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Ferro Heme O CAMINHO NATURAL PARA A SUPLEMENTAÇAO DE FERRO

Só dois tipos de ferro

O ferro é uma parte importante das células vermelhas do sangue que transportam oxigênio para todas as células do corpo. Se não temos o suficiente, ficamos sem fôlego, ficamos cansados e temos problemas para nos concentrar. Nossos corpos contêm 4-5 gramas de ferro. Pode ser difícil obter o suficiente deste importante nutriente, a menos que pratos à base de carne façam parte da dieta. Frutas, cereais e legumes contêm relativamente pouca quantidade de ferro útil. Se você está sofrendo com baixas contagens de ferro, nenhuma quantidade de vitaminas ou de qualquer outro suplemento vai ajudá-lo.

Baixos níveis de ferro são muito comuns, especialmente para as mulheres férteis. Há também muitos pacientes crônicos que precisam de suplementação contínua por diferentes razões.

Existem apenas dois tipos de ferro que podemos usar: ferro heme proveniente de carne, aves ou peixe e ferro não-heme proveniente de legumes, produtos lácteos ou ferro ligado quimicamente em suplementos sintéticos. O ferro heme é absorvido ao longo de todo o trato gastrointestinal (não apenas na primeira parte) e, ao contrário do ferro não-heme, a absorção não é afetada por outros componentes quelantes da dieta, tais como fitatos, tanatos e fosfato.

O ferro não heme provoca efeitos colaterais mais cedo ou mais tarde

Ferro não-heme em suplementos

Diferentes sais de ferro e outros compostos de ferro sintéticos / químicos têm sido tradicionalmente utilizados com resultados mistos. A absorção é de apenas 2-4% e há muitas vezes problemas de tolerância. No entanto, uma vez que o ferro é essencial para a vida as alternativas são transfusões de sangue ou ferro administrado por via intravenosa. Ambos, no entanto têm lados negativos, inclusive ser muito caro e desconfortável para o paciente.

O uso clínico de transfusão de sangue está associado a riscos que podem causar morbidade e mortalidade. Injeções intravenosas de ferro causam períodos de exacerbação do estresse oxidativo na circulação.

Muitos tratamentos orais de suplementação de ferro falham porque os compostos de ferro sintéticos produzem efeitos colaterais gastrointestinais dolorosos e desconfortáveis mais cedo ou mais tarde.

Os suplementos não heme a 100 mg Fe ++ por dose regularmente têm uma incidência de efeitos colaterais levando ao término da terapia em torno de 30 % dos casos.

A fonte natural mais importante de ferro

Ferro heme

O ferro heme é encontrado principalmente na carne na dieta, que historicamente sempre foi a principal fonte de ferro. É muito eficientemente absorvido como uma unidade inteira em oposição ao ferro não-heme, que tem que se dissolver antes para que os íons de ferro possam ser absorvidos pelas células intestinais.

A tolerância para o ferro heme é igual ou próxima ao placebo. Não há alteração na tolerância ou eficácia ao longo do tempo. A absorção do ferro heme é várias vezes maior e a taxa de efeitos colaterais significativamente menor do que para o ferro não-heme oral.

A absorção permanece elevada em todas as situações clínicas, como por exemplo após cirurgia estomacal. O ferro heme não tem de ser descontinuado quando se utiliza tratamento intravenoso. Isso pode ajudar a prolongar os intervalos entre injeções dolorosas e desconfortáveis. Também facilita a automedicação e promove liberdade para viajar.

A ingestão de ferro heme não é afetada pela ingestão simultânea de outros alimentos, bebidas ou medicamentos. Também não irá bloquear a absorção de zinco como faz o ferro não-heme em doses acima de 60 mg.

A captação de ferro é constante, também após cirurgia e doação de sangue. Este não é o caso do ferro não-heme. A captação de ferro heme não é afetada por inibidores da bomba de protóns, tais como Omeprazole/Losec.

Ferro heme em suplementos

A hemoglobina pura hemolizada de origem bovina ou suína derivada da indústria alimentar como matéria-prima para a substituição do ferro tem sido de interesse na Suécia desde o início dos anos setenta, uma vez que esta é de longe a forma de ferro mais tolerada e eficiente.

Isto deu origem à suplementação de ferro heme pela criação de uma matéria-prima de pó de hemoglobina de grau farmacêutico para comprimidos. Suplementos de ferro heme em comprimidos têm sido utilizados na Escandinávia há mais de 30 anos. Não houve casos de efeitos colaterais graves ou intoxicações relatados após o uso por literalmente milhões.

Outros argumentos

Existem argumentos importantes que sustentam o uso do ferro heme, especialmente com relação à tolerância quase perfeita e à maior eficácia quando comparado a qualquer outra terapia oral. Estes são, por exemplo, que a matéria-prima é orgânica e não sintética, que a eficácia e a tolerância permanecerão as mesmas ao longo do tempo. Isso, além do fato de que é possível receber terapia oral fácil, segura e eficaz sem consultas clínicas, é uma boa notícia para os pacientes crônicos.

O ferro heme é eficiente e muito bem tolerado

Uso prolongado com experiências positivas

Ferro heme é natural para o homem e ainda é a melhor e mais eficiente forma de absorver o ferro que todos nós precisamos para viver e para que os nossos corpos funcionem corretamente. Em uma dieta normal o ferro heme proveniente de produtos de carne desempenha um grande papel. Utilizado em suplementos, apresenta boa eficácia e há um registro extremamente bom de tolerância.

O ferro é um oligoelemento essencial que tem importantes funções metabólicas, incluindo transporte e armazenamento de oxigênio e muitas reações redox.

A ingestão insuficiente resulta na anemia por deficiência, em resultados adversos da gravidez, no prejuízo do desenvolvimento psicomotor e do desempenho cognitivo e na redução da função imunológica.

Os suplementos de ferro regulares de hoje são sintéticos e muitas vezes produzem efeitos colaterais gastrointestinais que em muitos casos terminam terapias importantes. As mulheres modernas geralmente ingerem uma dieta variada e vivem de forma saudável. Apesar disto, a deficiência de ferro é mais comum hoje do que há 50 anos. Isto acontece principalmente porque as mulheres comem menos no total e comparativamente menos ferro heme.

Ferro heme tem, de longe, a maior absorção

Absorvido como uma unidade inteira

Em uma dieta normal, variada, encontram-se cerca de 15 mg de sais de ferro não-heme (quantidade diária). A maior parte, 14,5 mg, não será absorvida. Em contrapartida, da quantidade de ferro heme, que constitui uma parte menor da dieta, mais de um quarto será utilizado. Estudos comprovam que a incidência de efeitos colaterais relacionados ao uso de produtos de ferro heme se iguala a de experiências com placebo. O mecanismo de absorção do ferro heme não deixa íons de ferro livres no intestino, causadores de perturbações e potencialmente cancerígenos.

Uso do ferro heme na prática

Ferro heme em uso

O médico responsável na clínica Curera em Estocolmo e em Solna Läkarcenter, Dr. Lars-Göran Kjellin, MD, é um dos muitos médicos satisfeitos que usam comprimidos de ferro heme com os seus pacientes.

"É um complemento excelente e bem-vindo para os preparados de ferro encontrados atualmente. Muitos pacientes não conseguem lidar com os medicamentos habituais de ferro por causa dos efeitos colaterais causadores de problemas estomacais."

Quando os pacientes passam a utilizá-los, tornam-se livres de sintomas e as leituras de ferro sérico e hemoglobina são corrigidas. Nos exames de saúde de nossa empresa procuramos checar se há deficiência de ferro entre as mulheres, por exemplo.

Este é, surpreendentemente, muitas vezes, o problema dos pacientes com sintomas de fadiga. Quando eles obtêm o tratamento, os níveis de ferro no sangue voltam ao normal e os pacientes se sentem melhor, sem efeitos colaterais."

Micronutrientes

A hemoglobina bovina natural não é só uma fonte de ferro bem tolerada e eficaz. É também rica em micronutrientes e, por exemplo, aminoácidos e substâncias sinal que, juntos, fazem com que a formação do sangue aconteça de modo naturalmente mais eficiente.

