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Primeiro Congresso Internacional de Angolanística Novos caminhos para Angola no século XXI

Organização: Angola Research Network

Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, 17/18 de outubro de 2019

Índice

Elenco dos congressistas, v-viii

SANTOS, Filipe Delfim [E-mail] – A Angolanística como disciplina académica, 9-13

ALMEIDA, Eugénio Costa [E-mail] – Angola nos caminhos do centro-globalismo africano, 14-28

ARRIMAR, Jorge de Abreu [E-mail] – O Sul de Angola: História, Oralidade e Ficção, 29-45

BATISTA, Bianca Cardoso [E-mail] – Literatura e ética em 'Se o passado não tivesse asas', 46-55

CAROCHINHO, José António [E-mail] – O Poder Tradicional em Angola: atitudes dos angolanos face aos sobas, 56-73

FERREIRA, Carla [E-mail] – Literatura Angolana: educação para os valores na aula de Português, 74-82

GOMES, Pedro David [E-mail] – A afirmação do semba na Luanda colonial ‒ entre tradição e modernidade, entre distinção e discriminação, 83-92

MAGALHÃES, Alex Ferreira [E-mail] – Já temos as leis, só nos falta ter direitos! Um primeiro olhar contrastante a respeito das lutas das classes populares pelo direito à cidade, nas favelas do Brasil e nos musseques de Angola, 93-104

PAIS, Maria Luísa de Almeida [E-mail] & Pablo Alian Lamorú TORRES [E-mail] – A tributação do consumo em Angola e a transição para o IVA - uma abordagem comparativa, 105-120

PEARCE, Justin [E-mail] – Novos caminhos para Angola, novos rumos para a pesquisa, 121-124

RENOUS, David [E-mail] – L’Angola, 4.ème producteur mondial de diamants, 125-138

ROSADO, Pedro Garcia [E-mail] – O general Mapache e o hacker Maxim Djalma, 139-143

TITO, Salvador [E-mail] – Da negritude à realidade do negro nos poemas de Agostinho Neto e Geraldo Bessa Victor, 144-159

Membros da Angola Research Network, clx-clxiii

INSTANTES DO PRIMEIRO CONGRESSO INTERNACIONAL DE ANGOLANÍSTICA

O Primeiro Congresso Internacional de Angolanística reuniu-se em Lisboa, na Biblioteca Nacional de Portugal, durante os dias 17 e 18 de outubro de 2019. Cerca de quatro dezenas de palestrantes responderam ao desafio de trazer Angola à sede da memória escrita portuguesa.

Este primeiro convénio mundial de angolanistas foi convocado pela Angola Research Network, uma rede global de pesquisadores das realidades angolanas, destinada a estabelecer laços permanentes de contacto entre aqueles que se têm dedicado, em todo o mundo, ao estudo de Angola. Começamos a nossa série de Congressos fora de Angola para comprovar que pesquisadores de todo o mundo, e tantos deles não são angolanos, se dedicam ao estudo dos temas da Angolanística também na Europa, nas Américas e em especial no Brasil. Logo na nossa primeira iniciativa pública acolhemos pesquisadores provenientes de Angola, de Portugal, da Alemanha, do Brasil, da Índia, da Inglaterra, da França, do Japão, e dos Estados Unidos.

A importância de estudar Angola é já reconhecida globalmente. Se até hoje os resultados dessas pesquisas acabavam subsumidos nos Estudos Africanos em geral, ou quando muito nos da África Ocidental, ou por vezes nos Estudos Lusófonos, agora esta nova disciplina atinge a sua maioridade. Potenciando transversalmente todas as abordagens da angolanidade sem compartimentações extracientíficas, esta massa crítica de investigações atinge, reforça e assume o distinto carácter diferenciador que lhe dá a nação angolana. O angolanista passa, pois, a incluir a designação desta disciplina nos seus perfis, nos temas e títulos dos seus livros e artigos científicos: “angolanista”, isto é, cultor dos estudos angolanos.

