Loading

caminhos do mundo a revista do 2vidas no mundo - ed 11

uns com tanto, outros com tão pouco...

reportagem de capa

seja bem-vinde!

“quase tudo que tínhamos pensado e sentido em épocas anteriores deve ser arquivado e deixado para trás, e um novo tipo de ser humano deve ser criado.” (Che Guevara)

era só assim que Che achava possível construir uma sociedade igualitária: através de pessoas que coloquem naturalmente a coletividade em primeiro lugar. mas 53 anos depois de sua morte ainda somos todos parte de uma sociedade extremamente individualista.

na raiz dessa sociedade cresce a desigualdade social. por isso nessa edição trazemos dados, pesquisas, ideias e tudo que envolve hoje a luta contra esse mal. somos um casal que viaja o mundo tentando se reconstruir como seres menos individualistas. vem com a gente?

nessa edição você vai ver:

  1. o que tá por trás da desigualdade social? o que os estudos dizem sobre seus efeitos? e como superá-la?
  2. o assunto é complexo, por isso seguimos a conversa no nosso podcast: pode clicar aqui!
  3. pra melhorar a sociedade, precisamos alimentar nossa coletividade! reunir amigos em volta da mesa é bom, mas duvido que você saiba por que é tão importante.
  4. se você se empolgar, ensinamos uma receita perfeita pra fazer - e comer - junto com um grupo de amigos.
  5. e preparamos uma playlist especial pra você curtir enquanto cozinha. é só dar play!
  6. nesse clima, um vídeo hilário reuniu cenas de uma série muito famosa de amigos pra retratar 2020. já viu? a gente mostra (prepare as risadas)!
  7. também vamos conhecer um lugar lindo de Bariloche: lago e cachoeira pertinho um do outro (mas cuidado, podemos encontrar pumas no caminho)
  8. tudo apresentado numa linguagem inovadora pra você ler no seu celular (ou mesmo no computador)

boa leitura!

a raiz de todos os problemas

(por gustavo schwabe)

quando muito dinheiro tá nas mãos de poucas pessoas...

SOBRA MENOS DINHEIRO...

BEM MENOS DINHEIRO...

MUITO MENOS DINHEIRO...

PRA TODOS OS OUTROS!

os números da desigualdade no Brasil são absurdos

dados do IBGE revelam: a distância entre ricos e pobres nunca foi tão grande. ano passado o rendimento médio de quem faz parte do 1% mais rico da população brasileira foi 34 vezes maior que o rendimento da metade mais pobre.

ou seja: metade dos brasileiros leva metade da vida pra ganhar o que o 1% mais rico ganha em um ano

é como se uma gota concentrasse muito mais dinheiro do que um oceano inteiro

isso deveria nos indignar todos os dias! porque é impossível construir uma sociedade saudável quando existe um muro desse tamanho nos separando. quer outros dados?

a forma como “dividimos o bolo” só piora a situação:

é arriscado apontar o dedo pra um problema e dizer: esse é o culpado por todos os outros

mas eu realmente acredito que a desigualdade social tá na origem de todos os outros grandes males que enfrentamos hoje no planeta. pensa em alguns:

pode pensar em algo mais pra colocar nessa lista que eu aposto: a desigualdade também tá na raiz. e a pandemia piorou a situação!

sabe aquele clichezão: “tá todo mundo no mesmo barco”? nada mais falso

o coronavírus afeta todo mundo, claro, mas enquanto milhões de pessoas tem no máximo um barquinho de papel pra se agarrar, alguns privilegiados assistem a tudo do seu transatlântico!

justamente nesse período de pandemia, quando multidões inteiras perderam seus sustentos, tem gente super de boa:

a fortuna dos super ricos na América Latina cresceu 17%

aqui no Brasil foi ainda pior: a riqueza dos 42 bilionários brasileiros aumentou 27,6%

deu pra entender? 42 pessoas que antes da pandemia tinham 123 bilhões de dólares hoje têm 157 bilhões. enquanto isso, a população sofre e o auxílio emergencial é reduzido pela metade, pra míseros 300 pilas...

e O cenário no exterior é similar ao que ocorre no Brasil e na América Latina

um levantamento mostrou que os bilionários dos EUA aumentaram sua fortuna conjunta em US$ 755 bilhões entre 18 de março e 23 de julho.

isso num momento em que mais de 50 milhões de americanos estão na fila para receber seguro-desemprego

outro estudo acompanhou 121 bilionários e descobriu que quase 80% mantiveram ou aumentaram suas fortunas nesse período. quem tem menos dinheiro tá pagando essa conta. impossível achar uma justificativa ética pra isso.

