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Projeto Integrado da Amazônia revista edição 04

Seja bem-vindo!

Esta é a quarta edição da revista eletrônica do Projeto Integrado da Amazônia, uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Neste conteúdo multimídia você vai conhecer melhor projetos importantes desenvolvidos na região da Amazônia e, principalmente, as pessoas beneficiadas pelos avanços alcançados.

Nessa edição você vai ver:

(clique nos links para ir direto para as reportagens)

  1. Unindo o útil ao agradável: conheça o projeto que vem ajudando pequenos produtores da Amazônia ao mesmo tempo que recuperam áreas degradadas da floresta;
  2. O poder das frutas: descubra por que elas se tornaram fundamentais pra muitos produtores - e para a preservação do bioma;
  3. Dupla dinâmica: não são super-heróis, mas têm uma super contribuição a dar para produtores diversificarem suas fontes de renda.

Para tornar a sua leitura mais gostosa, compartilhamos uma playlist com sons da floresta. Clique no botão abaixo, ajuste seu volume e inicie essa imersão pela Amazônia:

investindo no desenvolvimento sustentável

por Selma Beltrão (com contribuição de Aliny Melo)

Você vai ver agora como pequenos produtores agropecuários estão se tornando aliados no trabalho para recuperar áreas degradadas da Amazônia através do Projeto AMAPEC:

Promover o desenvolvimento sustentável de agricultores familiares, com enfoque em sistemas agroflorestais e recuperação de pastagens degradadas na região Amazônica.
capacitar através da formação continuada, transferir tecnologias e implantar Unidades Demonstrativas e Unidades de Aprendizagem, também conhecidas como Unidades de Referência Tecnológica.
Propriedades de pequenos agricultores de 6 estados da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

A formação continuada, usada nas capacitações do Projeto AMAPEC, prevê a troca de informações e conhecimentos entre todos os envolvidos.

Inclusive no que se refere ao levantamento das dificuldades e da necessidade de ajustes de acordo com as demandas tecnológicas e as limitações regionais.

Essas capacitações têm como finalidade oferecer informações adaptadas aos sistemas de produção de cada região, integrando pesquisadores, técnicos, extensionistas e produtores rurais.

Esse processo também envolve o monitoramento e a avaliação dos resultados da aplicação de tecnologias através de um fluxo de retroalimentação.

Grande parte dessas capacitações ocorrem por meio do estabelecimento de Unidades de Aprendizagem (UAs), em propriedades de pequenos agricultores, e nas Unidades Demonstrativas (UDs).

As Unidades demonstrativas funcionam como vitrines para a validação de tecnologias e ponto de referência para as comunidades rurais.

O projeto implantou 21 Unidades de Referência Tecnológica (URTs), desde 2018, que estão distribuídas nos seis estados na Amazônia.

Nesses locais são realizadas atividades de Pesquisa e Transferência de Tecnologia, Cursos, Palestras, Programas de Rádio e Visitas Técnicas.

Então vamos viajar por algumas regiões do país para conhecer resultados importantes já alcançados pelo projeto Amapec:

1) Projeto implanta sistema silvipastoril com fruteira em pequena propriedade

Os pequenos agricultores na Amazônia Legal dependem de assistência técnica como principal canal de acesso à informação e tecnologias no meio rural.

Mas, para que o extensionista possa atuar de fato como um agente de transformação, é fundamental que ele esteja tecnicamente preparado para exercer suas atividades e tenha ferramentas para o desenvolvimento deste trabalho.

Dessa forma, as Unidades de Aprendizagem são importantes para a disseminação e popularização de tecnologias voltadas para os sistemas agroflorestais e a recuperação de áreas e pastagens degradadas nesta região, sobretudo em pequenas propriedades ligadas à pecuária leiteira, às cadeias da fruticultura e da madeira.

Um exemplo é o sistema silvipastoril implantado em área de agricultura familiar em Nova Ipixuna-Pará, que Além de recuperar a pastagem degradada foi inserido como componente florestal, o bacurizeiro, fruteira nativa da região.

2) AMAPEC difunde boas práticas agropecuárias

A pecuária matogrossense, a exemplo de outros estados brasileiros, ainda leva pouco em consideração uma variedade de tecnologias. Apesar da disponibilidade de terras, ainda é comum a baixa lucratividade.