Crónica abreviada

Na sessão inaugural, Justin Pearce partilhou connosco algumas reflexões programáticas. Alberto Oliveira Pinto dissertou sobre a tipologia das fontes para a história angolana, e no dia seguinte exporia o plano de um trabalho em progresso sobre a rota das missões religiosas.

Bastante pessoal foi o contributo de Jean-Michel Mabeko-Tali, sobre os silenciamentos a que foi obrigado na sala de aula de História, em Angola. Também obteve compreensível impacto o trabalho de Vasco Martins sobre o ressurgir da memória de Jonas Savimbi.

No domínio da literatura, Jorge Arrimar usou do seu raro domínio das línguas africanas para nos expor alguns exemplos dos mitos das terras do Sul, tal como eles são veiculados pelos contos e pela tradição oral. Pedro Garcia Rosado desconstruiu os mecanismos da sua própria ficção e Carla Ferreira ocupou-se de alguns usos da literatura angolana na sala de aula de Português. Quanto ao espaço físico e simbólico, Hugo Maia trouxe-nos a sua representação nos mapas antigos de Luanda.

No campo do Direito e das Relações Internacionais, o Congresso incluiu um oportuno inquérito sobre a autoridade tradicional dos sobas, por José António Carochinho, e uma exposição sobre as relações entre a Índia e Angola, por Aurobindo Xavier. O recém-publicado livro de Domingos da Cruz sobre Racismo, o Machado afiado em Angola, apresentado no primeiro dia por Adolfo Maria, e de novo debatido no dia seguinte pelo próprio Autor, suscitou inúmeras reações de interesse.

No segundo dia escutaram-se os trabalhos de Eugénio Costa Almeida, que se interrogou sobre se Angola poderá ser considerada uma potência média, e em caso afirmativo qual o peso da sua influência sobre os seus vizinhos regionais.

Rui Verde, da Universidade de Oxford, invocou a desberlinização para afirmar o caracter transfronteiriço das problemáticas angolanas, incompartimentáveis nas fronteiras outrora traçadas em Berlim, devendo os angolanistas prestar maior atenção às matérias congolesas, zambianas, botsuanesas e namibianas. Observou ainda que o direito angolano continua muito dependente daquele que é produzido na ex-metrópole.

Um segundo painel literário foi dedicado a obras específicas da literatura angolana, como o contributo de Salvador Tito sobre a negritude enquanto conceito transposto para a poesia angolana, e as adaptações que nela sofreu em contacto com o sentimentalismo e a Saudade lusos, e o de Bianca Cardoso Batista, trabalhando sobre um texto de Pepetela.

No painel de Economia houve espaço para o estudo de Maria Luísa Pais e Pablo Lamorú Torres sobre a transição para o IVA em Angola, e para a investigação de David Renous sobre a indústria diamantífera. Fecharam o congresso os painéis sobre economia e sobre violências e memórias, incluindo o trabalho de Irene dos Santos sobre os “retornados” a Angola, o estudo de Pedro David Gomes sobre o semba, e as pesquisas no terreno por Wolfgang Stojetz sobre os veteranos de guerra no Huambo. Alex Magalhães comparou as situações dos musseques angolanos com as das favelas brasileiras, lembrando as políticas falhadas de realojamento levadas a cabo no Rio de Janeiro.

O Congresso captou a assistência de um público que ultrapassou a centena de pessoas, que seguiram com atenção os temas tratados, tendo-se por vezes gerado alguns debates relevantes entre os oradores e o público.

Certamente que esta resumida evocação está longe de espelhar a abundância de comunicações destes dois dias, todas elas ricas de observações, de experiências, de advertências, de sugestões e de saudáveis provocações.

Programa final do Primeiro Congresso

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Elenco de oradores do Primeiro Congresso

Quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Sessão Plenária de Abertura

  • Alocução de boas vindas do Convenor Filipe Santos (U. Nova)
  • Justin Pearce (U. Cambridge): Novos caminhos para Angola, novos rumos para a pesquisa.
  • Alberto Oliveira Pinto (U. Lisboa): A História de Angola e as suas fontes: a arqueologia, a oralidade e a escrita.

