New Orleans 13/JUL - 17JUL

Alguns lugares você visita e observa, conhece, entende. Outros, é preciso viver o lugar. New Orleans é assim, precisa ser vivida. Se eu for definir essa cidade, acho que é um santuário da loucura coletiva. Nunca vi tanto maluco em um único lugar. Mas não são nocivos, dá para conviver bem com eles.

Welcome to theBig Easy!

Assim como Nova Iorque é a Big Apple, New Orleans é chamada de The Big Easy. Conversando com as pessoas, entendi que aqui é onde tudo acontece muito fácil, como eles dizem: "New Orleans is The Big Easy. Because everything is easy here!" Adorei o apelido.

Taxis não motorizados. Cidade plana propicia formas diferentes de transporte. Sim, existem também os taxis comuns.

O Katrina e Seus Vestígios

Além disso, o que vemos, andando pela cidade e conversando com as pessoas, é que o Furacão Katrina, de 2005, deixou mais que o estrago visto pela TV, deixou uma marca triste na cidade. Muitos desacreditaram e se foram. Outros ainda não se recuperaram e sem para onde ir, vivem nas ruas desde então. São homeless.

Fotos de como a cidade ficou na época do Katrina e como está hoje. Fisicamente recuperada. Economicamente nem tanto. O medo ficou.

Aqui é pura música!

Nem sei desde quando a música faz parte da minha vida. O Jazz certamente quem me apresentou foi meu irmão David. Curioso, saí procurando de tudo e um dia descobri que precisava vir aqui, ouvir de perto.

Ao contrário do Rock, que tem na guitarra, seu principal instrumento. No jazz, NORMALMENTE, são os metais e instrumentos de sopro juntAMENTE com o piano e instrumentos de percussão {às vezes curiosos} que harmonizam e fazem a essência do som.

O Jazz impera mas também existem boas bandas de Rock aqui!

Além dos inúmeros artistas que têm pela cidade, tocando nas ruas em troca de quase nada ou nas centenas de bares; existem os shows nas casas tradicionais. Consegui visitar o Preservation Hall (http://preservationhall.com/hall), que se resume a uma sala para cerca de 40 pessoas, quem paga pela reserva (apenas US$45,00), senta em uns banquinhos de madeira, bem de frente para os músicos, menos de 2 metros de distância. É tão intimista que nenhum instrumento, nem voz é amplificado. Sensacional.

Fachada do Preservation Hall, fila desde cedo para conseguir entrar. À direita, vista de onde assisti o show.
O lugar é antigo, é velho, mas é perfeito. Parece que está como foi construído há mais de 100 anos. Não vendem bebidas, não têm banheiros. Só música. Entre, sente-se e aprecie.

Arquitetura genuína.

A arquitetura do French Quarter é especialmente bonita. Casas antigas restauradas, casas novas com cara de antigas, pequenos jardins suspensos. Muitas cores cores combinadas. Ornamentos em ferro, portas grandes. Preservar a história, é também preservar esses traços que os acompanham há tantos anos.

A Bourbom St.

Ruas estreitas. Boa parte da Bourbom Street fecha no final de tarde e as pessoas ficam lá indo e vindo de bar em bar. Bebendo muito, fumando muito, e me parece que se divertindo muito. Eu sou um pouco velho às vezes, me cansa aquela agitação, mas é muito legal de conhecer. Achei difícil de encontrar um bom café espresso, tem algumas cafeterias, nada muito aconchegante que dê para passar uma meia hora lá de bobeira, mas procura por bebida alcóolica, ahhh você acha o que quer e o que não quer. Destaque para uma bebida chamada Hurricane é bem interessante mas não animei, muita mistura.

Iguais a estes, tem um monte de malucos que ficam perambulando em busca de "Tips" por suas performances.
Profissionais da Bourbom Street, vendem de tudo para ganhar alguns dólares. Uma foto = 1 dólar.

COMIDA SEMPRE BOA.

Dizem que aqui é a cidade da Food and Wine Expirience. Não bebi vinho pois as dezenas e dezenas de cervejas me atraíram mais, sem contar o Jack Daniel's Honney, que eu não poderia deixar de beber um ouvindo Sweet Home Alabama - como fiz (!). Mas da comida, posso falar. É sempre muito boa, muito saborosa e quase sempre, muito apimentada quando se trata da comida Crioula. Tem também toda aquela coisa americana de fast-food, mas realmente não vale à pena com tanta coisa boa por perto.

Na primeira foto, Salada com Camarões Empanados. Na segunda, um típico sanduíche com hambúrguer de carne de Aligatore (nosso jacaré) e batatas fritas doces que são surpreendentemente boas. Por último, Milk-Shake Haagen-Dazs. Sinto dizer mas não foi nada de espetacular.

French Market

Muito variado, o French Market é um lugar para se passar boa parte do dia. Além do concorrido Café Du Monde, (me deu preguiça da fila), tem ainda vários lugares excelentes para comer e fazer compras de qualquer natureza. Charutos, vestuário, quinquilharias, artesanato, música e mais um monte coisas legais.

Todo tipo de artesanato, seja local, seja de outros países como Japão, Marrocos, e até do Brasil.

Voodoo Shops e Fantasmas.

Dizem que todo mundo um dia veio ou virá a New Orleans, mesmo depois de morto. A cidade é cheia dessas histórias. Além dos passeios assombrados pelos cemitérios, existem as Voodoo Shops, como essa aí. Não pode tirar fotos lá dentro, mas é muito legal. É Voodoo, mas tudo em busca de boa sorte, paz e alegrias.

Vitrine de uma das lojas Voodoo Shops.

Correr. Correr. Correr.

Corri duas vezes e queria ter corrido mais. Cidade ótima para correr. Principalmente mais cedinho. Na medida em que as pessoas acordam, começa a ficar cheio de mais, complica muito. Mas as calçadas são ótimas, tudo muito plano. Trânsito de muito respeito com pedestres. Na minha segunda corrida, empolguei e me perdi, até isso foi divertido.

1º CORRIDA EM NEW ORLEANS - POR DENTRO DO FRENCH QUARTER

2ª CORRIDA EM NEW ORLEANS - ERA PARA SER AO REDOR DO FRENCH QUARTER, MAS ME PERDI E A VOLTA FOI UM POUCO MAIOR.

Instagram e Facebook: @Running100Miles

Created By
Luciano Tomaz Araujo
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