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DICAS PARA COMER, BEBER, VISITAR, COMER DE NOVO Se eu tivesse que dar apenas uma sugestão para quem vai a Israel, seria: ignore todas as sugestões e se jogue sem medo.

Explore, experimente, se perca, arrisque. Mas como nem todo mundo se sente à vontade no modo viajante, custa nada dar umas dicas. Não espere um roteiro, até porque não segui nenhum e vai tudo de memória e meio embolado. Como foram minhas caminhadas e descobertas.

- Se a sua viagem tem motivações religiosas, provavelmente vai querer ter como base Jerusalém. Caso contrário, pode ficar em Tel Aviv. As duas cidades estão a uma hora de distância. Ambas são imperdíveis. Aliás, o país é pequeno, mais ou menos do tamanho de Sergipe. Meia dúzia de horas e você foi de ponta a ponta. Há uma boa oferta de trens e ônibus. Moleza.

- Jerusalém também tem o seu lado modernex, mas certamente o encanto todo fica voltado para a Cidade Velha. Não à toa. Vale conhecer o Muro das Lamentações, visitar a Cidadela de Davi, percorrer as ruas históricas, visitar o Domo, ou percorrer os mercados cheios de prataria, cerâmica, tapeçaria, roupas, objetos de liturgia, comes e bebes variados. Mas prepara as canelas. Tem chão pra andar (e escadas pra subir). Ali, quanto mais tempo, melhor.

- Tel Aviv, também chamada de “A Bolha” pelos israelenses, tem uma vida compatível com uma cidade moderna banhada pelo Mediterrâneo. Dá para pedalar à vontade, caminhar pelas praias, curtir a noite despreocupadamente na parte nova ou nos barzinhos charmosos do Porto Velho. O astral é sempre ótimo. Foi muito bacana ver as meninas à vontade, muitas em dupla, curtindo sem serem importunadas. E olha, ô lugar pra ter mulher bonita. Homem também.

- Em muitos momentos você terá de fazer um esforço para se lembrar que está no Oriente Médio—e não numa cidade da Europa, por exemplo. Tel Aviv, cada um na sua, gay friendly, sofisticada, cultural, meio cara, underground, pode ser considerada a faceta moderna de Israel, mesmo tendo muita história pra contar.

- Comida. Ah, a comida. Bem que me avisaram. Por mais que eu me esforcei não consegui comer nada ruim. Mesmo nuns “sujinho” de rodoviária a comida estava boa. Existe uma influência culinária africana, asiática e européia, agregada à dieta mediterrânea, que torna os pratos interessantes e deliciosos. Impossível lembrar os nomes, mas algumas coisas são simples e marcantes. O Pita, por exemplo, pãozinho nacional. Tá em todo lugar. Leve e combina até com vento. Shawarma. É aquele gira-gira de carne assando num espeto vertical. O carinha vai, tira umas lascas, sapeca tudo dentro dum pão fininho e você acrescenta um dos trocentos molhos e condimentos disponíveis. Falável. Um bolinho maneiro. Hummus de lá é insano. Shakshuka. Quer dizer mistura, em árabe tunisiano. Leva tomate, ovo, cebola, pimentão, alho, azeite, cominho, páprica, pimenta e às vezes zaatar. A turma lá come no café da manhã ou no jantar.

Pita, Druze style

- Bebidas. Tem muita cerveja boa, inclusive, locais. Chope também. Mas tudo bem carinho. Os vinhos são espetaculares. Drinks não provei. Shots são comuns em bares mais informais. Nos papos com os barmen rolou muito shot de Campari e Aniz. E zuzubem.

- Hospedagem. Tem de tudo, inclusive Airbnb. Aluguei um apart hotel que estava mais barato no Booking. O cara mandou um código para desbloquear a porta e outro para abrir o cofre da recepção onde estariam as chaves do apartamento. Tudo bem que ele esqueceu de deixar as chaves, mas depois de um cagaço rápido de uma hora tudo se resolveu.

- Transporte, tranquilo. Use o Google Maps para se guiar e ver as linhas de ônibus. Se desloque pelo país de ônibus ou trem. As placas são em Hebraico e Árabe (alguns lugares em russo, também), mas nas principais situações rola inglês. No geral inglês resolve sua vida lá. Em Tel Aviv muita gente pedala, usa patinete, qualquer do tipo coisa vale. Usei Uber uma vez para voltar do Porto Velho por causa do horário. Vacilo, tinha ônibus pertinho, descobri depois.

- Segurança. Como já disse, tranquilo. Esqueça os noticiários. Se for abordado por um Robocop, não encane, é aleatório, frequente e comum. E não vão te pedir propina nem dar tapa na cara.

- Pessoas. Muito hospitaleiras e simpáticas. Em todas as situações se esforçaram para se comunicar e ajudar de alguma forma. Em Haifa, numa subida de ralar a nuca, uma senhorinha duns 198 anos nos parou para aconselhar a pegarmos um táxi. Sem dizer uma palavra sequer em inglês. Fofíssima. Claro, em todo lugar do universo tem gente de mal humor ou sacana. Estou descrevendo minha experiência de alguns dias por lá. E precisei interagir, já que estava apontando câmera para todo canto. Quando sentia qualquer resistência sacava a carteirinha de brasileiro e tudo se resolvia. Eles realmente curtem brazucas.

Credits:

Agê Barros

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