Por essa razão, são raros os pecuaristas que têm controle efetivo de sua atividade.

Diante de um mercado cada vez mais exigente e da necessidade de se manter a floresta em pé, é fundamental não só ter uma gestão mais adequada da propriedade, mas igualmente torná-la mais produtiva.

Justamente neste quesito que entram as tecnologias preconizadas e multiplicadas pelo AMAPEC.

Neste sentido, o AMAPEC difunde no estado do Mato Grosso as Boas Práticas Agropecuária como:

  • redução de gás metano;
  • redução da idade de abate;
  • aumento da margem bruta da atividade pecuária;
  • e aumento da produtividade para diminuir a pressão por novas áreas.

3) Incentivando a recuperação de pastagens degradadas

Em Rondônia, o projeto AMAPEC se desenvolve por meio de quatro Unidades Demonstrativas (UDs) e duas Unidades de Aprendizagem (UAs). Elas se concentram nos municípios de Porto Velho, Machadinho d’Oeste e Ouro Preto d’Oeste.

Nesses locais aconteceram capacitações técnicas voltadas ao incentivo do uso de tecnologias para a recuperação de pastagens degradadas, e uso de sistemas integrados, como integração pecuária-floresta (IPF) e sombreamento de cafeeiros utilizando árvores nativas da Amazônia.

Os benefícios já começam a surgir em áreas de pastagem arborizadas com bordão de velho, que devido ao maior conforto térmico para rebanhos leiteiros Girolando têm apresentado maior ganho de peso das novilhas e aumento de 6% na produção diária de leite para as vacas em lactação.

Já nas áreas de pastagens sombreadas houve redução de até 50% no tempo com ingestão de água em relação aos animais que ficam em pastagem a pleno sol.

4) Diagnóstico da pecuária leiteira

Atuando em cinco municípios do sul de Roraima - Cacaracaí, Rorainópolis, São Luiz, São João da Baliza e Caroebe – o AMAPEC tem várias realizações:

  • desenvolvimento e validação de tecnologias,;
  • capacitação de agentes multiplicadores em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF);
  • e reforma e recuperação de pastagens no estado.
A realização de um diagnóstico dos produtores de leite da região nos municípios de Rorainópolis e São Luiz teve como resultados a caracterização das propriedades, dos sistemas de produção e do perfil do produtor da região.

Em Rorainópolis a Unidade Demonstrativa concluiu as validações de três manejos para a reforma de pastagens. E 13 manejos de recuperação de pastagens, todos adaptados à região e sem uso do fogo, já foram validados em propriedades de agricultores de São Luiz.

5) Capacitação para evitar o desmatamento

Os municípios de Autazes e Careiro, no estado do Amazonas, destacam-se pela produção de queijos. Nessa região, o projeto AMAPEC aposta na capacitação continuada, com a implantação de UAs de sistema iLPF e recuperação de pastagens degradadas.

Em Autazes, na fazenda Peixe Boi, foram produzidas mais de mil mudas de espécies florestais nativas para serem implantadas na Unidade.

No município também foram realizadas palestras sobre iLPF e recuperação de pastagens com os produtores da comunidade do Lago do Soares e de municípios do entorno.

Em Autazes, terra dos povos indígenas muras, predominam as castanheiras da Amazônia.

E, nas pastagens cultivadas pelos produtores de gado de leite, as castanheiras estão presentes e servem de sombra para o gado, porém, os produtores relatam o perigo de ouriços de castanha acidentando os animais.

Nesse contexto, a prática de arborização nas pastagens é reconhecida, mas não impede o desmatamento e a substituição da floresta pelas pastagens.

Por isso é preciso ir além do iLPF e investir na capacitação de tecnologias adequadas de manejo de pastagens e forrageiras para evitar novos desmatamentos.

quer saber mais?

Nesse vídeo, você acompanha outras imagens e informações sobre esse projeto tão importante!

É só dar play:

Cultivo sustentável de frutos na Amazônia Legal

por Dulcivânia Freitas

o produtor Luiz Gonzaga Santos fala com orgulho de suas três habilidades...
“sou agricultor familiar, apicultor e meliponicultor!”
Mas Gonzaga também é mais que isso: hoje ele é um dos principais parceiros do Projeto Tecnologias sustentáveis para o fortalecimento da fruticultura na Amazônia (TECFRUTI).

