polémica, está o ponto onde se refere a relação da Igreja com as pessoas homossexuais, que teve mais 20% de votos contra.

Havia muita pressão para o Documento final referir o termo LGBT, como dizia no Instrumentum laboris, mas tal não aconteceu. No entanto, o termo «tendências sexuais» com que habitualmente a Igreja se referia a estas pessoas foi substituído no documento pelo termo «inclinações sexuais», conforme diz o ponto 150 do documento, aquele que teve maior oposição, com 65 votos contra. «Neste ponto, o Sínodo reafirma que Deus ama todas as pessoas e assim faz a Igreja, renovando o seu empenho contra qualquer discriminação e violência de base sexual», diz o documento, que acrescenta que «reafirma a determinante relevância antropológica da diferença e reciprocidade entre o homem e a mulher e considera redutor definir a identidade da pessoa a partir unicamente da sua “orientação sexual”».

O documento aconselha que se «favoreçam» os percursos já existentes na Igreja para o acompanhamento de pessoas homossexuais. «Nesses caminhos, as pessoas são ajudadas a ler sua própria história; a aderir com liberdade e responsabilidade à sua vocação batismal; reconhecer o desejo de pertencer e contribuir para a vida da comunidade; para discernir as melhores formas para que isso aconteça. Isso ajudará todos os jovens, sem exceção, a integrarem cada vez mais a dimensão sexual na sua personalidade, crescendo na qualidade das relações e caminhar em direção ao dom de si», pode ler-se no ponto 150.

O cardeal John Ribat, arcebispo de Port Moresby (Papua Nova-Guiné), afirmou, em conferência de imprensa, que na Igreja «ninguém está excluído, todos estão em casa».

Um dos blocos que teve mais votos contra, na casa dos 15%, foi o capítulo que diz respeito à sinodalidade da Igreja, o que não deixa de ser curioso, pois foi um dos pontos mais falados e abordados por todos os participantes nestes dias. Neste campo, o documento sugere, no seu ponto 123, que os jovens tomem parte dos processos de decisão da Igreja nos vários níveis, naquele que é um dos objetivos mais práticos de aplicação em todo o documento. «O Sínodo pede para que se torne efetiva e ordinária a participação ativa de jovens nos lugares de corresponsabilidade das Igrejas particulares, bem como nos organismos das Conferências Episcopais e da Igreja universal. Pede também que se reforcem as atividades da secretaria juvenil no Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, através da criação de um organismo de representação dos jovens a nível internacional», indo ao encontro da proposta que saiu do círculo menor de língua portuguesa.

Este foi um ponto discutido durante o pré-sínodo e durante este Sínodo, mas não admira que seja algo que ainda provoca alguma resistência da parte de alguns bispos. Aliás, a verdade é que muitos dos bispos presentes representam a pastoral juvenil das conferências episcopais, e não propriamente a sua liderança, pelo que é ainda prematuro perceber as consequências desta sugestão.

No relatório dos Círculos Menores, os participantes de língua portuguesa deixaram estas sugestões:

«A nível de Igreja universal existe um Dicastério que acompanha a pastoral juvenil. Não obstante seria oportuno a criação de um “conselho” ou “observatório” mundial da juventude.»

«Sentimos que o Sínodo é uma oportunidade de manifestar a opção preferencial pelos jovens, traduzida em escolhas concretas e corajosas a nível paroquial, diocesano, nacional e internacional.»

«Mencionou-se a importância de um maior diálogo e colaboração entre os diferentes organismos da Cúria romana que, de alguma maneira, têm relação com o mundo juvenil.»

No ponto 124, o documento refere que «é pedido aos pastores a capacidade de fazer crescer a colaboração no testemunho e na missão, e de acompanharem os processos de discernimento comunitário, a fim de interpretarem os sinais dos tempos à luz da fé, guiados pelo Espírito, com o contributo de todos os membros da comunidade, a partir dos que se encontram nas periferias», num reconhecimento de que o processo sinodal deve descer até às comunidades locais, uma ideia que foi também sendo deixada ao longo destes dias por alguns dos participantes, em conversas com os jornalistas.

Houve briefings diários com a presença de participantes no Sínodo, que foram transmitindo as suas vivências e revelando algumas dos assuntos em discussão na aula sinodal.

