A Política Mercantilista Andreia, Catarina, Constança e Laura

Séculos XVI a XVIII - vários países europeus adotaram uma doutrina económica chamada mercantilismo.

Mercantilismo - provém de mercantil, que significa comércio

Mercantilismo - baseava-se no princípio de que a riqueza de uma nação dependia da quantidade de metais preciosos, como por exemplo o ouro e a prata que possuíam.

Politica Mercantilista - destinava-se a fortalecer os países em concorrência política e económica entre si.

Deveres dos monarcas:

- Promover/desenvolver as exportações para estimular a produção nacional

- Adotar uma política aduaneira forte de modo a limitar as importações

- Aumentado as taxas alfandegárias

- Lançamento das leis pragmáticas

Através do desenvolvimento da produção e da proteção da Coroa, os estados alcançavam uma favorável balança comercial.

Em alguns casos, os excessos de protecionismo levaram a guerras entre as nações.

Práticas Mercantilistas da França e Inglaterra

França

A criação de manufacturas foram favorecidas pelas práticas mercantilistas, criadas por Colbert. Por isso o mercantilismo francês é chamado de Colbertismo.

Esta política baseou-se em:

Criação de manufacturas (sedas, lãs, fundição de canhões) que tinham taxas alfandegárias;

Eliminação de barreiras alfandegárias internas e construção de pontes, estradas e canais que facilitavam o comércio.

Colbert promoveu o comércio externo, criando companhias comerciais monopolistas, por exemplo a companhia das Índias.

Inglaterra

A política mercantilista aumentou o comércio marítimo. O parlamento inglês, votou no Ato de Navegação, para desenvolver a marinha; que impedia o transporte de produtos ingleses e das suas colónias para Inglaterra, pelos barcos estrangeiros. O governo também criou as taxas alfandegárias.

Portugal e Espanha também aderiram ao mercantilismo, que era o direito de o reino ter, com as suas colônias, o monopólio comercial

Organização Política das Províncias Unidas

Primeira potência económica da Europa na primeira metade do século XVII

Holanda era a mais rica das Províncias Unidas

Desenvolveu-se uma rica e empreendedora burguesia mercantil e financeira que controlava o poder político destas Províncias

A forma de governo assemelhava-se a uma República Federal

Organização política complexa

Cada cidade tinha um governo próprio e elegia os seus delegados para o conselho provincial

- Estados Provínciais onde se votavam os impostos; cada estado fazia-se representar por deputados numa assembleia da confederação

- Os Estados Gerais da República eram um órgão que elaborava as leis gerais e se ocupava das políticas externas e monetárias

Stathouder distinguia-se entre os dirigentes máximos e a sua função era vigiar o cumprimento das leis e comandar o exército e a armada

Parlamentarismo em Inglaterra

Poderes dos monarcas eram limitados desde a Idade Média (em Inglaterra)

Monarquia controlada por duas câmaras que formavam o parlamento:

- Câmara dos Lordes: representantes dos barões e prelados

- Câmara dos Comuns: representantes da Burguesia e Baixa Nobreza

O Parlamento:

- Votava as leis

- Deliberava sobre o lançamento de qualquer imposto

Tudo isto era um limite ao poder real.

Estabelecimento de Monarquias Absolutistas na Europa levou a constantes disputas políticas em Inglaterra.

Contudo, o parlamentarismo triunfou no século XVII, tendo havido dois importantes acontecimentos:

- 1628: Carlos I (monarca absolutista) foi obrigado a assinar a Petição dos Direitos que garantia a soberania do Parlamento

- 1688: Guilherme III invadiu a Inglaterra e assumiu a Coroa após jurar respeitar a Declaração dos direitos

Depois deste triunfo do parlamentarismo surgiram dois partidos políticos:

- Whing ( liberais )

- Tories ( conservadores )

Participam de eleições periódicas que dão ao vencedor o direito de governar.

Importância da Burguesia das Províncias Unidas e da Inglaterra

As províncias unidas e a Inglaterra tinham uma burguesia bastante dinâmica devido a vários fatores como:

- Aderiram à igreja protestante que, ao contrário da igreja católica não punha obstáculos obtenção de lucros

- Participação em companhias comerciais

- Apoio financeiro de Bolsas e de bancos como a Inglaterra e Amesterdão

- Os regimes políticos eram favoráveis aos investimentos de capitais e compra e vendas de ações

Com isto a burguesia conseguiu alcançar um grande poder político e uma destacada posição social.

No sec.XVII as províncias unidas e a Inglaterra conquistaram vários territórios e deixaram ao cargo de companhias Sociais para desenvolverem os seus negócios na Ásia e na América.

Os lucros obtidos, as atividades econômicas e os reinvestimentos de capitais (a abundância de capitais), permitiram a burguesia gozar de grande prestígio juntamente com o banco de Amesterdão e o de Inglaterra. Assim, deu-se a prosperidade do capitalismo comercial.

  • Nota

Companhias de comércio - sociedades por ações ligadas ao comércio colonial, com o monopólio de determinados produtos nas áreas de atuações

Bancos - instituição para depósito e movimento de capitais (empréstimos, investimentos...)

Companhias comerciais - sociedades de negócios constituídas por ações, detidas pelo estado e por particulares. Eram apoiadas pelo estado que lhes concedia privilégios e regalias, como o monopólio de certos produtos ou o exclusivo do comércio numa região.

Fim

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