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Memórias da Indústria Conserveira Albufeira

Uma breve apresentação

Numa terra de colinas e falésias sobranceiras, um povo trabalha, vive e cria tradições e memórias... Assim começamos a falar de Albufeira, primeiro Baltum, depois Al-Buhera mas sempre Albufeira...

Albufeira proporcionou, desde épocas remotas, excelentes condições naturais: abundância de pescado junto à costa e clima favorável para o desenvolvimento da atividade piscatória. No conjunto das espécies capturadas, valiosas e variadas destacam-se a baleia, o atum, a corvina, o pargo e o ruivo, num mar muito menos explorado e consequentemente mais rico.

O pescado ocupou um lugar importante no conjunto das atividades económicas quer a nível do concelho quer a nível do país, pelos rendimentos que gerava, pela mão de obra que ocupava, tendo ainda um papel de destaque na dieta alimentar.

Vista Albufeira- Roteiro marítimo da costa ocidental e meridional de Portugal | A.A. Baldaque da Silva (1889) - google books

Enquadramento Histórico

Nos cinco séculos da presença islâmica, no concelho de Albufeira, fontes documentais e materiais demonstram-nos o elevado consumo de peixe, nomeadamente, safio, pescada, ruivos, ferreira, pargo, garoupa, corvina, robalo, besugo, capatão e salema de dimensões médias a grandes, todos capturados com anzol. Faltam as espécies de pequeno porte como a sardinha, carapau e biqueirão. Os moluscos foram, igualmente, consumidos destacando-se a amêijoa, berbigão, mexilhão, lapas, burriés, caracóis e ostras de grandes dimensões. Estas espécies eram preferidas às conquilhas, ao berbigão e às ostras. Além disso há balanos, caranguejos, ouriço- do-mar. Também consumiam golfinho. Refira-se que as faunas de moluscos eram, à época, abundantes e variadas em Albufeira, quer a Nascente da então vila, na Várzea da Ribeira de Quarteira, quer junto à embocadura da Ribeira de Espiche, a Poente. Todos estes peixes e moluscos continuam a estar muito presentes na nossa dieta alimentar bem como nos países da bacia do Mediterrâneo.

No século XIII, a pesca do atum passa a ser propriedade ou direito senhorial da Coroa com a designação de Pescarias Reais. Assim no ano de 1370, os pescadores do Algarve, ficam obrigados a pagar a dízima do pescado ao Bispo do Cabido da Sé de Silves. Em 1433, D. Afonso V confirma uma carta régia de D. Duarte, em que este monarca doava a D. Henrique, o direito da pesca do atum no Algarve, concedendo-lhe todos os direitos, à exceção das sisas. Mais tarde, em 1504, D. Manuel I tem a exclusividade da pesca da baleia e de outros peixes reais que fossem capturados na costa de Albufeira. Refira-se, a pesca da baleia ficou perpetuada em Albufeira através de topónimos como Balaia e Baleeira, à semelhança do que aconteceu em outras localidades no nosso país.

Foral de Albufeira outorgado em 1504 pelo Rei D. Manuel I Referência ao Pescado (Arquivo Histórico de Albufeira)

Se por um lado, pesavam grandes encargos fiscais sobre os pescadores como as sisas e dízimas, por outro lado estes gozavam de determinados privilégios concedidos pelo poder central. Veja-se a Carta Régia de 26 de Junho de 1449, em que o rei isenta os pescadores do reino do Algarve de serem chamados a alardo. O monarca concede-lhes outros privilégios como a isenção quanto ao pagamento de fintas e talhas, lançadas pelo concelho, e o direito de porte de punhal e espalda, entre outros.

