Exame Físico Geral: avaliação e técnicas instrumentais, entrevista e pele e anexos. Ciliana Antero Guimarães da Silva Oliveira

O processo de examinar o corpo de um paciente para determinar a presença ou a ausência de problemas físicos. O exame físico compreende a inspeção (observar), palpação (sentir), ausculta (escutar) e percussão (produzir sons).

O Exame Físico é realizado logo após colhida a história clínica do paciente, é a parte integrante da avaliação do Enfermeiro. Na prática todos os sistemas e órgãos são testados , porém podem não estar necessariamente na seqüência descrita, o conforto físico e psicológico deverá ser ponto principal em todos os momentos do exame.

A seqüência lógica do Exame Físico é a seguinte:

• Pele;

•cabeça e Pescoço;

•Tórax e pulmões

• Mamas;

• Sistema Cardiovascular;

• Genitália;

• Sistema Neurológico;

• Sistema Músculo-esquelético.

No exame físico da pele e anexos as manifestações de praticamente todas as doenças cutâneas, destaca-se o aparecimento de vários tipos de lesões que alteram o aspecto da pele e que podem ser observadas a olho nu ou com a ajuda de uma lupa e da devida iluminação. Para além disso, como a observação destas lesões sempre constituiu um dos passos essenciais para o diagnóstico das doenças cutâneas, atualmente, é possível distinguir as várias patologias mediante as características das suas lesões.

De fato, as lesões cutâneas são muito distintas. Algumas delas, as mais frequentes e típicas, são consideradas evidentes, pois correspondem a alterações da pele mais ou menos circunscritas e muito comuns, que podem ser causadas por vários problemas e por se destacarem pela uniformidade dos seus traços mais relevantes, como o seu aspecto e o das camadas que costumam ser afetadas. De qualquer forma, deve-se referir que, apesar desta relativa uniformidade, alguns dos sinais e sintomas destas lesões, como o número em que se apresentam, a sua localização ou o seu tamanho ou extensão, podem variar consideravelmente de acordo com o problema responsável, o que constitui um dos fatores preponderantes para o diagnóstico das várias doenças da pele. Em seguida, apresentamos as lesões que, embora não sejam as únicas, são as mais frequentes.

Máculas

Uma mácula é uma mancha ou alteração circunscrita da cor da pele, apenas detectada através da visão, já que, como é plana e não possui qualquer relevo, não pode ser localizada através do tacto. Todavia, o tamanho, a cor, a forma, a localização e a evolução das máculas variam de acordo com a origem de cada caso.

Dado que a cor da pele é essencialmente proporcionada pela presença de um pigmento escuro, a melanina, e pelo sangue que circula através dos capilares cutâneos, o aparecimento de máculas costuma estar relacionado com problemas que, de uma ou outra forma, perturbam a produção de melanina ou a circulação sanguínea cutânea.

As máculas pigmentares são manchas provocadas pela acumulação circunscrita de melanina ou outros pigmentos na pele. Existem algumas lesões cutâneas muito frequentes, como os nevos, manchas de cor mais ou menos escura produzidas pela acumulação de melanina nas camadas superficiais da pele. A acumulação do pigmento nas camadas mais profundas da pele faz com que alguns dos nevos adoptem uma cor azulada.

Outro tipo especial de manchas são as máculas acrómicas, que evidenciam uma cor mais clara do que a pele circundante, sendo normalmente provocadas pela ausência de melanina em sectores bem delimitados, o que justifica o facto de serem, por exemplo, típicas do vitiligo.

As máculas eritematosas são manchas de cor avermelhada, provocadas pela dilatação dos capilares sanguíneos de zonas circunscritas da pele. Algumas costumam desaparecer quando são pressionadas, já que a compressão dos capilares subjacentes trava o fluxo sanguíneo. Uma das causas mais frequentes de máculas eritematosas extensas é a excessiva exposição aos raios solares, ou eritema solar, já que o aquecimento da pele provoca a dilatação dos vasos sanguíneos subjacentes. As máculas eritematosas costumam ser passageiras, já que normalmente desaparecem quando a circulação sanguínea local recupera a sua normalidade.

