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A cor da transformação Reportagem de capa da edição 07 de Comida com História

A cor vermelha está associada ao fogo que transforma...

Fotos: arquivo Associação Aroeira

Por isso ela dá o tom dessa história de transformação!

Ela acontece em um lugar lindo, onde o rio São Francisco desemboca no Oceano Atlântico...

A paisagem colorida mistura dunas douradas, águas azuis e verdes Áreas de Proteção Ambiental...

O município de Piaçabuçu, no sul do estado do Alagoas, recebe muitos turistas que querem conhecer a foz do maior rio inteiramente brasileiro, o Velho Chico.

Mas quem chega mal sabe que ali, bolinhas vermelhas dão autonomia financeira para famílias locais...

Frutos da aroeira, essas bolinhas recebem o nome de pimenta rosa.

Talvez por terem uma picância adocicada, o tom vermelho ganha nuance mais clara em seu nome, que combina com a suavidade de seu sabor.

Usada em doces e salgados, a pimenta rosa é uma especiaria aromática apreciada na alta gastronomia.

Mas seu beneficiamento vem das mãos de pessoas simples, que melhoraram de vida desde a criação da Associação Aroeira.

Fundada em 2011, a associação nasceu do Projeto Aroeira do Instituto Ecoengenho, que capacitou os extrativistas da região para que fizessem todo o processamento da pimenta rosa, da colheita à desidratação, embalagem e comercialização.

Antes, ao vender um quilo do produto a atravessadores, o extrativista recebia R$ 1,50. Atualmente, esse valor gira em torno de R$ 160,00.

A descoberta da importância e uso do produto por quem o colhia veio somente após a implantação do projeto.

“A gente tinha a cultura de vender, não de colocar na comida”, conta Rita Paula dos Santos Ferreira, presidente da Associação Aroeira e também extrativista.
Mãe de três filhos de um casamento abusivo, ela só teve coragem de se separar do ex-marido quando começou a ver o resultado do trabalho na associação.

Com a construção da Unidade de Beneficiamento da Pimenta Rosa, apoiada pelo Programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania, a pimenta rosa que passava por ela e pelas mulheres que compõem a maioria dos associados, começou a ganhar visibilidade.

O retorno financeiro trouxe coragem e, consequentemente, liberdade: “A pimenta rosa me deu oportunidade de enxergar que sou capaz sozinha”.
E assim como ela, muitas outras que também passavam por problemas em casa ganharam confiança em si e recomeçaram.
Estudante de Agroecologia na Universidade Federal de Alagoas, Rita entende a relevância da prática do agroextrativismo como forma de manutenção da espécie aroeira.
Os cuidados nos processos da associação vão desde a poda das árvores até a quantidade de fruto colhido, que deve ser coletado parcialmente para que a fauna local se alimente e continue seu trabalho natural de propagação de sementes.

Além disso, a pimenta rosa exige um manuseio cuidadoso. E entre os aspectos mais rigorosos de todo o seu beneficiamento está a seleção dos grãos, que devem estar em perfeito estado para a venda.

Esse trabalho minucioso, feito manualmente, leva horas, e o resultado é um produto artesanal de qualidade superior.

O trabalho da Associação com a pimenta rosa vem dando ótimos resultados...

Mas esse sucesso trouxe também uma preocupação.

Por ser um produto sazonal, com safra de apenas quatro meses, surgiu a necessidade de beneficiar também outros frutos para gerar renda durante todo o ano. Cambuí, maçaranduba e jenipapo são alguns deles.

E por meio do trabalho em conjunto na ecocozinha da associação, viram ingredientes de bolos e outras delícias.

Rita explica que a utilização dessa variedade de insumos faz com que o ofício se torne ainda mais sustentável, ajudando a preservar a sociobiodiversidade da região da foz do rio São Francisco.

