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Blended learning Ensino Híbrido - Dicas e sugestões

Ensino Híbrido, ou blended learning, é uma estratégia pedagógica que mistura momentos de aprendizagem presenciais (offline) e digitais (online). Esta tendência do século XXI, tem como objetivo inserir a tecnologia, tão presente no dia a dia de crianças e jovens, na educação, promovendo um ensino mais eficiente, interessante e personalizado. É um modelo que, pelas características destacadas anteriormente, incentiva a cooperação entre educadores e estudantes, com o objetivo de melhorar a experiência de ensino e aprendizagem. Combina diferentes presenças (físicas e digitais), tempos (síncronos e assíncronos), tecnologias (analógicas e digitais), culturas (pré-digital e digital) e espaços e ambientes de aprendizagem (analógicos e digitais).

O ensino híbrido, quando aplicado de maneira efetiva, potencializa o ensino, unindo o que há de melhor na educação online e na educação presencial. Uma das suas maiores vantagens é oferecer, ao aluno, mais controlo sobre o processo de aprendizagem e, consequentemente, mais autonomia. Através desta forma de ensino, o aluno possui flexibilidade de ambientes e horários para estudar e, assim, se torna responsável e protagonista de seu processo de aprendizagem.

O ensino híbrido também transforma o papel do professor. Ele passa atuar como um mediador da aprendizagem e dedica mais tempo atendendo às dificuldades de seus alunos.

in: HORN, Michel B; STAKER, Heather - The blended Workbook - Learning to design the schools of the future, 2020 (p.15)
Modelo Híbrido - Rotação por estações

Modelo Laboratório Rotacional

A rotação ocorre em espaços físicos, entre a sala de aula e um laboratório de informática ou biblioteca, onde se podem desenvolver atividades de aprendizagem online. Pode ocorrer numa única aula, com a turma dividida em grupos, ou em aulas e dias consecutivos.

Ensino Híbrido - Laboratório Rotacional

Modelo de rotação individual

A rotação individual é uma metodologia ativa de ensino que fica em baixo do "guarda-chuva" do Ensino Híbrido. É semelhante ao modelo de rotação por estações, mas neste modelo os alunos têm roteiros individuais elaborados pelo professor e fazem rotações seguindo esses roteiros personalizados.

O modelo de Rotação Individual permite que os alunos rodem através das estações, mas de modo diferente de outros modelos, já que neste o aluno tem seu roteiro programado por ele mesmo ou pelo professor e "navega" pelas estações sozinho. A ideia de montar estações é para que os alunos experimentem diferentes estilos de aprendizagem para um mesmo conteúdo. Assim quando montar as estações pense em materiais variados para que um aluno possa interagir, por exemplo: livros, vídeos, imagens, conteúdos online, slides, etc.

Nesse caso os alunos não precisam necessariamente passar por todas as estações, mas devem passar por aquelas que fazem sentido para sua aprendizagem, considerando o nível de conteúdo em que se encontram, suas dificuldades e a forma como aprendem melhor.

ModeloSala de Aula Invertida Fipped Classroom

Na Sala de Aula Invertida, também conhecida como Flipped Classroom, o estudante tem a oportunidade de aprender previamente um conteúdo num ambiente online, fora da sala de aula de forma assíncrona. Durante a sala de aula síncrona, o aluno terá mais tempo para exercitar o conteúdo previamente estudado e o professor servirá como um guia para ajudar no entendimento e esclarecimento de dúvidas.conteúdos online de acordo com suas necessidades individuais e não as de todos os alunos.

No modelo de Rotação Sala de Aula Invertida, o aluno tem seu ritmo próprio. e visualiza . Quando os alunos vêm para a sala de aula, sugere-se que o professor esteja disponível para orientá-los na forma como os alunos devem aplicar o que aprenderam on-line, uma vez que a primeira tarefa é entregue desta forma tornando-se a sala de aula um ambiente interativo, que envolve os alunos mais diretamente na sua educação.

Modelos Híbridos Disruptivos

Modelo à La Carte

Experiência de escola integral que combina sessões no espaço físico da escola com sessões online em qualquer espaço, seja dentro ou fora da escola.

Este modelo difere da sala de aula invertida, porque os alunos não se encontram fisicamente com os professores todos os dias da semana. E é uma experiência integral de toda a escola, não um modelo curso a curso, disciplina a disciplina.