Chamadas de micronutrientes porque são necessárias em quantidades bem pequenas, estas substâncias são as "varinhas mágicas" que possibilitam a produção de enzimas, hormônios e outras substâncias pelo corpo, essenciais para o crescimento e desenvolvimento adequados. Apesar das quantidades necessárias serem mínimas, as conseqüências de sua ausência são graves. Em termos de saúde pública mundial, as mais importantes são iodo, vitamina A e ferro; a sua falta representa uma grave ameaça para a saúde e para o desenvolvimento das populações ao redor do globo, especialmente para as crianças e mulheres grávidas em países de baixa renda (OMS).

Ao longo da vida, seres humanos e outros organismos precisam de micronutrientes para orquestrar uma variedade de funções fisiológicas. No caso humano os micronutrientes incluem os minerais traço da dieta, em quantidades geralmente menores do que 100 miligramas/dia - ao contrário dos macrominerais, que são necessários em quantidades maiores.

Absorção de ferro da dieta

Absorção e efeitos colaterais

Uma outra diferença entre o ferro heme e os sais de ferro é que a molécula de hemoglobina é absorvida sem redução prévia no intestino. Deste modo a captação é mais eficiente e não é afetada por outros alimentos simultaneamente digeridos.

Já a absorção do ferro não-heme é bastante afetada pela presença de chá, café, leite ou pão integral. Todos estes afetam a absorção de uma forma negativa.

Um copo de suco de laranja contribui para uma absorção mais eficiente.

Por dia, uma dieta variada normal provê 15 mg de sais de ferro. Destes, 14,5 mg não serão absorvidos. No caso do ferro heme, que constitui uma parte menor da dieta, mais de um quarto será absorvido.

Estudos confirmam que a incidência de efeitos colaterais relacionados ao uso de produtos de ferro heme é equivalente ao encontrado em ensaios com placebos. O mecanismo de absorção do ferro heme não deixa íons de ferro livres no intestino, causadores de perturbações e potencialmente cancerígenos.

O ferro heme é diferente

Eficiente e bem tolerado

A captação de ferro heme não é afetada pelo baixo teor de ácido no estômago.

Outros medicamentos, tais como antiácidos e inibidores da bomba de protóns (por exemplo, Losec) não afetarão a absorção.

Não são deixados íons livres de ferro reativos no intestino. A hemoglobina não absorvida é inerte e não irrita.

O ferro heme não causará estresse oxidativo no sistema.

Por que precisamos de ferro?

O ferro é parte importante das células vermelhas do sangue, responsáveis pelo transporte de oxigênio para todas as partes do corpo. Nada pode substituí-lo. O ferro é o quarto elemento mais comum na crosta terrestre e possivelmente o principal constituinte do núcleo da Terra. O ferro também é fundamental para a vida.

Cada ser humano adulto carrega cerca de 3,5 a 4 g de ferro. Apesar de ser uma pequena quantidade de mineral quando comparada ao peso corporal, o ferro é essencial, sendo um bloco de construção chave em várias proteínas. O ferro é distribuído em três depósitos principais do corpo.

O depósito principal de ferro no corpo humano adulto (30 mg/kg de peso corporal) é o sangue circulante, onde cada um dos eritrócitos maduros carrega quatro proteínas heme com um átomo de Fe cada. As proteínas heme transportadoras de oxigênio estão também presentes na mioglobina, proteína responsável pelo transporte e armazenamento de oxigênio nos músculos (4 mg de Fe/kg).

Uma fração menor mas ainda importante (2 mg Fe/kg) está presente em vários tecidos como enzimas e outras proteínas contendo ferro.

A lista completa de proteínas ligadas ao ferro funcional ainda não é conhecida, mas o ferro é essencial para as proteínas de transporte de elétrons presentes em todas as células do corpo.

O terceiro depósito de ferro é o ferro de armazenamento, que mantém o corpo preparado para a perda inesperada ou alterações na absorção de ferro.

Este é um depósito de amortecimento, onde grandes alterações podem ocorrer entre um estado da depleção de ferro (1 a 2 mg/kg) e um de plenitude, sem afetar os depósitos de ferro funcional. As principais proteínas de reserva são ferritina e hemossiderina.

Quanto é que nós precisamos?

O ferro na dieta

A quantidade média de ferro ingerido na dieta é de 12 a 18 mg por dia. Em indivíduos saudáveis, a necessidade é, em média, de 1 mg de ferro por dia para homens, 1,5 a 2,5 mg por dia para mulheres e de 2 a 3 mg por dia para as grávidas, correspondendo a um total de 500 a 1 000 mg. As exigências de ferro devem compensar a demanda durante o crescimento, a gravidez e as perdas fisiológicas e patológicas.

Em condições normais de saúde, a gestão de ferro no corpo é conservativa, com pouca ou nenhuma perda do ferro no organismo, a não ser por 1 a 2 mg sendo excretados, principalmente pelo desprendimento de células do trato gastrointestinal e da pele, assim como pela menstruação.

A absorção normal varia naturalmente

O corpo regula a absorção

Apenas cerca de dez por cento do ferro digerido é absorvido no intestino. Quando os valores de ferro estão baixos, a absorção aumenta. Se obtivermos muito ferro a captação será bloqueada. Em outras palavras, o próprio organismo regula a absorção do ferro na dieta. A única exceção seria uma grande e brusca sobredosagem de ferro. Isto pode acontecer, por exemplo, se crianças confundirem comprimidos de ferro com doces. Neste caso, o mecanismo de bloqueio é neutralizado e o resultado é envenenamento por ferro. Os sintomas começam com náuseas e vômitos. Esta é a razão pela qual fármacos com ferro não-heme sempre devem ser mantidos fora do alcance de crianças.

Mulheres, protejam-se contra o cádmio e salvem-se da osteoporose!

Assim como o chumbo e o mercúrio, o cádmio, entre outros, é um dos metais pesados. Estes são extremamente prejudiciais para o organismo humano. "Mulheres que têm valores baixos de ferro (e, especialmente, aqueles que fumam) estão na zona de risco de absorver muito cádmio.", diz Marie Vahtner, mestre de toxicologia dos metais no Karolinska Institutet, em Estocolmo.

Num estudo foram observados vários fatores alimentares, entre estes cádmio. Notou-se que em diferentes grupos de dieta a ingestão de cádmio foi praticamente a mesma.

Apesar disso, houve uma correlação negativa entre baixas contagens de ferro e altos teores de cádmio no organismo. "Quando temos baixos estoques de ferro a absorção no intestino aumenta. Como consequência a ingestão de cádmio aumenta também.", diz Marie Vahtner.

Até agora, o maior grupo associado ao cádmio tem sido o dos fumantes. As folhas de tabaco contêm grandes quantidades de cádmio e a absorção nos pulmões é maior do que nos intestinos. Esta é a razão pela qual os fumantes têm, frequentemente, níveis de cádmio próximos ao nocivo.

O cádmio é armazenado principalmente nos ossos e uma vez lá, substitui o cálcio e bloqueia sua absorção pela estrutura óssea, levando à osteoporose. Portanto, o risco para osteoporose é considerável para aqueles que têm baixa contagem de ferro e depósitos de ferro esgotados.

A deficiência de ferro ao redor do mundo.

Anemia por deficiência de ferro (OMS)

A deficiência de ferro é o distúrbio nutricional mais comum e difundido no mundo. Além de afetar um grande número de crianças e mulheres nos países em desenvolvimento, é a única deficiência de nutrientes que também é significativamente prevalente em países industrializados.

Alguns fatos marcantes

Estima-se que nos países em desenvolvimento, toda segunda mulher grávida e cerca de 40% das crianças em idade pré-escolar estão anêmicas.

Em muitos países em desenvolvimento, a anemia por deficiência de ferro é agravada por infecções por vermes, malária e outras doenças infecciosas, tais como HIV e tuberculose.

As principais conseqüências para a saúde incluem a má evolução da gravidez, comprometimento do desenvolvimento físico e cognitivo, aumento do risco de morbidez em crianças e produtividade de trabalho reduzida em adultos. A anemia contribui para 20% de todas as mortes maternas.

