Loading

Brasil avança a passos largos nos cafés especiais Com apoio de cooperativas e novos investimentos, setor deve dobrar o valor de mercado até 2021

Reportagem e fotos: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

05/08/2018 - SÃO PAULO - Com crescimento médio de 20% nos últimos seis anos, o segmento de cafés especiais vive hoje no Brasil o seu melhor momento. A avaliação é de quem vive esse mercado em todas as suas etapas: desde as plantações nas propriedades rurais passando por cafeterias e exportadores que lidam com clientes internacionais diariamente.

A tendência mundial da busca por produtos com maior qualidade também chegou ao mundo dos cafés. E veio para ficar. Um estudo da agência de pesquisas Euromonitor Internacional realizado em 2017 estima que o mercado de cafés especiais deve crescer 15,7% por ano até 2021, quando movimentará R$ 3,9 bilhões. Os dados mais recentes disponíveis, de 2016, indicam R$ 1,7 bilhão em negócios.

Para Rodrigo Godoi, consultor da Euromonitor, as razões para a expectativa de tamanho crescimento são a soma de investimentos ao longo da cadeia produtiva com o maior interesse dos consumidores.

“É uma expansão forte devido aos investimentos de empresas novas e existentes. Esse mercado, apesar de vivenciar um alto crescimento, ainda não é totalmente conhecido pelos brasileiros”, diz Rodrigo Godoi, consultor da Euromonitor.
Boa condução da lavoura é fundamental para obter cafés com alta pontuação. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

Mercado agitado

Em 2017, o Brasil consumiu 489 mil sacas de cafés especiais e, em 2021, essa cifra deve passar de um milhão de sacas. “Estamos trabalhando em colaboração com instituições mundiais para levar cada vez mais a questão da qualidade e da sustentabilidade para os consumidores”, diz Vanusa Nogueira, diretora da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

“Sem dúvida, vamos assumir a liderança do mercado de cafés especiais nos próximos anos em volumes e em valores”, diz Vanusa Nogueira, da BSCA.

O governo brasileiro também tem trabalhado para levar o café brasileiro mais longe. No fim de julho, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) assinou um convênio de R$ 14 milhões com a BSCA para promover os cafés especiais no exterior. Um dos principais alvos será o mercado asiático.

“Na China, o consumo de café cresce a cada dia, em especial o do mais sofistificado, que é o grande mobilizador da imagem do café”, diz Roberto Jaguaribe, presidente da Apex. Para ele, a estratégia é válida porque esse mercado ainda é jovem e tem 1,4 bilhão de consumidores. “Na China, temos a oportunidade de ocupar um espaço que ainda não é de ninguém”, afirma.

Ele defende a necessidade de o País criar uma marca de café brasileira para ter mais valor agregado. Ele critica o fato de muitas pessoas ao redor do mundo beberem cafés de alta qualidade vindos do Brasil sem saberem disso.

“O Brasil domina o mercado de café há 200 anos, mas estamos longe de ser o País que mais tira dinheiro do café”, diz Roberto Jaguaribe, da Apex.

“É por conta da nossa qualidade que entramos com solidez em marcas importantes como Illy, Nespresso e Starbucks. Quando compram cafés dessas marcas, estão comprando café brasileiro, mas não sabem”, diz ele, afirmando que isso não valoriza o produto nacional.

Brasil é o país que mais consome cafés, atrás apenas dos Estados Unidos. Em média, são pouco mais de 80 litros por pessoa por ano. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

Mas... o que é um café especial?

Os cafés especiais são aqueles que recebem notas acima de 80 pontos na classificação da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA). A nota leva em conta qualidades sensoriais do café como sabor, aroma e acidez.

As oportunidades desse mercado têm feito cafeicultores de todo o Brasil adaptarem sua produção para obter esses grãos de maior qualidade. Mas isso não é exatamente fácil. Requer trabalho, investimentos e o atendimento de padrões de internacionais de boas práticas agrícolas, sociais e ambientais. O resultado, contudo, chega no bolso. Sacas de cafés especiais podem remunerar 50% ou mais que uma saca normal, a depender da pontuação.

