Humildemente Democrática o desafio de ser bicicleta

Cleiton Augusto Santos da Silva, casado e pai de 3 filhos. Cleiton usa a bicicleta com seu meio de transporte, pois odeia sair de casa de ônibus/carro. "A bicicleta é um transporte leve e que faz bem a saúde, pedalar é a melhor coisa". Cleiton, que trabalha como Garçom, é usuário da bicicleta há 10 anos e tem medo da divisão de espaço com os carros. Pois, segundo ele, na maior parte da cidade os ciclistas não têm um espaço apropriado para andar e tem que dividir o espaço com os carros. "Me sinto triste com essa divisão de espaço... fico com medo... sei que a qualquer momento um carro pode colocar por cima de mim". "Com a bicicleta tudo é bem mais rápido, nunca fico preso no transito. Não uso equipamentos mais sei que é necessário para minha proteção. Nunca fui assaltado e espero que nunca ser, com Fé em Deus". Cleiton relata que não sabia que existia esse bicicletário no centro da cidade. "Venho pouco aqui". "Um dia fui pego de surpresa e passei a colocar minha bicicleta aqui todas as vezes que venho. Mas são poucos em uma cidade como Aracaju. Os ciclistas são desvalorizados".
José Nivaldo Conceição, 41 anos, pai de 3 filhos, trabalhador autônomo. No dia em questão, foi do Bairro Santa Maria, lugar onde mora, para o centro resolver alguns problemas. Falou que gosta de andar de bicicleta e que há 15 anos é usuário dela. Nivaldo continuou dizendo que tudo que precisa fazer, faz de bicicleta. "Já me roubaram uma vez. Deixei a bicicleta aqui (bicicletário) quando eu voltei não estava mais, só haviam deixado o quadro. Então, tirei as correntes e o cadeado e fui embora". Ele comentou que para andar de bicicleta em Aracaju, antes de sair de casa sempre faz uma oração, pois acha a cidade e o trânsito perigosos. Segundo ele, as ciclovias são poucas e é preciso disputar o espaço com os motoristas. "Já fui fechado por um táxi". "Pedalo todos os dias mais ou menos 10 KM e não uso equipamentos de proteção, mas sei que estou errado nesse caso". Nivaldo afirmou já conhecer o bicicletário, mas disse ter tido dificuldade em encontrá-lo, pois, ele fica muito escondido em meio a tantos carros. "Podemos deixar a bicicleta aqui, mas sem a garantia de que ela ainda estará aqui ao voltarmos".

Credits:

Gonçalo de Oliveira Neto e Pedro José de Oliveira Neto

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