Cachoeira do Salitre belezas do sertão

Uma riqueza natural do semiárido

Parte do trajeto é feito por trilha, como visto na imagem, estudantes e professores ao desenvolver o projeto CAUS.

A equipe que visitou a Cachoeira do Salitre é composta pelos alunos Beatriz Granja, Eric Alves, Fernanda Mattos, Gabriel Neto, Jayanne Rodrigues, Lucas Matheus, Mariane Santos, Matheus Gondim, Nathalia Carvalho e Priscilla Souza.

Localização

O trajeto para chegar na Cachoeira é um pouco difícil, devido a falta de sinalização indicando a rota. Para quem sai de Juazeiro-Bahia são exatos 63 km, percorridos, primeiramente pela BA 210. Logo após, começa a estrada de terra, onde dá-se início ao Distrito Salitre, formado por povoados aconchegantes que impõe as características do sertão com toda a sua riqueza.

Alunos da Uneb na trilha da cachoeira

Uma referência é a Igreja na entrada do primeiro povoado, o Junco. Uma construção antiga acompanhada de charme e nostalgia da arquitetura baiana. Na nossa visita usamos o comum 'boca a boca', perguntamos no caminho aos moradores quais eram as estradas exatas, partindo desse pressuposto, conseguimos nos guiar com o também auxilio das poucas placas que haviam no caminho, as quais indicavam apenas os nomes dos povoados.

Igreja Católica do povoado Junco

A visita ao Salitre contribuiu para o projeto de pesquisa Cartografia Urbanográfica no Sertão do São Francisco (CAUS). O projeto é coordenado por Luiz Adolfo e Cecílio Bastos, ambos docentes da Universidade do Estado da Bahia - DCH- Campus III - Juazeiro. O CAUS tem o objetivo de conceder por meio das tecnologias locativas um mapeamento da urbanografia, promovidos através de imagens, potencializando o conhecimento em espaços livres e a começamos a ter um olhar sensível, critico e problemático.

Levando em conta o trajeto feito até o Salitre, a cachoeira é de difícil acesso devido ao descaso encontrado nas localidades. Por exemplo, não existiam placas para indicação da Cachoeira, apenas com os nomes dos povoados. Depois de perguntar o caminho aos moradores, há mais ou menos 2 km do destino final, tem uma placa caída informando para qual lado fica a Cachoeira, mas devido a má sinalização não é possível identificar a direção correta.

Placa de sinalização para o último percurso até a Cachoeira do Salitre.
Cachoeira localizada à 63 km de Juazeiro-BA

A Cachoeira do Salitre localizada no interior de Juazeiro Bahia após o povoado Passagem dos Sargentos, é um ótimo ponto turístico de descanso e aventura. Esse local, é repleto de Paisagens exuberantes como belas árvores, pequenas e médias cachoeiras e animais que fazem parte desse ecossistema encantador.

Vegetação encontrada na trilha

Cachoeira do Salitre é uma boa dica para quem quer conhecer as belezas naturais do sertão e desmistificar mitos e preconceitos formados pela falta de informação sobre nosso belo interior baiano. Essa riqueza natural é um ótimo convite a quem procura lazer e diversão.

Trilha que dá acesso a Cachoeira

Dicas para aproveitar melhor o passeio

  • Usem roupas confortáveis por conta do trajeto a pé merece
  • Levem comida porque lá não tem locais com opções
  • Mamães e papais que vão levar as crianças, observa-lás pois a maior parte da Cachoeira tem alta profundidade
  • Para quem vai ingerir bebida alcoólica cuidado nas descidas, toda a Cachoeira é escorregadia, então para levar um tombo feio é fácil e acabar estragando uma viagem tão massa com os amigos não é legal
  • Não se esqueçam de levar sacolas para não deixar lixo na Cachoeira, lembrem-se que é um patrimônio natural e nosso, então é nosso deve preservar.

Ao se deparar com estas paisagens notamos que muitas vezes não enxergamos as belezas que estão ao nosso redor. Fazendo com que alguns espaços se tornem invisíveis aos nossos olhos. A Cacheira do Salitre como por exemplo, através desse olhar sensível faz com que o expectador possa sentir todas as emoções, o tornando aquela paisagem como protagonista do ambiente. Destrinchando e valorizando da sua forma. O que o nos atenta a começarmos a enxergar, sentir, compreender, contemplar e fazer nossas próprias traduções. Deixando que aquele espaço não seja apenas um trajeto, mas um parte que merece a atenção, sensibilidade, um olhar critico e investigativo.

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