CENÁRIOS FUTUROS Um mundo em constante mudança

BEM VINDOS!
Me chamo Wagner Lucio, sou Service designer e tive a oportunidade de compartilhar com a Liberty um pouco do que venho pesquisando sobre "Cenários Futuros. Utilizamos em nosso encontro a metodologia "Lego Serious Play" para construir uma visão comum sobre esse tema. Espero que possam aproveitar esse material assim como foi proveitoso o encontro promovido pela área de inovação. Uma boa leitura!

Nossa Missão: Construir juntos uma visão de futuro e como atuar nele!

Antes de começar, vamos olhar alguns dados.

Em nosso encontro utilizamos a metodologia "Lego serious play" para construir o significado de futuro para o grupo. Veja como foi e o que geramos de resultado.
COM OS MODELOS AS PESSOAS COMPARTILHARAM OS CONCEITOS QUE ACREDITAM REPRESENTAR O FUTURO:
Vamos compreender um pouco mais do futuro entendendo as revoluções que aconteceram e que estamos vivendo agora:
PRIMEIRA Revolução Industrial

As principais invenções que aconteceram nesse período foi o descobrimento da utilidade do carvão como meio de fonte de energia e, a partir daí, o desenvolvimento simultâneo da máquina a vapor e da locomotiva.

SEGUNDA Revolução Industrial

Durante a segunda revolução, a eletricidade passou a ser usada para produzir coisas em massa. Além disso, houve também o desenvolvimento da indústria química, elétrica, de petróleo e de aço.

TERCEIRA Revolução Industrial

A terceira revolução impulsionou o uso da internet, tecnologias de comunicação, e a digitalização de tudo. Nesse período começaram a aparecer mais telefones celulares, computadores pessoais, notebooks, tablets e smartphones.

QUARTA Revolução Industrial

A quarta revolução é o conceito de misturar o mundo real com o mundo tecnológico. A realidade virtual permite que a gente consuma e interaja com informações de novas maneiras, robôs e softwares lado a lado com os seres humanos, nano-robôs que podem um dia representar a cura de algumas doenças, ferramentas de impressão 3D, controles de voz e mais uma lista interminável de coisas.

O impacto que a quarta revolução pode gerar e a direção que ela nos levará ainda são desconhecidos.

MAIOR SIGNIFICADO DA 4a REVOLUÇÃO: QUEDA DA BARREIRA ENTRE O MUNDO DIGITAL E O FÍSICO

A concentração de inovações científicas e técnicas deram lugar a um novo sismo no mercado mundial.

Os avanços tecnológicos e científicos se sucedem a uma velocidade vertiginosa. Seu impacto não se limita a melhorar os produtos e serviços existentes; o processo inovador atual tem um caráter disruptivo, ou seja, está alterando as regras de jogo em múltiplos âmbitos.

  • robotização em grande escala
  • big data
  • smartPhones
  • fintechs
  • Internet das coisas
  • sequenciamento do genoma humano
  • bitcoin
  • energias limpas
  • plataformas digitais de trocas
  • inteligência artificial
  • impressão 3D
Três vetores propulsionam a mudança na 4a revolução industrial:
FÍSICO: como o desenvolvimento de novos materiais, destaca-se o aperfeiçoamento do grafeno, que é 200 vezes mais resistente que o aço e milhares de vezes mais fino que um fio de cabelo, tendo potencial de mudar a indústria e a infraestrutura.
CONECTIVIDADE: provocaram uma reorganização de diversos aspectos da vida, como na educação, saúde e no transporte urbano.
BIOTECNOLOGIA poderá erradicar doenças e até mesmo retardar o envelhecimento das pessoas. Além das mudanças nos sistemas de produção e consumo e amplo uso de inteligência artificial, ela também traria o desenvolvimento de energias verdes.

