Gestão Compartilhada: Planejamento e Cooperação Prof. Esp. Adm. Laércio de Sousa Junior

LIDERANÇA TRANSFORMADORA

O Novo Perfil do Gestor do HUUFMA

Módulo 2: Gestão de Pessoas: Liderando e Desenvolvendo Equipes de Alta Performance

Aula 4. Gestão Compartilhada: Planejamento e Cooperação (04h) – Presencial; Data/horário: 23/11/2016 (8h-12h).

Perfil Profissional:

Consultor independente: marketing, inovação, design para negócios. Professor Especialista Administração (Faculdades CEST, Estácio, Maurício de Nassau). Professor Executivo FGV ISAN. Sócio-Diretor na Laércio Sousa Consulting (Empresa Individual).

FORMAÇÃO: Pós-graduado Marketing (ESPM). Especialista Gestão Empresarial (Dom Cabral). Bacharel Administração (Universidade Ceuma). Tecnólogo Processamento de Dados (UFPA). Executive Education: Marketing (Columbia University). Project Management (Caltech). Industrial Marketing, Finance & Accountant (Wharton University). International Retail (Youngstown University).

Atuação nos setores Comunicação, Mineração, Logística, Papel & Celulose: Coordenador de Relações com Mercado Sistema FIEMA (Federação das Indústrias do Maranhão). Diretor de Marketing Sistema Mirante (Afiliada Rede Globo). Diretor TV Guará (Afiliada Record News). Analista Comercial e Analista de Sistemas (Vale). Pesquisador FAPEMA.

Objetivos

• Compreender o significado de gestão compartilhada

• Compreender o planejamento organizacional como aliado da gestão

• Compreender a importância da cooperação e do trabalho em rede

• Caracterizar as redes de organizações e sua competitividade

• Conhecer as melhores práticas de gestão compartilhada

VISÃO GERAL

1. conceitos essenciais

gestão compartilhada?

gestão realizada em conjunto por vários entes que se reúnem para gerir projetos ou processos visando um objetivo comum.

O diferencial desta estratégia é aliar qualidades indispensáveis para que os resultados sejam alcançados em curto prazo, ou seja, "know how" e experiência.

NA PRÁTICA: CELESC

A gestão compartilhada é implementada por meio de Comitês, no nível estratégico, e Grupos de Trabalho - GT e Comissões de Gestão e Resultados CGR, nos níveis tático e operacional.

A responsabilidade pela metodologia é do Comitê Gestor, integrado por 12 membros: representantes da Diretoria, do Conselho de Administração, da Associação dos Profissionais da Celesc, das Agências Regionais, dos empregados e do Sindicato.

Aos GT cabe a implementação de projetos e planos específicos ou desdobramentos dos objetivos.

As CGR são formadas nas Agências Regionais e nos Departamentos por chefes e representantes dos trabalhadores, que são escolhidos em eleições diretas, democráticas e abertas a todos os empregados.

Os papéis mais importantes das Comissões de Gestão e Resultados são o planejamento, a negociação do contrato de resultados e o gerenciamento do desempenho para o atingimento das metas. A seguir, mostra-se a estrutura do modelo.

A Gestão Compartilhada é um modelo pelo qual cada parceiro mantêm sua identidade institucional e programática dirigindo pessoas, esforços e recursos para fins comuns e integrados, evitando ações isoladas, paralelismo e sobreposições.

planejamento aliado da gestão de resultados

foco: atingir resultados

alcançar resultados por meio de objetivos, metas e solução de problemas

planejar é traçar o objetivo que se pretende atingir, as atividades para seguir o caminho, as tarefas a serem cumpridas e os métodos e prazos para execução das tarefas, além de manter o controle sobre o andamento e a avaliação do que se planejou X a execução, e com os resultados obtidos, para uma eventual correção de rumo.

a melhor parte do planejamento é a execução!

cooperação

ação conjunta para uma finalidade, objetivo em comum. Cooperação é uma relação baseada entre indivíduos ou organizações, utilizando métodos mais ou menos consensuais. A cooperação opõe-se, de certa forma, à colaboração e mesmo a competição.

