METODOLOGIA DA PESQUISA Bianca Siqueira

Apresentação da oficina

A proposta dessa atividade consiste na resolução de 4 questões de múltipla escolha com base nos conteúdos ministrados em sala e na leitura da adaptação de dois artigos, sendo o primeiro da portuguesa Olga Pombo, intitulado Práticas Interdisciplinares e publicado no ano de 2006, e o segundo intitulado O processo de construção de uma pesquisa interdisciplinar: simetria e conceitos nômades, que descreve uma pesquisa realizada em Maria da Fé, sul do estado de Minas Gerais e vinculada à Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI.

O primeiro artigo apresenta uma abordagem majoritariamente teórica, enquanto o segundo visa demonstrar na prática o desenrolar de uma pesquisa interdisciplinar (Sugestão: com base nas referências, ler na íntegra os artigos que são referência!). Compreender o movimento da interdisciplinaridade, ou seja, da integração de diferentes disciplinas, perpassa pelo rompimento de barreiras e muros que separam conceitos, áreas e teorias, expandindo as possibilidades nas pesquisas e no desenvolvimento de novos saberes. O fazer científico, sem dúvidas, passa pela necessidade de contextualização e conexão de conhecimentos, aspectos éticos e metodologias adequadas à sua aplicação.

Texto Adaptado para Leitura

No contexto contemporâneo, conceitos como pluridisciplinaridade, transdisciplinaridade, multidisciplinaridade e interdisciplinaridade constituem as bases para a discussão das relações entre diferentes disciplinas dentro de processos de formação de conhecimento, em que se permite ao pesquisador perpassar por diversas áreas que as ciências abrangem, possibilitando assim uma construção harmônica acerca da pesquisa não mais polifônica.

Desta forma, compreender a noção de disciplina é basilar à discussão da interdisciplinaridade. Segundo Morin (2002), as disciplinas têm uma história, partindo do nascimento, institucionalização, evolução, esgotamento, e essa história está inscrita na da Universidade, que, por sua vez, está inscrita na história da sociedade. As disciplinas surgem como uma forma hermética de delimitação de conceitos, fragmentados, organizados linearmente e isolados da realidade.

Na construção da pesquisa interdisciplinar, Morin (2000) ressalta que o parcelamento e a compartimentação dos saberes impedem a apreensão do que está tecido junto. A partir deste prisma, ampliam-se as formas de entendimento acerca dos diversos elementos inseridos na ciência e na pesquisa, para além da junção e diálogo entre as disciplinas, cuja proposta sustenta a interdisciplinaridade, mas atingindo a compreensão dos elementos imbricados e conectados neste processo como um todo.

A interdisciplinaridade traduz-se na constante emergência de novas disciplinas que não são mais do que a estabilização institucional e epistemológica de rotinas de cruzamento de disciplinas. Este fenômeno, não apenas torna mais articulado o conjunto dos diversos “ramos” do saber, como o fazem dilatar, constituindo mesmo novos espaços de investigação, surpreendentes campos de visibilidade. Trata-se de um conjunto disciplinar aberto, potencialmente alargável, sujeito às variações resultantes das exigências colocadas pela complexidade da área de estudo e cujo estatuto disciplinar - pelo menos por enquanto - dificilmente se deixa apreender pelos critérios tradicionais de delimitação das disciplinas.

Digamos que a interdisciplinaridade existe, sobretudo, como prática. Ela traduz-se na realização de diferentes tipos de experiências interdisciplinares de investigação (pura e aplicada) em universidades, laboratórios, departamentos técnicos; na experimentação e institucionalização de novos sistemas de organização, programas interdepartamentais, redes e grupos interuniversitários adequados às previsíveis tarefas e potencialidades da interdisciplinaridade; na criação de diversos tipos de institutos e centros de investigação interdisciplinar que, em alguns casos, se constituem mesmo como o polo organizador de novas ciências, a sua única ou predominante base institucional.

Referimo-nos àquelas práticas decorrentes de limites sentidos no interior das disciplinas especializadas. O aprofundamento da investigação numa disciplina leva ao reconhecimento da necessidade de transcender as fronteiras disciplinares.

RAYNAUT, Claude. Interdisciplinaridade: mundo contemporâneo, complexidade e desafios à produção e à aplicação de conhecimentos. In: Interdisciplinaridade em ciência, tecnologia & inovação. Arlindo Philippi Jr; Antonio J. Silva Neto, editores. Barueri, SP: Manole, 2011.

MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

Created By
Lucas Campos Moura
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