Há 27 anos o produtor é responsável, junto com seus familiares, por um lote no Assentamento de Reforma Agrária São Jorge, no município de Cidelândia (MA), oeste do Maranhão.

E na sua propriedade a Embrapa Cocais instalou uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) de Sistema Agroflorestal com o cultivo predominante de cupuaçu, goiaba, mamão, maracujá, acerola, caju e açaí.

O Projeto TECFRUTI vem ao encontro dos anseios dos agricultores familiares possibilitando que pessoas como Luiz Gonzaga aprimorem conhecimentos, dando uma dinâmica melhor na produção frutífera, aliando inovação, sustentabilidade e geração de renda.

Depois de quase 30 anos de labuta, ele reconhece os altos e baixos: “recebi esta área totalmente queimada, era só capim. Agora temos essa mata no entorno já com 20 anos, onde introduzimos esse açaizeiro na beira do brejo lançando as sementes na parte alagada”, ressalta Gonzaga.

“No início de 2020 aderimos ao projeto da Embrapa. Quero falar para todos que estou feliz com nossa unidade demonstrativa”.

A política de assentamentos de reforma agrária na Amazônia Legal demanda iniciativas voltadas para o controle do desmatamento através de práticas agrícolas sustentáveis.

Essas práticas envolvem a inclusão tecnológica no cultivo de frutíferas para recuperação de áreas degradadas, conservação da biodiversidade e geração de renda no meio rural.

São premissas do Projeto TECFRUTI, que atua em 8 estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Roraima.

Um exemplo no estado do Amazonas são os dias de campo de cultivo de banana realizados pela Embrapa Amazônia Ocidental.

As atividades aconteceram em Unidades de Referência Tecnológica (URT’s), implantadas nos municípios de Presidente Figueiredo, Silves e Iranduba, na região metropolitana de Manaus.

Os eventos receberam quase 300 pessoas, entre agricultores, técnicos de extensão, instituições que atuam no setor agrícola e estudantes das ciências agrárias.

“Não é só plantar e esperar para colher, tem que ter um cuidado diário, e isso os agricultores viram que traz resultados”, informa a pesquisadora Mirza Pereira.

Produtores e técnicos de Rondônia também participaram de capacitações para o desenvolvimento da fruticultura no estado...

O analista Davi Melo de Oliveira, da Embrapa Rondônia, informa que foram realizados dias de campo com abacaxi, banana e açaí nos municípios de Alto Paraíso, Porto Velho e Cujubim.

367 pessoas foram capacitadas, contando com um grupo expressivo de mulheres dedicadas em aprender as técnicas de produção das frutíferas.
No Estado do Amapá, o Projeto TECFRUTI também viabilizou a implantação de URT’s com a cultura do abacaxi.

As Unidades Demonstrativas foram instaladas em áreas de agricultura familiar e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP), no município de Porto Grande, um dos polos produtivos do estado.

O Projeto TECFRUTI foi projetado para atividades que dependem do contato direto com o público alvo a ser beneficiado.

“Trabalhamos aspectos do sistema de produção da cultura do abacaxi como um todo, havendo maior destaque no IFAP, onde os alunos do curso de Agronomia foram envolvidos na implantação e manutenção da cultura”, destacou o assistente de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amapá, Aderaldo Gazel.

Ainda no Amapá, também foram instaladas URT’s de cultivo sustentável de bananas.

O analista Jackson de Araújo dos Santos explica: “é importante por causa da diversidade genética dos materiais, que apresentam boa aceitação, boa produtividade e são resistentes à maioria das pragas e doenças”.

Outro avanço foi conquistado com produtores de açaí.

A vassoura-de-bruxa, principal doença que ataca o cupuaçuzeiro, é um desafio para produtores e pesquisadores.

No Amapá, a recuperação de pomares atacados com vassoura-de-bruxa foi realizada em Unidades Demonstrativas, instaladas pelo projeto TECFRUTI na Colônia Agrícola do Matapi, município de Porto Grande.

A prática de controle utilizada foi a substituição da parte aérea das plantas suscetíveis à doença, utilizando a técnica de enxertia.

