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caminhos do mundo a revista do 2vidas no mundo - ed 18

um guia para amar Bariloche

edição especial

seja bem-vinde!

essa Caminhos do Mundo é uma edição diferente. uma edição onde deixamos um pouquinho de lado nossas reportagens e seções tradicionais pra fazer uma homenagem a Bariloche, a cidade que nos acolheu tão bem durante os 9 meses mais difíceis da vida de tanta gente. mas que agora tivemos que nos despedir...

“é isso que a saudade faz, constrói uma memória que nós nos orgulhamos de guardar, como um troféu de vida.”

(a máquina de fazer espanhóis)

você ainda irá reler essa frase novamente nessa edição. porque ela representa com perfeição nosso sentimento em relação a tudo que vivemos nessa cidade incrível. Bariloche é muito mais do que neve, vai muito além dos clichês.

por causa da pandemia, perdemos a chance de conhecer muitos lugares. mas ganhamos algo mais importante: um novo lugar onde podemos nos sentir em casa. esperamos que essa leitura faça você entender por que nos sentimos assim.

  • pra deixar sua leitura mais gostosa, preparamos uma playlist no clima on the road, afinal pra chegar ao Brasil encaramos 27 horas de estrada:
  • nessa edição especial você vai se emocionar com a carta de despedida que deixamos pra Bariloche;
  • tem também muitas dicas imperdíveis de melhores passeios e lugares pra comer bem;
  • e vamos reviver momentos marcantes vividos por lá de um jeito diferente: transformados em histórias em quadrinhos!

boa leitura!

voltando a ser criança...

foi uma semana incrível, com muita neve até pros padrões de Bariloche!

quer mais detalhes? a gente fez um vídeo mostrando a cidade branquinha e a nossa alegria voltando a ser crianças:

  • não poderíamos ir embora sem nos despedir e sem agradecer por tudo que Bariloche nos proporcionou nesse período tão complicado pra todos nós...

uma carta de despedida...

(por amanda santo)

querida Bariloche, hoje eu vim dizer tchau...

mais um desses que colecionamos na nossa vida portátil. mas não me entenda mal, não é porque nos acostumamos a idas e vindas que as despedidas passaram a ser fáceis...

pra ser honesta, elas até se tornaram mais difíceis. pesam pelo número.

é irremediável. é de saudades que a gente vai viver, sempre que um lugar especial virar um pontinho diminuindo no horizonte enquanto a gente se afasta na estrada.

dói mas a gente tava de boa com isso, abraçou as delícias e saudades de se mover.

o problema é que tu chegou. ou foi a gente que chegou, depende do ponto de vista.

a gente chegou nas tuas montanhas, tu na nossa estrada...

e tudo assim, sem querer. era março de 2020, ano que prometia milhares de coisas, menos as coisas que entregou.

nossos corações estavam apertadinhos de medo quando te conheceram e quase não conseguiram prestar atenção.

lembro de chegar no aeroporto, pegar um táxi até o hostel que reservamos de última hora. o burburinho covid tinha começado e por pouco não olhei a janela do carro. mas olhei.

vi as montanhas de um lado a outro dando as boas-vindas. talvez nos dizendo algo que ainda não podíamos compreender...

largamos as mochilas no hostel. estávamos arrasados.

a ideia não era ficar aqui, o destino era a tua cidade vizinha, El Bolsón. a anfitriã que nos receberia lá se fechou, assim como uma avalanche de portas pelo mundo começou a se fechar.

era um sinal estranho. pra esfriar as ideias decidimos caminhar sem rumo por tuas ruas...
foi no Lago Nahuel Huapi que nossos corações pularam forte, te reconheceram...

ficamos ali, sentindo o vento, maravilhados com as flores, com as abelhas redondas, com o azul do céu e da água. tudo isso no meio de uma cidade de prédios...

depois de titubear, como num lapso de luz, decidimos nos estabelecer em ti.

ficar, sabe-se lá por quanto tempo. nos isolaríamos em algum apartamento e esperaríamos o vírus passar (inocentes, achando que era alguma coisa que “passasse”).

assim nossa história contigo começou. de lá pra cá foi uma história tão imensa e intensa que às vezes penso que faz décadas.
vivemos as ansiedades da pandemia mundial olhando pra uma pontinha dos teus cerros que apareciam na janela. e vimos a paisagem mudar de cor...
lembra que esse dia nós passamos no sofá te apreciando?

vimos o verde virar amarelo, as folhas de verão secar e cair poeticamente no outono. na moldura da quarentena também vimos neve pela primeira vez e vibramos como crianças!

a gente ainda mal sabia em quanta neve iria se esbaldar.
dentro do apartamento, fizemos de tudo um muito! vivemos intensamente dentro daqueles poucos metros quadrados...

vimos shows online, dançamos, mateamos. xingamos o governo brasileiro, choramos mortes, morremos de medo.

e quando percebemos que o covid não era coisa de ir embora logo, decidimos nos mudar pra um canto mais econômico...
voltamos pro hostel que virou nossa casinha no furacão.

tu sabe, Bari, a mudança pra cá foi o momento em que abraçamos a relação duradoura contigo. fizemos um pacto: ficaríamos por aqui sem pressa, a perder de vista...

