Loading

As marcas da violência

Agência Senado

Publicado em 15/6/2018

Três dias depois de o presidente Michel Temer sancionar o projeto que criou o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), o Estado de Minas Gerais voltou a registrar incêndios criminosos em veículos: mais de 20 carros foram queimados nas cidades de Uberlândia e Monte Carmelo. Mas, ao contrário dos episódios das semanas anteriores, da autoria de facções criminosas, os atentados no Triângulo Mineiro teriam sido uma ação de usuários de drogas.

A expectativa é que, quando o Susp estiver em pleno funcionamento, os registros desses incêndios em Minas sejam imediatamente inseridos num banco nacional de dados sobre criminalidade que vai orientar as investigações por meio do monitoramento da ação dos suspeitos dentro e fora do estado onde ocorreram. A ideia é não só investigar os crimes no âmbito estadual, mas apurar suas conexões com outros focos no país e orientar o governo federal quanto à política nacional de segurança pública, outra novidade da lei 13.675/2018.

A coordenação nacional para o combate à criminalidade prevista na lei do Susp é uma necessidade mais do que urgente para um país que, pela primeira vez em sua história atingiu, em 2016, a marca de 30 homicídios por 100 mil habitantes — 30 vezes o observado na Europa naquele mesmo ano e correspondente a 62.517 homicídios. Esse patamar tem sido comparado ao de algumas guerras da atualidade, em desvantagem para as batalhas diárias nas cidades e áreas rurais do Brasil, conforme os responsáveis pelo Atlas da Violência 2018, divulgado no dia 5 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que foi divulgado.

A reação no Senado aos números do Atlas foi imediata e enérgica. Em pronunciamentos ou entrevistas, parlamentares protestaram contra os alarmantes e inaceitáveis índices de violência. “Países violentíssimos venceram [os altos índices de violência] e o Brasil pode vencer, mas isso tem que ser um pacto, um acordo de toda a sociedade, envolvendo das igrejas às autoridades policiais e às Forças Armadas também, numa ação coordenada, conjunta, de colaboração, e não com intervenções fracassadas, como a do Rio de Janeiro”, afirmou o senador Jorge Viana (PT-AC), em discurso no dia 8.

Confira um apanhado dos números do Atlas da Violência e a reação dos senadores.

Saiba mais

Report Abuse

If you feel that this video content violates the Adobe Terms of Use, you may report this content by filling out this quick form.

To report a Copyright Violation, please follow Section 17 in the Terms of Use.