Orla repaginada No centro da cidade: legado olímpico e contemplação

Fotos e texto de Márcio Menasce

Em setembro de 2015, a inauguração da nova Praça Mauá descortinou ao carioca — além do espaço, que estava fechado para obras havia quatro anos — um enorme letreiro com as palavras "Cidade Olímpica". Pronto, estava selada então ao local a promessa de maior legado da Olimpíada para a região central da cidade.

Aos poucos, bem ao ritmo brasileiro de entregar obras públicas, a Praça Mauá foi sendo integrada a outras regiões do Centro por um novo passeio junto à Baía de Guanabara, chamado oficialmente de Orla Conde. No dia da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, 5 de agosto, o prefeito Eduardo Paes inaugurou o último trecho que faltava da orla, a parte que passa atrás de Igreja da Candelária. Com isso, o Centro do Rio passou a ser interligado pela orla desde a Praça Marechal Âncora, passando pela Praça 15, a Praça Mauá, até o fim da Avenida Rodrigues Alves, também reformada. O veículo leve sobre trilhos (VLT), feito para integrar o novo porto ao restante do Centro, deu o toque final de modernidade à região.

Tomada por milhares de cariocas e turistas desde o primeiro dia da Olimpíada, a Orla Conde, chamada neste período de Boulevard Olímpico, ganhou foodtrucks e shows durante os Jogos. Ao longo da Avenida Rodrigues Alves foram instaladas as Casas Brasil, NBA, Rio e Coca-Cola. Atrás da Igreja da Candelária, ficou a Pira Olímpica, que se tornou o ponto mais concorrido para "selfies". Tudo isso vai deixar o local após os Jogos, mas ficarão por lá as atrações permanentes, como o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá.

Com um pôr do sol que conquista até o mais fanático carioca, acostumado a bater palmas nos fins de tarde do arpoador, a Orla Conde, se bem cuidada pelo poder público, tem tudo para concretizar a promessa de grande legado para o Centro do Rio. Próximo ao Morro da Conceição, o lugar, assim como a praia, já assumiu sua vocação de espaço democrático. Lá, convivem os turistas e visitantes com dinheiro para gastar nos sanduíches "gourmetizados" dos foodtrucks, com os meninos da favela, que se atiram às águas sujas da baía em saltos acrobáticos, sempre ávidamente registrados por celulares de última geração de muitos dos frequentadores.

Credits:

Fotos de Márcio Menasce

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