O Eixo do sistema se desloca da oferta para a demanda

Os consumidores assumiram o controle nas relações comerciais. Além disso, há uma mudança sociológica, quase cultural, pela qual está sendo abandonada a ideia burguesa de que a melhor forma de demonstrar um determinado status é com a posse de objetos materiais. Esses dois fatores, junto com desenvolvimento tecnológico de plataformas digitais que colocam consumidores em contato uns com os outros, estão por trás do fenômeno da economia colaborativa. Os especialistas da PwC preveem que os ganhos da chamada economia compartilhada saltarão dos atuais 15 bilhões de dólares (48 bilhões de reais) para 335 bilhões (1 trilhão) em 2025.

A estabilidade é o estado anormal das coisas, a mudança é o estado natural

Estamos vivendo o período de ”vantagens transitórias":

Empresas que buscaram a vantagem transitória aprenderam que:

  • Relacionamentos estáveis: Parceiros/ Colaboradores/ Clientes
  • Mutação e não Reestruturação: oportunidade para entrar em segmentos novos
  • Flexibilidade: Ajustes na estratégia são constantes
  • INOVAÇÃO É A NORMA: Essa é a lei para navegar na "instabilidade"

Durante o Fórum Económico Mundial - 2016 foi discutido o relatório "The Future of the Jobs". Nele é apresentada como a quarta revolução industrial vai alterar as competências profissionais mais relevantes.

Dentro de cinco anos, 35% das competências profissionais, consideradas mais importantes, terão mudado. Num mundo de mudanças onde a norma é a mudança, necessitamos de novas formas de trabalhar.

Como podemos fazer a transição para uma nova forma de atuar?

Cada grupo, durante o workshop, teve a oportunidade de conversar entre si e definir um "aprendizado" para compartilhar sobre: COMO PODEMOS FAZER UMA TRANSIÇÃO PARA ATUAR DE UMA NOVA FORMA NO FUTURO QUE "É O AGORA" NA VERDADE.

Devemos "escutar para ouvir"
"Restaurar para o padrão de fábrica". - RESET
"Respeito ao próximo e mais educação".
"Adaptação com renovação junto com inovação".
"Temos que aprender a aprender, valorizando, sobretudo, o histórico que nos trouxe até aqui e a empatia em relação ao mundo que nos rodeia".
"Estar aberto para experimentar, arriscar e errar. Ser criativo, crítico e curioso, pois o mundo não para".
"Equipes multidisciplinares adaptando-se prontamente em busca de conhecimento contínuo"
"Sonho que sonha só, é só um sonho. Sonho que se sonha junto, é realidade. Colabore, acredite"!
"A construção do desenvolvimento humano depende de: Coragem, iniciativa e otimismo. Permite-se".
Selecionamos também algumas habilidades que necessitamos desenvolver nos próximos anos para navegar no "Futuro Agora"

Vivemos um paradoxo. Ao mesmo tempo em que mudanças tecnológicas e no ambiente de negócios estão se tornando cada vez mais constantes, ainda não são todos os profissionais que se preparam para viver nesse ambiente. Tudo isso exigirá dos profissionais uma capacidade de redefinir o seu modelo mental. E ter a consciência de que todos nós vamos precisar turbinar nossas fortalezas, reduzir os impactos de nossas fraquezas e reaprender – e rápido – para não nos tornarmos obsoletos.