Redes de empresas e competitividade

engloba o conjunto de atividades levadas a cabo por um conjunto de atores, onde determinados recursos e competências são partilhados, com vista à otimização dos resultados e com retorno para todos os intervenientes

As redes de cooperação funcionam como um importante veículo para a difusão de inovação, uma vez que os atores envolvidos têm acesso a um conjunto mais alargado de informação e conhecimento.

DINÂMICA

espaguete de ideias

quanto mais ideias criarmos, maior a possibilidade de surgir uma boa

5 grupos, 4 rodadas, 5 minutos cada

foco: gerar ideias

escolha um tópico da lista e gere o máximo de ideias sobre ele, dentro do tempo de 5 minutos

O QUE APRENDEMOS?

2. Planejamento organizacional como aliado da gestão estratégica

quais as dimensões do planejamento?

quanto ao assunto: finanças, RH, pesquisa, marketing etc...

quanto aos elementos: propósitos, políticos, objetivos, programas, orçamentos, normas etc...

quanto ao tempo: curto, médio ou longo prazos

quanto às unidades organizacionais: subsidiárias, filiais, sucursais, matriz, grupos, divisões, etc...

quanto às características: complexidade ou simplicidade, quantidade ou qualidade, estratégico ou tático, confidencial ou público, etc..

princípios gerais do planejamento

da contribuição dos objetivos

da precedência do planejamento: vem antes da organização, direção e controle...

maior penetração e abrangência

da maior eficiência, eficácia e efetividade

princípios específicos do planejamento

é participativo

é coordenado

é integrado

é permanente

3. ferramentas para gestão de resultados

modelo canvas de negócios

é como uma organização cria, entrega e captura valor

dinâmica: canvas

SEGMENTO DE CLIENTE

quem atende todo mundo não atende ninguém

PROPOSTA DE VALOR

benefícios que o seu produto / serviço oferece

o que ele se diferencia de seus concorrentes

o valor que entregamos aos clientes

CANAIS

Todos os meios que ligam a organização ao cliente

canais de comunicação

canais de vendas

canais de distribuição

quais as formas em que os clientes conhecem nosso serviço, analisam, realizam a compra e o recebem...

como se atingir melhor cada segmento de cliente?

RELACIONAMENTO

a forma como que a organização interage com seus clientes.

o que a organização faz para mantê-lo como cliente?

FONTES DE RECEITA

as formas de receitas que a organização recebe

as fontes de receitas devem legar em conta as formas de pagamento

RECURSOS- CHAVE

O que realmente é fundamental para a organização funcionar

quais são os ativos mais importantes para a organização funcionar e entregar a proposta de valor? equipes, máquinas, instrumentos?

ATIVIDADES - CHAVE

atividades essenciais para a organização?

numa padaria: a produção e a venda do pão...etc

PARCERIAS - CHAVE

quem são nossos fornecedores importantes?

com quem cooperamos? nossas alianças?

quem faz parte de nossa rede de gestão compartilhada?

ESTRUTURA DE CUSTOS

custos fixos e variáveis relevantes?

o canvas ajuda a ver o panorama da organização e a traçar as estratégias de sucesso

outras ferramentas complementam a construção de análise do ambiente de negócios e avaliação do modelo de negócio com vistas a se construir estratégias de inovação que criem valor ou reduzam os custos

4. Importância da cooperação e do trabalho em rede

redes de organização e cadeias produtivas

as redes de empresas são uma forma eficiente de organização da produção

permitem reunir uma variedade maior de competências do que a empresa isolada

favorece a obtenção de EXTERNALIDADES POSITIVAS por meio do aumento de economias de escala e de escopo, ampliação de mercados, aceleração do processo de inovação e intercâmbio de competências tecnológicas

por que as organizações induzem estratégias de maior cooperação?

devido à maior complexidade tecnológica dos produtos e serviços

globalização de mercados

à maior facilidade de comunicação proporcionada pelas TICs

à formação de sistema produtivos articulados por meio de redes dinâmicas e flexíveis

e os conflitos resultantes do modelo de gestão em rede ou compartilhados?

quais os objetivos das redes horizontais ou não hierarquizadas?

