Cabidaria Um retrato para duas

É um desafio colocar duas pessoas em uma imagem. Fotografar não tem nenhuma dificuldade, mas colocar um pouco das duas sim. Afinal, são duas essências diferentes.

Gisele e Andrea são as cabeças à frente da Cabidaria, uma empresa de consultoria de estilo que, apesar de ser considerada do ramo fashion, não tem preocupação com o que está ou não na moda. Pelo contrário, é para entender o que a cliente deseja comunicar ao mundo através da sua aparência, como sua autoestima funciona e fazer render aquele guarda-roupa consumindo menos.

O ramo não precisa de nenhuma formalidade, a nossa preocupação era apenas colocar personalidade nos retratos individuais, e ter uma imagem na qual estivessem as duas.

Gi (como é chamada por todos) tem a fala calma, pausada, e um estilo quase alternativo. Fala muito em energia e usa a sua como forma de controlar a atmosfera de qualquer ambiente. A Dea é alegria, intensidade, colorida, gosta de conforto e consegue fazer uma cliente se sentir diva sem dificuldade. Uma é direta, a outra é sutil; uma é força e a outra é jeito; uma é calma e a outra é “vamos logo”. Como fazer?

Foi possível usar o próprio material de referência delas do Pinterest.

Na prática não foi difícil. Primeiro fizemos imagens leves das duas trabalhando. Nessas o objetivo era falar da empresa, então, cores, tecnologia, tecidos, precisavam estar presentes. Além da interação das duas, bem natural, transparecendo a experiência que a cliente teria ao contratar a empresa.

Partimos então para os universos individuais. Os retratos da Dea foram fluindo aos poucos, até que chegamos no final: Cor e sorriso.

A Gisele fui fotografando tradicionalmente até incluir um elemento que a escondesse em partes, uma “nuvem” boa, uma “aura”. Com isso consegui deixar claro que ela é um pouco mais introvertida, mansa, mas presente no processo de atendimento. Para isso usei uma planta na frente da lente e a lente bem aberta: 2.8.

Por fim foram muitas imagens das duas até que uma chegasse ao ponto. A Gi não está olhando para a lente, temos um pouco do mesmo elemento usado no retrato dela, e a Dea está entregue. Quando mostrei todos, não tiveram dúvidas, era esse.

Uma das coisas que costumo dizer para um fotógrafo é que o retratado não te dá o retrato que você quer nos primeiros 15 minutos. Você precisa de tempo, você precisa daquela intimidade instantânea que a empatia é capaz de te dar. Mas não ouça isso de mim, assista no documentário Abstract, o capítulo sobre o Platon e seu trabalho. Está no Netflix, e é uma aula sobre como retratar.

;-)

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gabi mateus
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Gabi Mateus

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