Reflexos do Avanço Tecnológico e Industrial populações e sociedades paulistana e londrina pós industrialização. Comparações com o filme "Oliver Twist"

CIDADE DE LONDRES ATRAVÉS DOS SÉCULOS XVII, XVIII E XIX.

FIGURA 1: Mapa de Londres em 1665, feito por Wenceslaw Hollar. A ilustração foi feita no período antecessor à Revolução Gloriosa, que acarretou a Primeira Revolução Industrial.

disponível em:http://paleonerd.com.br/2015/09/18/a-vida-em-londres-no-seculo-xvii/

FIGURA 2: Mapa de Londres do ano de 1720. Percebe-se, em comparação ao século anterior, o aumento de vielas e ruas na cidade, quem durante esse período tinha sua população de cerca de 700.000 habitantes, pois apesar da baixa taxa de fertilidade, havia uma alta taxa de imigração, o que explica o alto número de habitantes.

dados:http://www.vamosparalondres.com.br/historia.html

disponivel em:http://paleonerd.com.br/2015/09/18/a-vida-em-londres-no-seculo-xvii/

FIGURA 3: Mapa de Londres de um inquérito real feita nos anos 1824, 1825 e 1826. As seções centrais de Londres apresentam-se mais densas e a cidade aumenta seu tamanho. No século XIX, Londres era considerada a maior cidade do mundo.

dados:http://www.vamosparalondres.com.br/historia.html

disponível em:http://urbanidadeslondres.blogspot.com.br/2012/03/mapas-de-londres-ok.html

CRESCIMENTO POPULACIONAL DE LONDRES ATÉ O SÉCULO XIX

A Revolução Industrial resultou em obras de urbanização, o que fez eregir e nascer novas grandes cidades, pois à medida em que novas oportunidades de emprego nos centros urbanos ascendiam, aumentava-se também o contingente de migrantes provenientes do campo, instalando- se em áreas urbanas. Londres, desde o início do séc.XIX se fez uma megalópole. A população triplicou e a cidade não planejada, fez com que se acumulasse um grande número de obras públicas de 1850. A instabilidade do mercado aumentava e com isso a extrema exploração do trabalhador que exigia que esse vivesse próximo de seu local de trabalho. Nessas áreas, a superpopulação convivia com as péssimas condições de higiene das casas e com más condições de moradia, tidas como constantes dos bairros operários londrinos.

GRÁFICO 1: Demonstra a população londrina durante os século XIX, XX e XXI, dando enfoque às áreas das cidades que ocorrem os maiores e menores números de habitantes (centro e áreas afastadas). DISPONÍVEL EM:http://pootlingaround.com/2013/05/historic-population-trends/

GRÁFICO 2: Demonstra a população de Londres entre os anos de 1890 e 2010, mostrando que o número oscilou e diminuiu atuamente em relação a 1940 com quase 9 milhões de habitantes e 2010 com quase 8 milhões, confirmando as informações do GRÁFICO 1. DISPONÍVEL EM: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/08/Population_greater-london_graph.gif

MAPAS DE SÃO PAULO NOS SÉCULOS XIX E XX

FIGURA 1: MAPA DE SÃO PAULO NO ANO DE 1810 (1)

O mapa acima mostra como era a cidade de São Paulo em 1810, eram divididos de uma maneira mais organizada com diversas Igrejas, marcada por uma região tomada pela religião.

Fonte: Secretaria de Estado de Economia e Planejamento, Instituto Geográfico e Cartográfico - IGC. Acervo - Tombo: 1584.

FIGURA 2: MAPA DE SÃO PAULO NO ANO DE 1872 (1)

O mapa acima mostra como era uma parte de São Paulo em 1872, as áreas urbanizadas não passavam de dois bairros. A República e a Sé eram onde havia urbanização, ainda uma parte do Bom Retiro, Brás e Santa Cecília.

Fonte: Secretaria de Estado de Economia e Planejamento, Instituto Geográfico e Cartográfico - IGC. Acervo - Tombo: 1584.

FIGURA 3: MAPA DE SÃO PAULO NO ANO DE 1905 (1)

O mapa acima mostra que a cidade já estava bem mais dividida que os mapas anteriores, haviam mais casas e mais divisões de ruas, mostrando que a urbanização já estava bem mais presente. Havia muito mais locais de residência, abrangendo uma maior parcela de pessoas.

Fonte: Secretaria de Estado de Economia e Planejamento. Instituto Geográfico e Cartográfico - IGC. Acervo - Tombo: 1355, 1176 e 1356.

FIGURA 4: MAPA DE SÃO PAULO NO ANO DE 1924 (1)

O mapa acima não é tão diferente do mapa anterior, os bairros aumentaram significativamente de quantidade e as divisões mais acentuadas.

Fonte: Secretaria de Estado de Economia e Planejamento. Instituto Geográfico e Cartográfico - IGC. Acervo - Tombo: 1162.

FIGURA 5: MAPA DE SÃO PAULO NO ANO DE 1943 (1)

No mapa acima fica clara a diferença entre os anteriores, nele há uma enorme quantidade de locais e residencias, com divisões muito grandes entre os locais, mais ruas, mais bairros e portanto maior a população na cidade, já que havia bem mais locais para receber uma grande quantidade de pessoas.

Fonte: Secretaria de Estado de Economia e Planejamento. Instituto Geográfico e Cartográfico - IGC. Acervo - Tombo: 1153.

FIGURA 6: MAPA DE SÃO PAULO NO ANO DE 1964 (1)

O mapa acima é uma visão diferenciada de São Paulo em relação aos anteriores, a cidade já está bem mais organizada e com divisões acentuadas de bairros. Além disso, é notada a nova forma de visualizar as regiões pelo jeito que é apresentado neste mapa.