Cooperativas facilitam acessam ao mercado

O jovem administrador Guilherme Foresti, de Três Corações-MG, no sul de Minas, se formou na capital mineira e voltou para trabalhar com a família na propriedade onde cultivam cafés especiais desde 2003, a Fazenda do Lobo. Eles costumam se inscrever em concursos de qualidade de cafés para aumentar a visibilidade de sua produção e buscar inovações.

“Estamos sempre testando novos processos de como trabalhar o café depois de colhido. Participar desses concursos ajuda muito”, diz ele, contando que a família já foi vencedora do concurso de qualidade da Minasul, uma das principais cooperativas cafeeiras do Brasil. Apesar disso, Guilherme relata uma dificuldade comum: encontrar clientes que paguem um preço que faça valer a pena investir tanto em qualidade. “Nem sempre a gente encontra um comprador”, diz.

Rafael Magalhães, presidente da Minasul, concorda com o diagnóstico e acredita que hoje o maior desafio é estruturar o mercado de cafés especiais. O objetivo da cooperativa é dar uniformidade ao mercado permitindo melhores preços e mais qualidade aos produtores.

Assim, explica ele, os produtores podem focar em produzir e preparar os cafés, sem ter de preocupar-se indo atrás de compradores, que seriam garantidos pela cooperativa. “Aí acaba um pouco com aquela agonia de não saber quando e para quem vender. É como um mercado futuro de cafés especiais, sob demanda”.

Segundo Magalhães, há dificuldades para acessar o mercado por conta própria. “Como exportar um microlote de 10, 20 sacas? Como agendar o embarque em um navio? Isso não é fácil. Então, a cooperativa faz esse trabalho e coloca o pequeno produtor no cenário mundial”, explica.

Em abril de 2018, a Minasul levou cafeicultores cooperados para uma das maiores feiras de café do mundo nos Estados Unidos para fazer contatos com novos clientes e entender mais sobre as exigências do mercado internacional. Foresti foi um deles.

Lá, ele conversou com potenciais compradores e identificou como a rastreabilidade e a sustentabilidade importam para os estrangeiros na hora de fechar um negócio. “Chegaram vários compradores falando que só fariam negócio com quem tinha a certificação Rainforest. Quem tem, já dá um passo na frente”, relembra ele, que tem essa certificação.

Brasil tem cerca de 300 mil cafeicultores - a maior parte deles no Sudeste, em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

Segundo Foresti, os contatos com os clientes dos EUA continuam. “Temos que dar nosso jeito de fazer a venda direta, de conseguir uma remuneração melhor. A cooperativa tem ajudado bastante nisso, estreitando esse laço entre nós e os clientes”, diz. Hoje, cerca de 50 a 60% da produção da Fazenda do Lobo atinge qualidade de cafés especiais, mas o objetivo é chegar a 80%.

"Fazer café especial não é fácil, tem todo um processo, muitas dificuldades no caminho. Então o preço tem que valer a pena", diz o produtor Guilherme Foresti, de Três Corações-MG.

No interior paulista, associação fortalece marca regional

Em Franca-SP, a agricultora Flávia Lancha e o marido, Gabriel de Oliveira, também decidiram investir em cafés especiais para obter maior rentabilidade. Como em muitos casos, foi preciso tempo e ajustes para conseguir os primeiros grãos especiais da Fazenda Labareda, com 620 hectares e produção de 20 mil sacas de café na última safra - 70% de especiais. Ali, a certificação internacional também abriu as portas para mais compradores. “Foi nesse momento que as pessoas passaram a vir atrás de nós", conta.

"Certificar não traz resultados de cara, mas abre caminho para outros mercados”, afirma Flávia Lancha, que tem clientes na Alemanha, Itália, Bélgica, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Austrália.

