Relatórios de Química Orgânica Janaína Maia e Margarete dos Santos

EXPERIMENTO 1

Coeficiente de participação: Distribuição de uma substância entre dois líquidos imiscíveis.
1 - Introdução

O coeficiente de partição de uma determinada espécie química é definido como sendo a razão entre as concentrações que se estabelecem nas condições de equilíbrio de uma substância química, quando dissolvida em sistema constituído por uma fase orgânica e uma fase aquosa (TAVARES, 2004).

A partição de um soluto entre duas fases ou dois solventes imiscíveis é um processo muito antigo, desde tempos remotos é usada com diversas variantes técnicas para extrair, por exemplo, essências de flores. Há mais de um século já vem sendo amplamente utilizada em diversos ramos das ciências e das tecnologias (MOREIRA, et al ,2005).

Ácido benzoico (C7 H6 O2), Pó branco, cristalino ou cristais incolores, inodoro ou com ligeiro odor muito característico, ligeiramente solúvel em água, solúvel em água fervente, facilmente solúvel em etanol, éter etílico e ácidos graxos (ANVISA,2010).

Ácido benzoico é um composto aromático, utilizado como: germicida na preservação de alimentos, na síntese de corantes e como coadjuvante farmacológico: antifúngico (TAVARES,2004).

2- DESENVOLVIMENTO

Neste experimento propõe atingir, após devida agitação e mantidas constantes as condições de temperatura e pressão, o equilíbrio entre uma substância, o soluto, distribuída entre duas fases. Conforme mostra nas figura1, é necessário ter alguns cuidados durante a agitação do sistema

Figura 1: Funil de separação

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/quimica/filtracaometodo-separacao-misturas
3 - Reagentes

- Cicloexano;

- Hidróxido de sódio 0,02mol-L

- Fenolftaleína 0,1%

Figura 2-molécula de água, ciclohexano, ácidobenzoico

4 - Materiais

02 provetas de 25

02 pipetas volumétricas de 5mL

02 béqueres de 100mL

05 erlenmeyers de 125mL

01 funil de separação01 pêra

Papel manteiga

02 suportes universais

01 argola de ferro

02 garras

01 bureta

01 espátula

5 - Procedimento Experimental

Em uma proveta mediu-se 25,0 mL de água destilada e transferi-la para um funil de separação.

Em outra proveta mediu-se 25,0 mL de cicloexano e transferi-lo para o mesmo funil.

Pesou-se em papel toalha 0,300 g de ácido benzóico e transferiu-o para o funil de separação que continha a mistura dos dois solventes.

Agitou-se o sistema por 8 minutos, até que todo o sólido fosse dissolvido (cuidado para não aquecer as paredes do funil com as mãos).

Abriu-se o registro de minuto a minuto afim de se liberar o gás formado no interior do funil.

Deixou-se o funil em repouso até que as fases se separassem.

Em um béquer recolheu-se a fase inferior presente no funil, fase aquosa, desprezando-se a interface.

No funil deixou-se a fase orgânica, cicloexano.

Coletou-se uma amostra de 5,0 mL do conteúdo do béquer e transferiu-o para um erlenmeyer de 125 mL, adicionou-se 25 mL de água destilada e 2 gotas de fenolfitaleína 0,1% e titulou-se com hidróxido de sódio 0,02 mol/L até mudança de coloração.

Repetiu-se o procedimento em duplicata.

Coletou-se 5,0mL da fase orgânica e transferiu-se para erlenmeyer de 125 mL, adicionou se 25 mL de água destilada.

Aqueceu-se a solução por 2 minutos para volatilização do cicloexano.

Resfriou-se o sistema e titulou-se com solução padronizada de Na OH 0,02 mol/L na presença de 2 gotas de fenolftaleína 0,1% como indicador.

Para determinação do coeficiente de partição, usou a expressão:

K = M (fase aquosa) / M (fase orgânica).

a) Calcular a molaridade de cada uma das soluções

Ácido benzoico

Fórmula molecular- C6H5COOH

Massa molar-122.12 g/mol

Fase aquosa

0,300g

m =_______________= 0,3903

122 g/mol x 0,0063L

Fase orgânica

0,300g

m =_______________= 0,3035

122 g/mol x 0,0081L

Concentração em mol/L ou molaridade

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/quimica/concentracao-mol-l-ou-molaridade

b) Calcular o coeficiente de partição.