O desafio

Os números são impressionantes: 2 bilhões de pessoas - mais de 30% da população mundial - são anêmicas, muitas devido à deficiência de ferro. Em áreas com poucos recursos, isto é frequentemente exacerbado por doenças infecciosas. Malária, HIV/AIDS, infestação por vermes, esquistossomose e outras infecções, como a tuberculose, são fatores particularmente importantes que contribuem para a alta prevalência de anemia em algumas áreas.

A deficiência de ferro afeta mais pessoas do que qualquer outra condição, constituindo um problema de saúde pública de proporções epidêmicas. Mais sutil em suas manifestações do que, por exemplo, a desnutrição protéico-energética, a deficiência de ferro cobra seu tributo mais pesado em termos de problemas de saúde, morte prematura e lucros cessantes.

A deficiência de ferro e a anemia reduzem a capacidade de trabalho de indivíduos e de populações inteiras, trazendo graves consequências econômicas e obstáculos ao desenvolvimento das nações. No geral, são as populações mais vulneráveis, os mais pobres e os menos escolarizados que são desproporcionalmente afetados pelo problema da deficiência de ferro, e são eles que têm a ganhar mais com a sua diminuição.

Depleção de ferro causa baixa Qualidade de Vida

O que acontece quando os níveis estão baixos?

Você pode ficar cansado, ter problemas de concentração, ficar com o cabelo e as unhas em más condições e se sentir geralmente fraco. Já está demonstrado que baixas contagens de ferro também têm um impacto negativo sobre a capacidade de aprendizagem e sobre a capacidade física. Os níveis de ferro de quem já está grávida, ou planeja ficar grávida, determinam o peso do feto, em tal grau que afeta o estado de saúde da pessoa por toda a sua vida.

Mais de 30% de todas as mulheres em idade fértil sofrem de contagens de ferro baixas, devido à perda de sangue menstrual. As baixas contagens de ferro aumentam a absorção de cádmio nocivo, já que é armazenado nos ossos e provoca um aumento do risco para a osteoporose.

Por que isso é tão comum?

Hoje em dia comemos menos carne, rica em ferro, do que nossos antepassados, árduos e vorazes trabalhadores. Além disso, temos hoje um conceito de beleza diferente: nosso ideal é ter um corpo magro e assim, consequentemente, consumimos menos alimentos ricos em energia e minerais.

O esgotamento e a restauração levam algum tempo

Suplementação

O processo de armazenagem de reservas adequadas de ferro leva meses, da mesma forma que o esgotamento não acontece da noite para o dia. Por esta razão a dosagem suplementar geralmente é suficiente. Se a dosagem for superior a 50 mg por dia, a absorção de zinco será bloqueada.

O êxito de qualquer terapia com ferro está estreitamente ligado à facilidade de utilização. Isto significa que a tolerância e a adesão às normas relacionadas à dosagem são muito importantes.

A perda de sangue leva eventualmente à depleção de ferro

Quem precisa?

As mulheres, que menstruam durante quatro dias ou mais, quase sempre precisam de suplemento de ferro para compensar a perda de sangue.

Outros grupos de risco são atletas, crianças e jovens em idade de crescimento, as grávidas, lactantes e idosos, quer devido a uma dieta pobre ou grandes perdas, ou a ambos. Homens adultos raramente sofrem de deficiência de ferro.

Todo o ferro vem da dieta

O que é deficiência de ferro e quem é afetado?

O ferro transporta o oxigênio para todas as células do organismo e participa em muitos processos no corpo. Ele não pode ser substituído por qualquer outra coisa.

Todo o ferro vem da dieta e quando não está presente em quantidade suficiente, os níveis caem. Baixa quantidade de ferro no organismo é prejudicial à qualidade de vida de muitas maneiras; as performances física e mental se deterioram, assim como a aparência. Mulheres perdem mais ferro devido à menstruação, uma em cada três mulheres precisam de suplementação.

Por que a terapia de ferro é problemática?

Os pacientes ficam tentados a não seguir corretamente o tratamento, porque a mudança de seu estado de saúde será lenta (mas a qualidade de vida será mais baixa). Os efeitos colaterais são muito comuns e inevitavelmente levam ao fracasso da terapia.

Nem todos os efeitos colaterais são drásticos, alguns são apenas desagradáveis ​​(mas levam à interrupção da terapia do mesmo modo). Ferro em excesso pode ser perigoso, a suplementação lenta e constante em doses moderadas, apenas quando for necessário, é preferível.

O ferro é uma parte importante das células vermelhas do sangue que transportam oxigênio para todas as células do corpo. Se não temos o suficiente, é comum sentirmos falta de ar, cansaço e dificuldades de concentração. Nossos corpos contêm de 4 a 5 gramas de ferro. Pode ficar difícil obter o suficiente deste importante nutriente a menos que pratos com carne façam parte da dieta. Frutas, cereais e verduras contêm relativamente pouco ferro útil.

Muitos de nós diminuímos o uso de carne na alimentação. Ao mesmo tempo, comemos menos do que os nossos vorazes antepassados. Vida sedentária e trabalho não manual faz com que o homem consuma menos calorias e tenha menos apetite. Isto significa que obtemos menos ferro. Também não usamos panelas de ferro fundido para cozinhar por longos períodos, como antes.

O desenvolvimento psicomotor sofre

A aprendizagem das crianças é prejudicada

Um balanço negativo de ferro provoca não somente fadiga física e mental, mas também pode levar à anemia. A deficiência de ferro nas crianças pode perturbar a capacidade de aprendizagem e isto não pode ser substituído ao longo do tempo.

Estamos falando, principalmente, de desenvolvimento psicomotor e de desempenho cognitivo.

Fraqueza e falta de ar

Baixos valores de ferro. Por quê?

Aproximadamente 1 em cada 3 mulheres apresenta valores baixos de ferro. O risco é particularmente elevado sempre que a menstruação dura mais de três dias, durante a gravidez e a lactação. Durante a menstruação, a mulher perde uma média de 35 a 40 mg de ferro, cerca de 10 mg por dia. É por isso que as mulheres precisam de mais ferro do que os homens. Os sintomas da depleção de ferro são tão comuns que nem sempre são reconhecidos. Além de fraqueza e falta de ar, a aparência também é afetada. A pele fica pálida e os cabelos e as unhas perdem a força e brilho.

Por quanto tempo as mulheres sangram?

Dr. Lars Ehn, MD de Estocolmo, usa um método simples: "Eu pergunto às minhas pacientes do sexo feminino que se queixam de cansaço, mal-estar e problemas de concentração, por quantos dias eles sangram durante a menstruação. Se elas responderem quatro ou mais, eu tenho certeza que elas precisam de suplementação de ferro. Na realidade, ninguém pode repor essas perdas apenas com dieta normal."

É claro que o diagnóstico deve ser confirmado com um teste de nível de Hb e ferritina sérica. Hoje em dia a ferritina, que dá uma indicação das reservas de ferro, é geralmente medida. Não foi sempre assim. Anteriormente a medida de Hb era considerada suficiente e não se fazia uma abordagem mais profunda.

Situação normal até que as reservas se esgotem

Valores de Hb normais e deficiência de ferro ao mesmo tempo?

Um teste comum de Hb nada diz sobre as reservas de ferro. As reservas de ferro do corpo são conhecidas ​​quando se mede a ferritina sérica. Quando a ferritina sérica encontra-se acima de 30 ug/l, há estoque suficiente. Se este valor cai, a absorção a partir do intestino irá aumentar.

Em um estudo comparativo, vegetarianos apresentaram níveis mais baixos de ferritina sérica, mas valores de HB compatíveis com os onívoros. Isto acontece porque os níveis de hemoglobina não começam a cair antes das reservas começarem a se esgotar.

"Você deve se lembrar que os sintomas gerais começam a ocorrer apenas quando as reservas de ferro acabam e os níveis de Hb caem drasticamente. É por isso que é muito importante verificar os níveis de ferritina sérica também." diz o Dr. Lars Ehn. Esta é uma questão para os cuidados com saúde no local de trabalho, principalmente. Se e quando uma mulher trabalhadora fica fatigada em consequência de deficiência de ferro sem ter consciência disso, os resultados podem ser bastante graves. Estresse e desgaste são muito comum nos dias de hoje.

