Praia democrática? A falsa ideia de praia como espaço igualitário

O ensaio tem como finalidade discutir e analisar sobre a praia como um espaço democrático utópico e o porquê, a segregação das diversas praias e dos seus diversos públicos distintos. Mostrar nas fotografias o comportamento das pessoas que as frequentam, o tipo de comércio encontrado em ambas as praias (como esses comerciantes se vestem, o que vendem e por quanto vendem) e o que as pessoas consomem (o que compram na praia e o que trazem de casa) e falar sobre o espaço que é livre, aberto e teoricamente democrático, mas que na prática não funciona assim, existe uma segregação acentuada. Diante disso, foi feita uma comparação fotográfica dos locais, dos diferentes públicos e comércios, com o intuito de mostrar essa hierarquização de classes.

A praia sempre foi um ambiente de lazer, onde pessoas se encontram para se divertir, relaxar e “pegar um bronze”, também é muito referida a um ambiente de interação entre públicos, um ambiente de igualdade. Esse conceito nos últimos tempos vem mudando, não se encontra mais pessoas de todas as classes numa praia, os ambientes andam divididos e hierarquizados por classes, a praia não escapou dessa mudança. A praia em que alguém de classe média frequenta não é a mesma que um individuo de classe média baixa frequenta. O comercio, as pessoas, aos bairros não se misturam mais. Públicos diferentes, em lugares diferentes, ambiente de desigualdade. O ensaio “Praia Democrática? A falsa ideia de praia como espaço igualitário”, mostra o contraste entre a desigualdade entre esses públicos, o comércio e o ambiente.

PRAIA DE ATALAIA ( Aracaju-SE)

Sim, a praia já foi um espaço democrático, quando o comércio como um todo tratavam as pessoas com igualdade. Nos tempos atuais, isso não existe mais, tem praias para todas as classes, o indivíduo vai onde não será segregado, onde se sentirá mais à vontade. Na praia da Aruana, em Aracaju, essa segregação mostra-se bastante nítida, tanto quanto ao público, como ao comércio. As pessoas que a frequentavam eram de classe média, turistas, pessoas que moravam em condomínios próximos, com restaurantes e bares mais sofisticados, até os ambulantes exibiam um padrão diferente, eram fardados e os banhistas consumiam do que eram oferecidos no ambiente. Ao contrário do que foi visto na praia da Atalaia, também em Aracaju os banhistas eram de classe média baixa, pessoas simples, que dependiam dos ônibus pra ir até lá, as pessoas consumiam menos, levavam comida de casa e compravam no máximo um refrigerante ou um sorvete, barracas mais simples, vendedores ambulantes diferentes dos da Aruana, mais informais.

O ambiente que antes era conhecido por integrar diversos públicos, hoje vive na hierarquização, as classes mudaram e o ambiente também.

PRAIA DE ARUANA (Aracaju-SE)

Report Abuse

If you feel that this video content violates the Adobe Terms of Use, you may report this content by filling out this quick form.

To report a Copyright Violation, please follow Section 17 in the Terms of Use.