“Tudo o que é monocultura acaba”, diz, em tom firme, com a liberdade de se posicionar que a pimenta rosa lhe proporcionou. e valorizando a transformação que tornou a vida dessas mulheres mais colorida...
sugestão de consumo: Pão rústico de macaxeira e pimenta rosa

e tem mais histórias nesta edição:

  • Pequeninos no tamanho, mas gigantes no bem que fazem à saúde: conheça os microverdes!
  • “Não silencie, não fique calada”: saiba como a mandioca se tornou a raiz da independência dessas mulheres!
  • Descubra por que essas ostras são especiais: elas atraem turistas, geram reconhecimento e dignidade!
  • O que acontece quando gastronomia e arte se encontram? Descubra nessa reportagem deliciosa!

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Pequenos em tamanho, gigantes em propósito

Foi assim, ao ficar desempregada, que a bióloga Paula Maria Guimarães Marroquim deu início a um projeto que vinha “ruminando” há alguns anos.

Em 2017, Paula começou a plantar microverdes.

São plantas na sua versão mais jovem, com idade entre 10 e 15 dias. A atividade ia ao encontro do que ela buscava: sustentabilidade, inovação e auxílio na melhoria da vida das pessoas.

A partir daí nasceu a Germinni Vegetais!

A empresa tem sede em Maceió, Alagoas.

A empresa vem revolucionando a apresentação de pratos de restaurantes locais, levando mais frescor, sabor e beleza, além de deixá-los mais nutritivos.

Sururu, moqueca e até bolo ganham o toque final dos microverdes e flores comestíveis cultivados ao lado da casa que Paula viveu quando era criança.

Juntando suas reservas com a doação dos pais e a solidariedade da família, a sede atual ficou pronta em oito meses.

Entre os microverdes que ela planta estão manjericão, mostarda, repolho roxo, rúcula, beterraba, couve, coentro e rabanete.

As flores ficam pelo encanto da bougainvillea pink e da clitória, mas logo novas espécies vão colorir a lista.
Para quem não tem familiaridade com microverdes, imagine uma planta que cabe na palma da sua mão...

Também carrega uma leve crocância ao ser consumida.

Cortados logo acima da raiz, esses vegetais concentram mais vitaminas, minerais e antioxidantes do que a sua versão adulta.

Ainda assim, não basta plantar, cortar e embalar para que o produto seja benéfico à saúde dos consumidores.

Paula explica que exatamente por serem pequenas, deve-se ter cuidado redobrado com a terra utilizada no plantio.

Elas ficam muito próximas do substrato, e podem se contaminar caso este não esteja em condições ideais.

Além desse cuidado, a atenção às plantas passa pela água utilizada, que deve ter acidez controlada, assim como as sementes não podem ter sofrido nenhum tratamento com agrotóxicos e pesticidas.

Esses detalhes para garantir a segurança dos produtos da Germinni são resultado de muito estudo e aplicação na prática.

Antes de iniciar profissionalmente, Paula testava tudo na varanda da casa de sua mãe até ser questionada por ela quando aqueles testes iriam acabar e virar um negócio.

Mestre em Ecologia e Conservação, a empresária é movida pela paixão pela botânica.

Ao conversar com ela, Paula nos conduz por um mundo de simplicidade e complexidade, mostrando que pormenores como reaproveitamento de água e de terra fazem sim a diferença.

O amor com que trabalha foi sendo reconhecido, e hoje ela é não somente a pioneira em Maceió no cultivo de microverdes, mas considerada a melhor por chefs que experimentam o seu produto.

“Mas eu sempre acho que posso melhorar”, observa. Pura humildade.
A qualidade dos vegetais da Germinni é refletida em seu sabor, com a acentuação de alguns e a suavidade de outros.

A mostarda, por exemplo, fica mais picante, enquanto o rabanete fica levemente picante e adocicado. Paula sentiu na pele o que é não ter emprego, e sabe que isso a fortaleceu para o dia a dia na empresa.

“Tudo o que passei convergiu para dar o melhor para as plantas”, fala.

Mas não só as plantas são o foco da sua atenção...

Enquanto essas prosperam lindamente sob o seu zelo, Paula enxerga além. Hoje seus produtos são vendidos somente para locais próximos para não prejudicar seu frescor.

E ela quer crescer para gerar renda localmente, ofertando postos de trabalho.

Dessa forma, a prosperidade dos microverdes ultrapassa o limite de seu cultivo!

sugestão de consumo: Bobó de lagosta da Laila

A RAIZ DA LIBERDADE

Essa frase poderosa não está num quadro, como enfeite. Ela ecoa dentro de uma pequena sala cheia de cadeiras, cartazes e ouvidos atentos...