pouca gente tem cada vez mais e muita gente tem cada vez menos

a gangorra da nossa sociedade tá muito desequilibrada. isso é um problema pra todos!

várias pesquisas já mostraram que desigualdade faz mal pra saúde. equilibrar essa gangorra traz benefícios imediatos pra quem está na base da sociedade, claro. mas também melhora a vida de quem tá no topo.

embora a saúde dos mais ricos não esteja necessariamente ameaçada, as desigualdades têm um custo alto para a sociedade e para os sistemas de saúde, então, a longo prazo, todos pagam por elas

Silvia Stringhini, epidemiologista, em entrevista à Galilleu

no vídeo abaixo (tem legenda em português) o pesquisador Richard Wilkinson revela mais dados sobre o impacto da desigualdade em toda a sociedade:

mas se é verdade que a desigualdade faz mal pra todo mundo, também é verdade que alguns grupos sofrem bem mais.

a desigualdade econômica é machista e racista!

quando a comparação é racial, a distância é ainda maior

a desigualdade social é um fato. mas há quem diga que ela não deve ser combatida

pra alguns, a desigualdade é algo inerente ao ser humano. se as pessoas são diferentes, natural que nem todes conquistem a mesma coisa, certo? é essa ideia que gera o conceito de meritocracia.

toda desigualdade seria apenas resultado justo da livre competição

mas não existe competição justa se largamos de lugares diferentes

o vídeo acima deixa claro por que a meritocracia não funciona em sociedades desiguais. claro que há exceções. sempre vai ter aquele jovem que venceu dificuldades e, mesmo largando lá atrás, conseguiu chegar na frente. são histórias lindas que merecem nossa admiração.

o problema é que histórias assim são muitas vezes manipuladas por quem quer manter o status quo

se o fulano chegou lá, é só se esforçar que você chega também”, diz muita gente. mas não é justo exigir que tantes tenham que fazer mais do que eu fiz pra chegar onde eu cheguei. pobreza não pode ser superada só com força de vontade.

porque ela gera o que psicólogos chamam de “mentalidade da escassez”

na verdade, isso é algo que afeta todes nós, pobres ou não

as pessoas se comportam diferente quando percebem a possibilidade da escassez. pode ser falta de dinheiro, de tempo, etc... nestes cenários a perspectiva de longo prazo se perde. lembra da última vez que você se atrasou pra um compromisso importante?

pouco importa o planejamento futuro, tudo é pensado pra resolver aquela situação

pode ser, por exemplo, pagar mais caro por uma corrida de táxi não prevista. nessa circunstância não tomamos a melhor decisão pro nosso futuro, mas a decisão necessária pro momento. imagine viver assim todos os dias?

os pobres vivem em constante escassez. como planejar o futuro dessa forma?

pobreza não é falta de conhecimento. pobreza é falta de dinheiro

o historiador Rutger Bergaman fala sobre a mentalidade da escassez

“ah, então o problema não é a desigualdade, é a pobreza!”

depois da falácia da meritocracia, essa é a desculpa preferida de quem nega os problemas causados pela desigualdade. é verdade que ninguém se incomoda com a distância entre um rico e um super rico.

o problema é o fosso entre quem tem demais e quem não tem o suficiente

por que então devemos combater a desigualdade e não apenas reduzir a pobreza? porque a desigualdade afeta todas as estruturas da sociedade, garantindo que as coisas fiquem como estão.

quando os mais ricos acumulam poder de forma desproporcional em relação à sociedade, eles se tornam capazes de exercer uma influência política exagerada.

assim os ricos aprovam leis, influenciam a justiça e moldam a sociedade conforme seus interesses

exagero? um estudo canadense já mostrou que onde a diferença entre ricos e pobres é alta, a chance de se mudar de classe social é baixa. jovens pobres têm menos condições de ascender socialmente, fazendo com que a desigualdade se perpetue.

e mais: não dá pra aumentar o consumo de quem tem pouco sem reduzir de quem tem muito

se cada habitante do planeta consumisse o mesmo que consome um americano médio, seriam necessários quase 5 planetas pra suprir todos os recursos. imagine então se todos tivessem o padrão de um super rico?

