Jovens na Rede O aumento considerável do uso da internet por crianças

A presença de crianças e adolescentes no ambiente online vem crescendo consideravelmente, o que aumenta a preocupação em relação aos possíveis crimes aos quais estão mais vulneráveis. A pedofilia vem se propagando com facilidade nesse meio, já que o criminoso tem a possibilidade de iniciar um contato com a vítima. Além disso, os crimes cibernéticos, como o cyberbullying, podem afetar a vida social e trazer constrangimentos.

Foto: divulgação

Apesar dos perigos, psicólogos e especialistas em segurança digital reconhecem a utilidade das ferramentas para o crescimento pessoal da criança, além das possibilidades que lhes são oferecidas e a exposição a diversos temas. Com isso, destacam que apesar da internet ser algo essencial no convívio social, não pode se sobrepor aos diálogos familiares, onde os riscos devem ser mostrados, sem que sejam minimizados ou distorcidos.

A psicóloga, Larissa Campos, sugere que o monitoramento seja realizado de maneira sutil, não como um policiamento, mas sim, com diálogos construtivos sobre o tema e tom de confiança. De acordo com ela, estudos mostram que a maioria das crianças esconde o que estão fazendo quando os pais se aproximam ou se sentem desconfortáveis em suas presenças. Ela também alerta para os perigos que podem ser provocados, pela exposição das crianças, através das redes sociais dos pais que, monitoram os filhos, mas, os expõem em fotos ou vídeos compartilhados.

“Não podemos culpar as crianças por se exporem tanto, temos que refletir sobre toda exposição a qual estamos submetidos e como colaboramos para facilitar isso”, disse a psicóloga. Ela ainda sugeriu o uso de alguns aplicativos que podem monitorar, de forma menos invasiva, e controlar os sites acessados. Além de permitir que os pais monitorem os acessos, possibilitam bloqueio de conteúdos específicos ou considerados impróprios.

Luciana, mãe do Cauã, diz que passou por uma experiência difícil com o filho de 12 anos quando ele começou a fazer uso da rede. Ela precisava esconder o computador para que as tarefas escolares e outras atividades fossem realizadas. Para ela, a solução veio com uma recuperação em matemática, considerada a melhor matéria do menino, e a partir daí, com diálogos, ele mesmo percebeu que estava sendo prejudicial. Hoje, o próprio Cauã conscientiza as pessoas de sua casa sobre o uso abusivo de smartphones e prefere atividades ao ar livre. Além disso, ele afirma que os amigos do futebol falam menos palavrões do que os dos jogos online.

Apesar dos perigos, a psicóloga Larissa reafirma que a proibição não é o melhor caminho para tratar desse assunto. “É preciso que as crianças tenham um tempo limitado para acessar a rede, que seja sob monitoramento, e haja incentivo para praticarem atividades espontâneas, que envolvam ambientes ao ar livre ou socialização a partir do contato pessoal”.

Como a internet é, praticamente, considerada um direito universal, a tarefa de proteger as crianças se estende também as redes sociais e ao ambiente online. De acordo com o Google, no Brasil, o número de pessoas que acessa a internet através de smartphones continua em crescimento, chegando a 72,4 milhões no final de 2015. Em média, 15% desses usuários estão entre 9 e 16 anos, o que fortalece o argumento de que o melhor caminho para controlar o acesso seguro é o diálogo e o monitoramento.

A internet é uma excelente ferramenta tecnológica, mas, se usada incorretamente pode trazer alguns riscos aos usuários. Apesar de ser um local onde as crianças encontram ampla oportunidade educacional, pesquisam e se divertem, os pais precisam estar atentos aos perigos da rede.

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