1 ano da Alice A falta que ela me faz

Dia 23 de fevereiro. O dia em que nasceu a minha filha, meu amor, minha Alice. Ela, que ficaria tão pouco, que sofreu tanto, que despertou o melhor em tantos.

Hoje ela faria 1 ano.

É difícil explicar como é perder tudo, como é morrer. A maioria das pessoas considera exagero, mas a verdade é que quando um filho morre, você não se levanta mais. Talvez, surja de você, de toda a sua força, outra pessoa. Mais forte, com novos valores, com mais ou menos alegria, com um olhar especial sobre tudo. Mas aquele ser que você foi um dia, nunca mais voltará.

Olho para trás e não sinto saudade desse dia, não tenho vontade de viver novamente o que passei, não gostaria que minha filha vivesse tudo novamente, nem meu marido. É nosso passado, eu admiro nossa vivência, mas não queria voltar lá. Gostaria de revisitar os dias nos quais ela estava bem, sem dor, sem aparelhos. Tão poucos. Foram quase 3 meses de hospital, o único universo que ela conheceu, a face mais dura da vida.

É bem verdade que recebeu amor. De longe, de quem esperava um dia olhar nos seus lindos olhos; de perto, do pai que nunca se afastou, que sempre cheirou, beijou e trocou todas as fraldas que foram permitidas. E de mim, sua mãe, uma devota, que esteve ali aos seus pés com muitas lágrimas, sorrisos e cantando músicas não apropriadas para bebês.

Eu pergunto à você: Qual a sua dor? O que te machuca é real?

Seguimos na esperança de que ela sinta todo o nosso amor, e com a certeza de que aqui viveremos sempre celebrando sua vida, sua perseverança, seus ensinamentos. E damos a ela um presente, o maior que podemos: um irmão.

Hoje eu só gostaria de beijá-la uma última vez.

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gabi mateus
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Gabi Mateus

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