Pápulas

Uma pápula é uma elevação circunscrita da pele, de consistência sólida, na maioria dos casos com menos de 1 cm de diâmetro. Ao contrário das máculas, as pápulas são perfeitamente perceptíveis ao tacto, caso se proceda à palpação da zona afetada.

As pápulas são provocadas pela acumulação de vários tipos de elementos nas camadas superficiais da pele, podendo tratar-se, por exemplo, de células defensivas, como acontece em alguns processos inflamatórios, de células da própria epiderme, como no caso das pápulas, ou até de lípidos, no caso dos denominados xantomas.

Um tipo muito particular de pápula é a baba, uma elevação cutânea plana e de cor rosada, característica da urticária, que origina um intenso prurido.

Em algumas doenças, o crescimento das pápulas leva à sua confluência, o que proporciona a formação de placas que revestem uma superfície mais extensa.

Perda de tecido

Algumas lesões cutâneas evidentes caracterizam-se pela perda de uma parte dos tecidos superficiais da pele. Uma destas lesões mais comuns é a escoriação, ou seja, a desunião de um pequeno sector da epiderme, independentemente de ser provocada por um corte ou pela ação de vários tipos de parasitas, como na sarna ou na pediculose.

Em caso de fenda ou fissura, habitualmente provocadas por pequenos traumatismos, embora também possam aparecer espontaneamente, na maioria dos casos localizadas nas zonas de pele espessa ou nas pregas da pele, a perda de tecido adopta uma forma linear.

Para além disso, algumas doenças cutâneas, como o herpes e o pênfigo, provocam pequenas erosões da superfície cutânea que não produzem hemorragias e não deixam cicatrizes.

Por outro lado, caso a erosão seja mais profunda e atinja a derme, ou mesmo, a hipoderme, como acontece em alguns traumatismos, infecções ou tumores, pode provocar uma úlcera, o que proporciona pequenas hemorragias e o aparecimento de uma cicatriz depois de a lesão estar curada.

Informações adicionais

Vesículas, bolhas e pústulas

As vesículas são pequenas elevações circunscritas da pele, com menos de 5 mm de diâmetro, repletas de líquido, proveniente de um processo inflamatório ou, com menor frequência, de sangue. Embora o líquido se possa acumular na epiderme, entre esta e a derme ou no interior desta última, por cima dele costuma existir uma fina camada de tecido que, na maioria das vezes, acaba por romper-se, permitindo a saída do líquido. As vesículas são provocadas por uma grande variedade de problemas, tais como picadas de insetos, dermatite de contato e atópica, herpes simples e herpes zóster.

As bolhas são semelhantes às vesículas, mas maiores, no mínimo com 5 mm de diâmetro, embora por vezes possam ser muito mais extensas. Ainda que sejam, na maioria dos casos, provocadas por repetidos traumatismos num determinado sector da pele, também podem ser originadas por queimaduras ou como consequência de determinadas doenças, como por exemplo o pênfigo.

As pústulas são elevações circunscritas da pele repletas de pus. Embora, por vezes, se manifestem num sector de pele saudável, normalmente são originadas pela transformação de uma vesícula ou bolha infectada, como ocorre com alguma frequência em caso de furúnculos, na psoríase, no impetigo e na acne.

Assista ao vídeo:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARROS, Alba Lucia Bottura Leite de & et al - Anamnese & Exame Físico, 2ª edição Porto Alegre: Artmed, 2010.

Fonte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=pO5DxLELiV4

Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAk7kAD/exame-fisico-resuminho

Fonte imagem: https://www.google.com.br

Fonte: http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=468

Credits:

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