para que 90% da população tenha um pouco mais, 10% vai precisar ter um pouco menos

pensando nisso, um grupo de 83 milionários assinou uma carta pedindo que governos aumentem impostos dos super ricos. (spoiler: nenhum milionário brasileiro participou). redistribuir impostos é uma das formas mais efetivas de reduzir esse fosso. outra? cortar bônus milionários pagos a executivos. a mais ousada? implantar uma renda básica universal (projeto que prevê pagamento mínimo para TODAS as pessoas).

afinal não é possível equilibrar uma gangorra mexendo em apenas um dos lados

a desigualdade não é um fenômeno novo

arqueólogos já identificaram sociedades extremamente desiguais há milhares de anos. mas a crise atual tem iluminado distorções inaceitáveis. entre as oportunidades que toda crise oferece, a mais urgente é repensarmos nossa concepção de sociedade.

quem se beneficia desse modelo só tem duas alternativas: se reconhecer como um privilegiado e lutar por mudanças.

ou admitir que está satisfeito com essa hierarquia econômica cada vez mais gritante e implacável

o que a história nos ensina é que as coisas podem ser diferentes. não há nada inevitável em como estruturamos nossa sociedade e nossa economia ultimamente. ideias podem mudar o mundo. e acho que especialmente nos últimos anos ficou bastante claro que precisamos mudar o status quo, que precisamos de novas ideias.

Rutger Bergman

quer saber mais?

  • o assunto é complexo, por isso seguimos a conversa no nosso podcast: pode clicar no botão:
  • alguns dos maiores clássicos da literatura mundial foram escritos explorando tensões sociais geradas pela desigualdade. por isso hoje nossas dicas trazem livros incríveis que te farão refletir sobre isso!
  1. os miseráveis: o clássico de Victor Hugo é um livro enorme, mas vale cada linha. desnuda uma sociedade francesa tentando se reencontrar após a revolução.
  2. germinal: Emile Zola constrói uma história cativante sobre trabalhadores de minas de carvão que vai te emocionar e te indignar.
  3. as vinhas da ira: por fim, meu livro preferido da vida, a história da exploração de trabalhadores rurais nos EUA pós crise de 29 deu o Pullitzer e o Nobel a John Steinbeck.
  • se queremos melhorar como sociedade, precisamos conviver mais, trocar experiências, alimentar nossa coletividade! e fazer isso matando a fome fica ainda melhor, né? você já se perguntou...

por que amamos comer junto?

(por amanda santo)

uma mesa cheia deixa a vida mais colorida, né?

e quando digo cheia, não me refiro só à comida:

amo mesa cheia de amigos e de panelas, de conversas e de temperos, de risadas, de união, de misturas... enfim, amo mesas cheias de aromas e sabores de todos os tipos, culinários e sociais! então fique à vontade, nossa mesa está servida!

enquanto vamos comendo juntos, as coisas mais importantes permanecem escritas sobre ela...

sempre fui fã da experiência coletiva do ritual da cozinha

meu apartamento em Porto Alegre que o diga! meu lar durante 8 anos recebeu incontáveis junções de amigos em torno de uma amadora porém amorosa culinária.

quando o Gustavo chegou na minha vida também fez parte de alguns desses encontros gostosos. são, definitivamente, meus momentos favoritos das memórias do apê.

sempre adorei reunir amigos preparando jantares de halloween

descobri que amar uma mesa lotada é tão importante que virou até estudo antropológico. inclusive tem um nome: comensalidade!

ou seja, a função social do ato de comer

alimentar-se a si mesmo e alimentar ao outro é trocar, é reunir.

Shirley Donizete Prado, pesquisadora da UERJ

e pasme: isso influenciou inclusive a nossa evolução como espécie!

o conceito sobre compartilhar emoções em torno da comida...
...é considerado pela ciência um ponto de ruptura na história do homo sapiens!

nossos ancestrais nem imaginavam tudo que estava por vir quando produziram as primeiras faíscas

a invenção do fogo trouxe proteção contra predadores, calor contra o inverno e, mais do que tudo, o desenvolvimento da vida em sociedade.

o poder de transformar a comida em alguma coisa mais saborosa e macia fez do homem um alquimista

no seu primeiro laboratório, a cozinha primitiva na volta da fogueira, ele deu adeus à maratona de várias horas mastigando alimentos crus...

e deu olá às refeições em grupo!

foram as reuniões em torno do fogo que representaram um passo enorme na nossa linha da evolução: nos tornamos seres sociais!

o comportamento alimentar do homem não se diferenciou do biológico apenas pela invenção da cozinha, mas também pela comensalidade, ou seja, pela função social das refeições. a cocção do alimento adquiriu enorme importância nesse plano, por favorecer as interações sociais.