Esta prática desenvolvida pela Embrapa vem sendo recomendada com sucesso em toda região Amazônica.

“Em áreas totalmente infestadas de vassoura-de-bruxa, as plantas que tiveram as copas refeitas encontram-se sadias e frutificaram, enquanto nas demais plantas a produção de frutos foi insignificante”, comemora Edyr Batista, analista da Embrapa Amapá.

O projeto TECFRUTI possibilitou capacitações ministradas por pesquisadores da Embrapa Amapá, da Embrapa Amazônia Oriental (Pará) e da Universidade Federal do Acre.

Uma Unidade de Referência Tecnológica (URT´s) foi instalada, onde são desenvolvidos estudos para adubação, espaçamento e irrigação de açaizeiro em terra firme.

De acordo com o pesquisador Antonio Claudio Almeida de Carvalho, “os resultados obtidos até o momento são importantes para atender as principais demandas recebidas pela Embrapa Amapá sobre o cultivo do açaí”.

O sistema de cultivo de açaí em terra firme, junto com o cupuaçu, está sendo testado no Amapá como alternativa para produtores de baixo poder aquisitivo que possuem dificuldade de acesso a esta tecnologia.

“É uma opção de produção com menor impacto, com significativa redução de uso água na irrigação, além de energia elétrica e mão-de-obra”, explicou o pesquisador Antonio Claudio.

e Favorecer o bioma Amazônia por meio da produção sustentável de frutos é o mote principal do Projeto TECFRUTI...

Em Roraima, um dos sistemas adotados é o Sistema Agrofrutífero, chamado de SAFRUTI: um consórcio de fruteiras nativas e espécies exóticas, com culturas anuais, usado para recuperar áreas deflorestadas.

A técnica ameniza limitações do terreno, minimiza riscos de degradação inerentes à atividade agrícola e otimiza a produtividade por meio da diversificação.

Em Roraima, já foram implantadas quatro URT’s com o SAFRUTI nos municípios de Caroebe, Rorainópolis, São Luiz e São João da Baliza.

A preocupação é aproveitar as áreas que já foram desmatadas, que em muitos casos parecem inviáveis para o cultivo na visão do agricultor.

“O plantio de diversas plantas favorece a produção de biomassa, formada por folhas e restos de podas, que é o agente promotor da recuperação da área que está sendo trabalhada”, garante a líder do projeto, Teresinha Albuquerque.

Teresinha completa: “após a implantação dos SAFRUTI’s, o produtor terá uma área incorporada ao sistema produtivo da propriedade, com uma renda extra para a família”.

Outro destaque em Roraima é a parceria com o viveirista Charles Henz, que observou a melhoria proporcionada na produção de mudas cítricas e qualidade tecnológica do material fornecido pela Embrapa.

“O projeto ampliou a visão para a fruticultura, para produzir de forma sustentável e responsável na Amazônia. só temos a ganhar com esse aprendizado, que está se multiplicando entre os produtores. a troca de experiências entre Embrapa e produtores é fundamental para fruticultura”, ressalta.

Em 2019 e 2020 foram capacitados cerca de 1200 multiplicadores em cursos, dias de campo, workshop e seminários.

Essas ações promoveram transferência de tecnologia e construção de conhecimentos junto aos agricultores familiares do Bioma Amazônia.

A pesquisadora Teresinha Albuquerque ressalta que, historicamente, o cultivo de fruteiras na Amazônia já vem sendo praticado pelos agricultores familiares.

Isso ocorre tanto para alimentação própria, como para o comércio em feiras locais e mercados das capitais.

mas ela acrescenta...
“para assegurar um incremento na renda do agricultor, a produção deve estar baseada em sistemas tecnológicos sustentáveis que contribuam para a preservação dos recursos naturais da Amazônia.”

uma dupla que diversifica a renda do produtor

por Priscila Viudes

No Acre, as ações do projeto TECFRUTI contemplam uma dupla forte:

o maracujá...
...e o açaí!

Se os cultivos forem alinhados à técnica adequada, podem ter uma boa produtividade e diversificar a renda dos produtores rurais.