Dificuldades de concentração típicas de deficiência

Deficiência de ferro mascarada - um problema em saúde empresarial

A deficiência de ferro pode ter os seguintes sintomas:

  • Cansaço, fadiga, passividade e sonolência
  • Dificuldades de concentração e maior necessidade de sono
  • Prejuízo do desempenho
  • Capacidade de aprendizagem diminuída

As pesquisas para prevenção de anemia por depleção de ferro vêm acontecendo desde a década de 1960, com foco principalmente em doadores de sangue e mulheres grávidas. Um dos pioneiros é o Dr. Lars Ehn. Ele demonstrou que os preparados à base de ferro heme são mais seguros e eficientes do que os comprimidos tradicionais, com altas doses de ferro. Ele é um dos que desenvolveram novas preparações de ferro através de estudos.

"Eu tenho vários pacientes que tomaram preparados com ferro heme durante anos. Eles mantiveram um equilíbrio de ferro satisfatório sem os efeitos colaterais infelizmente muito comuns e que muitas vezes são associados a preparados com ferro". Hoje Dr. Lars trabalha no setor de cuidados com saúde da empresa, onde há um grande número de pacientes do sexo feminino com deficiência de ferro. Muitas têm uma deficiência de ferro acobertada, ou seja, Hb normal, mas reservas corporais de ferro muito pequenas ou inexistentes. Isto acontece especialmente quando a mulher sangra mais do que três dias durante a menstruação. Os depósitos de ferro são testados medindo os níveis de ferritina sérica.

Menstruação e parto são causas comuns de perda de sangue em mulheres

Alta prevalência de baixas contagens de ferro

Mais de 30% de todas as mulheres em idade fértil em todo o mundo (e com maior prevalência entre as adolescentes e nos países em desenvolvimento), especialmente aquelas que menstruam por mais de três dias, têm uma anemia latente e um aumento da absorção de cádmio em vez de ferro.

A deficiência de ferro é a explicação mais comum para a anemia nas mulheres em idade fértil, mas as causas variam. A perda de sangue e a gravidez ou a falta de carne na dieta são as principais causas da deficiência de ferro em mulheres. Outras razões mais raras incluem problemas de absorção (adquiridos ou herdados), deficiências nutricionais (ferro, vitamina B12, ácido fólico, zinco), ou doença (miomas, câncer, anemias hereditárias ou distúrbios hemorrágicos).

A menstruação intensa e o parto são fontes importantes de perda de sangue para as mulheres em idade fértil. A perda crônica de sangue também pode ser devida à endometriose ou miomas, que exigem uma grande quantidade de sangue. Os miomas são geralmente benignos, mas podem crescer até o tamanho de uma bola de tênis ou de uma toranja (grapefruit), antes de serem detectados. Miomas do útero podem interferir no momento do parto, levando a cesarianas. A doença de von Willibrand é uma outra causa, muitas vezes desconsiderada, de sangramento menstrual intenso em mulheres.

O quê é normal e o quê não é?

Menstruação e perda de sangue

O período menstrual dura em média de dois a cinco dias. Estima-se que a perda de sangue pode ser pequena como uma onça - quando o período é normal ou leve - ou de até uma xícara - num período mais intenso.

A quantidade de sangue perdida durante o parto é de cerca de meio litro, ou aproximadamente duas xícaras. Isto significa que 200 a 250 miligramas de ferro são perdidos. Além disso, existem 500 a 800 miligramas de ferro no sangue e tecidos do bebê recém-nascido que originalmente estavam no corpo da mãe.

O sistema natural regulador de ferro nas mulheres se encarrega de aumentar a absorção a partir de sua dieta durante estas ocasiões de perda de sangue. A taxa de absorção normal de 1 miligrama é aumentada para de 1,5 a 3 miligramas por dia - esta é a resposta natural do corpo feminino para a perda de sangue.

Uma perda intensa de sangue durante a menstruação (menorragia) é chamada de sangramento uterino anormal. De acordo com a hotline do Centro Nacional de Recursos de Saúde da Mulher, esta é uma das razões mais comuns para as mulheres entrarem em contato.

O sangramento prolongado (hipermenorréia), quando a duração pode ser de até duas semanas ou o sangramento irregular (metrorragia), podem eventualmente levar à anemia se a perda não for compensada com o aumento da ingestão de ferro.

A perda aguda de sangue pode também ocorrer como resultado de trauma ou cirurgia, como resultado do uso de medicamentos tais como aspirina ou ainda outros, especialmente aqueles utilizados para aliviar a dor da artrite e do abuso de álcool. Outra causa da perda de sangue é o sangramento do esôfago em uma condição chamada síndrome de Mallory-Weiss. Nesta síndrome o revestimento do esôfago é lesionado, normalmente por vômitos repetidos, o que pode ser visto nas mulheres que sofrem de bulimia.

Bom estado de ferro protege contra o cádmio

Baixas contagens de ferro

Quando há baixas contagens de ferro há um aumento da absorção de cádmio, que substitui o cálcio nos ossos, aumentando o risco de osteoporose. Além disso, são muitos os efeitos negativos da deficiência de ferro latente e da anemia, e estão muito bem documentados. Por exemplo, diminuindo a qualidade de vida da mãe consideravelmente e podendo mesmo ter um impacto ao longo da vida do bebê.

Crescer com baixos valores de ferro pode levar a sofrimento permanente em função de dano no desenvolvimento neural e da redução da capacidade de aprendizagem.

Estamos lidando com um problema individual e um problema social relacionados e em larga escala quando se trata da deficiência de ferro em mulheres devida ao sangramento menstrual.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, considera as anemias e condições relacionadas como o segundo maior problema de saúde depois das infecções.

A deficiência de ferro é um problema comum, especialmente para as mulheres, tão comum, de fato, que 5 % das mulheres entre as idades de 20 e 49 anos têm deficiência de ferro com anemia e 11 % apresentam deficiência de ferro sem anemia.

Resultados de estudo

Fator de risco devido à deficiência materna

Baixo peso ao nascer é um fator de risco para doença coronariana, diabetes, acidente vascular cerebral e hipertensão. A depressão está fortemente associada com estas condições.

Estudos na Grã-Bretanha demonstraram que as pessoas que tiveram baixo peso ao nascer têm maior risco de desenvolverem doença cardíaca coronariana e desordens relacionadas a ela: acidente vascular cerebral, diabetes não insulino-dependente, pressão arterial elevada e síndrome metabólica.

Em um estudo com 16 000 homens e mulheres nascidos em Hertfordshire, as taxas de mortalidade por doença coronariana caiu duplamente entre os que estão nas extremidades superior e inferior da distribuição de peso ao nascer.

Em grupos investigados clinicamente, a prevalência de diabetes não insulino-dependente e de tolerância à glicose caiu três vezes. Estes achados levaram à "hipótese da origem fetal", que afirma que as doenças cardiovasculares e a diabetes não insulino-dependente se originam de adaptações que o feto faz quando está subnutrido. Estas adaptações, que incluem retardamento do crescimento, alteram permanentemente a estrutura e o funcionamento do corpo.

Deficiência na mãe pode ter efeitos graves

Efeitos ao longo da vida

Sabe-se agora que o baixo peso ao nascer e um corpo franzino e pequeno estão associados com maiores taxas de doenças cardiovasculares e diabetes não insulino-dependente na vida adulta. A hipótese da origem fetal propõe que estas doenças se originam através de adaptações que o feto faz quando está subnutrido. Estas adaptações podem ser cardiovasculares, metabólicas ou endócrinas. Elas alteram permanentemente a estrutura e o funcionamento do corpo. A prevenção dessas doenças pode depender da prevenção de desequilíbrios durante o crescimento fetal ou de desequilíbrios entre o crescimento pré-natal e pós-natal, ou de desequilíbrios no fornecimento de nutrientes para o feto.

Anemia e deficiência de ferro durante a gravidez estão associados com placentas mais pesadas e uma alta proporção de peso da placenta em relação ao peso do bebê ao nascer. Isto indica a deficiência nutricional materna como um motivo para a disparidade entre o crescimento da placenta e do feto. E pode ser importante na prevenção de hipertensão arterial em adultos, que parece ter a sua origem na vida fetal.