Painel 1 – Problemáticas da História de Angola

  • Moderadores: Alberto Oliveira Pinto (U. Lisboa) e Jean-Michel Mabeko-Tali (U. Howard).
  • Jean-Michel Mabeko-Tali (U. Howard): Ciências sociais e política: algumas considerações sobre o ensino da História em Angola desde a Independência.
  • Margarida Paredes (ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa): O movimento feminista em Angola, a nova travessia das mulheres angolanas inaugurada nas lutas de libertação anticolonial.
  • Vasco Martins (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra): Do medo à esperança: o ressurgir da memória de Jonas Savimbi em Angola.
  • Jorge Arrimar (Pesquisador independente): História, oralidade e ficção.

Painel 2 – Cobertura jornalística de atos eleitorais nos PALOP: o lugar de Angola nos media portugueses

  • Moderador: Maria José Mata (Instituto Politécnico de Lisboa (IPL) - Escola Superior de Comunicação Social (ESCS).
  • Fernanda Bonacho (IPL-ESCS), Maria Inácia Rezola (IPL-ESCS), Anabela Lopes (IPL/ESCS), João Manuel Rocha (ISCTE-IUL/Jornalista; IPL-ESCS), Cláudia Silvestre (IPL-ESCS), Júlia Leitão de Barros (IPL-ESCS) e Fátima Lopes Cardoso (IPL-ESCS/Jornalista): (In)visibilidades: a cobertura noticiosa das eleições em Cabo Verde (2016), Angola (2017), São Tomé e Príncipe (2018) e Guiné-Bissau (2019).
  • Anabela Lopes (IPL-ESCS), Cláudia Silvestre (IPL-ESCS), Jorge Trindade (IPL-ESCS) e Maria José Mata (IPL- ESCS): Transições: o olhar dos jornais sobre os resultados das eleições gerais angolanas (2017) e das presidenciais brasileiras (2018).
  • Fátima Lopes Cardoso (IPL-ESCS/Jornalista) e Maria José Mata (IPL-ESCS): Olhares: como as imagens contam a vitória.

Painel 3 – Direito, política e relações internacionais

  • Moderador: Rui Santos Verde (U. Oxford).
  • José António Carochinho (U. Lusíada/U. Lusófona de Lisboa): O poder tradicional em Angola: atitudes dos angolanos face aos sobas.
  • Aurobindo Xavier (Sociedade Lusófona de Goa): Situação atual e perspetivas das relações Índia/Angola.

Painel 4 – Linguagens e literaturas

  • Moderador: Filipe Santos (U. Nova).
  • Mbyavanga Emília Bundo (U. Agostinho Neto/U. Minho): Os provérbios, as culturas e as cores: um olhar ao contexto angolano.
  • Carla Ferreira (Faculdade de Letras, U. Lisboa): Literatura angolana: educação para os valores na aula de Português.
  • Liliana Inverno (Universidade de Coimbra/CELGA-ILTEC): Situação linguística em Angola: desafios de política e planeamento linguísticos para um futuro multilingue.
  • Pedro Garcia Rosado (escritor): O general Mapache e o hacker Maxim Djalma.
  • Hugo Maia (UTokyo): Representações do espaço africano: dos reinos africanos às representações de Luanda (Angola).
  • Lançamento do livro de Domingos da Cruz, Racismo. O machado afiado em Angola. Apresentação Adolfo Maria (Debate Africano/RTP).
Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Segunda Sessão Plenária

  • Eugénio da Costa Almeida (ISCTE/IUL/Instituto Universitário de Lisboa): Angola nos caminhos do centro-globalismo africano.
  • Rui Santos Verde (U. Oxford): Desberlinização da investigação e descolonização do ensino do direito.
  • Alberto Oliveira Pinto (U. Lisboa): Para uma história da rota das missões religiosas em Angola.

