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Prevenção ao suicídio é tema da Semana de Valorização da Vida Senado tem projeto para mobilizar a sociedade em torno do problema

Tatiana Beltrão, da Agência Senado

Publicado em 8/9/2017 e atualizado em 4/4/2019

Aprovado no Senado, tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que institui a Semana Nacional de Valorização da Vida, um evento anual para prevenção ao suicídio. Durante a semana, que já vem sendo realizada independentemente de lei, governos e sociedade deverão promover atividades em todo o país para debater estratégias de conscientização e esclarecer a população sobre questões como os motivos de alguém a tirar a própria vida, quais os possíveis sinais de alerta e onde procurar ajuda.

O projeto (PLS 163/2017) , do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), responde a uma preocupação antiga de entidades médicas. O suicídio é um grave problema de saúde pública. Faz mais vítimas do que a guerra e os homicídios, somados. É a segunda causa de morte de jovens no mundo. Mata mais do que o HIV. E apesar dessa gravidade, ainda é um tabu, cercado de preconceitos e do qual pouco se fala.

Cerca de doze mil pessoas se matam a cada ano no Brasil. E os números estão crescendo. A maioria dessas mortes poderia ser evitada, sustentam profissionais da área. Mas o tabu prejudica a prevenção, impedindo que mais gente em sofrimento procure ajuda. Por isso, é preciso falar sobre suicídio, rompendo o silêncio para informar a população.

— Temos 800 mil casos de suicídio por ano no mundo. Esse problema precisa ser debatido abertamente, não pode ser ignorado — diz Garibaldi, que acredita que a campanha ajudará a reduzir essas mortes no país.

Preocupação mundial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o suicídio como prioridade e ressalta que as mortes, em 90% dos casos, podem ser prevenidas, se quem está em risco receber assistência.

A organização conclamou os países-membros a diminuir a incidência em 10% até 2020. O Brasil é um desses países. Aqui, porém, os números estão aumentando (veja quadro),o que já levou organizações como o Exército a iniciar programas de prevenção.

Entidades médicas criticam a falta de campanhas governamentais de prevenção e a insuficiência da rede pública de atenção psicossocial, que inclui, entre outras estruturas, os centros de atenção psicossocial (os Caps, que hoje são quase 2,5 mil no país). Também condenam a lentidão do governo em tirar do papel as diretrizes nacionais de prevenção ao suicídio, de 2006.

Mais de uma década depois, o governo anunciou em maio o lançamento de um Plano Nacional de Prevenção ao Suicídio. O anúncio foi feito pelo coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro Junior, durante a audiência pública promovida naquele mês pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para instruir o projeto de Garibaldi. O plano teria três eixos principais: fortalecimento do cuidado com pessoas com transtornos mentais, já que a presença desse tipo de transtorno é o principal fator de risco; ações de prevenção; e foco em informação e mídia.

Cordeiro anunciou também uma parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV) para disponibilização de um telefone gratuito de atendimento. O serviço do CVV não é cobrado, mas as ligações para o 141 pagam pulso telefônico. O número gratuito (188) já está funcionando no Rio Grande do Sul. A gratuidade, inclusive para quem liga de celular, resultou em um aumento de ligações para o serviço.

Às vésperas de mais um dia mundial de prevenção, no entanto, o site do ministério não anunciava nenhuma ação governamental no sentido de implementar o plano.

Voluntária do CVV atende chamdas de pessoas em situação de desespero. Eliminação da tarifa telefônica faz aumentar o número de ligações (foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Doenças mentais

Garibaldi decidiu apresentar o projeto após ser procurado por integrantes da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), que expuseram a ele a importância de combater o estigma em torno do suicídio e também da doença mental. Por isso, outro foco da Semana de Valorização da Vida será mobilizar a sociedade contra o preconceito em relação a essas doenças, que estão diretamente relacionadas ao risco de morte autoinfligida.

Coordenadora da Comissão de Estudo e Prevenção ao Suicídio da ABP, a psiquiatra Alexandrina Meleiro explica que, segundo a literatura médica mundial, a grande maioria das pessoas que se suicidaram tinha, ao menos no momento do ato, uma patologia mental, como depressão, e não foi devidamente tratada. Esses casos eram passíveis de prevenção, diz. Para a psiquiatra, é preciso deixar de ter medo de falar sobre o assunto:

— Se conseguirmos vencer o preconceito contra a doença mental, vamos poder identificar e tratar mais pessoas que precisam de ajuda.

A presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília, Maria Dilma Teodoro, ressalta que o desconhecimento da sociedade sobre a depressão e outros transtornos mentais impõe uma dor extra a quem sofre do mal:

— Na depressão, que é uma das patologias com maior prevalência de suicídio, as pessoas acham que você não é forte, que tem que reagir. Não entendem que você não consegue reagir porque tem uma doença que traz alterações cerebrais que fazem com que surjam aqueles sintomas.