Reconhecer o impacto dos abusos

Na primeira parte, o documento mostra o «reconhecimento» que os padres sinodais fazem do «contexto em que os jovens estão inseridos». No ponto 7, os padres sinodais reconhecem que os jovens querem ser «acolhidos, reconhecidos e acompanhados». Reconhecendo que «não faltam iniciativas e experiências onde os jovens podem ser acolhidos», o documento também reconhece que «às vezes prevalece a tendência de fornecer respostas feitas e receitas prontas, sem deixar que as questões dos jovens surjam com a sua novidade e provocação».

O capítulo fala de «três desafios cruciais»: «a novidade do ambiente digital», que representa «uma extraordinária oportunidade de diálogo, encontro e partilha entre as pessoas»; «os migrantes como paradigma do nosso tempo», uma realidade que «suscita alarme e medo, muitas vezes fomentados e explorados para fins políticos. Difunde-se uma mentalidade xenófoba, de isolamento sobre si próprio, o qual é preciso reagir com decisão; e o «reconhecer e reagir a todo o tipo de abuso», onde os padres sinodais elogiam «quem tem a coragem de denunciar o mal sofrido».

A questão dos abusos está, aliás, bem vincada no documento, que elenca «abusos de poder, económicos, de consciência e sexuais». O assunto foi estando presente ao longo dos dias nas conferências de imprensa com os participantes, principalmente na necessidade de admitir o problema para que ele não se volte a repetir. O texto realça a necessidade de «reagir a todos os tipos de abuso» e «pedir perdão» pelo sofrimento causado por «alguns bispos, sacerdotes, religiosos e leigos» nas vítimas, entre elas muitos jovens.

«O Sínodo reconhece que abordar a questão do abuso em todos os seus aspetos, com a preciosa ajuda dos jovens, pode realmente significar uma oportunidade para uma reforma de dimensão epocal»

A questão é apresentada como um «sério obstáculo» à missão da Igreja, pelo que o Sínodo afirma um «sério compromisso» de adotar medidas «rigorosas» de prevenção, a partir da «seleção e formação» dos que têm responsabilidades educativas.

Lucas Galhardo foi um dos participantes jovens do Sínodo, e o único de língua portuguesa. O jovem brasileiro falou do problema dos abusos. «É algo que nos incomoda muitíssimo, a nós jovens, e espero que haja medidas concretas, por parte das Conferências Episcopais, das Igrejas locais, para que não se repitam», referiu, na sala de imprensa da Santa Sé, onde esteve para partilhar a sua experiência com os jornalistas.

O jovem brasileiro falou dos testemunhos de sofrimento, narrados pelas vítimas, sustentando que «a Igreja dos abusos de poder não é a Igreja de Jesus Cristo». «Essa não é a Igreja que a maioria dos jovens quer, a Igreja que queremos é a Igreja da alegria, do amor, a Igreja sinodal, de estarmos realmente a caminhar juntos», assinalou.

Dedicar bens e recursos da Igreja à pastoral juvenil

No segundo capítulo, o Documento é mais «interpretativo» e oferece algumas «chaves de leitura fundamentais sobre os temas sinodais». Os padres sinodais falam de um «novo Pentecostes» e de um «espírito que rejuvenesce a Igreja».

Aqui, destaca-se a figura do acompanhante, um perfil que foi muito falado na aula sinodal. «Uma autêntica missão, que requer disponibilidade apostólica de quem a cumpre», refere o ponto 101 do documento.

Para realizar este serviço, diz o documento, aquele que acompanha «precisará de cultivar a sua vida espiritual, alimentando o relacionamento que o liga àquele que lhe atribuiu a missão. Ao mesmo tempo, precisará de sentir o apoio da comunidade eclesial a que pertence. Será importante que receba formação específica para esse ministério em particular e que também possa ele próprio beneficiar de acompanhamento e supervisão», referem os padres sinodais no ponto 103. Uma ideia também lançada pelo círculo menor de língua portuguesa.

«Sublinhou-se a necessidade de fazer escolhas corajosas em ordem à renovação da Pastoral Juvenil, investindo nela recursos humanos e materiais. Debateu-se a necessidade de haver pessoas com dedicação exclusiva à pastoral juvenil.»

«Escolhas para uma conversão espiritual, pastoral e missionária»

Além da parte dedicada à sinodalidade, que já abordámos acima, a terceira parte do documento fala na necessidade de repensar a paróquia, «numa lógica de corresponsabilidade eclesial e de zelo missionário, desenvolvendo sinergias no território. Só assim pode aparecer um ambiente significativo que intercepta a vida dos jovens», pode ler-se no documento, que deixa o aviso. «Uma visão da ação paroquial delimitada apenas por fronteiras territoriais e incapaz de interpelar com propostas diversificadas os fiéis e, em particular, os jovens, aprisionariam a paróquia numa imobilidade inaceitável e numa preocupante repetição pastoral», consideram.

