A adesão aos valores do Renascimento A Inquisição e a companhia de jesus

Portugal, assim como os demais países europeu, aderiu aos ideais humanistas e aos valores estéticos do Renascimento.

Estes foram introduzidos por negociantes, humanistas estrangeiros vindos para o nosso pais e por bolseiros portugueses que estudavam em universidades de Itália, Bélgica, Franca e Espanha.

Fundaram-se em Portugal vários colégios, com destaque para o Colégio das Artes estabelecido em Coimbra, em 1547, em resultado das novas influências culturais.

Os ideais renascentistas refletiram-se nas obras de escritores (como Sá de Miranda e Camões) e de pintores (como Vasco Fernandes). Tal como os estudos de Pedro Nunes, Duarte Pacheco Pereira, D. João de Castro e Garcia de Orta, que enriqueceram as Ciências do Renascimento.

Também as ideias reformistas, especialmente as de Erasmo de Roterdão, tiveram seguidores como Damião de Góis.

A ação da Inquisição e da Companhia de Jesus no reino e no ultramar

Como Portugal era um país com fortes ligações à Igreja de Roma, D. João III conseguiu que o Papa desse autorização para o estabelecimento da Inquisição no nosso país, isto em 1536.

Este Tribunal do Santo Ofício, ou Inquisição, julgava os acusados de práticas de feitiçaria, de judaísmo e suspeitos de protestantismo e de homosexualidade. Funcionaram tribunais de Inquisição em Coimbra, Lisboa, Évora e Goa.

As condenações compreendiam penas de penitência, de prisão, confisco de bens ou a pena de morte.

E a Igreja, através do Índex indicava os livros considerados heréticos, logo proibidos.

Por outro lado, Portugal, como país católico, atacou as decisões do Concílio de Trento. Assim, a Companhia se Jesus, estabelecida em 1540, fundou no reino e no ultramar vários colégios e, em 1559, recebeu de Coroa a direção da Universidade de Évora.

E assim, através do ensino, a Companhia de Jesus exerceu grande influência na educação de filhos de reis, nobres e burgueses. Muitos padres jesuítas distinguiram-se como escritores e missionários (padre António Vieira e Sr. Francisco Xavier, respectivamente).

Portugal, graças à ação da Inquisição, tornou-se um país culturalmente atrasado.

Muitos intelectuais fugiram do país e outros foram vítimas de prisão ou de morte na fogueira (intolerância).

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