A legislação municipal controlava e disciplinava a pesca, à semelhança do que acontecia com todas as outras atividades económicas do concelho. Deste modo, pesava sobre os mestres das xávegas e barcos à linha o dever de remeter à vila todo o peixe capturado, fazendo-o desembarcar na Praia de Santana, onde se localizava o Bairro dos Pescadores. Por forma a dar conhecimento ao povo que havia pescado mandavam tocar a buzina, logo que as embarcações chegassem à praia. A população abastecia-se na antiga Rua Direita de Santana, do nascer ao pôr-do-sol. Os almocreves estavam proibidos de vender peixe fora do termo de Albufeira, sem que o povo estivesse previamente abastecido. Mais uma vez se verifica que com a imposição ou proibição, de vender as pescarias em certos locais, a câmara pretendia fiscalizar de modo eficiente a atividade mercantil e o abastecimento local. As licenças para as vendas eram adquiridas na casa do escrivão da Câmara, não podiam ser concedidas a quem não desse garantias de subordinar-se ao poder local.

O mercado do peixe localizado localizava-se no Cais Alexandre Herculano, onde era comercializado grande quantidade e diversidade conforme nos mostra um edital de 1920: peixe de escama: choupas, ferreiras, salemas, bicas, parguetes, sargos, tainhas, besugos, safias, robalos, douradas, pargos, abróteas, salmonetes, corvinas, linguados e azevias; peixe de couro como cação, pata roxa, raia, moreia e safio; chocos, polvos, lulas; peixes mais baratos como bogas, cavalas e sardas, e em grande escala carapau e sardinha, que se dividiam em três categorias – grada, média e petinga. Nos editais sobre o rendimento do mercado do peixe verifica-se que a base de licitação, entre 1899 e 1916, variava entre 40$00 e 50$00.

Praia Manuel Lourenço: local da antiga armação de atum da Pedra da Galé - Anos 30, séc. XX | Col. Teresa Lourenço

As posturas municipais antigas, compiladas e reformuladas em finais do século XVIII, determinam o seguinte “virão vender à vila o peixe desembarcando-o na Praia de Santana, mandarão tocar buzina na forma do costume para constar ao povo que há pescaria, o peixe será vendido na Rua Direita de Santana”, só muito depois, no ano de 1920, é edificado o mercado do peixe no Cais Alexandre Herculano.

Posturas Municipais /rendas da almotaçaria / pescadores,1795

Modos e Hábitos das Comunidades PIscatórias

Nas imediações do castelo de Albufeira, a nascente, localizava-se o Bairro de Santana, destruído aquando do violento terramoto de 1755. A partir dessa data a residência dos pescadores estende-se a outras áreas da vila como, Rua Nova, Rua do Saco, Rua do Pico Alto, a Rua dos Telheiros, o Cais Herculano e mais tarde o Bairro dos Pescadores.

Rua dos Telheiros (Col. Artur Pastor, Arquivo Municipal de Lisboa)
Cais Herculano (Col. Artur Pastor, Arquivo Municipal de Lisboa)

Os pescadores, nas suas embarcações capturavam peixe na costa algarvia e quando o pescado escasseava, pescavam nas águas territoriais de outros países.

Plano da Enseada de Albufeira e Costa Este (Os Portos Marítimos de Portugal e Ilhas a Adjacentes - Loureiro, Adolfo)

As armações de pesca na costa de Albufeira remontam ao século XVI (Oura, Maria Luísa, Olhos de Água e Pedra da Galé), algumas associadas às fábricas que existiram.

A comunidade local de pescadores usou várias artes de pesca, das quais se destacam, a arte xávega (rodinha de pé), a cercada e, mais recentemente, os alcatruzes, bujonas e vários tipos de redes como estremalho e o sardinhal.

Arte Xávega - Postal Ilustrado «Coleção Passaporte» (Albufeira – Imagens do Passado)

As famílias trabalhavam quase sempre em atividades ligados ao mar, os homens eram pescadores, armadores, vendedores entre outras. As mulheres, desde tenra idade começavam a trabalhar nas tarefas domésticas, dedicadas às suas famílias e quando tinham idade suficiente, ingressavam nas fábricas, primeiro nas de conservas de peixe e mais tarde nas de figo e alfarroba.