Se o crescimento de um feto do sexo feminino for limitado por falta de nutrientes, haverá alterações persistentes em sua fisiologia e metabolismo, que levarão a um crescimento fetal reduzido e à pressão sanguínea elevada na geração seguinte. Políticas públicas de saúde que melhorem o crescimento do feto em uma geração podem, portanto, beneficiar gerações futuras do mesmo modo.

As crianças que têm anemia por deficiência de ferro na infância correm o risco de apresentarem desvantagem de desenvolvimento de longa duração, se comparados com os seus pares com um melhor estado de ferro.

Deficiência na mãe pode ter efeitos graves

Anemia na gravidez

A deficiência de ferro é o estado de deficiência mais comum no mundo, afetando mais de 2 bilhões de pessoas globalmente. Embora seja particularmente prevalente em países menos desenvolvidos, continua a ser um problema significativo no mundo desenvolvido, mesmo quando outras formas de desnutrição já foram praticamente eliminadas. Uma administração efetiva é necessária para evitar problemas maternos e resultados de gravidez adversos, incluindo a necessidade de transfusão de glóbulos vermelhos.

A anemia é definida por Hb < 110 g/l no primeiro trimestre, < 105 g/l no segundo e terceiro trimestres e < 100 g/ L no período pós-parto. Para as mulheres anêmicas, uma experiência com ferro por via oral deve ser considerada como um teste de diagnóstico de primeira linha, em que um incremento demonstrado em duas semanas é um resultado positivo.

Uma vez que a contagem de Hb volte ao normal a suplementação deve continuar por três meses e, no mínimo, por pelo menos seis semanas após o parto para repor os estoques de ferro.

Baixas reservas de ferro surpreendentemente comuns

Deficiência de ferro e anemia

A deficiência de ferro representa um espectro que vai desde a depleção de ferro até a anemia ferropriva. Na depleção de ferro, a quantidade de ferro armazenado (medida pela concentração de ferritina sérica) é reduzida, mas a quantidade de ferro funcional e de transporte pode não ter sido afetada.

Aqueles com depleção de ferro não possuem reservas para mobilizar caso o corpo necessite de ferro adicional. Em eritropoiese com deficiência de ferro, o ferro armazenado está diminuído e o ferro de transporte (medido por saturação de transferrina) é ainda mais reduzido; a quantidade absorvida de ferro não é suficiente para substituir a quantidade perdida ou para fornecer a quantidade necessária para o crescimento e funcionamento do organismo. Neste estágio, a escassez de ferro limita a produção de glóbulos vermelhos e resulta em aumento da concentração de protoporfirina eritrocitária.

Ácido fólico e gravidez

Lena, 26 anos, estava no primeiro trimestre de gravidez. Tudo estava indo bem quando a má notícia chegou repentinamente. O médico disse a ela que o feto tinha um grave defeito de nascença em forma de lesão na coluna vertebral e que agora eles tinham que decidir entre manter o bebê ou interromper a gravidez.

A falta de ácido fólico pode causar defeitos

Como isto pôde acontecer ? Lena pensou que ela tinha feito bem por tomar a medicação prescrita de suplementos de ferro e ácido fólico, assim que a gravidez foi confirmada.

A medicina moderna concluiu que uma parte integral do sistema nervoso central do feto se desenvolve durante um estágio em que a mãe pode não estar ciente de que está grávida. A chamada evolução do tubo neural é dificultada pela falta de ácido fólico na mãe. O risco de malformações congênitas é elevado. Se o bebê nascer com um defeito na coluna vai ser aleijado por toda a vida.

Foi demonstrado que o ácido fólico reduz os defeitos congênitos quando tomado durante as fases iniciais do desenvolvimento pré-natal. O risco de malformações congênitas diminui significativamente com a suplementação de ácido fólico. Se a gravidez é possível, é fundamental que os níveis de folato estejam satisfatórios, pois caso contrário pode ser tarde demais. A probabilidade é relativamente baixa, mas não deve ser negligenciada.

Quanto ácido fólico é necessário?

A recomendação da tabela RDA (Compensações Dietéticas Indicadas) é de 400 µg por dia para homens e mulheres, e aumenta para 800 µg por dia durante a gravidez.

A ingestão normal situa-se entre 200 e 400 µg por dia. O ácido fólico é necessário para a gênese de células e durante o crescimento do feto. Acredita-se que o ácido fólico reduz o risco de infarto do coração e que sua falta pode causar alterações de células malignas no útero e do esfíncter.

Resultados de grande estudo

Estado nutricional e peso ao nascer

Em estudos ingleses foi demonstrado que a situação nutricional da mãe, principalmente com relação à contagem de hemoglobina, afeta o desenvolvimento do feto e terá consequências sobre a saúde da criança por toda a sua vida. Como isso é possível? A pesquisa epidemiológica do Professor David Barkers lança nova luz sobre o assunto.

Desde o início do século passado, o peso de bebês recém-nascidos foi registrado, assim como o peso da placenta. Sabemos hoje que um estado nutricional baixo, acima de tudo, valores baixos de hemoglobina na mãe, se reflete na razão entre o peso da placenta e o peso do bebê. Ao combinar esses dados, levando em conta mais de 5 000 pessoas e comparando-os com o desenvolvimento da saúde ao longo da vida, foi possível chegarmos a certas conclusões. Descobriu-se que as pessoas que nasceram de mães com baixo nível nutricional sofriam de várias doenças, tais como baixa pressão arterial, doenças cardíacas e diabetes em um grau mais elevado.

Um número substancial de estudos mostra que suplementos minerais e vitamínicos, especialmente durante o vital primeiro trimestre da gravidez, têm uma influência decisiva sobre o estado nutricional materno e sobre o peso do bebê ao nascer. Dizia-se que, mesmo se a mãe tivesse baixas contagens de ferro, o bebê iria conseguir o que precisa. Assim, os sintomas só diriam respeito à mãe. Agora sabemos mais. Nova pesquisa mostra que as baixas contagens de ferro na mãe têm um impacto sobre a saúde do bebê que perdurará ao longo da sua vida.

Fatores hereditários

Hereditariedade conta?

Hoje é sabido que 1 em cada 3 muheres tem contagens muito baixas de ferro. O armazenamento de ferro no organismo está em um nível de 75 por cento. Aquelas que têm uma tendência a sangrar muito, muitas vezes podem identificar o mesmo problema em gerações anteriores, uma vez que as baixas contagens de ferro são muitas vezes hereditárias. Alguém poderia responder sim à pergunta: o seu sangramento é normal? O sangramento menstrual é percebido como normal porque não costuma variar ao longo do tempo. São normais, é claro, para a pessoa em questão. A diferença é que algumas sangram normalmente por dois dias, outras por quatro.

Efeitos sobre o feto e a criança

O feto está relativamente protegido dos efeitos de deficiência de ferro por regulação positiva de proteínas de transporte do ferro placentária (Gambling et al, 2001), mas as evidências sugerem que a depleção de ferro materno aumenta o risco de carência de ferro nos primeiros 3 meses de vida, através de uma variedade de mecanismos (Puolakka et al, 1980, Colomer et al, 1990).

O comprometimento do desenvolvimento psicomotor e/ou mental está bem descrito em crianças com anemia ferropriva e pode também contribuir negativamente sobre o comportamento emocional da criança e em sociedade (Perez et al, 2005) e tem uma associação com doenças do adulto, embora esta seja uma área controversa (Beard et al, 2008 ; Insel et al, 2008).

Efeitos sobre o resultado da gravidez

Há evidências que nos permitem associar a deficiência de ferro materna e o parto prematuro (Scholl et al, 1994), o baixo peso ao nascer (Cogswell et al, 2003), o descolamento prematuro da placenta e, possivelmente, o aumento da perda de sangue periparto (Arnold et al, 2009).

No entanto, mais pesquisas sobre o efeito da deficiência de ferro são necessárias para estabelecer uma relação causal clara com os resultados da gravidez e do feto.

(Diretrizes do Reino Unido sobre a gestão da deficiência de ferro durante a gravidez, Comitê Britânico de Padrões em Hematologia.)

Losec interrompe absorção de ferro não-heme

Ferro não-heme não absorvido quando se usa Omeprazol

Acloridria refere-se a estados onde a produção de ácido gástrico no estômago está baixa ou mesmo ausente, o que prejudica a digestão de proteínas, inibindo a ativação da enzima pepsina, dependente de um baixo pH gástrico.

