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Um Museu... Um Serviço Educativo... Um Património a explorar... Jornadas Europeias do Património 2020 - Património e Educação

O Município de Albufeira associa-se às Jornadas Europeias do Património 2020 este ano subordinadas ao tema “Património e Educação”. A temática pretende sensibilizar para o papel do património na educação e para o papel da educação no património, para a riqueza e para a complexidade desta relação – nos monumentos, na paisagem, nos jogos, nos museus ou nos sítios arqueológicos, entre muitos outros. Para tal o Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira preparou uma exposição onde são apresentadas as novas valências do equipamento no campo da acessibilidade e do conhecimento. Pretendemos ainda dar a conhecer o trabalho do SED - Serviço Educativo e Divulgação, que ao longo dos anos tem desenvolvido um conjunto de atividades e visitas que exploram a história e servem de ligação entre o Público e o Património.

Museu Municipal de Arqueologia

O Museu Municipal está integrado no núcleo urbano mais antigo da cidade. A exposição permanente integra bens arqueológicos que nos ajudam a compreender a história de Albufeira, desde as suas origens mais remotas até ao século XVIII, e está dividido em quatro grandes temáticas: Pré-história, Período Romano, Período Visigótico e Islâmico e Época Moderna. Com a missão de investigar, inventariar, conservar, documentar e interpretar, o museu contribui para a construção da nossa identidade coletiva. Este museu foi inaugurado a 20 de agosto de 1999 e reabriu recentemente depois de um período de obras de renovação que o tornaram mais acessível. Dispondo agora de tecnologias interativas (App do museu com Língua Gestual Portuguesa e Inglesa, vídeos e jogos), de um discurso mais acessível, bilingue e em Braille, para além dos novos acessos físico e instalações acessíveis (rampa, plataforma elevatória e WC adequado a pessoas com deficiência), novas valências que tornam o museu mais inclusivo.

O SED - Serviço Educativo e Divulgação

O Serviço Educativo do Museu Municipal de Albufeira pretende, ao longo desta apresentação digital, chegar a públicos anteriormente inacessíveis pelas barreiras físicas e intelectuais próprias de um edifício antigo e de uma exposição demasiado técnica. Novos tempos pedem novas abordagens educativas. Pegamos no património exposto e transpusemo-lo para fora dos seus muros, levando o visitante até ao património, seja ele na cidade ou no resto do concelho. Estabelecemos uma ligação entre o património e o valor intrínseco que este representa para Albufeira e, de forma mais lata e abrangente, fomentamos a aquisição de competências na formação cívica e de cidadania.

Visita ao Museu

Esta visita faz uso das novas valências interativas do museu, dando uma visão única das coleções cá expostas. Um passeio pela história que se inicia na pré-história e atravessa todos os pontos históricos da presença do homem em Albufeira. Dos romanos aos bárbaros, dos árabes à reconquista, dos descobrimentos ao terramoto de 1755, o Museu de Albufeira alberga muitos elementos interessantes que relatam a sua história.

Visitas à Zona Antiga

A visita à zona antiga, faz a transição dos artefactos do museu para o património construído da cidade. Focando-se no antigo núcleo urbano da cidade, este passeio permite-nos conhecer o castelo de Albufeira, os arruamentos estreitos que nos transportam pela história, a histórias da toponímia destas ruas antigas, vários pontos que contam a evolução, o crescimento, destruição e reconstrução desta área antiga.

Visita à zona antiga

Castelo de Paderne

O Castelo de Paderne, construído num local privilegiado e ladeado pela Ribeira de Quarteira, foi fundado pelos almóadas na 2ª metade do século XII.

É um hisn, ou seja, uma pequena fortificação rural com dispositivo defensivo dotado de uma torre albarrã, com planta quadrangular, que se conserva ainda hoje com uma altura superior a 9 m.