K = M(fase aquosa)

M (fase orgânica)

K= 0,3903 =1,28

0,3035

5- Considerações finais

O coeficiente de partição é de grande importância na área da química orgânica experimental quando é feito extração líquido-líquido. Na aula prática realizada, foi possível efetuar o cálculo do coeficiente de partição de substâncias entre duas soluções imiscíveis.

Durante a prática foi possível compreender a forma de quantificar o grau de associação de moléculas do soluto em um dos solventes empregados.

A maior solubilidade do ácido benzóico no ciclo-hexano foi devido suas interações intermoleculares, visto que, o ciclo hexano é um composto cíclico, apresentando mais evidentemente interações do tipo dispersão de London.

O ciclo hexano apresentou uma pequena parte polar, e a maior parte apolar pode-se destacar que nem tudo é predominantemente apolar, ou polar. A grande maioria das coisas vão apresentar ambas as partes.

Experimento 2

SÍNTESE DA ACETANILIDA
https://www.google.com.br/search/imagem+de+acetanilida&espv
Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfC7MAB/obtecao-acetanilida
1. Introdução

A acetanilida, uma amida secundária, que atua combate a dores de cabeça. Estas substâncias têm ação analgésica suave e antipirética. Foi descoberta acidentalmente por Cahn and Hepp em 1886 (CUNHA, 2015).

A síntese da acetanilida se dá através de uma reação de acetilação da anilina, começando por um ataque nucleofílico do grupo amino sobre o carbono carbonílico do anidrido acético seguido de eliminação do ácido acético, subproduto formado da reação através de uma solução tampão (ácido acético / acetato de sódio). A acilação de uma amina é uma reação ácido base de Lewis, em que o grupo amino básico efetua um ataque nucleofilico sobre o átomo do carbono carboxílico. As amidas podem ser preparadas de várias maneiras, partindo de cloretos de acila, anidridos de ácido, ésteres, ácidos carboxílicos e sais carboxílicos. Todos estes métodos envolvem reações de substituição nucleofílica por amônia ou uma amina em um carbono acílico (MENDES,2006).

Conforme mostra o mecanismo abaixo:

Fonte: https://www.google.com.br/imagem+do+mecanismo+da+acetanilida
2. DESENVOLVIMENTO

Materiais e reagentes usados:

Materiais:

Bastão de vidro

Proveta

Funil de Buchner

Pinça metálica

Pipetas

Tubo de ensaio

Béquer

Vidro de relógio

Espátula

Papel de filtro

Grade para os tubos

Reagentes:

Anilina

Acetato de sódio anidro

Anidrido acético

Ácido acético glacial

HCl a 20% (v/v)

3 - Procedimento Experimental

Em um béquer na capela, foi preparado uma suspensão de 1,25 g de acetato de sódio anidro e pulverizado em 4,8 ml de ácido acético. Acrescentou, com agitação 4,6 ml de anilina. Logo após 5,1 ml de anidrido acético, adicionando em pequenas porções.

Adicionou a mistura, com agitação, 25 ml de água. A acetanilida foi separada em palhetas cristalinas incolores. Resfriou a mistura em banho Maria de gelo, filtrou os cristais usando um funil de Buchner a vácuo e lavou com água gelada. Deixou secar para que se possa calcular o rendimento.

4 - Resultados e Discussões

Na referida pratica que foi realizada a síntese da acetanilida foram obtidos os seguintes resultados: Cristais brutos, incolores.

Foto da aula prática após processo de cristalização e secagem.
5- Considerações finais

Na síntese da acetanilida a reação entre a anilina e o anidrido acético é uma reação rápida resultando num sólido cristalino, que foi originado devido ao choque térmico, quando houve o banho de água gelada, onde seu resfriamento foi lento. É nesta etapa que se observa a formação de cristais.

Conseguiu-se sintetizar a substâncias acetanilida, através da técnica de acilação nucleofílica. Os reagentes: anidrido acético e anilina reagem rápido entre si. A reação é exotérmica, devido à subida da temperatura, que facilita a reação. A acetanilida sintetizada é solúvel em água quente, mas pouco solúvel em água fria fato que favorece a sua recristalização.

