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Trabalhar em equipe preparando cidadãos para o século XXI

Estamos chegando à metade de uma experiência vivenciada por uma escola que aprende todos os dias a conhecer, a ser, a conviver e a fazer. É com esse espírito, embasado pelos quatro pilares da educação para o século XXI declarados pela UNESCO, que o Ciclo 4 está se configurando.

A educação como a conhecemos, está se transformando; o modelo tradicional, relacionado a testes e repetições, pode até resultar em boas notas, mas não garante a formação integral do aluno e tampouco dará conta de desenvolver todas as competências necessárias para enfrentar os desafios de um mundo em constante mudança e de desafios sociais, políticos e ambientais crescentes.

Como temos acompanhado, o mundo tem exigido cada vez mais que os jovens se responsabilizem por seu desenvolvimento e a escola, como instituição, continua reproduzindo um modelo que atende às demandas do passado, por isso a necessidade de investirmos na construção dessa escola com um novo sentido.

Protagonismo e competências socioemocionais

É importante reconhecer e compreender também a complexidade do ser humano e para tanto é preciso desenvolver estratégias de aprendizagem personalizadas, flexíveis e que possam atender cada indivíduo em suas singularidades.

É nesse cenário que se faz necessário promover no ambiente escolar o desenvolvimento de competências socioemocionais, criar oportunidades para uma aprendizagem mais significativa e profunda e que terá impacto na vida dos alunos, seja nas relações interpessoais ou no mundo do trabalho.

Os conhecimentos cognitivos tradicionais da matemática, da física, da química, da história e todos os outros têm seu valor, mas precisam estar articulados ao desenvolvimento da oralidade, da empatia, do trabalho em equipe, da escuta, da resiliência e outras mais.

Segundo o pesquisador Oliver John, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, os seres humanos são uma espécie muito sociável, como as formigas e as abelhas, e suas características podem, sim, ser aprimoradas antes e depois do período escolar.

Neste sentido, a mediação da aprendizagem realizada pelos professores nos trabalhos em grupos é fundamental, pois é momento para orquestrar talentos individuais visando a uma melhor produtividade coletiva e é possível permitir que estudantes, dotados de capacidades múltiplas e singulares, desenvolvam competências como empatia, manutenção de relações positivas, flexibilidade cognitiva e tomada de decisões de maneira responsável e respeitosa.

Trabalho em equipe e mão na massa

Basta uma caminhada pelos corredores do Colégio Rio Branco para que possamos enxergar esses ricos momentos de aprendizagem acontecendo.

Do grupo de alunos que se reúne no corredor para fazer planos de pesquisa, infográficos, cronogramas de trabalho, àqueles que circulam gravando seus documentários, podcasts e, até mesmo, apresentando propostas de melhorias à sustentabilidade da escola aos diretores, podemos enxergar cada um trilhando o seu próprio caminho.

São nesses caminhos, cheios de conflitos e contradições, que se manifestam as frustrações, tão importantes para o amadurecimento emocional. Emerge, também, a necessidade de aprender a trabalhar com negociações, pois assim é a vida.

É assim que aprendem e se preparam para enfrentar tantos outros desafios que o futuro apresentará.