Na construção das suas muralhas a que, atualmente, se acede por um único portão, foi exclusivamente utilizado um processo construtivo já esquecido, a taipa militar: amassaduras de terra local acrescidas de inertes e estabilizadas com cal aérea, que foram compactadas, entre taipais, por apisoamento.

No interior do castelo, podemos observar as estruturas habitacionais, demonstrando que, ao abrigo das muralhas, o espaço foi totalmente urbanizado com ruas estreitas mas de traçado ortogonal, percorridas por um complexo sistema de esgotos que conduziam as águas residuais para o exterior do recinto fortificado. As ruas formavam quarteirões, com uma densidade de ocupação própria dos contextos urbanos da época islâmica, com caraterísticas habitações de pátio central descoberto ao qual se acedia desde todas as salas.

Após a conquista cristã do Algarve instalou-se no castelo uma nova população, que adaptou ou alterou, com conceitos distintos, o modelo doméstico inicial. Duas cisternas dão testemunho dos dois principais momentos de ocupação do castelo - o islâmico e o cristão.

No interior do castelo, junto ao portão de acesso, destacam-se as ruínas de um templo, que foi de evocação de Nossa Senhora da Assunção e primitiva sede paroquial de Paderne, entre meados do século XIII e as primeiras décadas do século XVI.

Visita ao Castelo
Visitas ao Castelo

Visita ao exterior e interior desta fortificação islâmica com explicação histórica da sua construção, ocupações e abandono.

Peddy-paper do Castelo

Nesta atividade os participantes, pequenos ou graúdos, percorrem os espaços do Castelo recorrendo a diversas pistas. Assim acabam por conhecer o castelo e o seu espaço envolvente de uma forma lúdica, ao mesmo tempo que aprendem sobre as suas origens, a sua história e as suas "estórias". Um percurso que poderá ser em grupo escolar ou em família.

Peddy-paper

Percurso Pedestre da Ribeira de Quarteira

O percurso pedestre desenvolve-se ao longo da margem esquerda da ribeira de Quarteira. Habitualmente o ponto de partida é o viaduto, iniciando o percurso em direção à Azenha do Castelo, fazendo paragens e breves explicações na Ponte do Castelo, no Moinho e Forno e acabando o percurso com visita ao Castelo de Paderne. De referir que esta visita não aborda somente o aspeto histórico-cultural mas tem uma forte abordagem à fauna e flora em que este percurso é rico.

Azenha do Castelo

A Azenha trata-se de um sistema tradicional de moagem, que tem por força motriz a água (o impulso da água). A sua passagem faz mover rodízios de madeira que estão ligados a uma mó. Esta, mói o cereal (trigo, milho, cevada, aveia, etc) transformando-o em farinha. Era o moleiro e a família, que aqui habitavam, que controlavam a quantidade de água e abriam ou fechavam as comportas, não só para possibilitar a laboração do moinho, mas também para fazer chegar a água aos terrenos agrícolas.

Ponte Medieval de Paderne

A ponte de Paderne, do período medieval, terá sido construída para servir o Castelo. Pensa-se que faria a ligação de uma antiga estrada entre Loulé e Silves. A ponte é constituída por um tabuleiro retilíneo, suportado por 3 arcos de volta perfeita, assentes em dois pilares sobre o leito da ribeira sobrepostos por talha-mar ou quebra-rios, com a forma de prisma triangular. A inscrição sobre o arco central, que refere o ano de 1771, julga-se ser relativo às obras de remodelação que sofreu, após o terramoto de 1755.

Moinho e Forno

Neste moinho bastante destruído, conseguem-se ver algumas mós e a levada (canal que fazia a transportação da água até ao moinho).

Podemos ainda observar a casa do Moleiro, numa cota superior para proteção das cheias da ribeira e ainda um forno, onde se coziam os pães.

Desenvolvido por:

Equipa SED - Serviço Educativo e Divulgação do Museu Municipal de Arqueologia Município de Albufeira