Zoológicos: cárceres para animais

Os zoológicos e aquários são passeios tradicionais em vários lugares do mundo, alguns mais famosos possuem um número de visitas diárias gigantesco, sendo usados para fins lucrativos, como é o caso do Sea World, em Orlando, e do Zoo Lujan, em Buenos Aires. Os animais são retirados da natureza com a proposta de que serão criados para preservação e reprodução da espécie, porém, alguns dados indicam que esses animais possuem dificuldades para reprodução em cativeiro e a rotina desses lugares causam danos à saúde deles.

Fotos tiradas em janeiro de 2016 no Zoológico Lujan, em Buenos Aires, na Argentina.

Um documentário lançado em 2013 sobre o Sea World fez com que as vendas de ingressos do parque caíssem em até 84% entre 2014 e 2015. O filme conta a história de uma baleia famosa, a Tilikum, que segundo eles, devido a vida em cativeiro e o fato de ter sido retirada da sua mãe quando filhote, ficou extremamente agressiva, matando mais de dois de seus treinadores.

Com cenas fortes, o documentário mostra que essas baleias sofrem inúmeros tipos de problemas como queimaduras por conta do sol, já que não conseguem se proteger na sombra pois o tanque possui apenas 12 metros de profundidade, machucados por brigas entre uma baleia e outra, que no oceano não fariam parte da mesma “família” e também a falta de espaço que causa o estresse, fazendo com que a vida do animal diminua em mais de 80 anos (o contrário do que falam nos parques, já que os instrutores afirmam que a baleia vive mais em cativeiro).

O parque se pronunciou oficialmente sobre o assunto dizendo que muitas informações eram exaltadas e caluniosas. No ano passado o Sea World divulgou uma nota dizendo que os shows com as baleias iriam parar e novas experiências seriam propostas para 2017, com o intuito de agradar novamente seu público.

O zoológico Lujan na Argentina, em Buenos Aires, também teve um fim similar ao Sea World, apesar de não ter sido influenciado por nenhum documentário, o zoo fechou as portas após grupos de ativistas se pronunciarem de forma devastadora na internet, fazendo com que o governo decidisse que o espaço não iria mais funcionar.

Foto tirada em janeiro de 2016 no Zoológico Lujan, em Buenos Aires.

Os ativistas afirmavam que os animais eram dopados e por isso conseguiam conviver no mesmo espaço com os humanos, já o zoológico afirmava que eles apenas conseguiam fazer isso pois eram criados desde filhotes com a presença de pessoas e animais domésticos, como cachorros e gatos. Biólogos e veterinários afirmam que domesticar animais selvagens pode trazer danos a qualidade de vida do mesmo. Muitos blogs e sites fazem denúncias as condições do local, dizendo que o mesmo possui uma higiene precária e que os animais vivem em condições péssimas.

Após nossa visita ao zoológico, percebemos que o espaço em que os animais vivem é extremamente pequeno e que o fato deles serem alimentados em qualquer momento pelos visitantes, era prejudicial à saúde deles já que não possuíam uma dieta equilibrada.

Também visitamos o Zoo no Rio de Janeiro e o AquaRio, recentemente inaugurado, sendo o maior aquário da América Latina. Assista nosso relato sobre essa experiência:

De acordo com Rodrigo Costa, Biólogo do Zoológico do Rio de Janeiro, os animais estão sendo alimentados de forma regular e os veterinários ficam no espaço em tempo integral para atender às necessidades deles. “Os ativistas inventam muita coisa, quem tem boca fala o que quer, democracia é isso mas a mídia falou muito coisa que não era verdade, os animais não estavam em situações ruins e sim as estruturas, fora que os animais são velhos. Fechamos apenas para reforma, para garantir o bem estar dos animais e não por problemas com os animais”, afirmou ele. Também revelou que o zoológico irá contar com novos animais após a reinauguração.

Por Hagata Melchiades e Silvia Buzinari

Created By
Hagata Melchiades
Appreciate

Made with Adobe Slate

Make your words and images move.

Get Slate

Report Abuse

If you feel that this video content violates the Adobe Terms of Use, you may report this content by filling out this quick form.

To report a Copyright Violation, please follow Section 17 in the Terms of Use.