As mesas de som que mixam Reportagens Autor Conteudista: ERIBERTO DE JESUS CARVALHO

MÓDULO 1

O item central de todo estúdio de rádio sempre será a mesa de som, ou console de mixagem como é conhecido no meio artístico. Não podemos negligenciar sua importância e nem mesmo esquecer que quando passamos uma reportagem de modo analógico para dentro do computador, estamos falando diretamente de saber mexer nesses artefatos sonoros.

O universo da gravação de áudio em reportagens para rádio e televisão, gira em torno da qualidade dos mixers que estão a disposição no mercado. Assim emissoras buscam tanto mais a digitalização de seus projetos pois a qualidade exige hoje uma superação a todo momento. Porém não encontramos sempre a disposição mesas de som digitais nas emissoras que frequentamos e isso nos deixa a seguinte questão: Quando vamos precisar saber fazer a digitalização de nossas reportagens e quando teremos de fazê-la analogicamente?

Bem essa questão já perdura alguns anos e acredito que não será respondida rapidamente, mesmo porque o preço cada vez mais elevado de consoles assim, inviabiliza as emissoras menores de possuírem essas maravilhas tecnológicas.

O que está acontecendo é que há uma concentração de esforços nos softwares e nas placas de áudio dos computadores para suprir a falta de mesas melhores. Assim o processo de decodificação Digital Analógico (DDA) vem sendo praticado em profusão a todo momento do dia. Seja no descarrego das matérias gravadas em celular, ou gravadores digitais, ou ainda diretamente da internet. No câmbio final, observamos uma placa de áudio de razoável qualidade na saída do computador para a mesa de som dando conta do recado.

Mas, não se iluda, qualquer distorção na reprodução do material gravado será acentuada no momento da execução ou Cross mídia entre gravador e computador e posteriormente mesa de som.

É claro que o porte da mesa será proporcional ao do estúdio e os fatores principais para se escolher um bom equipamento são a adequação as necessidades, qualidade do som, recursos auxiliares, facilidades de manuseio, versatilidade e claro custo.

O mercado conta hoje com as mais conceituadas marcas mundiais, com Mackie, Yamaha, Soundcraft, Behringeer, Tascan, etc. O tempo dos gravadores de fita já passou, e deu lugar ao potente gravador digital com som estéreo e multipista de fácil edição e com muitas horas de gravação.

Ora hoje andamos com bons gravadores dentro do bolso na mutabilidade de uso dos celulares. Parece brincadeira, mas num tempo não muito distante essa coisa era chamada de sonho de consumo.

Não preciso dizer que o suporte de comunicação que melhor incorporou as novas tecnologias foi o rádio. Veículo ágil e onipresente, os integrantes das equipes rapidamente perceberam o potencial de tantos aliados e com aquele jeitinho brasileiro foram ingressando um a um dentro da realidade radiofônica os periféricos necessários para dar continuidade a magia da comunicação.

Como se trata de um sistema de transmissão com mais de uma fonte sonora (microfones, cds, efeitos, ruídos, musica etc.), os cabos foram se proliferando e os canais da mesa de som aumentando de quantidade, assim hoje uma mesa de rádio deve ter no mínimo de seis a dezesseis canais independentes e com recursos de equalização, treshold, phanton, ganhos de impedância entre outros.

Bem com essa gama de informação, você já percebeu também que não é só chegar, sentar e operar uma mesa assim. Antes é preciso se inteirar de tudo o que a mesa pode fazer por você e sua reportagem, programa, comunicação e por ai vai....

CANAIS – oito, doze, dezesseis, vinte e quatro, trinta e dois, quarenta e oito, depende do número de fontes sonoras que a emissora usa, linhas externas, híbridos para captação do som do telefone no ar, e microfones no estúdio que geralmente são quatro.

Além desses, temos aquela linguagem chata internacional, geralmente em inglês, os inputs auxiliares, para entradas de periféricos externos, como efeitos, reverber, ou com canais extras para mixagem de outros sinais como satélites, linhas externas digitalizadas ou analógicas, e mais, os sinais “FLATS”, não processados pela mesa.

Os canais de saída são os másters estéreos (direito e esquerdo), em pares de outputs para monitoração e mixagem, mais as saídas individuais ou de subgrupos de canais para gravação que se subdividem em linha ou microfone e logo abaixo de cada plug estão os TIPS para o uso externo de efeitos individuais.

CONEXÕES – Os conectores ou Plugs, na maioria das mesas são do tipo BANANA ou P10, outras usam plugs RCA.

Um plug banana estéreo pode ser balanceado assim como Plugs XLR ou como são conhecidos por CANON.Um plug balanceado tem a melhora da impedância do sinal, estabilizando assim a relação do que chamamos de SINAL/RUIDO, e é claro menos penetração dos sinais de radiofrequência ou RF.

Observa-se em mesas assim logo acima dos FADERS ou controles de ganho de cada canal, o potenciômetro de GAIN ou TRIM, com diferentes inputs para diferentes impedâncias.

CONTROLES – Cada canal deverá ter um controle de nível – volume, Timbre – equalização, Posição estereofônica – Pan, e efeitos ou auxiliares. Os endereçamentos para subgrupos de canais – Bus ou Aux, controles solo e mute e o controle de processamento de sinal sonoro pelo fader ou potenciômetro deslizante.

Lembre-se, é preciso ouvir cuidadosamente as reportagens no momento da gravação com o uso da mesa de som para se evitar a distorção. Qualquer programa de computador corrige uma reportagem com som baixo, mas nenhum programa corrige uma reportagem com som distorcido. Assim, o elemento mais importante ainda é a boa audição no momento da gravação, independentemente da qualidade da aparelhagem que temos em mão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBEIRO, Heródoto & LIMA, Paulo Rodolfo. Manual de Radiojornalismo. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

FERRARETTO, Luiz Artur. Rádio: o veículo, a história e a técnica. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto, 2001.

LÓPES VIGIL, José Ignacio.

MCLEISH, Robert. Produção de Rádio: um guia abrangente da produção radiofônica. Trad. de Mauro Silva. São Paulo: Summus, 2001.

MEDITSCH, Eduardo. O Rádio na era da informação – teoria e técnica do novo radiojornalismo. Florianópolis: Insular, Ed. Da UFSC, 2001.

Created By
Maria Beatriz Cruz
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Credits:

Created with images by .v1ctor Casale. - "#live #envivo #broadcast #radio #studio"

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