Painel 5 – Expressões literárias da angolanidade

  • Moderador: Alberto Oliveira Pinto (U. Lisboa).
  • Benaouda Lebdai (U. Le Mans): Pepetela’s visions of Mayombe Forest: fiction and reality.
  • Noemi Alfieri (U. Nova de Lisboa): Deolinda Rodrigues entre escrita da história e escrita biográfica. Receção de uma heroína angolana.
  • Salvador Tito (U. Agostinho Neto, Luanda): Da negritude à realidade do negro nos poemas de Agostinho Neto e Geraldo Bessa Victor.
  • Bianca Cardoso Batista (UNISC – Universidade de Santa Cruz do Sul): Literatura e ética em ‘Se o passado não tivesse asas’ (enviou comunicação).

Painel 6 – Economias e estratégias

  • Moderador: Eliseu Gonçalves (U. Lisboa/advogado).
  • David Renous (Pesquisador independente): L’Angola, 4.ème producteur mondial de diamants. Histoire d’une industrie devant ses nouveaux défis géostratégiques.
  • Ana Duarte (Instituto Superior Politécnico Lusíada de Benguela): Fazer do corredor do Lobito um instrumento de desenvolvimento.
  • Luísa Pais (Instituto Superior Politécnico Lusíada de Benguela): A Tributação do Consumo em Angola e a Transição para o IVA – Uma Abordagem Comparativa (em coautoria com Pablo Torres).
  • Eliseu Gonçalves (U. Lisboa/advogado): As originalidades e disfuncionalidades do Fundo Soberano de Angola.

Painel 7 – Construções, violências e memórias

  • Moderador: Filipe Santos (U. Nova).
  • Irène dos Santos (CNRS, Centre national de la recherche scientifique, Unité de recherche Migrations et société – URMIS): Identidades equivocadas? O "retorno" de descendentes de ex-colonos a Angola.
  • Pedro Gomes (Instituto Ciências Sociais, U. Lisboa): Tradição, modernidade e espacialidade na história do semba – (re)configurações da diferença (racial e de classe) na Luanda colonial.
  • Wolfgang Stojetz (International Security and Development Center, Humboldt Universität, Berlin): War veterans in Huambo.
  • Domingos da Cruz (Pesquisador independente): Racismo. O machado afiado em Angola.

Sessão de Encerramento

  • Alex Magalhães (Universidade Federal do Rio de Janeiro): Já temos as leis, só nos falta ter direitos! Um olhar contrastante a respeito das lutas das classes populares pelo direito à cidade nas favelas do Brasil e nos musseques de Angola.
  • Marília Favinha (U. Évora): Reflexões em torno dos contributos e do papel de Portugal na Educação em Angola – o caso do Mestrado em Pedagogia e Educação da Universidade de Évora.

• Alocuções de agradecimento: Rui Santos Verde (U. Oxford) & Filipe Santos (U. Nova).

MANIFESTO DO CONGRESSO

Convenor do congresso: Filipe Santos, Universidade Nova de Lisboa, Portugal (filipesantos @ fcsh.unl.pt).

https://www.angolaresearchnetwork.org/

https://plataforma9.com/investigacao/rede-de-investigacao-cientifica-sobre-angola-angola-research-network.htm

