A sombra de um sucesso A obscura verdade sobre os impérios da beleza

O atual cenário econômico brasileiro enfrenta uma das maiores recessões já vistas. Poucas são as indústrias que conseguem se sustentar mediante à crise, mas uma em específico chama a atenção de economistas pelo país. Tradicionalmente uma das mais fortes economias do país, a indústria de cosméticos fechou o ano de 2016 com um crescimento de 18,9% em relação ao ano anterior, segundo um estudo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos.

Segundo levantamento levantado pelo SPC Brasil, o brasileiro opta por cortar atividade de lazer em vez gastos com a beleza, o que favorece ainda mais este mercado. Com as mais variadas opções de produtos, a indústria de cosméticos possui um lado obscuro e que vem ganhando destaque nas redes sociais: empresas renomadas e com milhões de seguidores fieis possuem inúmeros laboratórios que realizam pré-testes em animais.

A marca brasileira Risqué está envolvida com o uso de pré-testes em animais

Países como Índia e Suíça já possuem leis que proíbem a importação de produtos testados em animais e a realização do mesmo em território nacional, porém nomes como Clinique, L’óreal e M.A.C Cosmetics ainda representam uma grande parcela de produtos que são parte do dia a dia de milhões de pessoas ao redor do mundo e possuem histórico de testes prévios realizados em animais. No Brasil, marcas como Avon, Risqué e Unilever já foram denunciadas por inúmeras organizações não governamentais pelo mesmo motivo.

“Não tem explicação para continuar comprando de empresas que testam em animais e qualquer um pode descobrir quais são as que fazem isso”, diz Laís Carvalho, estudante de 21 anos. “Hoje em dia é só entrar no site do PETA e descobrir. Desde 2014 eu não uso mais nenhuma marca que seja adepta a essa prática”. PETA (People For the Ethical Treatment of Animals) é um site de origem britânica que abrange todas as empresas ao redor do mundo e seu devido posicionamento ao pré-teste em animais. A mesma organização já foi responsável pela exposição de empresas como Nivea. Além do PETA, a ONG Cruelty Free também vem ganhando espaço e atualmente move uma petição de boicote à empresa Johson & Johnson.

logo da ONG Cruelty Free

Um dos mais recentes aspectos abordados sobre o tema no país foi o uso da purpurina durante o carnaval. Após virar febre entre os jovens, a purpurina passou a ser presença confirmada em praticamente todos os blocos no carnaval de rua. Porém, a purpurina é resultado de uma combinação de substâncias que não são biodegradáveis, ou seja, não se decompõem na natureza e apresentam os mais diversos riscos à saúde humana e de animais silvestres provenientes da região. Através de redes sociais como Twitter e Facebook, houve uma grande mobilização para que o uso do brilho fosse substituído. “Tudo pode ser substituído. Todas as marcas, todos os produtos, tudo que oferece risco a outro ser vivo. No carnaval eu comprei pó de confeiteiro e incentivei minhas amigas a fazerem o mesmo, o efeito é o mesmo e não tem problema algum em usar”, completou Laís.

Clique aqui para saber mais sobre o Cruelty Free.

Report Abuse

If you feel that this video content violates the Adobe Terms of Use, you may report this content by filling out this quick form.

To report a Copyright Violation, please follow Section 17 in the Terms of Use.