Pedem também aos sacerdotes e religiosos que tornem a sua «vida privada» mais fácil de «decifrar» aos olhos dos fiéis. «A proximidade efetiva, o compartilhamento de espaços e atividades criam as condições para uma comunicação autêntica, livre de preconceitos», considera o documento no ponto 130.

Quanto à catequese, pedem maior empenho dos catequistas na sua formação e capacidade de acompanhamento dos jovens ao nível da «linguagem e metodologia». «É importante cuidar adequadamente de sua formação e assegurar que seu ministério seja melhor reconhecido pela comunidade».

Sobre a pastoral vocacional e juvenil, o Sínodo «avança com a proposta da elaboração, ao nível das Conferências Episcopais nacionais um “Diretório de Pastoral Juvenil” em chave vocacional que possa ajudar os responsáveis diocesanos e agentes locais a melhorarem a formação com e para os jovens».

Sobre a formação dos próprios sacerdotes, o documento fala na necessidade de fazer um bom «discernimento inicial». «Muitos jovens apresentam-se nos seminários sem uma consciência adequada e uma leitura correta da sua própria história», diz o documento, que alerta para os «seminaristas errantes». «A instabilidade relacional e afetiva, e a falta de raízes eclesiais são sinais perigosos. Negligenciar a legislação eclesial a esse respeito constitui um comportamento irresponsável, que pode ter consequências muito graves para a comunidade cristã», lê-se no ponto 163.

Por isso, o documento sugere a necessidade de seguir as indicações recentemente dadas pelo Papa Francisco no documento Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis, que define todas estas normas, pede equipas qualificadas com a presença de mulheres nos seus quadros.

A presença de mulheres nas equipas de preparação dos seminários e dos cursos pré-matrimoniais é outro assunto abordado, desejando-se que este esforço leve a «superar tendências de clericalismo».

O desafio do digital tem a marca dos jovens

A questão da comunicação digital foi das mais referidas como essencial no que toca a permitir o maior protagonismo desejado pelos jovens na Igreja. Reconhecendo que nestas matérias os jovens «estão à frente dos pastores», o documento final aponta para a necessidade «aprofundar o conhecimento da sua dinâmica e do seu alcance do ponto de vista antropológico e ético», para promover o seu «potencial comunicativo em vista do anúncio cristão».

Para isto, «os jovens cristãos, nativos digitais como os seus pares, encontram aqui uma missão autêntica, na qual alguns já estão empenhados. São os próprios jovens que pedem para ser acompanhados num discernimento sobre os modos de vida maduros em um ambiente fortemente digitalizado que permite aproveitar as oportunidades, evitando os riscos».

O Sínodo espera que na Igreja se «estabeleçam escritórios ou órgãos apropriados para a cultura e a evangelização digital nos níveis apropriados, que, com a contribuição indispensável dos jovens, promovam a ação e reflexão eclesial neste ambiente». Os padres sinodais sugerem ainda que, «além de promover o intercâmbio e a disseminação de boas práticas ao nível pessoal e comunitário, e desenvolver ferramentas adequadas para a educação e evangelização digital», estes departamentos possam originar protocolos «de certificação de sites católicos, para conter a disseminação de notícias falsas em relação à Igreja, procurando maneiras de persuadir as autoridades públicas a promover políticas e ferramentas cada vez mais rigorosas para a proteção de menores na web».

A realidade dos migrantes, «paradigma do nosso tempo»

O documento sinodal concentra-se também no tema dos migrantes, «paradigma do nosso tempo», como um fenómeno estrutural, e não uma emergência transitória. Muitos migrantes são jovens ou menores desacompanhados, que fogem da guerra, violências, perseguição política ou religiosa, desastres naturais, pobreza e que acabam vítimas de tráfico, drogas, abusos psicológicos e físicos.

A preocupação da Igreja é acima de tudo em relação a eles - diz o Sínodo – na ótica de uma «autêntica promoção humana que passa pelo acolhimento de refugiados», e seja ponto de referência para tantos jovens separados das suas famílias de origem. Mas não só: os migrantes - recorda o Documento - são também uma «oportunidade de enriquecimento para as comunidades e sociedades a que chegam e que podem ser revitalizadas por eles».