Ela e o marido fazem parte dos quase cinco mil produtores de café da Alta Mogiana, região na divisa entre São Paulo e o sudoeste de Minas que engloba 23 municípios. Os cafeicultores dessa área têm um selo garantindo a indicação de procedência do produto. “Ele destaca as características sensoriais do café e suas qualidades particulares, como a história e a cultura locais”, diz Gabriel Borges da Silva, gestor da Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC).

Cafezal na Fazenda Labareda, município de Franca-SP, terreiro para secar café e análise dos grãos. Foto: Paulo Palma Beraldo/De Olho no Campo

Segundo Silva, a indicação de procedência aumenta o valor de mercado e a visibilidade do local. “Ela tem dado projeção nacional e internacional para nossa região. Nos ajuda a mostrar para o mundo que produzimos café de altíssima qualidade”, diz.

Gabriel entende que o aumento da produção de cafés especiais no Brasil e na região fazem parte de uma mudança nos padrões de consumo. “Muitos jovens estão se interessando e apreciando os cafés especiais”. E não é só nas grandes capitais que o hábito dos cafés especiais está em crescimento. Ele diz que, em Franca, cidade com 350 mil habitantes, há quatro anos não havia nenhuma cafeteria especializada. Hoje, há pelo menos sete, mostrando que os avanços na qualidade no campo também trazem resultados para a cidade.

“Muitas cidades médias têm grande potencial de, nos próximos anos, continuarem crescendo no número de cafeterias. Essa tendência de consumir cafés especiais não vai parar”, avalia Gabriel Borges, da AMSC. No Brasil, a estimativa da Euromonitor é de que haja 13.095 cafeterias.

Grandes também entram no jogo

Além de pequenos e médios produtores, grupos empresariais também entraram no ramo dos cafés especiais. É o caso do casal Roberto Irineu Marinho e Karin Marinho, também proprietários das Organizações Globo. Eles plantam 1.000 hectares de café e trabalham com a marca Orfeu.

O agrônomo Lucas Franco é gerente do grupo Orfeu e conta que, para obter o melhor dos cafés, eles fazem testes, plantam variedades híbridas, buscam a maior resistência a pragas e os melhores atributos de cada variedade. Hoje, são 27 variedades plantadas nas quatro fazendas do grupo, que produziu 25 mil sacas na última safra - 70% de cafés especiais.

Lucas Franco, agrônomo do grupo Orfeu, conta que testes com variedades híbridas são comuns para obter novas variedades. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

Em São Sebastião da Grama-SP, a Fazenda Rainha é uma das principais do grupo. Localizada a uma altitude superior a 1.000 metros, 50 funcionários fixos trabalham em todos os processos de produção - desde a condução da lavoura até o pós-colheita. No final, tudo é registrado - quais produtos foram aplicados, quantos dias o café secou e como foi o manejo. Tudo em nome da certificação.

“A primeira coisa que todo exportador pergunta é se tem certificação, se colhe o café de forma separada, pedem análises sensoriais. Então precisamos ter todos os registros”, diz Lucas Franco, gerente do grupo Orfeu.
Brasil é o maior produtor mundial de cafés, seguido por Vietnã e Colômbia. Na foto, os cafezais da Fazenda Rainha, do grupo Orfeu. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

Ele explica que o clima, cada vez mais extremo, faz com que seja necessário usar a irrigação onde é possível - como a área é montanhosa, nem todos os lugares permitem a instalação dos equipamentos. “Com o clima desregulado desse jeito, muitas vezes é uma irrigação de salvação”, explica ele, contando que 60 dos 267 hectares da Fazenda Rainha são irrigados.

