O Triângulo Faz a Ponte Construindo comunidades de aprendizagem

Os maiores centro Econômicos do Brasil - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília- fazem a ponte no Triângulo Mineiro que tem Uberlândia como ponto de ligação desses centros. Além disso, num raio de 600Km existem cerca de 80 milhões de pessoas com considerável representação do PIB Nacional.

O Triângulo Mineiro faz a ponte com todo o Brasil. Seja através do agronegócio, atacadistas ou pelos milhares de visitantes de negócios e turismo que e passam pela região.

O desafio agora é se abrir para os movimentos que estão acontecendo no área da Educação, chamar a responsabilidade para si e usar a sua localização estratégica, economia diversificada e o seu polo educacional para fazer a PONTE DO TRIÂNGULO para todo o Brasil.

Em Setembro de 2016 foi formado um grupo, denominado simplesmente de Coletivo. Esse grupo é composto por pessoas que querem fazer a diferença e entendem que para mudar o mundo é preciso cuidar das nossas crianças e jovens por meio da educação. Sendo assim o Coletivo já é uma Comunidade de Prática de Conhecimento pois reúne pessoas que não apenas sonham com a mudança da escola mas estão criando meios para efetivá-la.

As crianças precisam ser educadas na sociedade para que possam promover mudanças ao seu redor, em suas casas, para isso uma Comunidade de Aprendizagem se faz necessária. Uma não, várias. Essa é a revolução.

Projeto O Triâgulo faz a Ponte pretende viabilizar a vinda do Professor José Pacheco para o lançamento do Projeto e suas ações a partir daí.

O que acontecerá depois da vinda do Professor José Pacheco em Uberlândia?

Para começarmos a operar em Uberlândia um movimento de mudança na educação, precisamos formar pessoas para que sejam agentes de transformação e que promovam melhorias nos lugares onde atuam.
Comunidades de Aprendizagem Sustentáveis e que se conectam para difundir melhores práticas pelo mundo.

Não existe apenas um caminho, mas vários caminhos. E para percorrê-los precisamos de apoio e de pessoas que queiram e acreditem que é possível fazer diferente.

Para que Uberlândia efetivamente faça parte do desafio apontado pela UNESCO de, no período 2015-2030, incorporar ao currículo escolar conceitos de sustentabilidade, formar professores e mobilizar a juventude para uma educação para o desenvolvimento sustentável, a proposta é oferecer o Projeto de Formação Gaia Escola.

Formação para Novas Construções Sociais de Aprendizagem

O projeto é resultado do diálogo entre duas abordagens pedagógicas: o Programa Educação Gaia – Design para Sustentabilidade, do Gaia Education, membro do Programa de Ação Global da UNESCO e o Projeto da Escola da Ponte em Portugal, referência mundial em inovação em pedagogia. Além disso, o Gaia Escola busca convergência com a Meta 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, que pretende assegurar educação inclusiva, equitativa e de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, para todos.

Concebido no quadro de uma nova abordagem pedagógica, o Gaia Escola utiliza uma multirreferencialidade teórica tecida a partir da convergência de múltiplas propostas. No cerne da fundamentação da prática pedagógica estão aqueles que, no decurso do século XX, apontaram caminhos para a educação do Brasil como: Agostinho da Silva, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes, Lauro de Oliveira Lima, Maria Nilde Maschellani, Milton Santos, Nise da Silveira e Paulo Freire. Para além do marco de natureza científico-pedagógico, adota-se um marco legal com base na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente, na Lei de Diretrizes e Bases e nos Parâmetros Curriculares Nacionais/Base Curricular Nacional Comum.

O processo de aprendizagem visa promover uma transformação vivencial que alie, de fato, a teoria à prática e à realidade vivenciada na escola e no contexto da sua comunidade. O conhecimento teórico proposto nada mais será do que a base para o começo de uma transformação necessária do modelo educacional vigente nestas escolas.

O curso integra a metodologia de trabalho de projeto. As estratégias de ensino e aprendizagem que adotamos são baseadas nos quatro pilares de educação da UNESCO – Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser, aprender a conviver.

Objetivo geral: Oferecer aos que acreditam em um novo modelo educacional o apoio para implementação de uma nova abordagem pedagógica, que confere à reconfiguração das práticas as dimensões da sustentabilidade.

Objetivos Específicos

√ Apresentar e vivenciar novas formas aprendizagem, que propiciem a realização pessoal, profissional e social dos educadores;

√ Subsidiar o educador na transição entre o modelo transmissivo “tradicional” e a prática da mediação pedagógica;

√ Exercitar a prática de trabalho de projeto, orientado por equipes de educadores;

√ Conceber novas construções sociais de aprendizagem, que integrem as dimensões escolar, familiar e social, e contemplem as necessidades sociais contemporâneas, a participação ativa contribuindo para a coesão social e para um desenvolvimento local sustentável;

√ Apoiar a criação de redes de projetos inovadores, e disponibilizar condições para a criação de redes de escolas e comunidades envolvidas em processos de mudança educacional sustentável, a nível local.