(E você pode ouvi-la no vídeo abaixo...)

O espaço é chamado de Casa das Mulheres.

Ele fica dentro do assentamento Dom Hélder Câmara, na cidade de Murici, interior de Alagoas. É ali que produtoras de mandioca se reúnem pra definir os passos da Associação Mulheres de Dom.

Mas falar de negócios nem é o motivo principal dos encontros na casinha branca.

Quem nos conta é Maria Rita Rosa dos Santos, presidente da Associação que há mais de 15 anos promove independência financeira e psicológica às mulheres do povoado.

Maria Rita já se acostumou a ouvir de homens da comunidade frases como:

Além do apoio mútuo das associadas, a raiz forte de todo esse empoderamento está na terra: a mandioca.

Mas antes de germinar a macaxeira, como as alagoanas chamam a mandioca, teve uma longa história de luta pela terra onde hoje a comunidade vive.

Como parte da Comissão Pastoral da Terra (CPT), as 78 famílias de Dom Hélder passaram anos montando barracos e hortas em lotes na beira do asfalto, moradias que logo eram colocadas abaixo pela força policial.

Foram nove despejos até a conquista do assentamento no ano 2000. "Foi um momento de conquista da resistência. A alegria era enorme!”, conta Rita.

Mas para as mulheres do povoado ainda tinha outra barreira a superar: o machismo enraizado na cultura das famílias.

Rita conta que todo dinheiro da produção na lavoura ficava com os homens - inclusive o da venda da farinha de mandioca produzida por elas.

Até que em uma das farinhadas (quando elas se juntam pra processar a macaxeira), as agricultoras receberam a visita de uma freira que tinha o objetivo de fortalecer trabalhadoras rurais.

Ela contou sobre um grupo chamado Movimento de Mulheres Camponesas, que lutava pelos direitos das mulheres.

“Fez nascer dentro de nós essa sementinha de se unir e traçar planos. A freira dizia que mulheres são seres super inteligentes e que a gente podia crescer, mas teria que ter paciência de se transformar”, conta Maria Rita.

Desde aquela tarde, elas nunca mais foram as mesmas!

Assim como a macaxeira que produzem! Da colheita da raiz à farinha fina, farinha d’água, goma e a raríssima massa puba… a infinidade de produtos hoje é embalada e vendida numa feira só delas!

Quando descobriram o poder que tinham nas mãos, pediram à prefeitura de Murici espaço para abrir a feira própria da Associação, e assim construíram a independência financeira que algumas jamais imaginaram ser possível.

“Muitas eram analfabetas ou nem tinham documentação. Aos poucos começamos a estudar e entender nosso espaço...”

De 2011 até hoje a Feira das Mulheres funciona toda manhã de quinta-feira na entrada de Murici, mesmo com restrições e cuidados impostos pela pandemia.

É possível encontrar uma infinidade de doces, frutas da estação e ervas medicinais. Mas a estrela é sempre a macaxeira, símbolo de resistência para as produtoras.
Considerada um superalimento nutritivo, a mandioca - ou aipim, castelinha, macaxeira - foi eleita pela Organização das Nações Unidas como o alimento do século 21.

No Brasil, ela já é majestade há muito tempo, desde antes da colonização, quando nutria os povos originários. Para as Mulheres de Dom, a planta também é rainha: representa empoderamento, liberdade e ancestralidade.

Para reverenciar receitas antigas feitas a partir da macaxeira, e também com ervas plantadas na lavoura, as camponesas de Dom Hélder estão organizando um caderninho com todo o conhecimento coletivo que carregam.

A ideia, por enquanto, é deixar registrado para as filhas e netas. Mas um dia, quem sabe, transformar em livro para que nada se perca. Agora que elas já sabem que o impossível é questão de perspectiva, o sonho vai cada vez mais longe.
sugestão de consumo: bolo de goma de alagoas

O reino das ostras

Fotos: IABS

A peregrinação diária para vender ostras a turistas na Praia de Barra de São Miguel, estado do Alagoas, ficou no passado...

