Design Thinking: design e inovação Autor Conteudista: Darwin Mota

Módulo 1

Mas só os Designers pensam assim?

Fonte: http://sites.pr.sebrae.com.br/blogs/2014/05/21/mas-so-os-designers-pensam-assim/

Temos ouvido ou lido muito o termo “Design Thinking” embora pareça mais um daqueles neologismos que vem e vão, como moda, é preciso dar o devido destaque ao tema. O nome “design” no cotidiano está muito associado ao visual, estética dos produtos, entretanto, fundamentalmente o design no amplo sentido da disciplina tem a ver com promover o bem-estar na vida das pessoas. No entanto, o designer é um profissional que trabalha com um olhar clínico sobre as coisas, tem percepções e age sobre elas de maneira a conduzir a inovação, isso chamou a atenção de gestores, abrindo novos caminhos para a inovação empresarial.

Os problemas que afetam o bem-estar na vida das pessoas, principalmente nos aspectos do trabalho, lazer, relacionamentos, cultura são de natureza diversa, com isso o campo é vasto para o designer, ele investe esforços no mapeamento refinado para identificar os reais problemas, o faz abordando-os sob diversas perspectivas. Esse profissional do design, numa visão mais completa, enxergue nas experiências emocional, cognitiva e estética o problema que impede o sucesso pessoal com essas experiências e tudo isso faz com que sua tarefa seja identificar problemas e gerar soluções inovadoras.

Todavia o designer não consegue identificar causas, consequências das dificuldades e problemas sozinhos, e para gerar as respostas mais assertivas, prioriza o trabalho colaborativo entre equipes multidisciplinares, trabalha em um processo de interações e aprendizados constantes. Isso faz com que esteja sempre experimentando novos caminhos e se propondo a novas alternativas: o erro gera aprendizado, já falei isso em outro post (Novas ideias, velhos medos!), e o aprendizado com os erros ajudam a traçar direções em busca de oportunidades para a inovação. Em suma, o Design Thinking, o nome já diz tudo, se refere à forma como o designer faz suas interferências para obter inferências a partir do pensar e utilizar o raciocínio, pouco convencional no meio empresarial, para usar o pensamento abdutivo, ou seja, não achar a resposta exata, mas, sim de encontrar muitas probabilidades.

“Não se pode solucionar problemas com o mesmo tipo de pensamento que os criou: abduzir e desafiar as normas empresariais é a base do design Thinking. É pensando de maneira abdutiva que o designer constantemente desafia seus padrões, fazendo e desfazendo conjecturas, e transformando-as em oportunidades para a inovação. É essa habilidade, de se desvencilhar do pensamento lógico cartesiano, que faz com que o designer se mantenha ‘fora da caixa’”. (Fonte: Livro Design Thinking – Inovação em Negócios)

Embora pareça uma tarefa difícil pensar como os designers pensam, praticamente não existe nenhum truque, a proeza está em manter o pensamento ativo e criativo na sua área ou mercado de atuação ou profissão, conhecer e identificar os problemas que interferem deliberadamente na exploração de novas oportunidades, manter o pensamento firme e equilibrado na busca pela solução é outro ponto crítico de sucesso. O pensamento é a primeira etapa, depois visualize o que pensou e transforme-o em respostas, revista-se de uma boa dose de criatividade, permita a evolução do pensamento original numa nova solução inovadora, teste-a, coloque-a em prática… Para tudo isso não necessita nenhum talento excepcional, basta inspiração e transpiração somada ao atributo de mobilizar as pessoas. Não há nada mais atraente do que a motivação para inovação.

Módulo 2

MODELO CANVAS

O Business Model Canvas (BMC) teve origem na tese de doutorado de Alexander Osterwalder, defendido na Universidade de Lausanne, na Suíça, em 2004. Posteriormente, em 2009, com a ajuda de Yves Pigneur e de mais de 450 colaboradores ao redor do mundo, Osterwalder publicou o livro “Business Model Generation”. Nele, o autor apresenta o resultado de sua tese de forma visual, como uma ferramenta para que empreendedores e executivos consigam discutir e visualizar como o negócio seria executado de forma sistêmica e integrada. O livro se tornou um sucesso instantâneo e várias edições se esgotaram rapidamente. A ferramenta BMC tornou-se muito popular entre os empreendedores, principalmente, os de Internet/web.

Segundo o Portal Sebrae (http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Quadro-de-modelo-de-neg%C3%B3cios:-para-criar,-recriar-e-inovar), o Canvas, também chamado de Quadro de Modelo de Negócios, ao fornecer uma visão holística e flexível do modelo de negócios auxilia os empreendedores nos processos de criação, diferenciação e inovação, aprimorando seu modelo de negócios para conquistar mais clientes e lucros.

Quatro etapas básicas compõem este modelo: o que, quem, como e quanto. As quatro são divididas entre nove blocos (ou funções) que devem ser preenchidos com adesivos autocolantes para facilitar o acréscimo, remoção e realocação das ideias.

É importante ressaltar que o Modelo de Negócios não é sinônimo de Plano de Negócios: a análise e reflexão sobre o Modelo possibilitam a elaboração de um Plano bem estruturado e com maior potencial de sucesso. Mudanças no Modelo de Negócios implicam automaticamente em atualizações no Plano de Negócios.

Com a ajuda do Quadro, o empreendedor cria seu Modelo de Negócios com quatro conceitos que fazem muita diferença:

• Pensamento visual

• Visão sistêmica

• Cocriação

• Simplicidade e aplicabilidade

Created By
Maria Beatriz Cruz
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