e em troca tu nos daria momentos inesquecíveis.

se passaram 9 meses. sim, 9 insanos meses em que tu foste nosso abrigo. uma cidade pra chamar de lar.

posso dizer então que os dois lados cumpriram aquela promessa, né?
fizemos amigos queridos dentro e fora do hostel, mesmo no alto da quarentena.

a Barby, o Hector, o Felipe e o John deixaram os dias entre paredes mais divertidos...

a Sabrina e o Sérgio, sem nos conhecer, nos emprestaram roupas de inverno. hoje viraram amigos queridos, assim como dona Neide, que de leitora da Caminhos virou nossa entusiasta mais carinhosa dessas bandas da Patagônia.

pessoas incríveis. personagens dessa história que fazem a despedida ser ainda mais sentimental...

ah! e já que mencionei a Caminhos… que capítulo é esse que tu iniciou em nossas vidas, hein, Bari?

essa revista tem certidão barilochense. um sonho que saiu do papel e entrou nas telinhas de muita gente que hoje lê nossos pensamentos sobre o mundo.

enquanto isso, entre novos trabalhos e rituais, as portas do isolamento se abriram devagarinho...

pudemos viver uma semana mágica, quando uma das nevadas mais intensas dos últimos anos pintou Bariloche inteira de branco...

voltamos a ser crianças e brincamos muito sem vergonha alguma!

também tivemos a chance de conhecer tua vida selvagem. que privilégio te ver, enfim, além da janela...

fantasias que quase enganaram nossos olhos destreinados pra tanto.

respiramos a vida dos bosques...

a neve das montanhas...

a terra seca das trilhas escondidas...

as praias paradisíacas de água cristalina...

as cachoeiras inesquecíveis...

e até o vulcão de gelo preto que deixa a água verde...

nem nas minhas projeções mais destemidas imaginei que nos enfiaríamos numa montanha de neve subindo e descendo por mais de 10 horas até 1800 metros acima do mar.

e que depois disso, pasme, teríamos disposição pra muitas pernadas mais.

estar nas tuas paisagens, ser parte delas por alguns momentos, ver que somos tão pouco perto da beleza absurda...

imaginar a história que se passou ali, saber que as montanhas onde estivemos foram rota e abrigo de tantos povos nativos... saber que conhecer e proteger aquele chão também é honrar a trajetória deles.

te conhecer e se apaixonar perdidamente por todas as tuas versões foi sem dúvida a melhor coisa de 2020.

até porque te conhecer foi também uma oportunidade da gente se conhecer de um jeito diferente. eu comigo, como indivíduo. eu com o Gus, como casal. nós dois como família...

foi aqui que nos sentimos ainda mais conectados, como se as tuas maravilhas e desafios tivessem nos fortalecido.

das mãos dadas nos caminhos que pareciam impossíveis, aos olhares brilhantes nas vistas surreais, tudo parece ter construído um novo jeito da gente se amar...
e isso, Bari, além de tudo que tu já nos tinha dado… isso foi o teu maior presente.

obrigada por tanto. até logo... mas vem junto, que da memória tu não sai mais.

com amor, Amanda.
  • depois de uma cartinha dessas, que tal revivermos mais um momento marcante em Bariloche num formato de história em quadrinho?

buscando um novo horizonte

quer ver as imagens reais da vista mais linda de Bariloche?

é só dar play pra conferir o antes e depois:

  • nessa edição especial, montamos um guia gastronômico completo pra ninguém passar vontade em Bariloche...

reunimos nossos lugares e pratos favoritos na cidade campeã de comida boa!

top 10: comer bem em Bari

  • tudo uma delícia, né? mas a verdade é que a maior parte das nossas refeições fizemos em casa, na cozinha coletiva...

pra você conhecer o lugar onde vivemos, preparamos um tour dentro do hostel!

  • cada vez que saímos descobríamos lugares incríveis! como esse que vamos te levar agora em mais um capítulo de nossa história em quadrinhos...

conhecendo um bosque encantado

que tal dar uma voltinha nesse bosque encantado com a gente?

é só dar play que nós te levamos até lá:

esse bosque é tão lindo que tá na nossa lista de passeios imperdíveis pra fazer em Bariloche...

quer conhecer nossa lista completa? confere em nosso podcast:

mais 5 dicas pra curtir Bariloche

clique nos links:

  1. conheça uma praia linda
  2. nos acompanhe pela trilha mais incrível
  3. curta a vista dos cerros no ponto panorâmico
  4. passeie por um lago pertinho de uma cachoeira
  5. e viaje pela história dos povos originários de Bariloche
  • pra encerrar essa edição tão especial, nossa história em quadrinhos de Bariloche vai até o lugar que marcou tanto nossa chegada quando nossa despedida na cidade...

surpresa, mistério... e saudade

quer saber mais sobre o lago Nahuel Huapi e o mistério do monstro Nahuelito?

fizemos um vídeo falando sobre tudo isso!

gostou? ficou com vontade de conhecer Bariloche? manda tuas dúvidas que a gente responde:

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e até a próxima edição!