São Cristovão conhecendo os bastidores da história

São Cristovão, logo que chegamos, nos recebeu com chuva, e muita chuva! Bem, nos ditados populares chuva sempre quer dizer algo bom, e nessas épocas tão escassas de céus carregados, acredito que as boas vindas tenham sido em dobro.

Para quem não sabe, São Cristovão é quarta cidade mais antiga do Brasil, se encontra no sudoeste de Sergipe e já foi a primeira capital do estado. Fica há cerca de 25 Km da atual capital, Aracaju.

A cidade repleta de formas, detalhes, e acima de tudo história. Em seu centro histórico temos a impressão de estar voltando para o século XVI, ou, no mínimo, de estar em um grande cenário, que em meio ao tempo e a tantas mudanças ainda preserva a essência de ser considerada Patrimônio Histórico Nacional.

O mais curioso de cidades históricas, é que as pessoas que nascem e escolhem viver nelas, acabam se tornando personagens. Não do tipo que habitam os livros, mas os dos bastidores. E é aí que começa a magia!

Conhecer os bastidores da história não é para todo mundo, não! Visitar a cidade não basta. Conhecer a praça São Francisco, as igrejas, os museus, também não...

Para conhecer de verdade é preciso querer e conquistar conversas com gente que em sua maioria nasceu e cresceu ouvindo as histórias do lugar por seus pais, avós e tataravós, que ouviam de seus pais, avós e tataravós detalhes que não estão nos livros.

Engana-se quem confia que a história está apenas nos livros. Muitos não carregam o conhecimento popular (e não menos importante), as lendas, as crenças, que são passadas de geração para geração de São-Cristóvenses. Não podemos esquecer que as pessoas são e formam o lugar, não o contrário.

Seu José fofura aí olhando para cima, todo tímido, pousou e tudo para a foto. Fofura não é sobrenome do seu José, mas quem conviveu menos de vinte minutos com ele sabe que é impossível não se encantar quase instantaneamente. Na foto não aparece o saco cheio de mangas cheirosas que ele carregava, tiradas do pé, daquelas que a gente consegue sentir o gosto doce como mel só de olhar.

Essa é dona Josefa, toda produzida numa manhã de calor pós-chuva, com um salto-alto que só alguém com muita confiança (e prática) poderia usar. E detalhe: numa ladeira íngreme e molhada, e com muita classe, diga-se de passagem. Somente uma sergipana e são-cristóvense arretada para isso não acabar em tragédia.

Por fim...

Ah, não dá para terminar esse breve relato de uma manhã de calor, com sol, chuva e novas amizades sem falar na famosa queijada! O nome engana quem não conhece o doce, que associa à queijo. É um doce que tem o coco como ingrediente principal.

Peço mil desculpas para quem estava esperando a foto das queijadas, não deu tempo de fotografar... Quando for à São Cristóvão e prová-las, irá me entender!

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