Experimento 2.1

RECRISTALIZAÇÃO DA ACETANILIDA
Fonte:https://www.google.com.br/magem+recristalização+da+acetanilida
1. Introdução

Na indústria química um procedimento de purificação é conhecido como cristalização, sendo de grande importância devido à grande quantidade de materiais que são comercializados na forma cristalina. Este processo de Cristalização produz um material muito puro, porém uma segunda cristalização que é denominada recristalização, que resulta em cristais mais puros, mas o rendimento é menor (MENDES,2006).

A recristalização de substâncias sólidas baseia-se nas diferenças em suas solubilidades em diferentes solventes e no fato de que a maioria das substâncias sólidas é mais solúvel em solventes quentes que em frios. A solubilidade de um soluto, corresponde à sua quantidade máxima que se dissolve numa dada quantidade de solvente, a uma certa temperatura. O decréscimo da solubilidade da substância a medida que a temperatura diminui ocasiona a sua cristalização (MCMURRY,2005).

2. DESENVOLVIMENTO

Materiais e reagentes usados:

Materiais

Béquer

Funil de vidro

Bastão de vidro

Tripé de ferro

Proveta

Balança analítica

Termômetro

Dessecador

Funil de vidro

Argola de ferro

Bico de Bunsen

Papel filtro

Placa de petri

Reagentes usados

Ácido benzoico

Água destilada

3 - Procedimento Experimental

O material que se encontrava na placa de petri, foi transferido para um béquer de 250 ml e adicionou-se 100ml de água destilada (medida com o auxílio de uma bureta e pisseta). Aqueceu-se a mistura em uma manta aquecedora e fez-se a agitação da referida mistura com um bastão de vidro até que todo o material fosse dissolvido. Então adicionou-se aproximadamente 0,5 g de carvão ativo que é um adsorvente de impurezas. Filtrou-se o conteúdo, ainda quente, em um funil comum, armazenando o liquido e desprezando o que ficou no papel de filtro. Em seguida, o material do filtro foi lavado com água quente. O béquer foi colocado em banho de gelo por aproximadamente 10 minutos, onde se observou a formação de cristais de acetanilida.

A figura abaixo mostra como foi o processo de filtração, conforme descrito acima.

Fonte: https://www.google.com.br/imagem+recristalização+da+acetanilida
4 - Resultados e Discussões:

Na referida pratica que foi realizada a recristalização da acetanilida foram obtidos os seguintes resultados:

Fonte: Foto da aula prática após processo de recristalização e secagem.
5- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesta prática foi possível identificar a eficiência da recristalização na purificação da acetanilida. Quando se obteve a recristalização percebeu-se que a quantidade de rendimento diminuiu devido à perda dos cristais durante a transferência de recipientes um para o outro, além disso muitas impurezas ficaram retiradas no chumaço de algodão colocado dentro do funil no momento da filtração a quente.

O carvão ativo foi utilizado durante a pratica por ser um adsorvente de impurezas insolúvel em agua sendo que na recristalização ocorre a busca por um composto mais puro possível, coloca-se carvão, que é totalmente insolúvel em água.

A filtração a quente é utilizada quando o objetivo é obter um produto livre de impurezas insolúveis e garantir que o produto recolhido no filtrado seja somente aquele que lhe interessa.

O resfriamento é uma etapa muito importante durante a recristalização, que deve ser feito lentamente para que se permita a formação de cristais puros permitindo que as impurezas fiquem retidas na solução

Disso conclui-se que embora grande parte dos cristais tenham sido purificados a massa final de acetanilida se apresentou como um sólido cristalino, que foi obtido de forma rápida, com choque térmico em banho de gelo, onde seu resfriamento foi lento, observando a formação de cristais.

Experimento 3

HIDRODESTILAÇÃO (ARRASTE A VAPOR)
Fonte: https://www.google.com.br/imagem+oleo+essencial
1. INTRODUÇÃO

Os óleos essenciais apresentam grande importância econômica para diversos ramos da indústria mundial. Estes são utilizados como matéria-prima principalmente na produção de alimentos e bebidas, como aromatizantes, e com crescente utilização na área farmacêutica, principalmente na produção de cosméticos, devido às suas propriedades medicinais comprovadas cientificamente, assim como conhecidas pela medicina popular. No presente relatório, os óleos essenciais foram obtidos pela técnica de extração de hidrodestilação por arraste a vapor, um dos métodos mais utilizados pela indústria essencieira (HOELTZ, 2010).