Dimensão Social

Tem por objetivo promover o resgate do sentido de comunidade, perdida, dentro da escola e entre a escola e o seu entorno, identificando os aspectos que contribuem para o cenário atual e estabelecendo as condições que possam apoiar o retorno do sentido de confiança e apoio mútuo. Compreende um processo de aprendizagem que possibilitará uma grande transformação no fazer educação. É o fio que leva à aprendizagem, as bases para as outras dimensões, para prestar apoio e subsídios ao exercício de viver em uma comunidade.

Dimensão Visão de Mundo

Busca romper com a lógica da educação reduzida historicamente a um processo de desenvolvimento apenas cerebral, lógico, cognitivista, abrindo espaço para uma educação que promova o desenvolvimento humano integral. Serão abordadas temáticas de forma a nos tornarmos capazes de ver o ser humano como um ser capaz de desenvolver plenamente suas capacidades criativas e de integrar os aspectos mentais, emocionais, corporais e relacionais.

Reforça a escola como espaço laico que possibilita o encontro de nossa humanidade compartilhada, para além de nossas diferenças de personalidade ou identidades culturais e religiosas, onde podemos exercitar a compaixão e a parceria. Para este fim, apresentaremos abordagens que trazem uma visão holística do mundo e da estrutura espiritual do homem e sua relação com o fluxo da natureza.

Dimensão Econômica

Mostra caminhos para a escola ser um ponto difusor de novas formas de gerar riqueza. Para isto, é necessário identificar os pilares da economia global e como elas impactam a realidade da comunidade e da escola. Com base nos princípios da economia solidária, os participantes do processo de formação poderão integrar ferramentas de outros princípios econômicos ao contexto da escola. A escola pode conter exemplos práticos do que existe de outra economia e que apoia as bases de convívio que acreditamos e criando um cardápio amplo de estratégias para a construção de rede colaborativa para sustentabilidade econômica das escolas/comunidade.

Dimensão Ecológica

Aborda a escola no contexto da comunidade como potencial espaço ecopedagógico. Ou seja, uma dimensão que busca fazer dos espaços da escola e da comunidade, ambientes para práticas pedagógicas que ressignifiquem a relação do homem com o seu meio. São utilizados os conceitos da permacultura e da agroecologia, de forma a possibilitar a criação de bairros sustentáveis.

O Gaia Escola tem a duração de 6 meses com dois encontros presenciais em forma de imersão - duração de uma semana cada. No período do curso as relações serão mantidas por meio de uma Plataforma online.

Cuidadores

José Pacheco - Coordenador Antropogógico

Educador, Pedagogo, Especialista em Leitura e Escrita, Mestre em Ciência da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, instituição que se notabilizou pelo projeto educativo baseado na autonomia dos estudantes. É autor de inúmeros livros e artigos sobre educação e indutor de mais de 100 projetos para uma nova educação no Brasil. Na EcoHabitare é Coordenador Pedagógico dos Projetos de Formação.

Cláudia Passos Sant’Anna - Coordenadora de Projetos

Arquiteta e Urbanista (UFF), Mestre em Construção Civil (UFPR), especialista em Gestão Ambiental (UFPR). É designer de sistemas sustentáveis e educadora ambiental. Integra o GEESE – Global Ecovillage Educators for a Sustainable Earth. Na EcoHabitare é Coordenadora de Projetos de Formação e responsável desenvolvimento de projetos de Arquitetura Escolar para o Séc XXI. Integra uma rede de educadores para uma nova educação.

Cristiano Silva - Cuidador de Projetos de Mudança

Professor de Matemática, Ciências da Natureza e Educação Musical, M.Sc em Sociologia da Educação e Políticas Educativas e Msc. em Metodologias do Ensino da Matemática. Foi professor, coordenador e vice-diretor da Escola da Ponte e Vereador da Câmara Municipal do Porto, em Portugal. É Diretor e Supervisor de Ensino da Escola da Serra em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Diogo Alvim - Cuidador de Projetos de Formação

Biólogo e Ecólogo (UFRJ), Mestre em Agroecossistemas e Desenvolvimento Rural (UFSC), é professor de biologia no ensino médio, na rede Estadual de Minas Gerais e orientador do programa de pós graduação em Educação Ambiental e Espaços Educadores Sustentáveis da UFOP-UAB. Membro da equipe organizadora do Educação Gaia no Rio de Janeiro e do Gaia Escola. Consultor do programa “Restauração de Diálogo” da SEEDUC-RJ e membro fundador da ecovila Terra Una. Pesquisa desde 2007 a aplicação da Comunicação Não-Violenta e de Sistemas Restaurativos.

