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Conheça o Plano de Agricultura Sustentável da Syngenta

Reportagem e fotos: Paulo Palma Beraldo/De Olho no Campo

06/11/2017 - O De Olho no Campo inicia hoje uma série de entrevistas com dirigentes de multinacionais de agroquímicos com forte atuação no Brasil para entender quais são as ações de sustentabilidade realizadas por essas companhias.

O objetivo é esclarecer como as empresas que produzem os insumos básicos para a agricultura estão se adequando à realidade de um planeta que precisa produzir cada vez mais alimentos com menos recursos.

Editor do De Olho no Campo representou o Brasil em congresso mundial para combater a fome

Essa equação fica ainda mais complexa quando são analisados os dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU): o planeta tem hoje sete bilhões de pessoas e, até 2050, ganhará mais três bilhões. No entanto, diariamente 815 milhões passam fome.

Fachada de edifício corporativo da Syngenta. Foto cedida pela companhia.

Como levar mais tecnologia para pequenos agricultores aumentarem sua produção e lucratividade? Como incentivar os jovens a encontrarem oportunidades de carreira na agricultura, no campo ou nas cidades? Como produzir com mais eficiência, reduzindo as perdas no campo? Como baixar os desperdícios na comercialização e no consumo?

Para responder algumas dessas perguntas, o De Olho no Campo começa essa série de entrevistas com Déborah Oliveira, coordenadora de Produtividade Sustentável da Syngenta no País. Ela conta que a companhia tem um plano global de sustentabilidade (The Good Growth Plan, em inglês) que busca aumentar a eficiência das culturas no campo, recuperar terras degradadas, promover maior biodiversidade, capacitar pequenos agricultores, treinar trabalhadores rurais e promover condições justas de trabalho. Segundo ela, todas essas metas são auditadas por empresas independentes.

"O Brasil evoluiu muito bem e foi o principal País a entregar as metas do plano", explica Déborah. Um dos projetos dentro deste plano é o Soja + Verde, realizado em parceria com a ONG The Nature Conservancy desde 2010. Implementado em nove cidades do Mato Grosso, ele ajudou produtores a restaurarem 20,4 mil hectares de vegetação e auxiliou oito mil propriedades rurais a se adequarem ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), mapeando milhões de hectares na região.

Aumentar a produtividade das culturas é um dos objetivos do Plano de Agricultura Sustentável. Foto: Paulo Palma Beraldo/De Olho no Campo

Em 2016, projetos e parcerias da Syngenta preservaram os solos e melhoraram a biodiversidade em um total de 9,2 milhões de hectares de terra em 34 países. "No Brasil, 637 mil hectares de solo foram preservados e mais de 3,5 milhões de hectares tiveram sua biodiversidade ampliada",diz.

"Se não houver sustentabilidade, não vai ter mais agricultura", Déborah Oliveira, da Syngenta

Em parceria com entidades como o Instituto Emater, o Iapar, a Embrapa e o IAC, a Syngenta mantém o Projeto Centro-Sul de Feijão e Milho, que trabalha para levar novas tecnologias aos pequenos produtores no Paraná. Os resultados da safra 2015/16 indicam que agricultores de 41 cidades tiveram produtividade de 2,6 toneladas de feijão por hectare e de 9 toneladas de milho/ha - ambas bem superiores às médias estaduais.

Segundo Rubens Niederheitmann, presidente do Emater-PR, mais de 11 mil agricultores foram beneficiados pelo projeto, existente há 27 anos. Os treinamentos englobam técnicas de plantio, uso de defensivos, colheita, manejo, conservação ambiental e recuperação do solo.

"O envolvimento com a pesquisa e a iniciativa privada trouxe ganhos muito expressivos. Os agricultores e técnicos envolvidos têm contato com o que há de mais atual em tecnologia para as culturas de milho e feijão", Rubens Niederheitmann, presidente do Emater-PR
Projeto Centro-Sul de Feijão e Milho existe há 27 anos e já auxiliou mais de 11 mil agricultores. Foto: Paulo Palma Beraldo/De Olho no Campo

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