Agora são os turistas que se deslocam até a Vila Palateia!

Eles vão conhecer o cultivo de ostras da Associação de Maricultores Paraíso das Ostras, formada por 35 pessoas que vivem da venda do molusco.

Maria Sebastiana da Conceição, a Dona Bastinha, foi a pioneira na oferta de passeios a visitantes.

A rainha das ostras já recebeu até celebridades brasileiras que fizeram o Passeio das Ostras vir a ser chamado de Passeio dos Famosos.

Mas o que ajudou a gerar o interesse ainda maior das pessoas a conhecer a produção foi a implantação do Projeto Ostras Depuradas de Alagoas.

A iniciativa é uma união de forças entre várias entidades, como o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS).

Desde 2013 o projeto garante a segurança do produto, acompanhando todas as etapas do desenvolvimento das sementes à comercialização, quando é vendido com a marca Elementar.

Esse trabalho vem melhorando a vida das famílias ligadas ao projeto, e se estende a outras quatro comunidades além da Barra de São Miguel, totalizando 100 famílias beneficiadas.

Uma delas é a família de Dona Bastinha que, inclusive, já tem netos envolvidos na ostreicultura.

Há 16 anos no trato com ostras do manguezal, ela expõe que há uma grande diferença em sabor entre as da comunidade, que são nativas, e as ostras marítimas, aquelas encontradas com mais facilidade no país.

“A ostra aqui é mais adocicada, não tem gosto de maresia. É a melhor do Brasil”.

E a prova disso vem da inclusão do molusco nos cardápios dos melhores restaurantes alagoanos e do sucesso da degustação in natura pelas pessoas que vão até o cultivo.

Quem vai até a Vila Palateia com o objetivo de ver de perto o trabalho dos maricultores, se encanta com o passeio de barco entre os canais do mangue.

Dentro da embarcação, os turistas podem saborear as ostras tiradas na hora!

As ostras ficam ainda mais saborosas com a pimenta feita pelas mãos da própria Dona Bastinha, ou ainda com o mel produzido pela própria comunidade, conhecida também pela produção do famoso própolis vermelho.

A associação se organiza e, à medida que os visitantes vão chegando...

Eles vão sendo distribuídos para que todos os associados tenham a chance de faturar com o turismo. “Quero ajudar todo mundo”, diz Dona Bastinha, inventora da experiência.

Mas a autonomia que os marisqueiros possuem na elaboração dos passeios e na recepção aos turistas ainda não chegou à depuração das ostras.

O Projeto Ostras Depuradas de Alagoas tem cunho social e é contínuo, com foco no melhoramento do trabalho até que os trabalhadores consigam realizar as atividades de forma independente.

Mesmo com uma beleza natural ímpar, a Vila Palateia não esconde seu passado extremamente pobre.

As casinhas de pau a pique abrigam ex-catadores de lixo e ex-trabalhadores rurais que estão vivendo agora em melhores condições. Mesmo assim as ostras, para eles, têm um significado muito maior do que apenas um produto que os ajuda a gerar renda.

Elas representam dignidade, reconhecimento e sucesso.

Que o diga Dona Bastinha que, aos 60 anos, está realizando o sonho de deixar sua casa mais confortável. “Com a idade, a gente quer ter uma casa boa”.

E que seja de rainha, como ela merece.

sugestão de consumo: Trio de ostras e seus vinagretes

ARTE PRA NUTRIR O CORPO E A MENTE

Na França do final do século 19, havia um gênio da arte vivendo encarcerado em um hospício...

Hoje considerada um dos maiores nomes da escultura de todos os tempos, Camille Claudel sofria de problemas mentais como síndrome do pânico...

Mas ela tinha alguns rituais de relaxamento para quando algo não estava bem. E um deles acontecia na cozinha do hospício...

Ela cozinhava batatas!

A relação afetiva de Camille com a comida tocou fundo a artista e gastrônoma alagoana Sandra Calaça.

Em 2018 ela levou a história para uma peça de teatro multissensorial no Rio de Janeiro junto com o Grupo Quadrante.

Ela e a filha Clara, na época com 6 anos e também artista, promoviam uma imersão no mundo da escultora preparando o caldo de batatas para o público provar.