O isolamento destes óleos pode ser realizado por diversos processos, destacando-se a destilação por arrastamento de vapor. A hidrodestilação é um processo que permite a separação dos constituintes mais voláteis, imiscíveis na água, a uma temperatura abaixo do seu ponto de ebulição, evitando deste modo a sua decomposição térmica (REIS, 2007).

2. DESENVOLVIMENTO

Observação: Não foi feito o processo de destilação a vapor (Hidrodestilação), portanto iniciamos o procedimento a partir do hidrolato (óleo essencial + água) já pronto.

3 - Materiais

01 Funil de separação

01 Anel de ferro

01 Apoio para colocar anel de ferro e funil de separação

01 proveta 20 ml

02 béqueres de 50 ml

01 espátula de ferro

01 funil

01 papel filtro

01 chapa aquecedora

01 bastão de vidro

4 - Reagentes

Extrato da hidrodestilação já feita: óleo de Cravo da índia + água (Hidrolato)

50 ml de Diclorometano

Sulfato de sódio anidro

5 - Procedimento Experimental:

1ª ETAPA: Não foi feita em laboratório, apenas foi observado junto ao professor Rodrigo o procedimento, o início se deu a partir do hidrolato.

A hidrodestilação foi feita diante de um etéreo volátil juntamente com a água. A água é a substância que destila.

Transferiu 20-40 g de Cravo da Índia para um balão de 250 ml, conectado à aparelhagem para destilação à vapor.

Adicionou água até um terço da capacidade do balão.

Colocou pedras de porcelana. Aqueceu o balão (500 ml) gerador de vapor previamente preparado, colocando água até dois terço de sua capacidade e adicionando pedras de porcelana. Manteve aquecido com o uso de uma manta, o balão de destilação mesmo depois que começar a passar o destilado.

Usou pequena chama. Recolheu em Erlenmeyer a mistura destilada. Interrompeu a destilação quando cessou a extração do óleo essencial ou seja, quando destilou somente a água. Terminou a destilação tirou a rolha do gerador de vapor e desconectou o balão de destilação.

Transferiu-se o hidrolato (destilado) para o funil de separação e recolheu a camada de óleo em frasco tarado. Pesou e determinou o rendimento.

Fonte: https://www.google.com.imagem+hidrodestilação

2ª ETAPA

No funil de separação, colocou o óleo essencial + água (hidrolato)

Adicionou 50 ml de Diclorometano (solvente orgânico, apolar, que dissolve em fase orgânica), dividido em três partes esse volume.

Mediu o primeiro terço dos 50 ml de Diclorometano (17 ml) com uma proveta, colocou no funil de separação, agitou por 5 minutos, esperou decantar e recolheu o diclorometano.

Mediu o segundo terço dos 50 ml do Diclorometano (17 ml) com uma proveta, colocou no funil de separação, agitou por 5 minutos, esperou decantar e recolheu o diclorometano.

Mediu o terceiro terço dos 50 ml de Diclorometano (17 ml) com uma proveta, colocou no funil de separação, agitou por 5 minutos, esperou decantar e recolheu o diclorometano.

Recolheu o solvente orgânico total em um béquer de 50 ml.

Adicionou Sulfato de Sódio Anidro com uma ponta de espátula (Que serve para se prender à água e ficar no fundo do béquer).

Enquanto formou uma crosta no fundo é porque ainda tinha água, sendo preciso adicionar mais Sulfato de Sódio Anidro. Quando ficou um pó no fundo separado da crosta é porque ele não estava se aderindo mais na água.

Filtrou a solução restante de Óleo essencial + Diclorometano + Sulfato de Sódio

Aqueceu em uma chapa aquecedora solução restante de Diclorometano e Óleo essencial até formação do óleo essencial puro.

Experimento 4

CROMATOGRAFIA EM COLUNA
Fonte: http//www.google.com.br/imagem+cromatografia+em+coluna
1. Introdução

As separações analíticas são mais comumente feitas por cromatografia e eletroforese, particularmente em amostras complexas e que contenham muitos componentes. A Cromatografia permite a separação, identificação e determinação de diversos componentes muito semelhantes de misturas complexas. Cromatografia é uma técnica de separação especialmente adequada para ilustrar conceitos de interações intermoleculares, polaridade e propriedades de funções orgânicas (RIBEIRO,2008).