José António, antigo funcionário camarário, e descendente de pescadores recorda a infância, onde as refeições de peixe grelhado junto ao fogareiro, decorriam na rua no Cais Herculano. Relembra ainda que sua mãe e outras mulheres, lavavam a roupa à entrada da casa, em tanques de pedra e estendiam-na em cordas, nas antigas fábricas abandonadas do cais.

O Bairro dos Pescadores

Inaugurado a 7 de novembro de 1954, e por iniciativa da Junta Central de Pescadores, o Bairro destinou-se a acolher famílias de pescadores, inicialmente, em número reduzido, por estar localizado longe da praia. Posteriormente nos anos 70 e 80, irá albergar inúmeras famílias cujos descendentes, ainda hoje, aí residem.

Bairro dos Pescadores (Biblioteca Central da Marinha - Arquivo Histórico)

O Bairro dos Pescadores foi construído perto do Pau da Bandeira, de onde os pescadores tinham acesso à informação sobre o estado do mar. Na década de 50, ocorre uma diminuição da faina piscatória pelo que muitos viram-se obrigados a emigrar, como António João que depois de aprender as artes, com os pescadores da terra, emigra para Alemanha, onde irá trabalhar nos grandes barcos fábrica, à semelhança de muitos dos seus conterrâneos.

António João Condeço - arranjo das redes (Arquivo Histórico de Albufeira)
António João Condeço - Barco-fábrica na Alemanha (Arquivo Histórico de Albufeira)

Mas todos os que partiram, regressaram posteriormente à terra que os viu nascer, juntando-se aos que ficaram, para relembrar histórias de tempos antigos, no Cais Herculano e na Praia dos Barcos, onde cresceram e se fizeram homens...

A IndÚstria Conserveira

Laboração DAS FábricaS de Conservas de Peixe

O peixe chegava à lota a qualquer hora do dia ou da noite e os potentes apitos da fábrica convocavam os trabalhadores, na sua maioria mulheres.

Os operários trabalhavam a partida do atum e depois regressavam a casa até que chegasse um novo barco.

Transporte do Atum.|Ramirez - Memórias de cinco gerações

Este modelo só se alteraria radicalmente com a vulgarização da tecnologia do frio, na década de 60 do século passado, eliminando o carácter sazonal da atividade.

O maior impulso que Albufeira necessitava para o seu desenvolvimento a nível industrial, aconteceu somente no início do séc. XX, justificado não só pelo alargamento das águas jurisdicionais como também pelo surgimento do barco a vapor.  As inúmeras toneladas de peixe capturadas fez movimentar o pequeno porto de pesca desta localidade, através do qual se realizava a exportação de frutos secos, passando, posteriormente, a realizar-se a exportação de peixe, sobretudo para Espanha. Em 1909, Albufeira detinha 343 barcos, empregando 1858 pescadores, destas embarcações nove eram xávegas. Havia ainda uma armação de atum e diversas armações de sardinha. Com o surgimento da I Grande Guerra (1914/18), toda a atividade pesqueira cresceu fortemente, o que contribui para a subida desmesurada do preço do peixe. Contudo, o auge da indústria conserveira seria alcançado apenas entre 1922 e 1924.

Gravura de um Vapor de pesca usado pela indústria conserveira. in: Estado atual das Pescas em Portugal
História da Conservação dos Alimentos por Conserva

Foi no início do século XIX, mais concretamente em 1804, que o francês Nicholas Appert descobriu o princípio da conservação dos alimentos pelo calor (esterilização), em recipientes hermeticamente fechados, o que permitiu um tempo de conservação até então nunca conseguido.

Nicholas Appert (1795-1841)

Estavam lançadas as bases da indústria de conservas, podendo mesmo afirmar-se que a indústria de conservas só após Appert se constituiu.

Todavia, é a partir do trabalho do inglês Peter Durand que a conserva conhece o seu formato definitivo.

