O futuro escrito nas entrelinhas Notícias sobre a compra e venda de grupos livreiros no país coloca em pauta a grande pergunta: "COMO VENDER LIVROS EM UM PAÍS QUE NÃO SE LÊ?"

A loja está cheia. Há pais lendo para seus filhos livros infantis, enquanto emu ma TV erguida por bichos de pelúcia transmite um dos filmes da moda entre as crianças. É possível ouvir “Gol”e até mesmo alguns xingamentos na área reservada aos jogos eletrônicos. Se olhar para o lado, existem sonhadores vagando pelos livros destinados aos consurseiros, enquanto um casal troca olhares dentro de um café.

Não é um cenário desfavorável, principalmente quando se tem em mente que se está em um estabelecimento comercial. Você se move com dificuldade pelo lugar, esbarrando em pessoas distraídas.

O nome “livraria”faz referência apenas a parte do que está sendo vendido. É possível ver stands da Apple, e da Samsung. Iphones e Playstations. Figuras de Ação e Canetas. O que não falta é variedade, tanto de produtos quanto de publico. A tendencia da “Mega Store” parece bem mais fiel.

Este é o perfil da loja Saraiva localizada no Shoping Rio Sul, uma mega franquia que está presente em todo Brasil, captando 20% do Mercado livreiro nacional.

A marca teve seu nome envolvido ao aparecer nas manchetes como interessada pela compra de uma de suas concorrentes, a Livraria Cultura. O boato começou quando a Brodcasting, Sistema de notícias pertencente ao Grupo Estado, anunciou a negociação. No entanto, Sergio Herz, presidente da Cultura, afirmou ao Estado de São Paulo, que a informação é falsa e não haverá negociação. O grupo Saraiva já adquiriu um de seus concorrentes, a Siciliano, em 2008 por R$60,03 milhões.

Outro nome famoso no ramo, a Livraria Travessa, se viu obrigada a fechar uma de suas filiais mais famosas no Centro do Rio de Janeiro, e não escondeu que foi por motivos financeiros. Em 2015, Livraria Leonardo Da Vinci também se viu obrigada a esvaziar suas prateleiras.

Os motivos? Diversos. Vender livros no Brasil já pode ser considerado um desafio, ou até uma utopia. Segundo a InfoMoney, em 2016, a venda de livros no país recuou 8,9%, e os desafios não são apenas para os produtores, editoras, e escritores. Há uma nova geração de leitores, que não necessariamente precisam de… livros.

A chegada da Amazon com seu Sistema de E-books, Kindles, e vendas on-line representam um grande concorrente para lojas físicas. O comércio on-line se diferencia de várias maneiras e formas, e oferecem vantagens tanto para empresas, quanto para clientes.

A Info Money fez um levantamento com base nos best-sellers para ver o impacto da crise nos preços dos livros. Em 2006, o livro mais popular na lista de mais vendidos custava R$29,00, enquanto em 2017, um título comparável chega a custar R$38,00.

O vendedor Cristiano Araújo da loja Saraiva, no Rio Sul, aceitou responder sobre as vendas recentes. “As pessoas entram na loja, mexem nos video games, tiram fotos, folheiam os livros, mas não compram nada. Utilizam mais como espaço de lazer, sabe?”

Quando perguntado sobre a area destinada ao material escolar, que de fato está bem maior, ele foi sucinto “É o que vende nessa época.”

A estudante de jornalismo Giullia Belló acredita no futuro de lojas como a Saraiva e Cultura, e se mantém fiel ao Mercado e, ainda, destaca vantagens das lojas físicas “Faço muitas compras online, em promoçōes, mas prefiro comprar em lojas física - folhear o livro antes de comprar, ver se não tem nenhuma marquinha.”

Admitindo não abrir mão, também, das facilidades da internet. " Faço muitas compras online, em promoçōes"

Quando questionada sobre o preço do conteúdo, apontado como um indicador negativo, ela reconheceu que seu hobby está mais caro "Antes com no máximo 30 reais, podia comprar a maioria dos livros infanto-juvenis. Hoje vejo vários livros que custam quase 40,00 reais e não valhem a pena em termos de conteúdo."

O que se pode observar, é a compreensão. A Saraiva já conta com um gigante virtual, com loja que entrega para todo território nacional, e cresce cada vez mais. Já disponibiliza livros para download, assim como sua concorrente, livraria Cultura, que já ate conta com conteúdo gratuito.

A diversidade de produtos, serviços, e publico pode ser um fator para não se preocupar, afinal, cada pessoa possuí seu gosto, e tem uma área de interesse na loja.

Não há como sobreviver vendendo livros, mas quando as aulas começam, as crianças precisam de cadernos. Os adultos de notebooks, e todos nós de um café, de vez em quando.

Visite a Loja da Saraiva!

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