Projeto Calins Relatório de atividades - primeira parcela do Apoio

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

Pesquisa: início da pesquisa in loco pela DIRETORA, com visita ao acampamento em Joinville (SC), para realização de entrevistas com as protagonistas do documentário e mapeamento de possíveis personagens secundários, locações e situações a serem filmadas.

Maria Paula - a única das irmãs que não é viúva. Deixou o marido porque sofria violência doméstica.

Roteiro: com base na pesquisa realizada até o momento, DIRETORA e ROTEIRISTA estão trabalhando no desenvolvimento do roteiro e do tratamento estético do documentário.

Contratação de equipe de pré-produção: além da DIRETORA e ROTEIRISTA, foram feitas a contratação de PRODUTOR EXECUTIVO, profissional responsável pela gestão do projeto, e do ASSISTENTE DE PRODUÇÃO, com a função de apoiar a equipe de produção.

Irã, 7 anos, filho de Linda
Linda perdeu o marido e o filho de 13 anos num acidente de carro. Na época, o filho caçula era recém-nascido

OBSERVAÇÕES E JUSTIFICATIVAS

A primeira parcela do apoio, no valor de R$ 20.875,35, foi recebida na conta bancária no dia 07/10/2016.

O período de pré-produção do documentário começou duas semanas antes do primeiro desembolso, no final de setembro, quando fomos informadas de que havia uma situação crítica no acampamento das Calins, em Joinville. Uma das cinco irmãs (Delir) estava internada em estado gravíssimo, com diagnóstico de Leptospirose. Este ano, o período de chuvas, em que normalmente ocorre alagamento no terreno, foi acompanhado da infestação de ratos na região.

“Dava chuva, e nós não esperava essa água do rato (...).Daí fizeram o exame nela e deu que é Leptospirose." - Lucy
Delir, durante a internação, acompanhada da irmã Vilma.

Em razão do alerta sanitário no acampamento, a diretora do projeto, Thais Borges, viajou a Joinville acompanhada de Elisa Costa, presidente da AMSK - associação parceira no projeto e responsável por mediar o contato com a comunidade. Antecipamos a pré-produção para dar apoio na solução do problema, fazer contato com as autoridades públicas locais, estreitar os vínculos com as Calins e apresentar a elas o projeto do documentário de maneira detalhada.

Elisa Costa (presidente da AMSK) ao centro, com três das Calins, suas noras, filhos e netas.

Por ser uma viagem de última hora, roteirista e produtora executiva não puderam acompanhar a pré-produção, tanto por questões de agenda como de orçamento. As passagens estavam mais caras que a tarifa orçada, e optamos por realizar essa etapa com equipe reduzida. Em vez das quatro pessoas previstas, apenas duas viajaram, o que resultou também numa economia de recursos, conforme descrito na planilha de gastos.

De 1º a 5 de outubro, fizemos levantamentos de dados e de fatos relevantes da vida de cada uma das cinco irmãs, fotografamos documentos, mapeamos locações e personagens secundários, e participamos de reuniões na Defensoria Pública da União, na Secretaria de Assistência Social do Município e na escola do bairro de Fátima.

Cinco famílias vivem acampadas no terreno, totalizando 15 integrantes fixos. Mas é comum a presença de familiares, que chegam para visita-las, ou para tentar assumir a liderança do acampamento.

“Agora tem só mulherada e criançada, já tá mais leve. Nós não queremos casar mais. É melhor estar sozinha do que mal acompanhada”. - Lucy

As crianças precisam aguardar o início do próximo ano letivo para conseguir vagas na escola. Apesar da legislação federal assegurar vagas a estudantes em situação de itinerância, uma lei municipal limita o número de estudantes por sala de aula. No acampamento, também é comum que as adolescentes abandonem a escola cedo, por causa dos casamentos e da maternidade precoce.

"Você casou com quantos anos?" "Com treze". "E teve o bebê com que idade?" "Com catorze". - Adrielle
Daiane e a filha Esmeralda (nora e neta de Vilma)

Uma das principais queixas de todas as ciganas é a falta de segurança no acampamento e a rotina difícil, principalmente pela falta de fornecimento de água. Elas compram água de uma vizinha, e precisam cruzar uma rua movimentada, carregando pesados galões.

"Por causa de um balde d'água a gente perder um filho não é fácil, né?"
"Soltaram uma bomba bem no meio do nosso acampamento. Nossa barraca ficou com um furo. As crianças saíram todas correndo" - Lucy

Na luta pela sobrevivência diária, o pouco dinheiro que entra para custear as despesas vem de benefícios de programas assistenciais do governo, da venda de panos de prato e da confecção de vestidos ciganos. Ao buscar emprego, as Calins se deparam com a barreira representada pelo estigma de que "cigano não é confiável".

Contatos:

Beneficiário: Puksar Produtora de Filmes Eireli ME

Representante: Thaís Regina Borges de Farias

thais.farias@gmail.com / thais@puksarfilmes.com.br

(61) 981519626 / (61) 35519626

O vestido cigano feito pelas Calins

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