Como o ácido facilita a absorção do ferro não-heme, cerca de 25% dos pacientes com acloridria desenvolvem anemia por deficiência de ferro. A acloridria reduz a absorção de ferro, porque o ácido gástrico libera o Fe3+ da comida e o reduz a ferro ferroso (Fe2+).

Omeprazol é um potente supressor do ácido gástrico que atua através da inibição da bomba de prótons na mucosa e é usado por indivíduos com deficiência de ferro, como parte do tratamento das perturbações do trato gastrointestinal superior, que podem ou não ter sido a causa primária da sua anemia.

Os inibidores da bomba de prótons são um grupo de fármacos cuja ação principal é uma redução pronunciada e duradoura da produção de ácido gástrico. (Wikipedia)

Omeprazol e outros inibidores da bomba de prótons diminuem a absorção da suplementação de ferro oral. Pacientes com deficiência de ferro que tomam inibidores da bomba de prótons podem precisar ser tratados com terapia de ferro de alta dose durante um período mais longo ou com terapia de ferro intravenoso. O Omeprazol é um ácido redutor que é utilizado no tratamento do refluxo ácido e de úlceras gástricas.

Omeprazol age impedindo as células bombeadoreas de ácido encontradas na parede do estômago de produzirem ácido. A falta de ácido suficiente no estômago, provocada pelo uso repetido de Omeprazol, pode afetar a absorção de nutrientes, como o ferro dos alimentos. Pacientes que tomam Omeprazol para distúrbios estomacais crônicos podem exigir injeções de ferro para evitar a anemia por deficiência de ferro.

Absorção dependente do ácido do estômago

Ao contrário do ferro heme, o ferro não-heme depende de um baixo pH gástrico para formar ferro ferroso bivalente solúvel a ser absorvido pelo duodeno. A menos que seja convertido, não poderá ser absorvido. Embora a parte heme seja absorvida independentemente do pH gástrico, a parte não-heme requer um pH ácido para ser absorvida.

Anemia pós-operatória não é incomum

Não é incomum a presença de anemia em seguida a uma cirurgia, entretanto ela pode ou não ser decorrente da operação. Espera-se que uma certa quantidade de sangue seja perdida durante a cirurgia e a quantidade varia dependendo do procedimento.

Todos os pacientes necessitam de cuidados e observação após uma cirurgia. A documentação do médico deve indicar a presença de anemia por perda de sangue e que tratamentos e/ou controle adicional foram necessários.

A situação do ferro é importante

Sinais e Sintomas

(É importante levar em conta a idade e o porte do paciente ao analisar os sinais e sintomas)

  • Baixa hemoglobina/hematócrito, desmaios, tontura, sede;
  • Sudorese, pulso fraco/acelerado, freqüência respiratória acelerada;
  • Hipotensão ortostática, palidez, diminuição da pressão arterial, fadiga, falta de ar.

A anemia pode afetar a forma como os pacientes respondem à cirurgia e a rapidez com que retomam sua condição normal de saúde. Infelizmente, o teste de anemia muitas vezes não é uma prioridade durante o período pré-operatório. Anemia é muitas vezes uma das condições mais fáceis de diagnosticar e de tratar quando é detectada cedo o suficiente antes da cirurgia.

A anemia frequentemente passa desapercebida e é negligenciada por médicos e cirurgiões, já que apresenta sintomas inespecíficos, ou mesmo nenhum sintoma. As causas da anemia pré-operatória são diversas e podem incluir perda aguda ou crônica de sangue, má nutrição, insuficiência renal, doenças crônicas ou malignas.

Episódios de sangramento não tratados, juntamente com as flebotomias freqüentes que são parte padrão do procedimento pós-operatório, causam perda de sangue e podem contribuir para anemia durante a cirurgia e a recuperação. A resposta inflamatória pós-operatória pode ainda levar a um embotamento da resposta eritropoiética e diminuição da disponibilidade de ferro, resultando em anemia.

Pacientes submetidos à transfusão de sangue após uma cirurgia, em consequência de anemia estão mais propensos a desenvolver infecção pós-operatória, requerem períodos maiores de ventilação mecânica, e têm um risco maior de mortalidade.

A anemia é comum após uma cirurgia importante e parece facilmente explicada pela perda de sangue durante e após o procedimento. Além disso, a terapia é simples: são realizadas transfusões com glóbulos vermelhos ou há prescrição de comprimidos de ferro. Embora o uso clínico da transfusão de sangue tenha aberto novas perspectivas em cirurgia, transfusões estão associadas a riscos que podem causar morbidade e mortalidade.

Os suplementos regulares são principalmente não-heme

As características do metabolismo do ferro na anemia por deficiência de ferro e em indivíduos saudáveis ​​submetidos a flebotomias são: redução na concentração de ferro sérico e ferritina, redução de saturação da transferrina, aumento da concentração de transferrina sérica e aumento da concentração de receptores de transferrina.

A suplementação de ferro não-heme por via oral é frequentemente pouco eficaz

Tendo em conta que a deficiência de ferro funcional é comum no pós-operatório, torna-se importante notar que a suplementação oral de ferro é ineficaz para aumentar os níveis de hemoglobina neste período. Já está demonstrado que o ferro ligado à transferrina ex vivo e administrado por via intravenosa é rápida e quase completamente consumido pelas células vermelhas durante a primeira semana depois da cirurgia.

Não só ferro (e vitamina B12 e ácido fólico) é necessário para uma produção adequada de glóbulos vermelhos, mas também necessitamos de EPO para estimulação da eritropoiesis. Na fase de pós-operatório, um curto período de deficiência de eritropoietina relativa (EPO), pode acontecer até o quarto dia após a cirurgia.

A anemia pós-operatória pode ser considerada uma variante aguda da anemia de doença crônica, devido ao efeito do processo inflamatório inerente ao procedimento. Este efeito inflamatório exerce sua influência sobre a eritropoiese causando um distúrbio do metabolismo do ferro, induzindo deficiência de ferro funcional através de um embotamento da resposta de eritropoietina. Essas descobertas podem ter implicações para o seu tratamento.

Será que os pacientes pós-operados se beneficiariam de níveis de hemoglobina mais elevados? Um estudo publicado por Lawrence et al. em 2003, afirma: "Sim, certamente." Dois importantes benefícios foram observados em pacientes em pós-operatório ortopédico. O primeiro foi um melhor estado funcional: eles pareciam andar melhor! Percebe-se que a capacidade de um paciente andar sem assistência 60 dias após ser operado tem uma relação estreita com o sucesso da cirurgia e até com a sua sobrevivência. Em segundo lugar, os pacientes tinham uma reabilitação mais eficaz. Por exemplo, permaneceram menos tempo no hospital.

Atentar para a anemia é especialmente importante para o paciente cirúrgico durante todo o processo, incluindo o período pré-operatório, a cirurgia em si, além do período de recuperação pós-operatório. Estima-se que de um terço à metade dos pacientes cirúrgicos podem estar anêmicos no pré-operatório, em função das condições primárias pelas quais necessitam de cirurgia. Após cirurgias, a anemia é ainda mais comum, afetando 90 % dos pacientes.

Ferro heme é bom para a manutenção do tratamento

Devido à excelente tolerância a longo prazo, ao preço, à facilidade de utilização e a uma boa eficácia, o ferro heme é especialmente eficiente no tratamento de manutenção.

  • Eficácia e tolerância não se modificarão mesmo durante mais tempo.
  • Doenças crônicas são frequentemente associadas à anemia

Há um grande número de pessoas com doenças crônicas variadas que apresentam anemia. Por exemplo, pacientes com doença renal crônica, doença inflamatória intestinal ou doença cardíaca coronariana, além de muitas outras.

O ferro heme é seguro e bem tolerado

Por que o ferro intravenoso nem sempre é bom

Pacientes crônicos geralmente tomam por via oral comprimidos regulares contendo ferro não-heme sintético em altas doses, até que o tratamento tenha que ser interrompido devido aos efeitos colaterais. A alternativa é usar ferro intravenoso, um tratamento muito caro e inconveniente. Existem riscos potenciais na aplicação de ferro injetável por longos períodos de tempo, tais como superdosagens e aumento do estresse oxidativo.