Peter Durand (1766-1822)

Com efeito, ao patentear, em 1810, o invólucro metálico para as conservas, deixando de lado o invólucro de vidro de Appert, Durand arranjou a forma de tornar a lata apropriada para a conservação de alimentos.Havia, assim, nascido a conserva enquanto produto alimentar industrial e comercialmente exequível.

Este processo chamado de “appertização” (esterilização pelo calor), confere uma conservação perene à conserva e a possibilidade de acondicionamento num meio hermeticamente fechado, garantindo assim um produto seguro e de muito fácil confeção pois, no limite, basta abrir a lata e comer.

In: “artigo foi publicado na edição n.º 5 da Revista TecnoAlimentar, no âmbito do dossier Mar & Aquicultura”

AS FÁBRICAS DA INDÚSTRIA CONSERVEIRA EM ALBUFEIRA NO INÍCIO DO SÉC. XX

Por esta altura, existiam em Albufeira 5 fábricas de conserva de peixe em azeite.

Fábrica: Ernesto Salles, Lda

Com sede em Lisboa, situava-se nas atuais instalações do Inatel (Hotel da Praia) e trabalhavam nesta unidade, cerca de 150 mulheres e 50 homens.

Vista da Fábrica Ernesto Salles, Lda - Anos 20 (Edifício do lado esquerdo) - Reprodução de postal ilustrado - Horácio Novais (1910-1988)

Funcionou até aos finais da década de 20 do século passado e deu lugar, após demolição do edifício que se encontrava abandonado desde 1929, à Colónia Balnear Infantil D. Pedro Teotónio Pereira.

Cheque Postal - Raoul Merle & Salles Lda - 22 setembro de 1923 in: Conservas de Portugal - Museu Digital da Indústria Conserveira

Fábrica: Johannes Seibt (Fábrica do Alemão) / Brito, Lda

Situada também em Vale Faro e, inicialmente propriedade do industrial alemão Johannes Seibt, e adquirida, mais tarde, por Francisco Brito da Mana (Johannes Seibt e Brito Lda). Esta fábrica era mais conhecida como a do Alemão, tendo sido a sua construção iniciada em 1913.

Vista da Fábrica Brito, Lda (Edifício do lado direito) - Reprodução de postal ilustrado - Horácio Novais (1910-1988)

Esta unidade fabril produzia conservas de sardinha, filetes de cavala ou boga em azeite. Dados os desenvolvimentos políticos da I Guerra Mundial (1916), e por ordem do governo alemão, verifica-se a saída apressada de toda a comunidade alemã do território português, deixando à sorte todos os seus bens, os quais mais tarde, foram colocados em hasta pública e comprados por nacionais, caso do industrial Brito da Mana.

Em 1923 a fábrica torna-se propriedade exclusiva da Sociedade Brito, Lda. Na licença de exploração da atividade o número de trabalhadores a laborar — 50 mulheres e 15 homens, e ainda a indicação da maquinaria ali existente, de acordo com o indicado na planta.

Em 1933, a fábrica viu todos os seus bens penhorados e executados numa ação de fiscalização realizada pela Delegação Marítima de Albufeira, resultante de dívidas por pagar.

Planta da Fábrica Brito, Lda (Arquivo Distrital de Faro)
Planta e Alçado do Armazém da Sociedade Brito, Lda (Arquivo Distrital de Faro)

Fábrica: Ramirez & Companhia Lda

Fundada por Sebastian Ramirez e com sede em Vila Real de Stº António, a Ramirez & Companhia Lda foi pioneira desde os primórdios da sua existência, na indústria das conservas. Nos finais do século XIX, inicia a exportação de produtos e lança ao mar o primeiro galeão sardinheiro a vapor, o Nª Sª da Encarnação.

1º Galeão a vapor Nª Srª da Encarnação | Ramirez - Memórias de cinco gerações.