Modelo Flex

No Modelo Flex, é disruptivo. Os alunos alternam entre as modalidades de aprendizagem de uma programação fluída e personalizada que usa a aprendizagem on-line como base. Similarmente ao Rotação por Estação, os alunos aprendem, primordialmente, na escola (enquanto espaço físico) mas, sob o Modelo Flex, cada classe é dividida em componentes online e offline.

A sua principal vantagem é a transversalidade curricular que possibilita a concretização de projetos de Turma, permitindo:

  • Um plano de treino flexível para os alunos, dependendo de sua necessidade e nível de capacidade;
  • Uma aprendizagem, que seja um ajustada às necessidades dos alunos;
  • Um maior controlo dos alunos sobre sua experiência de aprendizagem e o modo como aprendem;
  • Um suporte individual para alunos, já que o papel do Professor é adaptado para facilitar a aprendizagem colaborativa, em vez da aprendizagem direta.
Esquema do Modelo Flex

Modelo Virtual Enriquecido

No Modelo Virtual Enriquecido os alunos aprendem principalmente online, podendo a aprendizagem ser feita em sala de aula direta/física (no ensino presencial) ou através da orientação do Professor, em sala de aula virtual.

Nesta segunda situação, o Professor orienta o trabalho e as aprendizagens a partir da sua casa para a casa de cada um fazendo uso da tecnologia digial e dos ambientes e plataformas digitais, de recursos educativos abertos (REA) criando (para além das sala de aula virtuais) por intermédio das redes sociais em grupo fechado (whatsapp, Facebook, Discord, etc), fóruns de discussão num formato de aprendizagem "quase" informal.

Esta metodologia já muito utilizada pelos Professores Portugueses aquando do Ensino Remoto de Emergência, causado pela obrigatoriedade de confinamento pandémico ou isolamento profilático.

O que devo pensar quando pretendo fazer uma atividade no formato de aprendizagem híbrida?

Que aspetos devo ter em conta quando planifico uma atividade de ensino Híbrido?

Planificação de Atividades em Ambientes Hibridos de Aprendizagem (exemplo)

Retirado de documentos deapoio à Ação de Formação da Capacitação Digital Docente - nível 3

Considerações Finais

Para aplicar qualquer um dos modelos do Ensino Híbrido é necessário que o professor planifique sua aula considerando cada um dos momentos característicos de cada modelo, levando em consideração:

1) O que cada aluno ou grupo de alunos estará a fazer em cada momento (se estarão sozinhos ou em grupo, em atividades de pesquisa, teórica ou prática, em atividades online ou offline);

2) O que o professor estará fazendo em cada um dos momentos (se estará fixo numa estação ou livre para circular entre as estações);

3) A dinâmica da aula como um todo.

Em qualquer um destes modelos é preciso uma mudança na postura dos alunos, do professor e da própria escola em si. Não é um processo que é construído de uma hora para a outra. Portanto, persista, seja companheiro dos alunos, esteja recetivo a possíveis falhas mas, sobretudo, experimente e aproveite a oportunidade de construir uma escola mais virada para o Séc. XXI, sempre com a noção de que não há receitas milagrosas e a aprendizagem do aluno não deve ser feita num único formato, seja ele expositivo ou em modelos virtuais.

Qualquer que seja a situação, faça da Biblioteca Escolar, (através das Professoras Bibliotecárias) seu parceiro e companheiro de partilhas e aventuras.

Trabalho realizado por: Paula Sousa (PB - AE Soares Basto- OAz)

Referências Bibliográficas:

HORN, Michel B; STAKER, Heather - The blended Workbook - Learning to design the schools of the future, 2020 (p.15)

Moreira, J. A. (2020). Educação e ambienetes hibridos de aprendizagem: um processo de inovação sustentada. (U. Aberta, Ed.) Revista UFG, vol. 20: e66027, p. 29.

Staker, H. (maio de 2012). Classifying K-12 Blended Learning. Innosight Institute.

Tucker, C. R., & Green, j. T. (s.d.). Blended Learning in action: a pratical guide. Londres: Corwin.

Created By
Professora Paula Cristina Sousa
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Credits:

Criado por Paula Sousa para divulgação e ajuda aos professores que pretendem começar a mudança de paradigma educativo, por intermédio da Biblioteca Escolar do AE Soares Basto - Oliveira de Azeméis