Sueli Aparecida Moreira, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

a cultura do comer coletivamente influenciou rituais de civilizações antigas. a egípcia celebrava os mortos com festivais de piqueniques junto às tumbas. os gregos promoviam banquetes em homenagem aos deuses...

até Jesus e sua turma fizeram na sua última ceia uma imensa junção na mesa com comida e bebida

e então chegamos à vida moderna!

papo bom em volta da mesa é assim: passa rápido, né? mas ainda tem muita comida e história boa pela frente!

na vida moderna, foi exatamente em torno da cozinha que construímos nossos lares. até a palavra “lar” vem do latim “lare”, que é o lugar onde se acendia o fogo. um espaço aconchegante onde uma roda de conversa é sempre bem-vinda...

e onde muitas vezes a palavra “família” é celebrada

com tudo isso, claro que a arte também seria influenciada, né?

um capítulo inteiro na biografia de Van Gogh - livro que estou terminando de ler apaixonadamente - fala sobre esse quadro:

Os comedores de batatas não é tão famoso quanto noites estreladas, autorretratos e girassóis

na época Van Gogh ainda não tinha bem definido seu estilo, sequer usava suas cores icônicas

mas a pintura, que faz parte do acervo do Museu Van Gogh, em Amsterdã, foi uma das obras que Vincent defendeu com mais fervor contra críticas rudes e menosprezo de outras pessoas - incluindo o irmão Theo.

desprezado pela família e pelos amigos, sem um lugar pra chamar de lar, o holandês solitário pediu licença a uma família de camponeses na hora do jantar...

e pintou esse encontro à mesa como um sonho, um grito de amor à vida em grupo e ao aconchego de uma refeição partilhada

no furor da batalha com sua própria família, dera início a uma tela ainda maior, tentando mais uma vez captar o fantasma da instituição família que tinha em sua mente. tantas vezes pintara, desenhara e imaginara as figuras à mesa que não precisava mais se remeter aos esboços e estudos. 'Pinto-o de cor', disse ele.

(trecho de Van Gogh: A vida)

diferente do pobre Vincent, minha vida tá rodeada de convivência e pessoas queridas. minha história é feita de festas na churrasqueira, mesa da vó lotada e refeições com mãe e filhas se reunindo nas pausas de um dia cheio.

agora, mesmo na estrada, é também na cozinha que eu e o Gustavo construímos novos laços

durante a quarentena fomos acolhidos no hostel onde estamos em Bariloche

aqui já vivia uma turma de quatro viajantes que se tornaram companheiros de isolamento. pessoas dedicadas à culinária que quase sempre se encontravam na cozinha, pra bater um papo ou aprender receitas uns com os outros.

COM O JOHN APRENDI A FAZER MEU PRIMEIRO PÃO - E ATÉ COXINHAS VEGGIE!

O FELIPE REGOU NOSSAS FESTAS COM UM QUENTÃO DELICIOSO!

o Hector foi o assador das parrillas da galera e incluiu meus legumes com toda consideração!

já a Barby, uma argentina com raízes italianas, me deixou com água na boca a cada preparação!

ela me ensinou a clássica empanada argentina, eu ensinei o arroz com feijão

dá play aqui embaixo pra conferir alguns dos nossos encontros:

entre trocas culturais, vivemos momentos que em mais nenhum lugar da casa poderiam ter acontecido. uma amizade construída em cima de panelas cheias! agora todes voltaram pra estrada e deixaram o hostel mais vazio.

adivinha qual lugar ficou mais estranho pra gente desde que foram embora?

sim, a cozinha. o lugar da felicidade, diriam os escandinavos

talvez por isso a comensalidade entre amigos é uma das características do estilo de vida chamado hygge, comum há séculos entre os dinamarqueses - um dos povos mais felizes do mundo. com uma pronúncia parecida com “huga”, essa palavra não tem uma tradução em outro idioma.

em geral é a filosofia de desfrutar das coisas simples e aconchegantes

como uma mesa cheia de amigos e muita conversa!

o aconchego da comunidade em torno da mesa é um dos maiores valores de hygge, que constrói uma vida plena em torno da ideia de lar doce lar.

fazer algo pro outro é doar um pouquinho de si, seu tempo e sentimento

já mostramos em outra reportagem como a coletividade faz a gente viver mais e melhor. mas é o exemplo escandinavo que nos mostra o poder que o alimento afetivo tem nessa troca.