É uma técnica barata dentre muitas técnicas e pode fornecer informações qualitativas e quantitativas, sendo amplamente utilizada em laboratórios forenses, para comparar amostras de fluidos (RIBEIRO,2008).

2. Desenvolvimento

Materiais utilizados

Coluna para cromatografia

Pipeta de 5ml

Ácido acético

Etanol

Azul de metileno

Sílica Gel

Conta gotas

Suporte universal

Alaranjado de metila

Água

3 - Procedimento experimental:

Primeiramente foi pesado 15g de sílica para fazer o empacotamento da coluna (adaptada em uma bureta).

A sílica sólida que foi dissolvida com clorofórmio até se obter uma pasta, agitando-se com um bastão de vidro, até atingir maleabilidade suficiente para poder ser manejada e introduzida na coluna.

Adicionou-se um chumaço de algodão na parte inferior da bureta para impedir a passagem de sílica.

Adicionou-se a pasta fluida com o auxílio do bastão de vidro a bureta, deixando-se escorrer pela parede da coluna, tomando os cuidados necessário para que sílica se cristalizasse no interior da coluna.

Com o auxílio de uma pipeta de Pasteur foi colocado 1 a 3 ml de solução etanólica de alaranjado de metila e azul de metileno e após a adsorção pela coluna foi realizado a eluição com etanol pelas paredes internas da bureta.

Abriu a torneira para escoar o solvente eluindo consequentemente todo azul de metileno com etanol.

Elui primeiro com com agua o alaranjado de metila e em seguida com uma solução aquosa de acido acetico.

Afigura abaixo demonstra o experimento

Fonte: http://toxicoanalitica.wordpress.com/
4 - Resultados e discussões

A sílica trincou porque não mantemos o liquido constante, para continuar eluindo, não sendo possível que ficasse conforme demonstrado no esquema acima.

5. Considerações finais

A cor das substâncias eluidas depende dos solventes. Porém a sílica trincou, sendo assim o alaranjado de metila foi o que eluiu primeiro com o diclorometano que é pouco polar, não foi possível terminar o experimento.

EXPERIMENTO 5

CARACTERIZAÇÃO DE FUNÇÕES ORGÂNICAS NECESSÁRIAS NA IDENTIFICAÇÃO DE COMPOSTOS ORGÂNICOS DE ORIGEM DESCONHECIDA

Caracterização de funções orgânicas necessárias na identificação de compostos orgânicos de origem desconhecida

Objetivo: Pesquisar a natureza orgânica de um composto por meio da caracterização de elementos químicos presentes nas moléculas.

1. Introdução:

Função orgânica pode ser definida como um conjunto de substâncias que contém sítios reativos e que possuem propriedades químicas semelhantes (Química Nova, 2012).

Cada função orgânica apresenta um átomo ou grupo de átomos que caracteriza a função a que o composto pertence, e a estes grupos de átomos dá-se o nome de grupos funcionais (Química Nova, 2012).

Compostos que possuem em sua estrutura somente átomos de carbono (C) e hidrogê- nio (H), são hidrocarbonetos, que podem ser divididos em diversos grupos, baseados no tipo de ligação existente entre os átomos de carbono (MARTINS, 2013).

Para identificação dos álcoois utiliza-se o reagente de Jones, uma solução de ácido crômico e ácido sulfúrico. O teste de Jones baseia-se na oxidação de alco- óis primários e secundários em ácidos carboxílicos e cetonas, respectivamente, formando um precipitado verde de sulfato crômico (Cr2 (SO4 )3 ) (Soares et al., 1988). (MARTINS, 2013).

O Teste de Tollens permite a distinção entre aldeídos e cetonas. A oxidação do aldeído, pelo reagente de Tollens, fornece um precipitado de prata elementar que aparece como um espelho nas paredes do tubo de ensaio. As cetonas não reagem (MARTINS, 2013).

Aldeídos e Cetonas Diferenciação de aldeídos/cetonas dos demais compostos: Somente aldeídos e cetonas reagem com derivados de amônia. A formação de precipita do é o sinal positivo para a presença de um aldeído/cetona (MARTINS, 2013).