“Fazia parte da experiência do espetáculo. A gente trazia pro público essa sensação que ela tinha”.

Comunicar por fora e por dentro se tornou um mantra pra mãe e filha...

Sandra se especializou ainda mais em gastronomia, e as duas se aprofundaram nessa forma de contar histórias usando todos os sentidos - principalmente o paladar, com uso de ingredientes bem brasileiros e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCS).

A fusão de artes cênicas, artes plásticas e gastronomia criou experiências únicas em peças itinerantes, exposições de arte e até trabalhos de educação ambiental em escolas.

Desde 2020, a necessidade de distanciamento fez as apresentações presenciais darem uma pausa - mas até isso desafiou a dupla a se reinventar.

Elas lançaram um projeto totalmente online destinado a crianças de escolas públicas do Rio.

Selecionado pelo Prêmio Arte & Escola, pela Lei Emergencial Aldir Blanc, o projeto Terra que Fala traz toda a experiência cultural pra dentro da casa de cada estudante.

A comida, claro, é o centro da história. Ou melhor, das histórias!

Cada um dos 6 episódios vai trazer lições sobre meio ambiente, plantio sustentável e comida de verdade através da arte. Clara, hoje com 8 anos, será a protagonista.

“Ela representa todas as crianças. Clara é uma criança observadora, curiosa e que tem uma relação muito grande com a Terra...”

“Ela observa o que pode fazer pelo planeta, o que pode comer, que histórias pode descobrir através do alimento”, diz a mãe orgulhosa.

No Terra que Fala, além dos cuidados com a hortinha e as receitas com ingredientes simples da cesta básica, Sandra e Clara planejam muita diversão.

Isso significa que outra personagem vai dar o ar da graça...

A Eulequicína é uma palhacinha criada por Clara durante a quarentena para afastar os maus sentimentos.

Apaixonada por Van Gogh, seus girassois e suas batatas (outra história onde a batata aparece como antídoto para a saúde mental!), Eulequicína já brilhou antes na internet em vídeos como esse:

Agora, a palhacinha também fará parte desse projeto educativo, que tem estreia exclusiva para os estudantes do Rio no dia 23 de março. Depois, será aberto para o Brasil todo.

“O maior objetivo é fazer com que a criança se conecte com a natureza. Que ela se perceba parte, perceba de onde vem o alimento que come, que ela seja autora da sua trajetória”, diz Sandra, que já enxerga o Terra que Fala se ampliando a outras temporadas!

“Sem arte nessa pandemia, imagina como estaríamos? A gente precisa se nutrir de alimento e de arte. A vida fica mais feliz, mais leve. Você percebe que existe chance”.

Se você é produtor e também tem histórias cheias de sabor, conta pra gente:

Por que ‘Santa Vassoura’?

A praga da vassoura-de-bruxa é chamada de santa vassoura por pequenos agricultores da agricultura familiar da Bahia. Para descobrir o motivo, assista ao curta documental Dois Riachões - Cacau e Liberdade, dirigido por Felipe Abreu e Patrícia Mol.

Está nascendo um projeto incrível!

A ComidaETC é uma escola livre de comida que quer oferecer conhecimento para quem quer comer com mais consciência, quem produz, quem alimenta, quem cozinha, quem estuda comida. Três cursos já estão listados com data definida: Alimentos orgânico: saúde e (re)existência, Um olhar para a nutrição antroposófica e Ativismos alimentares.

Fome piora no mundo por causa da pamdemia

Com o agravamento, é necessário entender mais sobre esse grave problema que atinge diversos países, incluindo o Brasil. Um dos livros mais importantes já lançados sobre o tema é obra do brasileiro Josué de Castro. Geografia da Fome parte da experiência pessoal do autor no Nordeste Brasileiro. Já falecido, ele foi um médico, professor e sociólogo de grande relevância.

A Páscoa vem aí!

Por isso queremos ajudar você a escolher chocolates que valorizem o produtor, sejam feitos em sistema que preserve o meio ambiente e, claro, deliciosos e de excelente qualidade! Para isso, selecionamos três entrevistas do IGTV do Comida com História (é só clicar nos links para assistir):

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