Estágio em História no Ensino Básico e Secundário

A infância molda a personalidade de um ser humano e orienta as suas escolhas. Se me questionarem, porquê História? Porquê professor? Eu responderei que este gosto vem desde criança, desde que aprendi, no quarto ano de escolaridade, as dinastias dos reis de Portugal. É um fascínio (o da História) que não consigo explicar apenas por palavras, a minha imaginação sempre trabalhou no sentido de me colocar num período diferente daquele que eu conhecia. Com os anos, foi aprofundando os meus conhecimentos históricos e, embora alguns fossem lecionados com um acentuado cariz nacionalista e simplista, o gosto e o fascínio nunca se desvaneceu. Uma visita de estudo ao castelo de Santa Maria da Feira, quando frequentava o segundo ciclo, terá tido um papel extremamente importante no meu percurso. No terceiro ciclo, a tendência foi a do meu gosto pela história aumentar ainda mais ,talvez, devido à separação entre história e geografia. Não exagero se disser que, no oitavo ano de escolaridade, já sabia que queria estudar História e, mais interessante ainda, sabia que o queria fazer em Coimbra. Motivado por um ensino básico onde as classificações nas disciplinas de humanidades sempre foram as mais favoráveis, optei por um percurso no ensino secundário, também ele virado para as humanidades. Nessa altura, a única turma de humanidades da minha escola, era bastante competitiva em termos de resultados o que me acabou por beneficiar, contribuindo para o meu desenvolvimento. Foi assim que ingressei no curso de História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no ano de 2012. Aos poucos, fui percebendo que muitas das matérias que aprendia no ensino superior estavam desconectadas com as que se falavam no ensino obrigatório, essa terá, além de outras, uma das coisas que me levou a escolher o mestrado em ensino. Outra das razões que me terá levado a seguir o caminho da docência, será pelo facto de não conseguir especificar um período da história que goste mais, a única que sei, é que me sinto mais à vontade, cientificamente falando, num período que outro. O estágio confirma que quero mesmo este caminho na minha vida, não há nada melhor do que fazer a vida numa dialética constante entre o ensinar-aprender.

"Nem todos que sonharam conseguiram, mas para conseguir é preciso sonhar" - Gabriel o Pensador

Credits:

Created with images by PublicDomainPictures - "books old worn" • DariuszSankowski - "old retro antique"

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