Isso faz com que o indivíduo, quanto mais é criticado, mais se recolha e se sinta incapaz, às vezes buscando o suicídio para aliviar o sofrimento, diz ela:

— Por causa desse preconceito, dessa dificuldade de buscar ajuda, estamos perdendo pessoas, e famílias estão sofrendo.

Baleia Azul

Desde abril, um repentino interesse pelo tema tomou conta das conversas na mídia, nas escolas, nas famílias. Um falso jogo virtual, o Baleia Azul — acusado de incentivar a automutilação e o suicídio entre jovens —, e uma série sobre uma garota que se mata, Os 13 Porquês (13 Reasons Why, no original), alarmaram a opinião pública, trazendo à tona um problema que costumava ficar encoberto. No Brasil, o suicídio vem crescendo mais entre os jovens do que em outras faixas etárias. Na população em geral, o número aumentou 10% desde 2002. Entre jovens, cresceu 33%.

Para entidades como a ABP e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que em abril lançaram uma nota pública para esclarecer a população sobre o Baleia Azul, esses acontecimentos foram uma oportunidade para orientar sobre o problema. Na nota, as entidades alertam para o equívoco de simplificar o comportamento suicida, associando-o a uma única causa, e esclarecem sobre a relação com transtornos mentais, lembrando que crianças e adolescentes em sofrimento estão mais vulneráveis a conteúdos desse tipo. A nota também orienta pais, escolas e profissionais de saúde a estarem atentos para identificar condutas de risco.

Mas se serviu para despertar o interesse pelo assunto, por outro lado a reação aos dois eventos mostrou o despreparo de parte da mídia ao lidar com o tema e a incapacidade da população de discernir entre boatos e informações verdadeiras na internet, avaliam especialistas.

No Brasil, o suicídio vem crescendo mais entre os jovens do que em outras faixas etárias

Durante a audiência na CAS, o psicólogo e diretor de Educação da SaferNet Brasil, Rodrigo Najm, afirmou que o desafio Baleia Azul surgiu de uma fake news (notícia falsa) divulgada na Rússia, em 2016, e que se alastrou por causa da cobertura sensacionalista da imprensa. A notícia teria chegado ao Brasil ironicamente no dia 1º de abril, veiculada por uma emissora de TV, e passou a ser disseminada na mídia e na rede, sem que houvesse preocupação em checar as informações.

Investigações feitas pela SaferNet (associação de defesa da cidadania e dos direitos humanos na internet) e outras entidades concluíram que não há um grupo estruturado por trás do desafio, e sim pessoas em vários países que se aproveitaram das falsas notícias para atrair seguidores ao suposto jogo. Com isso, o que era boato tornou-se um risco real, diz Najm.

O psicólogo ressaltou que é importante não demonizar a internet, e sim usar o poder da rede para multiplicar informações corretas e falar de prevenção.

Jovens em risco

Gabriela tinha 13 anos quando tentou se matar pela primeira vez. Ficava triste por não entender o que estava sentindo. Com o tempo, passou a achar que não havia saída. Ela ainda não sabia que sofria de depressão.

— Na época, não tive coragem de falar com meus pais. Não conseguia expressar verbalmente o que estava sentindo. Tive medo.

Em situações de angústia, ela fazia cortes nos braços e nas pernas, como forma de aliviar a dor. Depois de duas tentativas de suicídio, resolveu pedir ajuda e viu que não estava sozinha.

— Cheguei a um ponto em que me deixei ser ajudada. E isso foi crucial para conseguir melhorar — diz, lembrando que “ninguém tem culpa de ter uma doença psicológica, não é algo que a pessoa escolhe ter”.

O relato de Gabriela, hoje com 21 anos, integra a reportagem “Prevenção ao Suicídio — É preciso falar. É possível salvar vidas”, da Rádio Senado, que em abril ganhou o Prêmio de Comunicação da CNBB.

O depoimento expressa a complexidade de perceber condutas de risco em jovens. A psiquiatra Alexandrina Meleiro diz que os pais precisam estar atentos para identificar sinais de depressão ou ideação suicida em uma fase em que as alterações de humor e de comportamento podem ser vistas como “coisa de adolescente”.

Além da depressão, o abuso de drogas (especialmente o álcool), o bullying, o abuso sexual e a agressão física estão entre os fatores que podem levar a condutas de risco.