Fonte: Secretaria de Estado de Economia e Planejamento. Instituto Geográfico e Cartográfico - IGC. Acervo - Tombo: 1044.

FIGURA 7: MAPA DE SÃO PAULO NO ANOS DE 1963/1974 (1)

O mapa acima representa o mesmo período que o da figura 7, porém ele mostra a urbanização, distritos, parques etc.

Fonte: Secretaria de Estado de Economia e Planejamento. Instituto Geográfico e Cartográfico - IGC. Acervo - Tombo: 1044.

(1) Disponível em: http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/

CRESCIMENTO POPULACIONAL DE SÃO PAULO ATÉ O SÉCULO XX

GRÁFICO 1 - POPULAÇÃO RURAL E URBANA ENTRE 1940 E 2000

O gráfico analisa a população total entre os anos de 1940 e 2000, comparando-a entre rural e urbana. É notado que na população urbana o número aumentou de 40 milhões (1940) para cerca de 170 milhões (2000). Em relação à população rural, a mesma diminuiu em relação de 1940, com aproximadamente 25 milhões de pessoas, a 2000, para 20 milhões. Portanto, pode-se concluir que, ocorreu um provável êxodo rural em que muitas pessoas foram para as áreas urbanas em busca de melhores condições de vida e isto, aliado a um crescimento demográfico, gerou estão este aumento populacional.

Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142006000200017

GRÁFICO 2 - EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO PAÍS

O Gráfico 2 analisa a evolução da população brasileira desde metade do século XIX (1872) até 2010. O número de residentes aumentou cerca de 100 milhões de pessoas neste intervalo, foi de 9,9 para 190,755 milhões.

Disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=&url=http%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fbrasil%2Fnoticia%2F2011%2F04%2Fibge-atualiza-dados-do-censo-e-diz-que-brasil-tem-190755799-habitantes.html&psig=AFQjCNHhNNGyueUD9xEHrW_WSlu1ELPprQ&ust=1490916237434251

REFLEXÃO FINAL

O trabalho manual substituído pela máquina fez com que o capitalismo se tornasse o sistema econômico dominante, no qual o liberalismo, a acumulação de capital e o desenvolvimento tecnológico, foram fatores fundamentais para que ele se consolidasse. Assim, trouxe mudanças drásticas sob o ponto de vista populacional, voltados para o processo de produção industrial. A Revolução Industrial resultou em obras de urbanização, o que fez eregir e nascer novas grandes cidades, pois à medida em que novas oportunidades de emprego nos centros urbanos ascendiam, aumentava-se também o contingente de migrantes provenientes do campo, instalando- se em áreas urbanas.

Londres, desde o início do século XIX se fez uma megalópole. A população triplicou e a cidade não planejada, fez com que se acumulasse um grande número de obras públicas de 1850. A instabilidade do mercado aumentava e com isso a extrema exploração do trabalhador que exigia que esse vivesse próximo de seu local de trabalho. Nessas áreas, a superpopulação convivia com as péssimas condições de higiene das casas e com más condições de moradia, tidas como constantes dos bairros operários londrinos.

Estima- se que no século XIX, São Paulo deixou para trás sua condição de vila afastada dos principais centros econômicos do país e passou a assumir importância crescente como entreposto comercial e ponto de entroncamento das rotas pelas quais era exportada a produção cafeeira. São Paulo passou a atrair um volume expressivo de trabalhadores e a fixar uma parcela significativa do fluxo de imigrantes europeus para substituir a mão-de-obra escrava na lavoura cafeeira. Este fluxo imigratório perdurou nas duas primeiras décadas do século XX, o que manteve a cidade em elevado ritmo de crescimento demográfico. Durante este período, criaram-se as bases para o desenvolvimento industrial de São Paulo, com a transferência de capitais gerados na atividade agrária para as incipientes indústrias locais. São Paulo, maior cidade do Brasil desde a década de 60, é hoje o mais poderoso pólo de atividades terciárias do país e sua população se aproxima da cifra dos 11 milhões de habitantes.

A multidão passa a ser considerada tanto como causa do progresso, como também causa da degradação do ser humano, pois as ruelas e casas miseráveis se cruzavam com as largas ruas compostas de casarões, misturando opulência com a pobreza. FONTES: https://www.pinterest.com/FrancisLukban/19th-century-london/ ; http://www.historyisnowmagazine.com/blog/2014/4/5/body-snatchers-and-dickens-london-shocking-tales-of-crime-in-19th-century-britain#.WN2yTDyEqEc ; http://forums.canadiancontent.net/history/77557-horrors-london-slum-st-giless.html

COMPARAÇÃO COM O FILME OLIVER TWIST

No filme, fica clara a crítica à sociedade inglesa do século XIX, sobretudo, às distorções resultantes de um desenvolvimento excludente, como a pobreza extrema, as más condições de vida e de trabalho e a estratificação de classe.

Na obra pode se abrir uma discussão, comparando inclusive com a atual situação, sobre o trabalho infantil e a marginalidade, causa da industrialização em massa, que deixaram muitos na miséria, levando a pessoas ao desespero, ao crime e a prostituição. Além dessas questões, o filme pode servir como forma lúdica para exemplificar a Revolução Industrial e suas causas, a questão da marginalidade infantil, as falhas do sistema capitalista, além é claro, fazer uma analogia dessa situação com a realidade brasileira dos nossos tempos.

A obra demonstra uma a desigualdade social gerada pela Revolução Industrial e as relações sociais geradas pelo Capitalismo. FONTES: http://www.papodecinema.com.br/filmes/oliver-twist ; https://www.pinterest.com/lucywonderland/inspiring-800/ ; http://www.killermoviereviews.com/movie/oliver-twist/
Created By
n27, 29, 13, 23. 2A
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