é sua energia colocada ali que vai direto pro corpo e pra memória afetiva de alguém

nossa reportagem tá acabando e nossa mesa tá ficando vazia

lembra como tava cheia lá no início? mas sobre ela ainda temos fartura de valores e sentimentos importantes... afinal a parte mais gostosa da história da humanidade sempre foi em torno do fogo.

é a boa convivência oferecida num brinde risonho e num bom prato dividido

tem jeito melhor de celebrar a vida?

  • ficou com vontade de cozinhar pros amigos? então olha só essa dica de dar água na boca:

pão de milho recheado

(por amanda santo)

INGREDIENTES:

  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 xícara de farinha de milho (qualquer uma! mas eu usei a de polenta)
  • 1 colher de sopa de sal
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 2 colheres de sopa de orégano
  • 10 gramas de fermento pra pão (1 saquinho de granulado ou ¼ de tablete fresco)
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 1 xícara de água
  • porção do recheio que quiser

MODO DE FAZER:

  • antes de mais nada, põe o fermento pra ativar: coloca num potinho com uma colher de água quente e uma pitada de açúcar.
  • mistura as farinhas com açúcar, sal e orégano. se usar farinha de polenta, é bom hidratar ela com meia xícara de água antes de misturar, ok?
  • depois é só acrescentar azeite, água e fermento.
  • mistura bem e mão na massa: sova por 10 minutos!

no final, abre a massa no balcão e distribui o recheio. eu usei ervilha e salsicha de soja, ficou muito bom!

  • enrola a massa no recheio como se fosse um rocambole. deixa crescer por uma hora e meia e coloca pra assar em forno médio pré-aquecido por cerca de 30 minutos.

vai sair um pão delicioso que é uma verdadeira refeição!

BOM APETITE!

  • pães caseiros são uma ótima opção pra piqueniques, né? foi o que fizemos há alguns dias no passeio a um lugar incrível de Bariloche...

viaje na imagem

(por amanda e gustavo)

um cantinho afastado do centro...

completamente rodeado por montanhas e vales...

...esse é o Lago Gutiérrez!

o lago fica a 15 quilômetros do centro da cidade

e com uma vista única para os morros Otto, Catedral e De la Ventana

fomos de ônibus, pagando cerca de 2 reais por pessoa. descemos perto da entrada do Parque Nacional Nahuel Huapi, e caminhamos uns 30 minutos até a praia.

o lago tem as águas mais quentes - ou menos frias - de Bariloche

o lugar é super frequentado no verão. montamos nossa canga por ali em pleno inverno e, apesar do vento, a experiência foi incrível.

depois do piquenique vale dar uma caminhadinha pelos bosques ouvindo só o som da água e dos passarinhos...

mas cuidado porque existem outros animais convivendo ali!

o puma, típico da patagônia, é até motivo de placas com avisos durante a trilha

olha essas instruções que nossos amigos encontraram:

no final da caminhada, encontramos a cascata dos duendes

uma pequena queda d’água super charmosa que nos deixa imersos no som da floresta...

curte com a gente cada passo e cada som no video abaixo:

assine aqui com planos a partir de R$ 4,90 por mês (você só precisa baixar o app da picpay e se registrar)

faltou dizer

  • já que nessa edição celebramos a reunião entre amigos em volta da mesa, lembramos dessa série icônica que teve como um dos principais cenários uma cozinha! no ar por 10 temporadas, Friends dispensa apresentações.

que tal esse vídeo inédito editado por fãs da série para definir nosso 2020 só com cenas de Friends?

nós rimos muito. contra o desespero, só mesmo o humor, né? dá play pra rir também:

o que achou? queremos saber a sua opinião:

e você pode seguir os outros canais do 2 vidas no mundo:

se gosta dos nossos conteúdos, que tal contribuir com a gente?

pode assinar com valores a partir de apenas R$ 4,90

é só baixar o app da PicPay, se cadastrar, voltar aqui na revista e clicar aí embaixo:

ou pode depositar uma contribuição na nossa conta:

  • banco: nu pagamentos s.a.
  • agência: 0001
  • conta corrente: 97451196-0
  • nome: amanda santo
  • (caso precise de cpf, é só entrar em contato com a gente)
ESPERO QUE TENHAS GOSTADO DE VIAJAR COM A GENTE PELOS MOMENTOS MAIS LEGAIS E IMPORTANTES DESSA SEMANA...

e até a próxima edição!