Já com Manuel Garcia Ramirez ao leme da empresa (após o falecimento do pai) e, com várias fábricas distribuídas pelo Algarve, foi criada uma fábrica em Albufeira.

Iniciou atividade (provavelmente em 1909) mesmo antes de constituir sociedade com capital social distinto da casa-mãe. Esta sociedade com o nome de Ramirez & Companhia foi constituída em maio de 1910.

Implantou a sua filial em dois edifícios, em margens opostas do ribeiro, mais propriamente, no Bairro de Sant’Ana n.º 3460.

Fábrica Ramirez (Espólio Artur Pastor, Arquivo Municipal de Lisboa)

Estes edifícios estavam ligados entre si por uma ponte de madeira por onde circulavam as vagonetes que transportavam as latas de conserva da fábrica, situada em frente ao areal da praia, para o armazém, na outra margem.

Carril de transporte e fábrica Ramirez| Rep. Alfredo Machado - Col. Arquivo Histórico de Albufeira, 1930

Entre 1926 e 1928 a Ramirez transfere o alvará da fábrica de Albufeira para a sua unidade de Matosinhos.

Fábrica de preparação do peixe - Ramirez | Col. Arquivo Histórico de Albufeira

Fábrica: Fabrico

Situada nas imediações do antigo edifício da Guarda-fiscal, com armazéns situados perto do Cais Herculano, pertencia à Sociedade de Conservas de Albufeira, Lda (1918).

Fábrica do Fabrico - Edifício da unidade devidamente assinalado |Col. Arquivo Histórico de Albufeira

Dela faziam parte famílias de soldadores e compradores de peixe de Albufeira e Pêra sendo José Lúcio sócio maioritário.

Fábrica: Baltum, Lda (Fábrica da Caveira)

Conhecida pelo nome de Fábrica da Caveira, situava-se em Vale de Gemas (ou Cova de Barros) e cujo pedido de licença para a sua exploração remonta a dezembro de 1919, através de edital afixado em lugares público e a pedido de Joaquim de Sousa Guerreiro, sócio-gerente.

Vista da Fábrica Baltum | Col. Judite Barros

Em maio de 1920, passou a ser explorada pelo Consórcio Português de Pescas e Conservas -SARL. Nesta altura a fábrica possuía um motor a gás pobre, um gerador e uma caldeira a vapor.

Mais tarde, em 1922, possuía também um cofre em ferro para cozer o peixe a vapor e 2 cravadeiras para fechar as latas.

Fábrica Baltum, Lda - Planta (Arquivo Distrital de Faro)

Nesta fábrica trabalhavam 53 mulheres e 8 homens, sob a supervisão de um gerente e um mestre fabricante. Em Julho de 1925, a fábrica fechou a sua atividade.

Postal com Imagem dos Anos 50 - Baltum, Lda (Fábrica da Caveira)

|Fábricas de Guano

Existiriam ainda outras indústrias de transformação associadas às fábricas de conserva de peixe – as fábricas de guano.

Estas transformavam os restos de peixe em fertilizantes usados principalmente na agricultura.

Edital publicado no Jornal "O Luzitano" | Hemeroteca Digital do Algarve

|Curiosidades

O apito soava e os trabalhadores sabiam: o peixe tinha chegado à fábrica. Cada uma fazia soar um apito diferente e hasteava uma bandeira para "Chamar o pessoal", que vivia nas Imediações. Entre os trabalhadores vinham os descabeçadores do atum ou os ronqueadores - a quem cabia a limpeza e preparação do atum para a conserva - e que respondiam à chamada, umas vezes às dez da manhã, outras ao meio dia. Sem frigoríficos até ao fim da década de 1950, não dava para ser de outra forma, conta Manuel Ramirez, atual proprietário da conserveira Ramirez, fundada em 1853. Trabalhava-se quando o peixe chegava e vivia-se da pesca local, dadas as limitações de transporte.