As cooperativas de processamento de polpas de Rio Branco têm estimulado o cultivo do maracujazeiro para evitar comprar a fruta de outros estados, afinal, o consumidor pede e a polpa apresenta alto rendimento.

“É uma cultura que exige adubação, podas, polinização manual, controle de pragas, bom preparo do solo e uso da irrigação. Nós podemos ter uma produção o ano todo, desde que as técnicas indispensáveis à cultura sejam aplicadas”, afirma o pesquisador da Embrapa Acre, Romeu Andrade Neto.

E para tornar essas práticas mais conhecidas, foi instalada uma sala de aula aberta na propriedade do Germano Knopf, no município de Senador Guiomard.

A iniciativa já recebeu alunos: em 2019, os técnicos da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa) do Acre participaram de um curso prático no local.
“É um cultivo que tem que acompanhar muito, não pode falhar nem um dia, mas vale a pena...”
“Para quem mexe na roça, o que dá mais renda é o maracujá. Faz dez anos que planto maracujá e até hoje estou aprendendo”, conta seu Germano.

Ele tem 3500 pés de maracujá, colhe três vezes por semana, o ano todo e vende para a Cooperacre (Cooperativa Central de Comercialização Extrativista), uma rede de supermercados da cidade e para um distribuidor que revende no interior.

Seu Germano conta o segredo: “Eu sigo as técnicas: na época que não chove, o principal é molhar e adubar, se não, não colhe. Se a planta estiver ruim, é só cuidar que volta”.

“No balde” é uma expressão bem conhecida dos acreanos que remete à abundância.

É assim a produtividade do açaí de touceira, cultivado em terra firme com o uso de irrigação nas condições de clima e solo do Acre, onde ainda predomina a coleta do açaí de ocorrência natural na floresta, conhecido como açaí solteiro (Euterpe precatoria).

O cultivo do açaí de touceira pode ser uma ótima alternativa pois, além de ser mais precoce, produz em período diferente ao açaí solteiro.

“As plantas de açaízeiro apresentaram excelente adaptação às condições do Acre. Com bom crescimento e produtividade média de 13,25 toneladas por hectare aos oito anos de idade...”

“Isso é similar ao que ocorre nas pesquisas com essa espécie no estado do Pará,” conta a pesquisadora Aureny Lunz.

Essas avaliações estão sendo realizadas também em Roraima, Amapá e no Pará.

“O cultivo do açaí é mais uma alternativa econômica que contribui para a manutenção da floresta em pé, gerando renda e qualidade de vida às populações de diversas localidades da Amazônia”, afirma Aureny.

A família de João Lessa Martins apostou no cultivo do açaí de touceira junto com a banana no município de Plácido de Castro.

A primeira safra será colhida em março.

“Estamos com a previsão de colher cerca de 500 latas de cerca de 18 quilos cada e bem animados porque foi desafiador. Eu recomendaria essa espécie porque a aceitação é tão boa quanto o açaí solteiro e a questão da qualidade do fruto, livre de doenças e pragas, pode ser um grande diferencial no mercado...”

No nosso plantio, a única coisa que tem voando lá é abelha, que está fazendo a polinização pra gente”, conclui João.

Esperamos que tenha gostado dessa viagem pela amazônia

Você também pode acessar o site do Projeto Integrado da Amazônia para conhecer mais sobre as atividades que estão melhorando a vida das comunidades e do bioma da Amazônia.

Equipe revista digital

Projeto Integrado da Amazônia

Comitê editorial:

Ana Laura Silva de Lima Costa, Antônio Luiz Oliveira Heberlê, Priscila Viudes, Renata Kelly da Silva, Sabrina Maria Morais Gaspar, Selma Lúcia Lira Beltrão

Fotos:

Ademir Ruschel, Aderaldo Gazel, Amaury Bendahan, Ana Karina Dias Salman, Bruno Imbroisi, Daniel Mangas, Flavio Oliveira, Gabriel Faria, Gilberto Nascimento, Gustavo Porpino, Renata Silva, Ronaldo Rosa, Silas Garcia

Jornalistas responsáveis:

Antônio Luiz Oliveira Heberlê, Selma Lúcia Lira Beltrão

Edição e diagramação:

Amanda Santo e Gustavo Schwabe

Contato: 2vidascomunicacao@gmail.com

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