Alexandre Belchior, supervisor da propriedade, diz que eles guardam partes os lotes de café vendidos por dois anos para ter tudo documentado. “Nunca tivemos problema, mas é importante ter sempre esse registro”, explica. O grande objetivo do grupo é fornecer cafés de alta qualidade para o mercado interno. Hoje, eles já estão presentes em cafeterias, hotéis e restaurantes em grandes cidades, além de redes de supermercados como Carrefour e Pão de Açúcar.

Registro de identificação com a quantidade de sacas, em qual tulha foi armazenado e demais informações para controle. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

Mudanças climáticas preocupam e pesquisa avança

Além das variações de mercado, dois fatos preocupam os cafeicultores: o aumento médio das temperaturas e a redução das chuvas, o que pode mudar o “mapa da produção” ao redor do mundo. Para o climatologista Carlos Nobre, presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, as alterações no clima provocarão um novo “zoneamento agrícola” no País.

“É preciso pensar a agricultura do futuro em função das novas variáveis climáticas, planejar a adaptação em vista do que já ocorreu em regiões como o extremo oeste de São Paulo, onde a produção de café foi diminuindo ao longo do tempo”, diz Nobre.

Falta de chuvas e ondas de calor prejudicam agricultura ao redor do mundo. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

O agrônomo Luiz Cornachioni, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, vai no mesmo sentido. "As mudanças climáticas vão afetar todas as culturas, não só o café", diz, citando a seca de 2018 que deixou regiões de São Paulo sem chuvas por mais de 100 dias. As perdas estimadas foram de R$ 30 milhões. "Precisamos de pesquisas e de adaptação à nova realidade".

O agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e um dos principais especialistas em mudanças climáticas no Brasil, vai na mesma linha. Ele afirma que caso o panorama atual se confirme, é possível esperar ainda mais impactos negativos na produção cafeeira.

“Com as mudanças climáticas, é possível que regiões aptas deixem de produzir, como vem sendo observado em São Paulo, onde mais de 250 mil hectares de café foram substituídos por outras culturas. Isso começou a ser detectado em 1990”, explica, lembrando que o mesmo ocorreu no México, Colômbia, Guatemala e Nicarágua. Com temperaturas médias acima de 34ºC, as flores do café abortam e não há produção. Mas há medidas sendo tomadas para reverter esse cenário.

“Um intenso trabalho está sendo feito pelos institutos de pesquisa ao redor do mundo. Mantenho o otimismo de que encontraremos uma solução biotecnológica para o café nos próximos cinco anos”, diz o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa.

A resposta seria o desenvolvimento de variedades de café mais tolerantes à deficiência hídrica e altas temperaturas. Enquanto isso, os agricultores tentam mitigar as mudanças climáticas com a irrigação e técnicas como o sombreamento com árvores maiores que o café nas lavouras. “Com 30% da área com árvores, é possível reduzir a temperatura em 0,5ºC e amenizar as ondas de calor”, afirma.

Lucas Tadeu Ferreira, gerente de transferência de tecnologia da Embrapa Café, afirma que nos últimos anos foram desenvolvidas quase 150 novas cultivares de café, e que várias delas estão apresentando resultados consistentes como resistência a doenças e à seca. O tempo de pesquisa também está mais ágil. “Na área de melhoramento e biotecnologia, técnicas têm possibilitado a clonagem de cafeeiros com características superiores e têm reduzido o tempo para a obtenção de novas cultivares”, explica.

Com qualidade, cafeterias atraem novos consumidores

O gastrônomo Giovani Seguso, de Poços de Caldas-MG, é um dos que decidiu investir em cafés especiais. Seu ramo, no entanto, é o comércio. Ele e a família decidiram acrescentar os cafés no cardápio de sua loja, uma importadora de vinhos no centro da cidade de 200 mil habitantes.

Após dois anos, ele tem gostado do resultado e percebe uma mudança significativa no comportamento de seus clientes, desde os turistas até os locais. No começo, ele dizia que precisava quase “apresentar um produto que muitos sequer conheciam”.

