Portugal e o estado novo

Salazar, ministro das finanças e "Salvador da Nação"

O golpe militar de 28 de Maio de 1926, instaurou uma ditadura militar, contudo a instabilidade política e económica persistiram, o que agravou o défice orçamental e a dívida externa e fez com que a grande crise em que Portugal se encontrava persistisse.

Em 1928, Salazar foi eleito ministro das finanças por Óscar Carmona e conseguiu reorganizar as finanças do país e alcançar o equilíbrio financeiro através do aumento de impostos e diminuição da dívida pública.

Este defendia o estado forte, "Deus, Pátria e Família", o imperialismo colonial e o nacionalismo económico como Hitler e Mussolini

Em 1932, foi nomeado 1° Ministro começando a preparar a nova constituição

Constituição de 1933

Foi a constituição de 1933 que pôs fim à ditadura militar e iniciou o estado novo. A constituição mantinha eleições por sufragio direto e mantinha liberdade e direitos individuais. Estes mesmo direitos eram muitas vezes desrespeitados.

Salazar concentrou todos os poderes em si: o seu poder sobrepunha-se ao do presidente da república, o governo sobrepunha-se à assembleia e as liberdades individuais foram ignoradas.

O período ao qual nos referimos como estado novo foi designado por Salazarismo. Em 1936, este chefiava o governo, era titular das finanças da guerra e dos negócios estrangeiros.

Legião e modicidade portuguesa

Em 1936 surgiram duas organizações: a Legião portuguesa e a Mocidade Portuguesa.

A Legião portuguesa defendia o regime salazarista e combatia o comunismo, querendo assim aumentar a moral da nação e a sua defesa.

Esta era constituída por homens e mulheres com mais de 18 anos que jurassem proteger a nação e o regime salazarista.

A Mocidade Portuguesa era uma organização que pretendia devolver á pátria o respeito, o culto do chefe e espirito militar. Queria abranger toda a juventude escolar acabando por ser obrigatório a crianças dos 11 aos 14. Pretendia aumentar o gosto pela disciplina, pelo culto dos deveres morais, cívicos e militares.

Censura e Polícia Política

Tal como em Itália Mussolini e na Alemanha Hitler, Salazar também limitou os direitos e as liberdades dos cidadãos. Censuraram a imprensa que tinha sido instituida em 1926.

Com a ditadura militar foi-se estendendo progressivamente aos outros outros meios de comunicação, como o teatro, cinema, radio e televisão. Visava não só visionar assuntos políticos e militares, mas também assuntos religiosos como as normas de conduta e toda ou qualquer notícia suscetível de influenciar a população num sentido perigoso.

A censura tentava impedir tanto a divulgação de qualquer informação contra o Governo Português, a de conflitos no estrangeiro ou escândalos de, por exemplo, ordem amorosa.

A polícia política ou PIDE (1933) tinha funções de repreensão e prevenção de crimes políticos. Esta usou a furtará física e psicológica para obter informações, enviou para a prisão e para campos de concentração milhares de opositores ao regime. Violou a privacidade dos cidadãos e invadiam as casas das pessoas de quem recebiam informação de estarem contra o estado.

Os informadores da PIDE eram desconhecidos e encontravam-se por todo o país.

Muitos foram os portugueses mortos e perseguidos. Após a II Guerra Mundial a maioria era militar ou tinha ideias comunistas.

Estatuto de Trabalho Nacional e Acto Colonial

Salazar baseava-se no corporativismo para controlar a sociedade e ecónomia. Publicado em 1933 o Estatuto de Trabalho Nacional, onde se formaram sindicatos nacionais organizados pelos trabalhadores de diferentes classes profissionais, que comunicava com o grémio. Competia ao estado arbitrar as negociações, de forma a que os dois lados estivessem equilibrados. Durante o estado novo também foras criadas Casas do Povo e Casas dos Pescadores que tinham como objetivo melhorar as condições de vida da população. Com estas intervenções permitiu que a economia do país tivesse saldo positivo e defendeu o nacionalismo económico.

Salazar também construiu obras públicas que permitiram melhorar as condições de vida e fazer propaganda ao regime, como por exemplo construindo barragens, hospitais e aeroportos, para além de expandir as redes de telecomunicações e energéticas e melhoraram se estradas e portos.

As colónias nunca se poderiam desenvolver para que a economia nacionalista fosse concretizada. Assim foi criado o Ato Colonial de 1930, onde foram reafirmadas ideias de defesa do Império e da Nação. Com as colónias, Portugal conseguiu ganhar riqueza pois os bens e o territorio das colónias passavam a fazer parte da Nação e permitindo que Salazar proclamasse a "Grandeza Nacional".

As colónias eram a maior fonte de matéria prima para a indústria nacional e era para onde os produtos agrícolas e industriais eram escoados.

Desafios

1º Houve a música no link abaixo e compara a letra com a foto.

2º Descobre quem é o senhor no retrato na segunda foto que aparece no trabalho

Se quiseres ficar a saber mais:

Webgrafia

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Mocidade_Portuguesa ; https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Legião_Portuguesa_(Estado_Novo) ; https://pt.m.wikipedia.org/wiki/António_de_Oliveira_Salazar ; https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ato_Colonial

Credits:

Created with images by ceiling - "Ponte 25 de Abril"

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