De acordo com o Manual de aulas Práticas: Química Orgânica

Neste estudo aplicou-se testes clássicos a fim de identificar substâncias químicas desconhecidas, agrupando-as em grupos funcionais importantes da química orgânica como: hidrocarbonetos, alcoóis, haletos de alquila, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos, fenóis e aminas.

Na análise orgânica qualitativa clássica recomenda-se a execução seqüencial dos seguintes procedimentos experimentais tais como os testes preliminares do estado físico, cor e odor da matéria.

A Cor - Substâncias orgânicas com grupos funcionais conjugados são coloridas, a intensidade da cor depende da extensão da conjugação. As cetonas e alcenos extensamente conjugados possuem cores que vão do amarelo ao púrpura.

Substâncias saturadas ou com baixo grau de insaturação são brancas ou pouco coloridas.

A cor marrom é geralmente causada por pequenas impurezas; por exemplo, aminas e fenóis (incolores) tornam-se rapidamente marrom ou púrpura pela formação de produtos de oxidação.

O Odor - O cheiro de muitas substâncias baixo peso molecular normalmente são característicos. Com alguma experiência poderemos reconhecer os odores característicos de muitas classes funcionais.

Chama - Uma pequena quantidade da amostra deve ser brandamente aquecida numa chama.

Uma chama amarela fuliginosa indica alta insaturação ou elevado número de carbonos na molécula, mas uma chama amarela não fuliginosa é característica de hidrocarbonetos alifáticos. Se uma grande quantidade permanece inalterada após a ignição, a amostra desconhecida é provavelmente um sal metálico.

A Pureza - Um ponto de ebulição constante ou um faixa de fusão estreita são indicadores de pureza da amostra. Mais informação sobre a pureza pode ser obtida por cromatografia em camada delgada. Purifique a amostra se necessário (destilação, recristalização ou cromatografia em coluna).

Recomenda-se também ensaios de solubilidade em solventes orgânicos, em geral, éter. Outra análise consiste no teste de Grupos Funcionais. Após classificação da amostra desconhecida em um determinado grupo de solubilidade, é necessário aplicar testes de funcionalidade adequados.

Por meio deles, funções muito parecidas podem ser facilmente diferenciadas, como por exemplo: aldeídos de cetonas, acetilenos de olefinas, álcoois de éteres, etc. Em geral os testes são muito simples e rápidos, mas exigem sempre o uso de reagentes, muitas vezes agressivos, tóxicos ou dispendiosos.

A caracterização de grupos funcionais por métodos espectrométricos modernos (particularmente IV e RNM) é muito mais rápida, mas também exigem instrumentação dispendiosa e nem sempre disponível.

2. DESENVOLVIMENTO

Materiais

02 tubos de ensaio grande

01 mangueira de silicone ou haste de vidro com rolha furada

02 suportes universais

02 garras

03 espátulas

01 acendedor

01 fita crepe

01 suporte para tubos

03 tubos de ensaio grande

10 conta-gotas

01 pinça de madeira

01 suporte + argola

01 pitetas de vidro (5 mL)

03 peras

Reagentes

- Dicromato de potássio

-H2SO4 20%

- AGNO3

- NAOH

-NH4OH

3 - Procedimento experimental

A) Caracterização de Carbono e Hidrogênio

Colocou-se em um tubo de ensaio cerca de 0,1g do composto A, adicione uma ponta de espátula de hidróxido de bário, misturou-se bem agitando o tubo. Colocou-se o tubo em um suporte. Adaptou-se uma rolha com tubo em L no tubo de ensaio e a outra ponta do tubo em L coloque em um novo tubo contendo hidróxido de bário (Ba(OH) 2 ), de forma que a extremidade fique mergulhada na solução conforme figura1 Solução de Ba(OH) 2

A figura 1 mostra a montagem para caracterização de Carbono e Hidrogênio

Aqueça cuidadosamente o tubo de ensaio que contém o composto A até que haja formação de fumaça. Verifique se a solução de Ba(OH) 2 apresentará turvação e se haverá formação de gotículas de água nas paredes do tubo de ensaio.

Na queima do composto 1 (amido de miho), houve a liberação de CO2 e

H2O, porém o CO2 vazou pela rolha impedindo assim visualizar a turvação do Ba(OH)2.