Mudança brusca de comportamento, isolamento social, abandono de atividades prazerosas e tristeza persistente são alguns dos sinais de alerta. Os pais também devem perceber alterações do sono e apetite, queda no rendimento escolar, lesões sem razão aparente (sugerindo automutilação) e mensagens de desesperança, despedida ou com conteúdo de morte nas mídias sociais. Se algo for observado, é preciso conversar e procurar tratamento, diz ela:

— Os adolescentes sofrem calados muitas vezes, porque têm vergonha de dizer o que estão sentindo. Os pais devem abordar o assunto com carinho, atenção e sobretudo compreensão. Não questione seu filho já com crítica, julgamento, represália. É a compreensão, o estar junto, que fará com que ele possa se abrir e ser cuidado.

Ela cita também a importância de fatores protetivos, como família, amigos ou crença religiosa.

Apoio emocional

Em abril, quando o tema suicídio ganhou a mídia, o posto de atendimento do CVV de Brasília teve um aumento de 150% nos atendimentos. Para o voluntário Marcio Peixoto, isso mostra que, quando o assunto é divulgado de forma correta na mídia, com foco nas formas de prevenção, mais pessoas procuram o serviço.

— As pessoas querem falar, dividir sua angústia, e muitas vezes têm vergonha de se abrir com um familiar ou um amigo. O que fazemos é ouvir de forma empática, verdadeira, e com sigilo. Não temos registro de quem liga. Estamos aqui para dar atenção a quem nos procura, não para julgar.

O CVV oferece apoio emocional voluntário e gratuito por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias (foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Criado em 1962 no Brasil, o CVV é um serviço de utilidade pública que oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio. O centro registra 1 milhão de atendimentos por ano no país e tem 2 mil voluntários treinados.

Em Brasília, 60 voluntários atuam para manter o atendimento 24 horas por dia, todos os dias. Atendem pelo telefone 141 e por chat, e-mail e Skype.

Peixoto diz que, muitas vezes, a tentativa de suicídio é um pedido de ajuda. A pessoa quer se livrar do sofrimento, e não necessariamente tirar a própria vida.

— É importante ouvir as pessoas. Isso é algo que quase não se consegue fazer hoje em dia. É importante que a gente olhe em volta, observe quem está no nosso entorno: pode ser alguém em sofrimento. É preciso estar atento para poder ajudar.

Cercado de tabu, luto marca a vida de familiares

Estima-se que cada suicídio tem um impacto devastador na vida de pelo menos outras seis pessoas. A cineasta Petra Costa foi atingida por essa dor aos 7 anos, quando sua irmã, a atriz Elena Andrade, se suicidou.

— É um luto diferente, tem um tabu em volta. Comecei a tratar a morte dela como um segredo. Eu, uma criança, sentia culpa. Todos sentiam.

Elena tinha 20 anos quando morreu. Estava depressiva, depois de mudar-se para Nova York para trabalhar em cinema e teatro. A morte marcou profundamente a vida de Petra.

Em 2012, a cineasta lançou o documentário Elena, em que mergulha na história da irmã, refazendo seus passos a partir de diários, cartas, depoimentos e filmes caseiros.

A cineasta Petra Costa produziu um documentário sobre a irmã Elena Andrade, que se suicidou aos 20 anos de idade

Petra conta que, quando decidiu filmar, ouvia: “Quem vai querer ver um filme sobre suicídio?”. Muita gente quis: Elena foi premiado em festivais de cinema, como o de Brasília, e gerou um movimento de mobilização social, com debates, até em escolas, sobre suicídio e saúde mental. Mas isso não diminui a perda. “Elena é minha memória inconsolável”, diz ela.

Responsabilidade do Jornalismo é potencial ajuda na prevenção ao suicídio

Uma das preocupações da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto à prevenção do suicídio é a maneira pela qual a imprensa trata o tema, já que notícias podem difundir tanto influências positivas quanto negativas. A recomendação da OMS é que os jornalistas não escondam o tema, mas o tratem da maneira adequada para evitar diversas consequências, como o incentivo ao suicídio e a exposição e o sofrimento das pessoas envolvidas.

Durante muitos anos, o assunto suicídio foi tabu na imprensa brasileira, pelo menos naquela imbuída de maior seriedade. A justificativa era a de que uma notícia de suicídio desencadeava uma onda de atentados contra a própria vida.

