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COMPANHEIRO N.º 3- DEZEMBRO 2018-Newsletter ESPECIAL

NÚMERO ESPECIAL: VIII Jornadas-Aprender a Envelhecer

VIII Jornadas d´ O Companheiro, “Percursos em Liberdade: Aprender a Envelhecer”

Este número dedica-se a apresentar algumas comunicações e sínteses das VIII Jornadas d`O Companheiro que decorreram em Lagoa no passado mês de Outubro.

Com o propósito de fortalecer o diálogo e o conhecimento sobre esta realidade associada à (re)inserção de reclusos e ex-reclusos idosos, realizaram-se as VIII Jornadas d´O Companheiro intituladas Percursos em Liberdade. Aprender a Envelhecer, no dia 03 de outubro de 2018, no auditório Carlos do Carmo em Lagoa, no Algarve.

SUMÁRIO DESTA EDIÇÃO

-O que queremos? Nota de Abertura-José de Almeida Brites (Vice-Presidente e Diretor-Executivo d`O Companheiro)

-VIII Jornadas d'O Companheiro Percursos em Liberdade: Aprender a Envelhecer- Júlio Melo (Diretor do E.P. de Olhão)

-Pequena nota para a Newsletter-Ricardo Torrão (Diretor do E.P. de Silves)

-Breve nota sobre as VIII Jornadas d'o Companheiro-Pedro Fernandes (Capitão de Cavalaria, Comandante do Destacamento Territorial de Silves)

-Longevidade com Felicidade. Programa para a Estimulação Cognitiva e a Qualidade de Vida na População Sénior-Américo Baptista, Cláudia Parente e Ulisses Almeida (O Companheiro)

-Envelhecer como merecemos-Vera Rodrigues (O Companheiro)

-Envelhecer...-Guiomar Rainho (O Companheiro)

-Ficha Técnica

O que queremos? Nota de abertura

Com o propósito de fortalecer o diálogo e o conhecimento sobre a (re)inserção de reclusos e ex-reclusos, realizou-se as VIII Jornadas d´O Companheiro intituladas Percursos em Liberdade. Envelhecer com Felicidade, no dia 03 de outubro de 2018, no Auditório Carlos do Carmo em Lagoa, Algarve.

À semelhança das edições anteriores, o objetivo destas jornadas foi reunir dirigentes e técnicos de áreas de especialidade da justiça e de diferentes inserções institucionais visando a integração da pessoa durante e no pós-reclusão, permitindo o conhecimento efetivo das metodologias de atuação em Portugal.

Nascemos, vivemos e morremos.

Pela primeira vez na história, há mais pessoas a morrerem de velhice do que de doenças infecciosas ou acidentes rodoviários. Dar apoio a estas pessoas, aumentando a sua inteligência e não substituindo-a torna-se injuntivo para uma vida mais reconfortante, com mais e melhor qualidade de vida mesmo sendo em meio carcerário.

Temos que abandonar a ideia de viver confinado em desejos que não nos pertencem, que nos foram emprestados para ter uma ilusão. É uma ilusão pensarmos que estamos à espera da morte, é a morte que está sempre à nossa espera. E é por tudo isto que tudo o que se descobre e é novo dá medo.

No fundo, quando conseguimos ser, neste sentido, “objetivos”, somos na mesma medida, verdadeiramente humanos. Estes têm sido os objetivos destas já longas jornadas, há 31 anos que procuramos não apenas viver por uma causa, mas também envelhecer com felicidade, expondo o nosso Know-how e simplificando uma vida com histórias.

José de Almeida Brites

VIII Jornadas d'O Companheiro Percursos em Liberdade: Aprender a Envelhecer

Como profissional dos serviços prisionais há 23 anos, ao ser convidado como palestrante para mais umas jornadas de uma Associação madura, com 31 anos, fundada com os ideais do saudoso Senhor Padre Dâmaso, “apenas” poderia sentir-me honrado e orgulhoso.