UM POUCO DE HISTÓRIA PRIMEIRA EDIÇÃO

A primeira edição do Gaia Escola foi realizada em Brasília com o apoio do Conselho Nacional do SESI, de agosto de 2015 a julho de 2016, envolvendo 48 participantes.

O resultado desse processo de trans-formação foi a criação de uma rede de inovação formada por 13 núcleos de projeto: em 10 escolas públicas do Distrito Federal e três projetos educativos, incubadoras de comunidades de aprendizagem.

SEGUNDA EDIÇÃO

O Gaia Escola - Inkiri PIracanga acontecerá entre Janeiro e Junho de 2017 e tem como público prioritário os educadores da região de Maraú, mas esta aberto para receber educadores de todo Brasil.

O percurso de aprendizagem terá um total de 286 horas de atividade presencial e à distância.

Pré-inscrição: outubro a dezembro de 2016

Encontros virtuais: janeiro 2017

Imersão: 16 a 21 de fevereiro 2017

Encontros virtuais: março a abril de 2017

Imersão: 07 a 12 maio de 2017

Encontros virtuais junho de 2017

O participante do Gaia Escola Inkiri Piracanga terá a oportunidade de viver um percurso formativo inovador que integra a reconfiguração da prática escolar com as dimensões da sustentabilidade num contexto de comunidade que vive uma nova forma de estar no mundo, tendo como locus de experimentação prática o Projeto Escola Inkiri, certificada pelo MEC como práticas educativas inovadora, a escola da Natureza e a Universidade Viva.

Com mais de 20 projetos em ação, a Comunidade se dedica a transformar nossa relação com a natureza, educação, artes e sociedade, tendo como princÍpio básico o autoconhecimento.

Situada na ecovila de Piracanga, na Península de Maraú, Bahia, a comunidade e muitos colaboradores atuam para que a natureza de Amor e Verdade do Ser Humano possa ser manifestada e reconhecida, inspirando visitantes de várias partes do mundo.

Eu, Débora, acredito que O Gaia Escola em Piracanca é uma oportunidade fantástica de se viver toda a parte de Reconfiguração da Escola juntamente com as dimensões de sustentabilidade inseridas em um território educativo real.

Então, por que não?

GAIA ESCOLA PIRACANGA E UBERLÂNDIA

A minha estratégia para iniciarmos uma mudança imediata é anunciar a participação de educadores de Uberlândia no Gaia Escola em Piracaga como ponto de partida de uma transformação "VIRAL" na cidade de Uberlândia e posteriormente em todo o Triângulo Mineiro.

Como aconteceria?

Janeiro de 2017: Início dos Gaia Escola - Encontros Virtuais

Fevereiro (03 e 04): Lançamento do Projeto o Triângulo faz a Ponte com o Teatro e Palestra + visitas estratégicas para decidir o local do segundo encontro presencial que será em Uberlândia.

Fevereiro: (16 a 21): Imersão em Piracanga

Março: Encontro Virtuais - Início de um Gaia Escola em Uberlândia por encontros Virtuais

Abril: Imersão de 6 dias como a primeira imersão do Gaia Escola Uberlândia e segunda do Gaia Escola Piracanga

Maio (07 a 12): Imersão optativa em Piracanga

Junho: Encontros virtuais e final do Gaia Escola Piracanga Uberlândia

Julho: Segunda imersão de 6 dias em Uberlândia

Agosto: Encontros Virtuais - Gaia Escola Uberlândia

IMPORTANTE: Essa é apenas uma possibilidade que ainda não foi conversada com os organizadores do Gaia Escola (Ecohabitare). Os valores divulgados do Gaia Piracanga, não incluem essa opção da segunda imersão ser regional. É apenas uma ideia para ser aprovada com o Coletivo e para se fazer o levantamento da quantidade de interessados para conversar com os organizadores. Também é feita uma pré-inscrição e apenas após a entrevista é confirmada a participação do interessado. A opção de se iniciar um Gaia em Uberlândia enquanto esta acontecendo o Gaia em Piracanga também é apenas uma possibilidade que não se sabe a viabilidade e apenas os organizadores podem nos falar

Seria uma grande rede de Transformação: Piracanca, Uberlândia e Brasília

Outras Opções:

Fazer o Gaia Escola em Uberlândia de acordo com a agenda da Ecohabitare

Fazer apenas as escolas em Transformação em Uberlândia de acordo com a agenda da Ecohabitare

Created By
Débora Oliveira Cunha Penha
Appreciate

Credits:

Created with images by JamesDeMers - "bridge japanese garden arch" • Eliens - "question mark rhinestones white" • Lapatia - "Labirinti" • Juninho Sarpa - "Caminho"

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