In: https://expresso.pt/sociedade/a-lenda-53-mil=f903742

Com a decadência da indústria conserveira e o gradual encerramento das fábricas, quem se dedicava a este ofício, teve de enveredar por outros ramos de atividade. Com o tempo as fábricas de frutos secos acabaram por tomar o seu lugar...

Mulheres de Pescadores a trabalhar na Fábrica dos frutos secos - Foto Gabriela Alambre (Arquivo Histórico de Albufeira)

Bibliografia

Arquivo Distrital de Faro

Ernesto Salles Lda., Proc. Nº 451 [1923-1924], pp. 113-114

Inventário da 5ª Circunscrição Industrial, vol.1 (Consórcio Português de Pesca e Conservas, Proc. 118 [1919-1960], p. 94

Livro de Escrituras nº 300 [NABF 598], pp.19-21

Sociedade Brito Lda., Proc. Nº 448 [1923-1924], p. 101

Arquivo Histórico de Albufeira | Posturas Municipais – 1795

Arquivo Municipal de Lisboa – FotográficoEspólio Artur Pastor

Biblioteca Central da Marinha - Arquivo Histórico

Bibliografia de referência

AMADO, Adelaide; NOBRE, Idalina, Albufeira – Imagens do passado, Câmara Municipal de Albufeira, 2ª ed., 2007, p. 74

AMADO, Adelaide, A Carta de Foral da Vila de Albufeira e seu Termo – D. Manuel I 1504, Câmara Municipal de Albufeira, 1993, p. 83

AMADO, Adelaide, Cronologia do Concelho de Albufeira, 1ª edição, Câmara Municipal de Albufeira, 1995, pp. 47-48

AZINHEIRO, Ana – Albufeira – Histórias do Passado (1910-1610), Arandis, 2013

NOBRE, Idalina, Albufeira – Percursos de uma história secular, ed. Junta de freguesia de Albufeira, 1995, pp. 31-32

SOARES, Nelson, Ramirez - Memórias de cinco gerações, ed. Ramirez & Companhia (Filhos) SA, set. 2011, pp. 33-42

Outras fontes

https://expresso.pt/sociedade/a-lenda-53-mil=f903742 [Consultado em: 07/04/2018]

http://hemeroteca.ualg.pt/resources/pdf/1834941_1923-04-19_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf | Jornal "O Luzitano", de 19 de maio de 1923, pág.4 [Consultado em: 05/04/2021]

http://www.mattmand.byethost12.com/tincan/?i=1 | Imagem de Durand [Consultado em: 09/04/2021]

http://www.tecnoalimentar.pt/noticias/tecnoalimentar-nr-5/ | Revista TecnoAlimentar, no âmbito do dossier Mar & Aquicultura, edição n.º 5 [Consultado em: 05/04/2021]

https://books.google.pt/books?id=iJaAAAAQAAJ&printsec=frontcover&dq=estado+actual+das+pescas&hl=ptPT&sa=X&ved=2ahUKEwi877jr0f3vAhWDr3EKHTHvC1oQ6AEwAHoECAEQAg#v=onepage&q=estado%20actual%20das%20pescas&f=false |Estado atual das Pescas em Portugal [Consultado em: 10/03/2021]

https://conservasdeportugal.com/1923-cheque-postaux-raoul-merle-salles-lda/ | Conservas de Portugal - Museu Digital da Indústria Conserveira [Consultado em: 20/01/2021]

https://issuu.com/fundacao_inatel/docs/j002 | Jornal mensal “Tempo Livre” – Fundação Inatel -n.º 2, 2ª série- maio de 2013 [Consultado em: 07/04/2021]

https://purl.pt/31573/3/ca-433-v/html/index.html#/14 | Os Portos Marítimos de Portugal e Ilhas a Adjacentes - Adolfo Loureiro [Consultado em: 03/02/2021]

https://www.restrepogastronomia.com.br/2018/11/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html | Imagem de Appert [Consultado em: 09/04/2021]

Agradecimentos

Ramirez & Cª (Filhos) S.A.