Esta Associação que se dedica, essencialmente, a apoiar pessoas cujos rumos da vida os levaram para o seu lado mais obscuro, merece a nossa atenção e, naturalmente, simpatia. Trabalhar com aqueles que poucos gostam, dar a mão aos “sujos”, aceitar os prevaricadores, não é para todos. Quem se dedica a esta missão, sim, é uma verdadeira e única missão, não pode ser melhor nem pior, antes positivamente diferente.

As Jornadas foram simples (não simplistas), bem organizadas e com um painel de palestrantes de reconhecida qualidade. Nestes, desculpando-me os restantes (brilhantes) oradores terei que destacar o Senhor Professor Pinto da Costa. A eloquência, o saber, a tarimba e o sagaz espírito de humor são características inerentes a este ilustre convidado. Na minha modesta e irrelevante opinião, desta “casta”, não haverá muita gente no nosso humilde mas nobre país.

Parabéns ao Companheiro, no geral, e ao Professor José Brites, em particular, pelas escolhas e, principalmente, por conseguirem a participação de tão ilustres oradores.

Quanto à nossa lavra, procuramos, sem os dotes oratórios dos palestrantes do painel matutino, dar a conhecer um pouco do que se faz nos estabelecimentos prisionais do Algarve.

Tentamos demonstrar que estas instituições deixaram de ser meros “armazéns” de seres humanos. Neste paradigma, por um lado, investimos em melhores condições físicas e infraestruturais dos trabalhadores e, obviamente, dos reclusos, por outro, dinamizamos atividades laborais, escolares, de formação profissional, entre outras, que visam reeducar e dar novas valências os nossos utentes, com a perspetiva de uma reinserção social válida e eficaz.

Para finalizar, gostaria apenas de desejar que em Jornadas vindouras o número de assistentes seja mais significativo, pois são abordadas matérias relevantes e de elevado interesse. Não aceito que perante uma (boa) divulgação o número de pessoas fosse menor do que o

expectável, nem quero concluir que as temáticas do envelhecimento e da reinserção social seja desinteressante e menosprezada…

Bem-haja pelo convite e pela organização, tendo que dar uma palavra de apreço à Dr.ª Cláudia Estorrado, pela brilhante organização e empenho demonstrado.

Júlio Melo

Pequena nota para a Newsletter

As VIII Jornadas do COMPANHEIRO cujo tema foi “ Percursos em Liberdade – Aprender a Envelhecer” foram pautadas por intervenções dos oradores muito enriquecedoras, de tal modo que não se tratou apenas de uma abordagem transversal simplista do tema, mas também diversas relações conexas com o Envelhecimento e o apoio que várias instituições e a sociedade disponibilizam para um Envelhecimento com padrões de qualidade.

Foi também possível percepcionar o trabalho desenvolvido pelas instituições no sentido de apoiar de modo estruturado um envelhecimento ativo, valorizando o ser humano, dotando-o de competências independentemente da faixa etária em que se encontra.

Citando Fernando Pessoa, “ Não importa se a estação do ano muda…Se o século vira, se o milénio é outro. Se a idade aumenta …Conserva a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.”

O COMPANHEIRO deve ser felicitado pela difusão de saber a que já nos habituou ao longo dos anos, bem como pelo trabalho desenvolvido em prol de quem mais necessita, “semeando sorrisos” e espalhando alegria de viver!

Ricardo Torrão

Breve nota sobre as VIII Jornadas d'o Companheiro

De acordo com o solicitado e na opinião do signatário, o evento em questão foi uma excelente oportunidade para divulgar aquilo que de melhor as instituições representadas fazem pela sociedade e em prol do cidadão.

No que respeita à Guarda Nacional Republicana, foi com bastante orgulho que participou nas jornadas, esperando que no futuro possa vir a fazer-se representar mais vezes, por forma a promover a sua atuação e dar a conhecer os vários programas de policiamento de proximidade existentes e acessíveis a toda a população, e no fundo estreitar laços e relações com as demais instituições que promovem e procuram os mesmos objetivos.

Numa sociedade em constante evolução e cada vez mais global, é dever de cada instituição fazer mais e melhor pela sua população e promover o máximo de igualdade entre todos, pelo que a Guarda Nacional Republicana se traduzirá numa força cada vez mais "humana, próxima e de confiança_".