  1. Pensamento Empreendedor: Empreender não significa necessariamente iniciar uma empresa. Significa também um modelo mental orientado em ver oportunidades e fazer as coisas acontecerem.
  2. Competência "Cross-Cultural": Em um mundo conectado, as habilidades de um profissional poderão ser colocadas à prova em diferentes localidades - e este profissional vai precisar ser capaz de trabalhar em qualquer ambiente que se encontre.
  3. Comunicação Através de Novas Mídias: A explosão de conteúdos gerados pelas pessoas através de blogs, tuítes e curtidas nas redes sociais já são uma realidade hoje e serão totalmente absorvidas pelas empresas na próxima década.
  4. A Era do Professional "T": Os problemas de uma empresa global no futuro se tornarão cada vez mais complexos. Isso exigirá um novo conjunto de habilidades que os profissionais deverão trazer para as organizações. Isso quer dizer que o profissional ideal terá o formato de um "T": Eles trazem um profundo e espacializado conhecimento de, pelo menos, uma área, mas tem a capacidade de "conversar" no idioma de uma gama diversa de disciplinas.
  5. Gestão de Sobrecarga de Informação: Em um mundo cada vez mais rico em Conteúdo e Conhecimento através de múltiplos formatos e aparelhos traz à tona a questão da Sobrecarga da Informação.
  6. Aprenda a trabalhar, colaborar e liderar virtualmente: O trabalho virtual já é uma realidade há alguns anos para diversos profissionais e empresas. O que vamos ver nos próximos anos é a entrada de praticamente todas as empresas e profissionais atuando neste modelo.
  7. Já é certo que nós vamos viver mais do que os nossos pais. Então, você precisa desenvolver uma estratégia de longo prazo!
  8. Abrace a mudança. Ela veio para ficar e será cada vez mais intensa: Os profissionais nas empresas (principalmente os Baby Boomers e os da Geração X) se habituaram a processos de mudanças de curta duração intercalados por períodos de calmaria. Ainda hoje é comum ouvirmos nos corredores das empresas: "Nossa, quando essas mudanças vão parar?".
  9. Compartilhe e Contribua! Quem ajudar mais terá mais chances de crescer na carreira!: Essa será uma das habilidades principais de qualquer profissional moderno. Tradicionalmente, a ideia de que "conhecimento é poder"
  10. Um novo líder emerge: ele está ali para facilitar o trabalho da sua equipe. O modelo de gestão futura será baseado principalmente na atuação deste líder que tem como função remover obstáculos dos caminhos de funcionários a fim de ajudá-los a ter sucesso.

QUAIS OS IMPACTOS DO "FUTURO AGORA" PARA O MERCADO DE SEGUROS?

Durante o Insurance Service 2016 foram discutidos alguns temas que mostram como o "futuro agora" esta impactando mercado:

Em 2020, estima-se que 66% da população estarão conectadas, gerando um fluxo de 3 bilhões de novos consumidores com acesso à internet. Será que nós estamos preparados para esse novo modelo de negócios?

Um dos grandes desafios da saúde suplementar é poder unir todas as informações que estão dispersas entre operadoras e o órgão regulador relativas as, prestadores, pacientes e órgão regulador e criar um banco de dados capaz de ser usado a favor de todos os envolvidos neste setor que movimenta cerca de R$ 160 bilhões em vendas de planos de saúde anualmente. "Ampliando a abrangência dos dados através de Bancos de Dados Contributários e a profundidade através de Telemetria, os ganhos obtidos são muito relevantes para toda a cadeia", garante Ricardo Lachac, CEO da Lexis Nexis

"Ferramentas para Predição de Riscos". Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde, abriu o painel apresentando dados importantes do setor. "Teremos de nos valer das ferramentas que possam nos trazer um controle mais efetivo. Temos um elevado número de fraudes, o desperdício chega a 30%, num setor que entrega anualmente cerca de 1,4 bilhão de procedimentos e tem 70 milhões de beneficiários"

A população aprende com outros setores, como comprar tíquetes aéreos e reservar hotéis e exige tais facilidade também das seguradoras. Como resultado, o setor passa a registrar um boom de startups, já apelidado de insurtechs, que trazem as mais impensáveis ofertas até um ano atrás. Quem poderia imaginar comprar um seguro no smartphone em 90 segundos e ter a indenização paga em 3 minutos?

A consultoria Capgemini realizou, em setembro, uma pesquisa com 27 altos executivos de 20 das principais seguradoras brasileiras para entender como anda o nível de maturidade do setor na utilização da tecnologia digital.

Enquanto 70% das empresas já utilizam a tecnologia digital para prover consistência entre seus canais digitais - afirmou o vice-presidente de Serviços Financeiros da Capgemini, Rodrigo Corumbá - 33% ainda não buscam personalizar a experiência de vendas para seus clientes. Outro dado curioso da pesquisa aponta que, ainda que 67% das seguradoras já monitorarem suas operações em tempo real, apenas 41% delas possuem processos capazes de se adaptar rapidamente a mudanças externas.

Tks ;) wagner@aarco.com.br
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