objetivos mercadológicos: compartilhamento de canais, pesquisas de mercado, campanhas publicitárias cocriadas, identidade regional ou nacional

objetivos operacionais: melhoria de qualidade, redução de custos, trocas de experiências, estabelecimentos de rotinas técnicas e adm comuns e compartilhamentos de recursos logísticos para armazenagem, transporte e distrbuição

objetivos tecnológicos: compartilhamento de infra tecn para testes, ensaios, cetificações e solucionar problemas técnicos, capacitação de RH, aprendizado, P&D, padrões e rotas tecnológicas comuns

objetivos político-institucionais: representação coletiva, colaboração em projetos de desenvolvimento econômico, social e ambiental, defesa de interesses, etc

qual o espaço de INOVAÇÃO no setor público?

como as mudanças na organização do trabalho impactam nas qualificações profissionais?

áreas de conhecimento de maior demanda: conhecimento do processo produtivo global, novas técnicas de gestão da produção, estatística, conhecimentos gerais e informática.

conhecimentos genéricos mais demandados do que específicos

perfil de solucionador de problemas

autonomia de trabalhadores, delegação e decisões sem a necessidade de recorrer a chefias e gerências.

dinâmica: como podemos...?

qual o seu problema?

5 grupos, 6 rodadas, tempo total 20 minutos, foco planejamento

sugestão: como podemos resolver a falta de recursos humanos?

5. Práticas de gestão compartilhada

A ideia de gestão compartilhada surge a partir das dificuldades enfrentadas pelas empresas para gerir o negócio de maneira efetiva sem perder o foco no seu core business. É unir inteligência e melhores práticas para atuar com excelência em outras áreas como estratégia, governança, finanças, recursos humanos, tecnologia, logística e marketing.

O trabalho em conjunto com profissionais diversificados costuma ser uma das melhores maneiras de prever e prover soluções para problemas pontuais ou complexos, otimizar riscos e investimentos e contribuir efetivamente para a consolidação de conhecimento e desenvolvimento da equipe.

O que estimula ainda mais sua adoção tem sido, principalmente, ao fato que demoraria muito tempo para se obter o conhecimento em detalhe de todas as áreas de negócio e ainda acompanhar as mudanças do mercado para que o empreendedor tome decisões mais assertivas.

Outro aspecto favorável da gestão compartilhada é que ela não necessita ser permanente. A gestão pode ser por um prazo determinado até que a empresa se torne mais competitiva no mercado de atuação ou mais saudável financeiramente, por exemplo, isto é, dependerá do foco estratégico.

a cada objetivo alcançado, aumenta a confiança dos participantes, tornando a cooperação mais estimulante para atingimento de metas e resultados. É uma maneira de obter o engajamento explorando o que cada um faz de melhor.

todos devem respeitar e confiar no conhecimento e experiência específica vivenciada por cada um dos envolvidos. A ideia é que todos aprendam e saiam mais amadurecidos e com novas ideias para que o negócio tenha ainda mais sucesso.

TENDÊNCIAS: MAIS GENTE FAZENDO MAIS POR MAIS GENTE. CROWD2CROWD

DINÂMICA: TROCANDO OS PAPÉIS (usando os sapatos dos outros)

precisamos sair do que conhecemos para fazer o cérebro pensar em novas direções para resolver um problema de forma criativa

5 grupos, 3 rodadas, 5 minutos cada rodada, total 15 minutos

foco: diversidade para a gestão compartilhada e para a cooperação

o que aprendemos?

resumindo

• Compreender o significado de gestão compartilhada

• Compreender o planejamento organizacional como aliado da gestão

• Compreender a importância da cooperação e do trabalho em rede

• Caracterizar as redes de organizações e sua competitividade

• Conhecer as melhores práticas de gestão compartilhada

muito agradecido e até a próxima!

Referências Bibliográficas Principais:

  1. Tabosa, Filho, Mário. Ferramentas para gestão de resultados. Brasília: Senac-DF, 2013.
  2. Tigre, Paulo Bastos. Gestão da Inovação: a economia da tecnologia no Brasil. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2014.
  3. Osterwalder, Alexander. Business Model Generation - Inovação em Modelos de Negócios: um manual para visionários, inovadores e revolucionários. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2011.
  4. Stewart, Dave. O playground dos negócios: onde a criatividade e comércio se encontram. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2013.

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(98) 99146-1772

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