Remadas contra o preconceito Stand up paddle ajuda mulheres a romper barreiras sociais e medo

Texto e fotos de Marcio Menasce

Aos 60 anos, viúva, Marileide Beserra do Santos encontrou uma nova paixão, o Stand up paddle. Mas o amor não foi à primeira vista. Hoje, aos 62, participando até de competições na modalidade, ela é um exemplo de mulher que superou as barreiras, os tabus e até o medo. Ela foi uma das cerca de 150 pessoas, a maioria mulheres, que participaram da remada do Dia Internacional da Mulher, no Quebra Mar, na Barra, no Rio de Janeiro, organizada pela equipe Rosa Trainer.

- Para as mulheres da minha geração, aos 60 anos, o esperado é que a gente fique em casa, cuide dos filhos, depois dos netos. Mas eu não queria isso pra mim. Acho que essa rotina é uma anulação da vida - afirma ela.

Ter o estilo de vida que escolheu não foi fácil para Marileide, como não é para muitas mulheres. Além de romper as barreiras sociais, ela teve que enfrentar as próprias limitações.

- Quando comecei a remar, eu não sabia nadar, tinha medo até de piscina. Era um trauma mesmo - diz ela.

Segundo o professor André Rosa, que organizou o evento, assim como Marileide, outras mulheres, vem tendo no Stand Up Paddle, um estímulo para romper as barreiras sociais. A remada das mulheres também arrecadou alimentos não perecíveis que serão doados a uma família de moradores da Ilha Primeira, na Barra, que perdeu a casa num incêndio, durante o carnaval.

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