Giovani Seguso na loja da família no centro de Poços de Caldas, cidade turística no sul de Minas Gerais-MG. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo
“O café especial é um contraponto com o que se encontra na prateleira do mercado. É como o vinho: há diferentes variedades, sabores e cada região tem sua característica peculiar”, compara o gastrônomo Giovani Seguso.

Pelo fato de Poços de Caldas ser uma importante produtora de cafés, Giovani tem um relacionamento estreito com vários de seus fornecedores. "A economia de Poços de Caldas tem muita influência do café, somos muito conhecidos por isso, principalmente pelo terroir vulcânico", diz, lembrando que a cidade fica em cima de um vulcão inativo que influencia a qualidade do café produzido. Essa proximidade faz com que ele possa contar a história dos cafés, suas qualidades, características sensoriais e oferecer esse tipo de informação aos clientes, que gostam de saber de onde vem aquele produto.

Não é muito diferente do que ocorre no Sofá Café, localizado nas proximidades da movimentada Avenida Faria Lima, em São Paulo, de propriedade do barista Diego Gonzales. Apesar da dificuldade, ele tenta visitar, quando possível, seus fornecedores e acredita que isso faz a diferença.

O barista Diego Gonzales no Sofá Café, em São Paulo. Para ele, o mercado é crescente e há cada vez mais brasileiros buscando cafés diferentes. Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

Diego, que já viajou para Europa e Estados Unidos para conhecer o mercado local de café, avalia que a qualidade do produto brasileiro tem sido cada vez melhor avaliada, mas acha que falta divulgação. "O pessoal precisa ver que nós temos conseguido notas altíssimas nos concursos", diz.

"O Brasil não deve nada para ninguém no mercado de cafés especiais. Mas precisa de mais promoção. Podemos fornecer para qualquer lugar", diz o barista Diego Gonzales.

Para ele, trata-se de um mercado crescente que pode remunerar melhor desde o produtor até o barista. "De ponta a ponta da cadeia, creio que é um mercado sem volta. Quem não inovar, vai ficar para trás", diz. Ele comenta que apesar de o preço ser mais caro, quando consumidores enxergam a qualidade, estão dispostos a pagar. "Mas também são mais exigentes", diz ele, que criou o Sofá Café em 2011 e hoje tem outras unidades, inclusive em Boston, nos EUA.

Diferentes tipos de preparo atraem consumidores e "curiosos". Nas fotos, detalhes do Sofá Café e bebidas a base de café. Fotos: Foto: Paulo Beraldo/De Olho no Campo

Cinco frases sobre os cafés especiais

“Antes de chegar no copo do consumidor, tem muita dificuldade. Leva tempo, estudo, processos difíceis, tentativas de entender o melhor manejo, o momento certo da colheita, qual a maturação de cada variedade. Então, tem que valer a pena no preço", diz o produtor Guilherme Foresti
"Hoje, mercados fortes e emergentes como Austrália e Coreia do Sul consomem muito café e estendem o tapete vermelho para os cafés brasileiros”, lembra Vanusa Nogueira, da Associação Brasileira de Cafés Especiais.
"o Brasil consegue satisfazer qualquer comprador de cafés especiais", diz Nelson Carvalhaes, presidente do Conselho dos exportadores de café do brasil (cecafé).
“Não se pode colocar no mesmo patamar um carro popular e uma Mercedes-Benz. Custa mais caro, mas você conhece a diferença de qualidade”, compara a agricultora Flávia Lancha, da Fazenda Labareda.
“É preciso pensar na melhoria dos cafés do Brasil de forma contínua para atender os consumidores cada vez mais exigentes do mercado interno e externo”, diz Lucas Ferreira, pesquisador da Embrapa Café.

Credits:

Paulo Eduardo Palma Beraldo

Report Abuse

If you feel that this video content violates the Adobe Terms of Use, you may report this content by filling out this quick form.

To report a Copyright Violation, please follow Section 17 in the Terms of Use.