Injeções intravenosas de ferro têm se mostrado eficazes, os depósitos de ferro no organismo ficam garantidos e a gênese de sangue é mais eficiente. Os efeitos colaterais relacionados com as injeções são poucos, mas reações alérgicas graves podem acontecer.

Existem também riscos relacionados à utilização das injeções de ferro por longo período de tempo. Injeções intravenosas de ferro causam exacerbação do estresse oxidativo na circulação.

Além disso, a quantidade de ferro no corpo passa a estar frequentemente muito alta, o que é associado à inflamação crônica e dano vascular. Isto é especialmente preocupante, pois sabe-se que os pacientes com doença renal crônica, por exemplo, apresentam estresse oxidativo aumentado, inflamação crônica de baixo nível e doença vascular grave.

E isto também explica em parte porque os pacientes com doença renal crônica frequentemente morrem prematuramente devido à doença cardiovascular.

Liberdade para viajar quando se é um paciente com doença crônica

Terapia por longo tempo

A tolerância ao ferro heme é igual ou próxima à tolerância ao placebo. Não há nenhuma alteração na tolerância ao longo do tempo. A absorção de ferro heme é várias vezes superior e a taxa de efeitos colaterais significativamente inferior às do ferro não-heme oral. A absorção de ferro heme ocorre desde o início do intestino, o que significa que vai acontecer também nos pacientes que sofreram cirurgia intestinal.

O ferro heme é absorvido através de uma via separada e não tem que ser descontinuado quando o tratamento intravenoso é iniciado. Isto pode possibilitar maiores intervalos entre as injeções - caras, inconveniente e dolorosas. Ele também torna a auto-medicação mais fácil e aumenta a liberdade para viajar.

Doadores de sangue precisam de suplementação eficiente

Efeito da suplementação em doadores de sangue

Uma vez que a doação de sangue é voluntária e que este é um serviço que prestamos gratuitamente ao nosso semelhante, é natural "preservar as fontes". Isto significa que os doadores de sangue deveriam receber suplementação de ferro para compensar a perda com o sangue doado, especialmente se forem detectados valores baixos.

Isto nem sempre acontece, em função da baixa eficácia do ferro não-heme oferecido e de seus efeitos colaterais freqüentes.

Os efeitos colaterais não são obrigatórios

Por que ferro heme?

As formas heme e não-heme de ferro são absorvidas por mecanismos diferentes. Os habituais preparados à base de ferro não-heme, como sulfato ferroso, produzem efeitos colaterais indesejáveis, ​​tais como constipação, dores de estômago ou diarréia. Isto muitas vezes leva os doadores a pararem de tomar os suplementos, o que significa que eles só podem doar sangue talvez uma ou duas vezes por ano, em vez das possíveis três vezes. Baixa contagem de ferro entre doações também diminui a qualidade de vida dos doadores.

Há muitos fatores negativos que influenciam a absorção de ferro não-heme. Entre estes estão a ingestão de taninos no chá e café. Fitatos em pão ázimo integral, proteínas do leite, albumina e proteínas de soja também podem reduzir a absorção. Isto significa que uma dieta regular e suplementos não-heme podem não ser suficientes para compensar a perda de ferro.

Ferro heme é suficiente?

Suplementos não-heme com 100 mg Fe++ por dose, apresentam regularmente uma incidência de efeitos colaterais que levam à interrupção do tratamento em cerca de 30% dos casos. Os doadores que têm experiências negativas anteriores não vão provavelmente tomar suplemento algum.

Observa-se que após uma doação, a absorção de ferro não-heme praticamente cessa por cerca de quatro dias.

Trinta dias de suplementação com 100 mg Fe++, ferro não-heme com biodisponibilidade a 2 %, promove teoricamente a absorção de 60 mg de ferro. A 5 %, o que é incomum, o valor passa a ser 150 mg. A partir daí cai, dependendo de fatores mencionados anteriormente.

A longo prazo há também uma mudança na absorção de ferro não-heme, devido a um entorpecimento da mucosa e a constantes sensações desagradáveis fruto de distúrbios gástricos (nem todos os efeitos colaterais levam à interrupção do tratamento). Isto se deve ao fato de que, para ser absorvido, o ferro não-heme tem que ser separado de seu elemento de transporte no ambiente ácido do estômago. A absorção é baixa e isso vai deixar íons de ferro livres no intestino. Estes são em si altamente reativos e considerados tóxicos para o organismo.

A suplementação com 18 mg de ferro heme por trinta dias, com uma biodisponibilidade de 20 %, resulta em 108 mg de ferro absorvido. O ferro heme é muito bem tolerado e é conhecido por ter uma taxa de efeitos colaterais assim como placebos. Isso significa uma maior chance de sucesso para a terapia. É por isso que comprimidos de ferro heme, com uma dose de 18 mg de Fe++, podem competir com comprimidos de 100 mg de Fe++ não-heme.

O ferro heme também não irá bloquear a absorção de zinco, como fará o ferro não-heme em doses superiores a 60 mg.

Ferro permite o transporte de oxigênio

Atletas: Estado de ferro ideal é importante

A maioria dos atletas sabe que ferro é um mineral necessário para a formação dos glóbulos vermelhos utilizados no transporte de oxigênio para os músculos e que a insuficiência de ferro causa anemia, caracterizada por fadiga, letargia e falta de energia de um modo geral.

Desta forma, eles sabem ainda que a manutenção do estado de ferro e a verificação dos níveis de glóbulos vermelhos ou hemoglobina (Hb) é vital para o desempenho.

Basicamente, as dificuldades relacionadas a ferro podem assumir duas formas: deficiência de ferro ou anemia. A deficiência de ferro tem duas fases distintas.

  • A primeira fase, depleção de ferro, é caracterizada por níveis de ferritina no sangue inferiores a 12 µg/ml, o que indica que os níveis de ferro foram significativamente reduzidos. A ferritina, uma proteína-chave que se une ao ferro, serve como um importante mecanismo para o armazenamento de ferro no organismo.
  • A segunda fase da deficiência de ferro envolve a eritropoiese com deficiência de ferro, o que basicamente significa que as células vermelhas do sangue recém-criadas contêm ferro em quantidade inferior à normal.

O corpo humano contém aproximadamente de 3 a 5 g de ferro. A perda diária de 1 a 2 mg é substituída pelo ferro contido na dieta (8 mg/dia para homens adultos e 18 mg/dia para mulheres adultas), absorvido no intestino delgado por enterócitos duodenais.

Se o estado de ferro se torna empobrecido (através da ingestão inadequada, má absorção ou perdas de ferro), os níveis de hemoglobina do sangue vão cair, levando a uma redução na capacidade de transporte de oxigênio. O resultado é fadiga, cansaço e falta de ar, mesmo após esforço suave - os sinais clássicos de anemia.

Os efeitos colaterais podem ser fatais para o atleta sério

Anemia no esporte

Atletas em treinamento pesado estão em risco devido à chamada anemia esportiva. Este risco é maior para as mulheres, por causa da perda mensal de sangue no período menstrual. Também é comum que atletas comam e bebam mais "calorias vazias", o que para um corpo jovem em crescimento com aumento de massa muscular e volume de sangue pode ser um problema para o desempenho e resultar em fadiga. No entanto, a hemólise acontece principalmente, em decorrência do impacto do pé no chão (no caso de corredores, por exemplo).

A hemólise é a avaria e destruição das células vermelhas do sangue causadas pelo impacto físico-mecânico dos pés no solo, que acontece quando corremos, por exemplo, e leva à evasão e perda de ferro. No passado, imaginava-se que o velho teste de hemoglobina fosse suficiente para determinar o estado de ferro de um atleta, a faixa 'normal' sendo de 12 a 16 g/dl (gramas por decilitro), e medidas inferiores a 12 g/dl significando anemia ferropriva.

Entretanto, pesquisas mais recentes indicaram que uma pessoa pode estar bastante deficiente em ferro sem ser diagnosticada como anêmica. Isto acontece porque a redução da hemoglobina no sangue é um dos últimos estágios da deficiência de ferro, e uma série de sistemas dependentes de ferro podem sofrer antes que esta fase final seja detectada.