Nem sempre esse foi o comportamento da imprensa. Em estudo interpretativo sobre o noticiário acerca do suicídio de mulheres em jornais de Ponta Grossa (PR), Alvaro Daniel Costa e Maura Regina Petruski reproduzem textos inaceitáveis não só para os padrões da Organização Mundial de Saúde, mas de qualquer órgão da imprensa sensacionalista de hoje. Em 26 de outubro de 1954, ano do suicídio do presidente Getúlio Vargas, o Jornal da Manhã publicou matéria sobre a morte de Nair Gomes dos Santos, 25 anos, com o título: “Outro suicídio nesta cidade!!!”. A matéria começava já em sentido fortemente opinativo: “É desolador para nós, termos que noticiar mais um caso de suicídio; infelizmente parece que atingiu a nossa cidade uma epidemia de mortes praticadas pelo suicídio, forma de morrer condenada por todos quantos são tementes a Deus”. E prosseguia com críticas a vítima, além de descrever o fato em detalhes: “Não é, pois, normal que uma pessoa se acovarde diante do sofrimento” (...) “Para conseguir levar a termo seu tresloucado gesto, Nair Gomes dos Santos misturou uma grande quantidade de formicida com água numa lata, tomando tôda (sic). Em seguida, correu do quarto à cozinha, dizendo a sua irmã que chamasse sua mãe; logo após caiu para não mais se levantar”.

No livro Botucatu: imprensa e ferrovia, de Marco Alexandre de Aguiar, o assunto é igualmente abordado. Há, por exemplo, a reprodução de notícias de 1963 com detalhes sobre a morte por suicídio de um ferroviário que sofreu pressão dos colegas por ter trabalhado durante uma greve: “Disparando um tiro no ouvido direito, ontem pela manhã, suicidou-se o Sr. Pedro Barbosa (brasileiro, casado, ferroviário, 52 anos, Rua Galvão Severino, 670, Vila dos Lavradores). A autoridade policial tomou ciência do fato, mas não fez comentários a respeito. Não há motivos oficiais para o gesto extremo do suicida, mas acredita que se relacione com a greve dos ferroviários ontem encerrada.”

A exposição, até cruel, da vítima de suicídio e sua família alternava ou convivia com eufemismos do tipo “tresloucado gesto”. O comportamento da imprensa, aliás, foi objeto de um clássico da Música Popular Brasileira, Notícia de Jornal, de Luís Reis e Haroldo Barbosa, gravado por Chico Buarque, no álbum Chico Buarque e Maria Bethânia, de 1975:

“Tentou contra a existência / Num humilde barracão / Joana de tal, por causa de um tal João. / Depois de medicada / Retirou-se pro seu lar / Aí a notícia carece de exatidão / O lar não mais existe / Ninguém volta ao que acabou / Joana é mais uma mulata triste que errou / Errou na dose / Errou no amor / Joana errou de João / Ninguém notou / Ninguém morou na dor que era o seu mal / A dor da gente não sai no jornal”

A OMS sugere que não se omita a informação em casos de suicídio, mas de modo geral chama a atenção para populações vulneráveis que podem sofrer impactos com o trabalho realizados pela comunicação. A cobertura discreta, responsável, precisa e sem exageros é apontada como a ideal para esses casos.

O dilema entre se noticiar um caso de suicídio ou mantê-lo em segredo não é recente. Há pesquisadores que afirmam que, desde 1774, existem evidências suficientes para sugerir que algumas formas de noticiários e coberturas de suicídio associam-se a um excesso de suicídios estatisticamente significativos. A mídia, ao proporcionar informação, influencia comportamentos e pode ocupar papel ativo na prevenção ao suicídio.

A exatidão e precisão de dados e estatísticas podem ser aliados dos jornalistas ao tratar do assunto. Fontes confiáveis legitimam a informação, evitando a disseminação de interpretações equivocadas de números que podem impactar a população.

A atribuição de culpa e a tentativa de justificar o ato podem contribuir para o entendimento equivocado de “um lado solucionador” do suicídio. A exposição de indivíduos em situação de vulnerabilidade a notícias com esse tipo de cobertura gera riscos e reafirma o caráter de responsabilidade da mídia sobre a informação.

Romantizar, enaltecer, glorificar e mostrar o suicídio como típico são alguns dos principais erros cometidos pelos noticiários. Segundo a Organização Mundial da Saúde, naturalizar o suicídio ajuda a perpetuar a desinformação sobre um problema de saúde pública. O uso de fotografias, cenas, detalhamento de métodos e outras informações que não somam conteúdo devem ser descartados. O cuidado garante que não haja uma publicidade da forma de consecução do ato.

Segundo a OMS, a espetacularização do caso confronta o direito à intimidade, à privacidade e a imagem do cidadão e dos familiares. Já o alerta sobre fatores relacionados à saúde mental que levam ao suicídio e serviços de ajuda e tratamento são contribuições que, para a Organização Mundial da Saúde, adequam-se à boa divulgação. Noticiar acerca do suicídio de uma forma apropriada, cuidadosa e potencialmente responsável é útil e pode prevenir perdas de vida. Mas nem sempre é o que ocorre atualmente. Em face de uma cultura mais liberal sobre o tema, muitos veículos têm exposto vítimas e familiares, ainda que mesclando material informativo sobre prevenção.

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