Membros da Angola Research Network
  • Abel Djassi Amado, Simmons University
  • Alex Magalhães, Universidade de Coimbra
  • Ana Rita Amaral, University of Free State
  • Ana Stela Cunha, Universidade Nova de Lisboa
  • Andreia J. O. Silva, Université Jean Monnet (Saint-Étienne)/Université de Lyon, CELEC e Universidade do Porto, ILCML
  • Anne Pitcher, University of Michigan
  • Bogumil Koss, Université Laval
  • Bruno Sotto Mayor, Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Carmen Monereo, Universidade Nova de Lisboa
  • Carolina Nve Diaz San Francisco, Boston University
  • Cheryl Schmitz, New York University
  • Claúdia Fernandes, Universidade Óscar Ribas
  • Cláudia Gastrow, University of Johannesburg
  • Cláudio Fortuna, Universidade Católica de Angola
  • Congo Research Network
  • Crislayne Alfagali, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • D. Vasconcelos, produtora
  • Daniel Mulé, Oxfam
  • Daniella Mak, University of Pennsylvania
  • Djellal Edine Semaane, Université Mohamed Lamine Dabaghine
  • Domingos da Cruz, jornalista e investigador independente
  • Dorothee Boulanger, University of Oxford
  • Douglas Wheeler, University of New Hampshire
  • Edgar Teles, Universidade Nova de Lisboa
  • Eduardo Sassa, Universidade Católica de Angola
  • Elaine Ribeiro, Universidade Federal de Alfenas
  • Elisa Scaraggi, Universidade de Lisboa
  • Eliseu Gonçalves, Universidade de Lisboa
  • Emiliano Jamba António João, Fraternidade Teológica Latino Americana, Campinas
  • Estevam Thompson, York University
  • Filipe Calvão, Graduate Institute Génève
  • Francisco Ewerton dos Santos, Universidade Federal do Pará
  • F. Ntungila-Nkama, Université de Kinshasha
  • Fernando Torres, advogado, pesquisador independente
  • Filip Deboeck, Katholieke Universiteit Leuven
  • Filipe Santos (Coordenador da Rede / Congress Convenor), Universidade Nova de Lisboa
  • Fred Bridgland, escritor e jornalista, pesquisador independente
  • Gregory Mthembu-Salter, Political Economy and Conflict Analysis (PECA) Advisor
  • Gilson Lázaro, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
  • Hilarino da Luz, Universidade Nova de Lisboa
  • Iracema Dulley, Universidade Federal de São Carlos
  • Ivan Sicca Gonçalves, Universidade Estadual de Campinas
  • Jeremias Malheiro, Universidade Mandume Ya Ndemufayo
  • Jerry Kalonji, University of Lubumbashi
  • José Luís Domingos, Universidade Católica de Angola
  • José Milhazes, escritor, jornalista, pesquisador independente
  • Justin Pearce, Cambridge University
  • Karen Ferreira-Meyers, University of Swaziland
  • Laura Steil, School for International Training
  • Lazlo Passemiers, University of the Free State
  • Liliana Inverno, Universidade de Coimbra
  • Luciana Gomes da Costa, advogada, pesquisadora independente
  • Luísa Tui, Universidade Federal de São Carlos
  • Marçal Paredes, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Márcia Gonçalves, Universidade Católica de Angola
  • Marina de Mello e Souza, Universidade de São Paulo
  • Michelle Medrado, University of California, Los Angeles
  • Miguel Dias Verde, Vertgreen Global Consulting
  • Nelson Domingos António, Universidade Agostinho Neto
  • Nelson Pestana, Universidade Católica de Angola
  • Noemi Alfieri, Universidade Nova de Lisboa
  • Paulo Inglês, German Research Foundation
  • Paulo Müller, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Paulo Zua (Coordenador Executivo / Executive Coordinator), MakaAngola
  • Peter Vale, University of Johannesburg
  • Rabiu Iyanda, Osun State University
  • Rafael Coca, Universidade Estadual de Campinas
  • Reuben Loffman, Queen Mary University of London
  • Rogéria Cristina, Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Rui Verde (Fundador e Coordenador / Founder and Coordinator), University of Oxford
  • Ruy Blanes, Universidade de Coimbra
  • Salvador Tito, Universidade da Beira Interior
  • Santiago Ripoll, Institute of Development Studies
  • Stepanhie Wolters, Institute for Security Studies
  • Tânia Macedo, Universidade de São Paulo
  • Tomás Tassinari, Universidade de São Paulo
  • Walter Bruyere-Ostells, Institut d'Études Politiques d'Aix-en-Provence
  • William Martin James III, Henderson State University

https://tinyurl.com/angolarn

https://tinyurl.com/angolarn-en

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Biblioteca Nacional de Portugal