Pedro Miguel Ribeiro Fernandes

Longevidade com Felicidade. Programa para a Estimulação Cognitiva e a Qualidade de Vida na População Sénior

A esperança de vida tem vindo a aumentar no mundo, fruto dos avanços tecnológicos e da melhoria dos cuidados sanitários e de saúde. As estimativas de crescimento da população entre 2010 e 2050, de acordo com o relatório das Nações Unidas “Perspetivas acerca da População Mundial. A Revisão de 2010”, preveem aumentos na faixa etária do nascimento até aos 64 anos de 22%, dos 65 aos 84 anos de 188%, dos 85 aos 99 anos de 351% e de mais de 100 anos de 1004%. Atento a esta nova realidade O Companheiro tem em funcionamento um programa destinado à população sénior que tem como objetivos, simultaneamente, a estimulação cognitiva e a promoção da qualidade de vida e da felicidade.

Este programa tem como base os desenvolvimentos teóricos da psicologia positiva e a sua aplicação às pessoas mais velhas, no que pode ser designado por envelhecimento positivo. A ideia de suporte do envelhecimento positivo é muito simples. Em todas as faixas etárias ao longo do ciclo da vida, infância, adolescência e idade adulta, pretende-se que as pessoas sejam saudáveis e ativas. Logicamente que para as pessoas mais velhas, apesar da degradação ao longo do tempo das funções biológicas, todos desejamos que continuem assim, tanto saudáveis como ativas. Contudo, sabemos que a qualidade de vida das pessoas também depende de conseguirem ter uma vida feliz e de se sentirem realizadas nas tarefas a que se entregam. Apenas a saúde e a atividade são insuficientes para conseguir atingir uma vida feliz e realizada. O declínio do significado da vida e de deixar de conseguir ter uma vida realizada para as pessoas mais velhas é especialmente perturbador, porque se reformam e deixam de trabalhar.

Estas variáveis desempenham um papel fundamental como marcadores da ausência de bem-estar, mas acima de tudo da saúde física. As pessoas mais velhas com maiores índices de significado de vida apresentam taxas menores de declínio cognitivo e de envelhecimento cerebral e, simultaneamente, melhor saúde e maior longevidade. Portanto em todas as faixas etárias, pessoas mais velhas incluídas, pretende-se conseguir atingir uma vida saudável, ativa, feliz e realizada. Deste modo não existem discriminações, neste caso, em função da idade, que se designam por idadismo, isto é, os preconceitos em relação às pessoas mais velhas.

Com estes pressupostos foi implementado um programa composto por 16 sessões, com periodicidade semanal, que estão descritas em detalhe no livro “Longevidade Com Felicidade. Como Manter Um Corpo São E Uma Mente Feliz”. Nestas sessões são efetuadas nove atividades que têm como título: “A mestria emocional, perito em emoções e sentimentos”; “Uma apresentação positiva, o que eu fiz bem no passado”; “Uma apresentação positiva, o que eu fiz bem no passado, como o posso fazer bem no presente e quais são os meus planos para o futuro”; “O desenvolvimento e melhoria dos relacionamentos pessoais”; “Melhorar a expressão da gratidão”; “Ter prazer em ajudar os outros”; “Ser capaz de perdoar”; “Melhorar o sentido de humor”; e a atividade final “Descobrir os seus caminhos para a felicidade”.

Até ao momento foram efetuados dois grupos em que cada participante foi avaliado com uma escala de heteroavaliação composta pelas seguintes categorias: deterioração, sem alteração, melhoria ligeira, melhoria moderada, melhorou muito e excedeu as expectativas. O primeiro grupo foi composto por seis participantes do sexo masculino com uma idade média de 65 anos e um desvio padrão de 3.09. Três não completaram, um deteriorou, um melhorou ligeiramente e um melhorou moderadamente. O segundo grupo foi composto por onze participantes, oito mulheres e três homens, com uma idade média de 83.36 anos e um desvio-padrão de 6.88, em que um participante não completou, dois não apresentaram alterações, quatro apresentaram uma melhoria ligeira, um melhorou muito e dois superaram as expectativas.

