Simplicidade Voluntária Viver não é complicado

Você já parou para pensar como tudo na vida tem um custo? Tendemos a imaginar que gastamos dinheiro apenas quando compramos produtos ou serviços na loja, no supermercado ou na seguradora. Não refletimos que a forma como se faz as coisas pode ter – e sempre tem – repercussão no bolso.

É só parar pra pensar. Quando você decide se vai à padaria de carro ou a pé, está impactando seu orçamento. Quando opta por ir ao cinema em vez de ir ao parque, está impactando igualmente o seu orçamento. Até mesmo se bebe suco em vez de água, está abraçando uma ação que repercute no dinheiro. São operações que envolvem pouca soma. Mas quando tudo se soma em um mês ou um ano?

O jeito quase automático como levamos a vida nos impede de refletirmos sobre pequenos detalhes que fazem muita diferença ao longo do tempo. Pode parecer simples tomar uma decisão sobre o lazer no fim de semana ou como passamos o nosso dia. É revelador, no entanto, agir conscientemente em cada escolha que fazemos. Porque no final tudo tem reflexo na esfera financeira. Não é à toa que o homem elegeu o trabalho e sua fonte de renda como centro de suas preocupações. Mas, uma vez garantida a sobrevivência, o que vem em seguida? O desejo do bem estar e da riqueza, da vida sem frequentes sobressaltos.

Ocorre que nesse caminho encontramos várias armadilhas. São os “comandos” que recebemos para consumir mais e mais, até a exaustão. Um cafezinho, uma pipoca, um sorvete, pequenos prazeres que somados valem uma montanha de dinheiro. Coisas banais, é verdade. A questão é que nem sempre tomamos essas pequenas decisões com consciência.

Isso é a economia girando, o dinheiro circulando, a riqueza fluindo. O ponto que se coloca é que não podemos ser apenas os alimentadores desse ciclo, arcando com todas as demandas, esgotando nossas reservas, privando-nos do que verdadeiramente vale a pena. Consumindo e sendo consumidos.

O movimento Simplicidade Voluntária, criado a partir das ideias de Henry David Thoreau, faz o alerta para o consumo consciente, o apego às coisas de real valor, a vida plena de sentido. Não vamos por aí jogando moedas e cédulas ao vento, vivendo com a falsa sensação de poder da carteira recheada de dinheiro.

Vislumbre grandes projetos. É claro que não precisa abrir mão radicalmente de pequenos prazeres, porque assim a vida perderia a graça. Mas contar até dez e evitar viver por impulso já são bons começos.

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