A depleção de ferro é um processo contínuo e, se não for tratada, acabará por resultar em anemia por deficiência de ferro. A anemia por deficiência de ferro é uma condição onde o ferro está tão esgotado que a produção dos glóbulos vermelhos e da hemoglobina é limitada.

Cerca de 30% das mulheres adultas e 40% das adolescentes são deficientes em ferro, enquanto cerca de 6% de ambos os grupos sofrem de verdadeira anemia ferropriva. No entanto, estudos com atletas relatam maior freqüência de problemas com ferro; pesquisas indicam que cerca de 19% dos nadadores e corredores podem estar sendo perturbados por anemia ferropriva, o que pode ter um impacto muito negativo no desempenho.

Problemas relativos a ferro podem ter um grande impacto sobre o desempenho. A anemia, reduzindo a capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue, pode corroer a capacidade aeróbica máxima (V02max), diminuir a resistência e aumentar a fadiga.

Tecnicamente, a anemia está presente se os níveis de hemoglobina caírem para menos de 12 g/dl ou se o hematócrito estiver abaixo de 36%. No entanto, lembre-se que as leituras "normais" para estas duas variáveis ​​podem de fato não serem normais. Uma atleta do sexo feminino com hematócrito de 37 % está na faixa normal, por exemplo, mas se o seu hematócrito normal for 42 %, ela estaria de fato ligeiramente anêmica e sua performance atlética sofreria.

Por que ferro heme?

Igualmente importante para a eficácia é a boa tolerância. Problemas de estômago podem ser trágicos para atletas.

O ferro heme, em contraste com o ferro sintético, é absorvido cerca de quatro vezes mais eficientemente e contém um equilíbrio natural de minúsculos elementos-traço e outros componentes que são essenciais para a produção de glóbulos vermelhos e para as funções gerais do corpo.

A manutenção de um estado de ferro ideal pode ser muito mais importante para os atletas do que se pensava antes, especialmente tendo em vista que até mesmo um déficit leve parece reduzir a capacidade máxima de captação de oxigênio e a eficiência aeróbica, além de reduzir a resposta do corpo ao treinamento aeróbico.

Baixos níveis de ferro

Por que baixos níveis de ferro são tão comuns?

Principalmente porque hoje em dia comemos menos e temos uma dieta mais pobre em carne rica em ferro do que os nossos antepassados.

Hoje temos também um conceito de beleza diferente, valorizando um corpo magro e, assim, consumindo menos alimentos ricos em energia e minerais. As mulheres que menstruam por três dias ou mais quase sempre precisam de suplementação de ferro para compensar a perda de sangue.

Outros grupos de risco são atletas, jovens em crescimento, grávidas e lactantes. Homens adultos raramente sofrem de deficiência de ferro.

O que acontece quando os níveis de ferro estão baixos?

Você pode ficar cansado, ter problemas de concentração, problemas com seu cabelo e unhas e se sentir fraco em geral.

Baixas contagens de ferro também têm um impacto negativo sobre a capacidade de aprendizagem, bem como sobre a capacidade física. Os níveis de ferro das grávidas e das mulheres planejando uma gravidez afetam o peso do feto num tal grau que irá afetar o estado de saúde do recém-nascido por sua vida inteira. Além disso, a absorção de cádmio é elevada, o que pode levar à osteoporose.

Que formas de ferro digerível existem?

O ferro elementar é chamado orgânico ou ferro heme quando está ligado às proteínas hemoglobina ou mioglobina, como no caso das refeições de carne.

Todas as outras formas de ferro são inorgânicas ou não-heme e isso acontece quando a molécula de ferro está quelatada ou ligada a, por exemplo, sais (como em vegetais), amido, citratos ou outros compostos químicos.

Como o ferro fica armazenado no corpo?

Em um exame de sangue, o valor de Hb indica a quantidade de ferro que o corpo tem disponível para transportar oxigênio para as células. O valor de ferritina é usado para medir ferro armazenado. O ferro também é utilizado para o crescimento muscular e em enzimas.

O que afeta a absorção?

Café, chá, leite e pão integral diminuem a absorção de ferro, enquanto a vitamina C, por exemplo no suco de laranja, tem um efeito positivo.

O ferro heme em refeições de carne é absorvido por um mecanismo separado e sua absorção praticamente não sofre influência daquilo que é consumido ao mesmo tempo. Entretanto, considera-se que o cálcio em produtos lácteos geralmente provoque redução da absorção de ferro.

Você pode absorver ferro em excesso?

Sim, se você sofre de hemocromatose, doença rara e hereditária ou se for de repente exposto a grandes doses.

A dose que configura envenenamento é de 20 mg ou mais por cada quilo de peso corporal. O resultado é principalmente náusea, mas pode ser perigoso. Esta é a razão pela qual os suplementos de ferro devem sempre ser mantidos fora do alcance de crianças.

Normalmente o corpo regula automaticamente a absorção de ferro, de modo que o excesso não é absorvido.

Quando se usa ferro heme, apenas o que é necessário é absorvido. O resto permanece inerte no intestino, ao contrário do que acontece quando o ferro é não-heme, que deixa a parte não-absorvida como íons de ferro livres tóxicos e reativos no estômago, provocando efeitos colaterais gastrointestinais. A eficácia do ferro heme é tão boa, que uma dose pequena é tudo o que é necessário para a reposição de ferro.

Entendo que a fonte para o ferro heme é sangue bovino da indústria de alimentos. E quanto à BSE (vulgo doença da vaca louca) e similares?

Não existe mais BSE na UE e o processo de certificação é muito rigoroso. Hoje isso não é um problema, nem mesmo teoricamente

Quão seguro é o ferro heme?

Nunca houve quaisquer efeitos colaterais graves ou intoxicações relatados, mesmo após o uso massivo em Escandinavia desde os anos 1970. Em estudos clínicos, a proporção de efeitos colaterais é em nível de placebo (o mais baixo possível). É pouco provável que ocorra envenenamento com as doses baixas dos comprimidos de ferro heme. Hoje a matéria-prima evoluiu e a adição de ferro não-heme não é mais necessária.

Ouvi que ferro heme pode ser cancerígeno

Não, não pode ser. Esta confusão acontece porque a palavra heme é às vezes usada como uma medida de consumo de carne; como qualquer pessoa pode entender, consumir uma grande quantidade de carne em diferentes formas, além de todos os acompanhamentos, pode causar problemas à saúde. Especialmente as carnes que são preparadas com sais de nitrato, aditivos, especiarias, gordura, sabores, etc são frequentemente prejudiciais para o ser humano e mesmo cancerígenas.

O ferro heme é, por definição, a forma de ferro que é naturalmente ligado à hemoglobina e à mioglobina. É a forma mais importante de ferro na dieta, muito eficiente, não tem efeitos colaterais conhecidos e não é cancerígeno.

O ferro heme natural na série OptiFer® de suplementos tem apenas boas consequências para a saúde, é muito eficaz e é livre de efeitos colaterais nas doses recomendadas.

Agradecimentos

Agradecemos a Leila País de Miranda pela tradução e assistência na revisão do texto.

As imagens são cortesia de FreeDigitalPhotos.net.

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Michael Collan é gerente de marketing graduado em Administração. Sua experiência reside principalmente na comercialização de produtos farmacêuticos. É extrovertido e comunicativo, bom administrador e gerente de projetos e informação, estabelecendo e trabalhando contatos.

Desde a graduação, trabalhou como especialista de produto para a Roche na Finlândia, no âmbito da clínica geral e da reumatologia. Depois, como gerente de produto para a DCG Nordic AB, subsidiária da Biologische Heilmittel Heel GmbH desde 1994. Subsequentemente na Cryoguard Sweden AB, também como Gerente de Marketing. Seu grau acadêmico é de Bacharel em Economia e Administração de Empresas. É também especialista registrado em produtos na área de farmacologia e medicina.

Hoje trabalha em marketing e desenvolvimento de mercado, com responsabilidades na gestão de marketing de produtos e estudos científicos, nos projetos gráficos e elaboração de textos, impressos e em meio digital. Ele pode ser contatado em michael.collan@hotmail.com

Trabalha agora lançando os produtos exclusivos com ferro heme de NutriCare/MediTec. Estudos clínicos estão a caminho.

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