Kairós Cobra na Bacia

O que é o tempo para um artista? Será um elemento obrigatório a se ocupar, como o espaço na cena? Será uma força tirânica a se temer, com a perpetuação de injustiças antigas, como o trabalho infantil? Será uma ocasião natural do cotidiano, como uma ida à praia ou os ciclos do Sol e da lua?

Para os meninos e meninas do Cobra na Bacia, o tempo é ”Kairós”, o nome do espetáculo que apresentaram no último final de semana, 02 e 03 de dezembro. Ele é oportunidade, o momento em que tudo acontece, a brincadeira, o sonho, o encontro, o pensamento. Para a Intrépida Trupe, organizadora do projeto, o tempo é sobretudo o futuro. Esses jovens artistas representam a continuidade da linguagem circense-teatral que o movimento desenvolveu. Ao mesmo tempo, a formação de cidadãos que têm uma consciência profunda da necessidade da cooperação para o bem comum.

O Cobra na Bacia, brincadeira com a palavra “Acrobacia”, surgiu em 1996 e é organizado como um curso na Fundição Progresso. As aulas carregam a identidade única da Intrépida Trupe, em que circo, teatro, dança, capoeira, ginástica se conjugam em técnica e emoção autêntica. O movimento é um dos mais relevantes do seu tipo no Brasil e ajudou a levar a cultura do país até para o exterior. Agora, busca também contribuir para a formação das novas gerações.

O espetáculo ”Kairós” foi organizado com ideias dos professores e dos próprios alunos. Contou com apresentações de tecido, dança, cama elástica, aros e muito mais. Confira todos eles por aqui, aproveite. O tempo agora é seu aliado.

Larissa, Marcelo e Lucas

Vanda Jacques, líder da Intrépida e diretora de “Kairós,” bate no peito com muito orgulho ao falar do diálogo entre o Cobra na Bacia e a escola dos jovens artistas. Vale ressaltar que algumas crianças que se apresentaram no sábado (03/12) fazem parte do Centro Educacional Anísio Teixeira (CEAT).

Os alunos sem querer encontram na Lapa, por conta dos eventos organizados pelo curso, pessoas que também estudam ou trabalham em sua escola ou mesmo outras crianças que já a frequentaram e agora estão em outras. Com isso, acabam levando a experiência do circo para elas e as influenciam a buscar uma nova forma de cultura e expressão, no próprio projeto da Intrépida ou em uma alternativa.

Escola e curso compartilham um sentimento muito forte, que é o amor à arte, ao circo, ao espetáculo cheio de histórias. Principalmente, aos sonhos e à imaginação de cada criança. O corpo participante da Trupe aprende, ensina e troca experiências com os frequentadores do CEAT.

Vanda explica que no circo os alunos conseguem entender o outro e se fazerem entender. Essa empatia e comunicação são elementos importantes para a humanidade e contribuições que as crianças e adolescentes do Cobra estão preparados a dar.

"O cobra na bacia não forma só circenses, mas bons cidadãos."

vanda jacques

Espetáculo

Espetáculo Circense

Uma coisa é certa: A Cobra Na Bacia não é apenas um curso, baseado somente em transmitir as técnicas circenses. Por trás de cada olhar das crianças e da professora líder do projeto, Vanda Jacques, há um brilho e uma paixão pela arte e união. É como se a Intrépida fosse uma família, de artistas claro, e os alunos que apresentaram o espetáculo "Kairós", a nova geração.

A ideia principal do espetáculo veio de uma aula em que os mestres pediram para que as crianças escrevessem seus sonhos no papel. E não é que deu samba? Ana Prya Gomes, 12 anos, sonhou que estava na praia e que alguém roubava os seus cabelos. A história inusitada rendeu um número que fez a plateia dar boas risadas. Na cena adaptada para "Kairós", Kairé Giovanette, 13 anos, rouba a peruca de uma menina que pegava sol distraidamente. Ela, porém, preparada para imprevistos, logo tira uma outra da bolsa. Até acabarem as possibilidades e ele puxar seus cabelos.

Vanda se orgulha de ouvir e de apresentar os pequenos também. O filho do seu amigo bailarino de anos de Fundição Progresso, a filha da dançarina do ventre que se apresenta no Egito, o filho do iluminador dos espetáculos. Ela inclusive se surpreende. A vida em cena vêm de berço. Escute o áudio

Quando questionados se acham possível ter o circo como uma profissão, é unânime a resposta: SIM! As crianças da Intrépida não têm medo de se jogar. Realizam as mais incríveis manobras e têm esperança em viver da arte.

Depoimento de Fernanda Torres

Informações úteis

Dias: Terças e Quintas

Horários: Manhã de 8h30 às 10h30 ou Tarde de 17h às 19h

Local: Espaço Intrépida Trupe (ESPAÇO 9) - Fundição Progresso

Valor: Valor: R$ 230,00 (mensalidade) + R$ 50,00 (taxa de matrícula)

Mais informações: aulas@intrepidatrupe.com.br | www.intrepidatrupe.com.br

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