A migração é um dado histórico, da humanidade, mas é preciso sobretudo a partir de África e de outros países perceber que os governos locais devem assumir-se como responsáveis pela governação política, económica, educacional do país Muitas vezes os nossos governos procuram satisfazer interesses pessoais ou do grupo do quem empenhar-se seriamente no bem comum do país.

Por outro lado, ao nível da Europa e outras regiões, perceber o que se deve fazer em conjunto não só para estancar e criar condições lá, com os problemas humanitários, mas como fazer em conjunto, de uma forma solidária e generosa, para acolher os que precisam de ser acolhidos nesta fase, para depois poderem organizar a sua vida com maior dignidade e esperança para o futuro. O mundo tornou-se uma aldeia global, e os problemas têm de ser resolvidos de forma global, sem tirar responsabilidade a quem as tem.

Cardeal Arlindo Furtado, de Cabo Verde

Ressoam, portanto, os verbos sinodais «acolher, proteger, promover, integrar» indicados pelo Papa Francisco para uma cultura que «supere a desconfiança e o medo». Os bispos também pedem mais empenho em garantir àqueles que não desejam migrar o direito de permanecerem no seu próprio país. A atenção do Sínodo também se dirige àquelas Igrejas ameaçadas em sua existência, pela emigração forçada e pelas perseguições sofridas pelos fiéis.

O documento final, apresentado este sábado no Vaticano, presta homenagem aos jovens que, por causa da sua fé, sofrem «vários tipos de perseguição, mesmo até à morte».

«Nalguns locais, os católicos, juntamente com outras denominações cristãs, são uma minoria, que conhece, por vezes, discriminações e também perseguições», assinala o texto aprovado pelos participantes, após mais de três semanas e meia de debate.

Os bispos e jovens reunidos no Vaticano sublinham, por outro lado, o impacto dos «fenómenos migratórios» a nível mundial. «A preocupação da Igreja relaciona-se, em particular, com os que fogem da guerra, da violência, da perseguição política ou religiosa, dos desastres naturais provocados pelas alterações climática e da pobreza extrema», refere o documento, recordando que muitas destas pessoas são jovens.

No Sínodo, acrescenta o texto, soou o «grito de alarme» dos católicos «obrigados a fugir da guerra e das perseguições», Igrejas que veem nestas migrações forçadas «uma ameaça para a sua própria existência».

O Patriarca de Antioquia dos Sírios, D. Inácio José III Younan, representante da Igreja síria no Sínodo dos Jovens afirma, em declarações à Família Cristã à margem dos trabalhos do Sínodo, que a necessidade de «reconstruir» está também ligada à vontade de que regressem os que fugiram do país. «As necessidades na Síria são, em primeiro lugar, inspirar a confiança nas famílias, especialmente nos jovens, para que regressem à sua terra, para reconstruir», diz.

D. Inácio José III Younan afirma que, por causa da guerra civil, «houve danos muito elevados», e as necessidades do país e do povo sírio precisam da boa vontade e da colaboração de toda a Igreja. «Temos necessidade de reconstruir», afirma o bispo sírio, que relata os danos «muito elevados» e a destruição «tanto de casas, como de escolas e igrejas».

O otimismo existe, mas o prelado sírio refere que este é um «trabalho muito árduo» onde espera «conseguirmos fazer algo».

No seu discurso final, o cardeal Luís Raphael I Sako, patriarca de Babilónia dos Caldeus (Iraque), pediu no final dos trabalhos da assembleia que a Igreja não se esqueça dos “cristãos do Oriente”, porque sem eles o Cristianismo perde as suas «raízes».

No final dos trabalhos, o Papa Francisco agradeceu o empenho de todos, em particular dos jovens que acompanharam todo o Sínodo, e deixou o aviso de que nada acaba com este documento. «O Sínodo não é um parlamento, é um espaço protegido onde o Espírito pode atuar. O resultado do Sínodo não é o documento, mas deve trabalhar em nós. Estudámos e aprovámos o documento, mas o Espírito dá-nos o documento para que trabalhe no nosso coração. Somos os primeiros destinatários do documento», declarou.

O documento foi entregue ao Papa Francisco, e hoje, na missa será lida a carta que os participantes prepararam dirigida aos jovens de todo o mundo. Se o Papa decide tornar este documento o resultado oficial do Sínodo ou se irá ele próprio elaborar algum documento só saberemos mais para a frente.

A reportagem no Sínodo dos Bispos é realizada em parceria para a Família Cristã, Agência Ecclesia, Flor de Lis, Rádio Renascença e Voz da Verdade, com o apoio da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

Credits:

Ricardo Perna | Família Cristã

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