C x H y CO 2 + H 2 O CO 2 + Ba(OH) 2 BaCO 3 + H 2 O

Figura 1

Figura 1 - http://www.ebah.com.br/content/ABAAABHkMAE/sintese-propriedades-acetileno

B) Procedimento 2 – caracterização Álcoois

A reação de identificação do grupo funcional álcool está representada na Figura 2

Figuara 2: Teste de Jones Fonte: http://www.colegioweb.com.br

E dois tubos colocou-se 1mL de solução de dicromato de potássio + 3 gotas de H2 SO4 + 5 gotas de composto C (etanol) e D( metanol), agitar. Se ocorrer formação de precipitado no composto C, indica a presença de etanol, neste caso não formou precipitado.Houve mudança de cor do amarelo para o verde.

No composto D (metanol), houve a formação de precipitado, não formou gases, e cor mudou do amarelo para verde, porém demorou mais tempo.

Figura 3: tubos de ensaio

C) Caracterização de Aldeídos e Cetonas

a. Teste de Tollens

Em dois tubos colocou-se cerca 2 mL do reagente de Tollens e adicione 5 gotas do composto E e F respectivamente em cada tubo. Observou-se que ocorreu a formação de um espelho de prata nas paredes do tubo. Caso não fosse observado aqueceria o tubo em banho-maria. O reagente de Tollens deve ser preparo recentemente juntando-se soluções de nitrato de prata 10% e hidróxido de sódio 10% em volumes iguais e adicionando hidróxido de amônio diluído (1:1) gota a gota até solubilização do oxido de prata formado.

No tubo E (acetona) formou pouco espelho de prata, já no tubo e F (formol), formou mais espelho, aqueceu o tubo.

(Reagente de Tollens) (Espelho de prata)

Figura: 4 Teste de Tollens

Fonte:http://www.colegioweb.com.br/reacoes-de-oxidorreducao/reativo-de-tollens

Figura 5: Formação do espelho de prata

Fonte: http://www.engquimicasantoss.reagente-de-tollens.html

4. CONCLUSÃO

Conclui-se que, nos laboratórios de química orgânica comumente são encontradas substâncias de origem desconhecidas, e que os métodos de análises ainda são importantes para identificação e classificação destes compostos orgânicos de acordo com suas classes e funções orgânicas que possuem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Farmacopeia Brasileira, volume 2 / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2010. .... 12,5 mL dessa solução com 87,5 mL de ácido clorídrico a. 1% (v/v). Substâncias ...... Ácido 2-(acetiloxi)benzoico.

QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Uma Abordagem Diferenciada para o Ensino de Funções Orgânicas 22 Vol. 34, N° 1, p. 21-25, FEVEREIRO 2012Manual de aulas Práticas química orgânica, pag 6, 7

MCMURRY, John. Química orgânica. São Paulo, SP: Pioneira Thomson Learning, c2005. 6ªEd. Vol.2.

.MOREIRA, Rubens Martins, Polyana F. F. Martins, Amenônia M. F. Pinto. OTIMIZAÇÃO DOS VOLUMES DOS SOLVENTES NA DETERMINAÇÃO DE COEFICIENTES DE PARTIÇÃO Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear - CNEN, Rua Mário Werneck S/N, Campus da UFMG- Pampulha, CEP: 30123-970, Belo Horizonte, M.G. 2005 rubens@cdtn.br, pffm@cdtn.br, amfp@cdtn,br

RIBEIRO, N. M; NUNES, C. R. Análise de Pigmentos por Cromatografia. Química Nova na Escola. Nº 29, p. 34-37, Agosto de 2008.

SOLOMONS, T. W. Graham. Química Orgânica 1. 6ª edição. LTC Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. Rio de Janeiro. 1996.

TAVARES, Leoberto Costa.QSAR: a abordagem de Hansch. Quím. Nova [online]. 2004, vol.27, n.4, pp.631-639. ISSN 0100-4042. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422004000400018.

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https://www.google.com.br/search?q=Figura+2:+Reação+de+identificação+do+álcool+Teste+de+Jones.&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjAhonR2dbQAhWB

https://www.google.com.br/search?q=caracterização+de+carbono+e+hidrogenio+figuras&biw=Figura

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MARGARETE DIAS DOS SANTOS
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