Às margens do Rio Purus Por trás de belas paisagens, pobreza e desmatamento, na Amazônia

Texto e fotos: Hermann Nass

Em 2012, época em que foram feitos esses registros, numa viagem de quatro semanas pelo sul do Amazonas, os habitantes de Lábrea vivenciavam o impacto da finalização do asfaltamento da BR-319 e da construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, no Rio Madeira. Seus cerca de 40 mil habitantes estão distribuídos entre o núcleo urbano e as margens do Rio Purus e de seus afluentes. Predomina a habitação em palafitas e o serviço de saúde existente – com atendimento básico e ambulatorial – procura se adaptar às condições de moradia locais, com a utilização de embarcações que se movimentam pela hidrovia do Rio Purus. Em casos mais graves, é preciso procurar atendimento em Manaus, distante 703 km em linha reta, numa viagem de quatro a cinco dias de barco.

O Rio Purus, último grande afluente da margem direita do Rio Solimões, é o eixo vital da atividade econômica de Lábrea, centrada na agropecuária e responsável por colocar o município entre aqueles de maior PIB da Amazônia.

Lábrea foi inserida entre os 36 municípios que mais desmatam no Brasil. Possui uma enorme extensão territorial (68.229 km2) e sua sede fica localizada no km 0 da BR-230, a Transamazônica. A atuação marcante de movimentos sociais no processo de criação de Unidades de Conservação de Uso Sustentável tem sido fundamental para a garantia do protagonismo da classe extrativista local.

Credits:

Hermann Nass

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