Estes resultados preliminares são encorajadores porque mostram que as atividades foram bem aceites pelos participantes e têm os reflexos desejados, nomeadamente, aumentos no bem-estar e um maior envolvimento em atividades com significado, tanto do ponto de vista cognitivo como social. Como exemplos do impacto do programa na vida dos participantes apresentam-se dois comentários feitos no final. Uma senhora com 83 anos na última sessão disse: “despertaram-me e fizeram-me crescer, sou agora muito mais feliz”. Outro participante, com 91 anos fez uma reflexão mais prolongada: “eu acho que este programa teve interesse muito especial para as pessoas da nossa idade. Vivemos um bocado fechados e assim podemos expandir mais as nossas ideias. Podemos confrontarmo-nos com as outras pessoas, com as nossas vivências do dia-a-dia, expor os nossos problemas, ouvir os problemas dos outros e do conjunto tirar uma ideia. É uma atividade positiva, para além das outras que temos nesta casa”.

É de esperar que estas mudanças estabelecidas para conseguir atingir uma melhor qualidade de vida e felicidade se reflitam numa melhor saúde dos participantes, nomeadamente que tenham influência no consumo de medicamentos, nas queixas somáticas, na síndrome de fragilidade e no número de consultas médicas efetuadas. Estas questões das relações entre felicidade e saúde deverão ser avaliadas nos próximos grupos a efetuar.

Américo Baptista, Cláudia Parente e Ulisses Almeida

Envelhecer como merecemos!

Este é daqueles temas que não consigo falar sem emoção. Apesar do profissionalismo e o distanciamento que me é exigido, falar de envelhecimento é falar de empatia, carinho, compreensão, e também de muita paciência, perseverança e impotência.

Falar de envelhecimento lembra-me todos os esforços que esta Associação já fez para conseguir dar aos seus clientes a qualidade de vida possível. O Companheiro apoia na sua residência pessoas ativas, e o nosso trabalho passa por procurar outras respostas, quando se inicia o processo de envelhecimento, que tenham em conta a nova etapa da vida do cliente. Aqui não possuímos técnicos de saúde especializados para prestar os cuidados necessários. Aqui os cuidadores somos nós!

Com o processo de envelhecimento a situação de saúde tende a agravar-se, e é aqui que entram os Hospitais, os internamentos, a debilidade, a impotência, e é aqui também que O Companheiro procura nessas entidades o apoio que não consegue atribuir pelos propósitos que nos caraterizam.

É aqui que os Hospitais imputam à Instituição a responsabilidade pela pessoa, a responsabilidade pelos cuidados básicos que não nos compete a nós! É aqui que nos dizem, quando imploramos para que não deem alta aos fins de semana porque não há ninguém na instituição, que tentamos “descartar-nos” da pessoa! Quando é, exatamente, neste momento, que estamos a zelar pelo seu bem-estar, pois ainda somos a sua única família, o seu único apoio.

São inúmeros contatos feitos com os Hospitais, que depositam, literalmente, o cliente nas Instalações sem quererem saber o que acontece depois. As altas são dadas, segundo referem, quando os doentes ficam “estáveis”, mesmo que isso signifique que tenham medicação nova para tomar e não saibam como ou até cuidados a ter que não se vão lembrar quando saírem do Hospital…mas estamos a falar de idosos, o que é que isso interessa não é verdade?

Falar de envelhecimento lembra-me o Sr. Amilcar e todo o processo levado a cabo para lhe dar uma oportunidade de envelhecer com qualidade. É impossível não lembrar a altura em que chegamos ao internamento em pneumologia e é o momento de tentarmos de todas as formas procurar uma alternativa! O estado clínico é demasiado grave e complexo para o cliente ficar simplesmente na Instituição sem carecer dos apoios que precisa, porque ninguém compreende que estar numa Instituição não significa que os tenha! E até os teve…durante muitos anos teve todos os cuidados que precisava porque era uma pessoa, apesar de tudo, autónoma. Mas agora, acamado, sem conseguir falar, sem andar e a respirar ligado a uma máquina, voltar para aqui seria o seu fim!

Foram dias, horas, em reuniões com o Serviço Social do Hospital, foram documentos preenchidos, assinados, compromissos, contratos, tudo para que o cliente não voltasse…não porque nos queríamos “descartar” dele, mas porque era a melhor opção! Mesmo assim, deram-lhe alta e foi trazido para O Companheiro…de fralda, sem falar, sem andar… e eu pergunto-me! COMO??? Depois de compreenderem que a Instituição não tem técnicos de saúde que lhe prestem os cuidados que precisava…COMO???

Durante anos, tentamos encaminhar o Sr. Amilcar para um lar. Resistente, persistente e com a rabugice que o caraterizava, não só por já estar “velho”, sempre disse que daqui só sairia para o Cemitério. E foi isso que aconteceu!

Foram muitos anos em contato com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que nada fez porque se encontrava institucionalizado. Foram anos a falar com Hospitais para que se encontrasse uma alternativa, mas o cliente não queria e por isso nada podia ser feito.

Quando tomamos a decisão de avançar com o processo que o levou a uma Unidade de Cuidados Integrados para depois ir para um lar, sabíamos que era a opção que lhe daria uma melhor qualidade de vida e os cuidados que precisava…mas que seria o seu fim. E foi.

Mas lutamos! Todos os dias lutamos! Todos os dias tomamos decisões que mudam vidas! Mas, sem o apoio das entidades responsáveis o nosso trabalho não chega a bom porto!

O Sr. Amilcar foi um dos muitos “velhos” que por aqui passaram, era o nosso “Velhinho”.

Agora lutamos para que ele seja um exemplo! Para que os que estão a chegar à reforma, para os que já estão a envelhecer não desistam de procurar uma vida para além da Instituição. Nós seremos sempre família e continuaremos aqui a lutar para que todos tenham uma melhor qualidade de vida, a que qualquer idoso merece!

Vera Rodrigues

Envelhecer...

O envelhecimento é um "processo de diminuição orgânica e funcional, não decorrente de doença, e que acontece inevitavelmente com o passar do tempo". (ERMINDA, 1999, p. 43).

Considera-se o envelhecimento - biológico, cronológico e social- como um fenómeno natural, mas que geralmente apresenta um aumento da fragilidade e vulnerabilidade, devido à influência do agravamento da saúde e, por vezes, do estilo de vida. Ninguém tem culpa de envelhecer…

Mas todos temos responsabilidade quando este processo, ao manifestar-se pela diminuição ou perda do papel desempenhado por longos anos, na esfera familiar, na social e na profissional implica sofrimento e nada fazemos para o minimizar. Como cidadãos, directa ou indirectamente, todos somos responsáveis pelos idosos da nossa sociedade.

Somos responsáveis pelos que lutaram pela nossa Liberdade, pelos que nos impediram de errar, pelos que cuidaram de nós, pelos que cuidaram dos outros, pelos que continuam a apoiar-nos, pelos que precisam de nós, pelos que nos ensinaram…

Todos temos uma história que nos antecede.

Envelhecer também significa mudanças e muitas vezes perdas, além de ganhos: todo o bónus tem ónus.

Viver não é o maior desafio.

Envelhecer é o maior e mais temido desafio.

A nossa responsabilidade é mudar este paradigma: envelhecer não pode ser um Destino cego, uma condenação.

“Qualquer idiota consegue ser jovem. (...) É preciso muito talento para envelhecer.” (autor desconhecido)

Guiomar Rainho

Ficha técnica

Companheiro-Newsletter do Companheiro IPSS

Diretor: José de Almeida Brites

Editor: Rui Verde

Chefe de Redação: Guiomar Rainho

Periodicidade: Trimestral

Número 3-Edição Especial-Dezembro 2018

Created By
Rui Verde
Appreciate

Credits:

Created with images by Angel Origgi - "Salvation Mountain"

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